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A política como jogo de interesses pessoais

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Porque a política e os políticos gozam hoje de uma reputação tão baixa?

Idealmente, o estrato político deveria ser de uma impoluta postura, posto que exercem funções públicas visando o bem-comum. 

Acontece, que muitos jogam no time de Nicolau Maquiavel, autor de O Príncipe onde dissemina a ideia de que “a política é um jogo sofisticado, delicado e complexo, que para ser entendido (por quem joga ou por quem observa) exige que prestemos atenção às qualidades e à sorte dos jogadores, à sua perspicácia e à sua força e, principalmente, aos recursos de poder que estão em jogo”. 

Pois na grande maioria das vezes quando olhamos para a classe política, não só na CAPITAL do DINHEIRO, mas também nos governos estaduais e municipais em nosso amado país, vemos que as coisas acontecem exatamente desta forma. 

O maquiavelismo de nossos políticos já se tornou proverbial. Prevalece o jogo de interesses, o ganho por fora, o “é dando que se recebe”. Logicamente não está incluída toda a classe de governantes e legisladores. Mas, a corruptocracia é tão deliberada que até os “bons” (?!) estão aderindo à síndrome de “Justo Veríssimo”, famoso personagem do comediante Chico Anysio, que encarna exatamente um político desonesto e que tinha “horror a pobre”. Leviandades não faltam entre eles. 

O que importa não é tanto a lealdade a alguém ou a alguma plataforma política, mas o que realmente lhes interessa são os seus interesses escusos. Não primam pela ética em sua atividade parlamentar, mas, em realidade, posam de bonachões irrepreensíveis para suas bases políticas. 

Acerca da ética, Marilena Chauí em seu excelente livro Convite à Filosofia, nos ensina que, para os gregos, era inconcebível a ética fora da comunidade política – a polis (cidade) como koinonia ou comunidade dos iguais – , pois nela a natureza ou essência humana encontrava sua realização mais alta. 

Chauí nos ensina ainda que Platão identificara a justiça no indivíduo e a justiça na polis. Já Aristóteles subordina o bem do indivíduo ao Bem Supremo da polis. Esse vínculo interno entre ética e política significava que as qualidades das leis e do poder dependiam das qualidades morais dos cidadãos e vice-versa, das qualidades da Cidade dependiam as virtudes dos cidadãos. Somente na Cidade boa e justa os homens poderiam ser bons e justos; e somente homens bons e justos são capazes de instituir uma Cidade boa e justa


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