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Minuto Finanças - Governo erra e pune população mais pobre

 Taissa Barbosa, desempregada desde dezembro e com dois filhos para criar. Moradora do bairro Altamira.


Quem cuida do orçamento dentro de casa sabe que a situação está cada vez pior. Com o desemprego em alta e a inflação nas alturas, muitas famílias também têm sentido a queda na renda e estão enfrentando o desafio de conciliar salário com gastos domésticos. Além disso, a inflação tem pesado mais nos gastos mais básicos, como alimentação – em janeiro, em Vitória, o valor dos alimentos avançou 3,66%.
Mas de quem é a culpa da crise? Na opinião de especialistas, erros na condução da política econômica pelo governo federal foi o que criou esse cenário, onde quem sofre mais é a população mais pobre. Para essa camada da população, manter alguns privilégios conquistados recentemente ficou cada vez mais difícil.
Não é que a crise não afete também outras classes sociais. “A crise atual afeta a todos, mas ela é pior para a população mais pobre porque o Brasil é um país muito desigual”, explica o economista e professor dos MBAs da FGV, Robson Gonçalves.
Segundo ele, o país teve um processo de melhoria grande na desigualdade, mas ele não teve base sólidas. “Esse foi o grande erro, não ter um alicerce para a diminuição da desigualdade. Os alicerces são a melhoria da educação e da infraestrutura. Todos os países que fizeram uma redução de qualidade das desigualdades enfrentaram a situação dessa forma”, aponta o especialista.
Além disso, Gonçalves observa que o atual governo implantou um conjunto de medidas improvisadas na economia. “A partir do início do governo Dilma, houve um grande nível de improvisação e voluntarismo, e muita pressa em melhorar a distribuição de renda. Desta forma, se desorganizou os elementos que estavam andando bem. 
Citando, para ficar mais claro, o combate à inflação, a política industrial, a política cambial e as contas do governo”.

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