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O novo político e a busca pelo voto

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O brasileiro não acredita mais na política e em seus personagens. Esse é um filme antigo que se repete nos intervalos das eleições. É um sentimento sazonal que se dissipa à medida em que a eleição se aproxima, o eleitor começa a observar nomes, refletir sobre propostas e assimilar discursos.

Abraham Lincoln lembrou muito bem que o povo pode até ser enganado, mas não todo o tempo. Desde a redemocratização, o brasileiro está mais cauteloso, pensa mais e tem certo medo de errar na hora do voto. Faltam politicos que saibam decodificar as mensagens enviadas por esse novo público.

Norberto Bobbio diz que a democratização da informação na sociedade impõe uma democratização política. O perfil do novo político, nessa nova ordem, estará mais compromissado com grupos sociais, menos individualista e mais solidário; mais transparente e submetido ao controle da mídia e da própria sociedade. 

A profissionalização da política exige que aventureiros e oportunistas não tenham tanto espaço como antes. Já não se aceita mais a figura do político tradicional, trancado em palácios, com conversa fiada, promessas e muitas mentiras. A figura do prefeito ou do governador tem de ser transparente, gerente, realizador, planejador e eficiente.

O Seu José e a Dona Maria que vivem na periferia e que usam os serviços públicos de saúde e educação são que vão decidir a eleição. Dificilmente, os políticos conseguem captar os sentimentos dessas pessoas. Os grandes desastres eleitorais acontecem quando não se perscruta minuciosamente o coração do eleitor. E é aí que entra o marketing politico. 

A capacidade de antecipar tendências deve ser a grande característica do estrategista de campanhas eleitorais.
Estudar, profundamente, a situação do eleitorado e o posicionamento da candidatura, para poder vislumbrar os caminhos por onde a campanha deverá passar. 

O voto é um processo de conscientização. Para consegui-lo, não basta uma música bonita e uma campanha bem-arrumada. É um trabalho longo, demorado, paciente. É preciso a persistência do escultor que cinzela várias vezes na pedra até lapidá-la. 

Fernando Carreiro

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