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ELEIÇÕES 2018 Corrida de presidenciáveis pelos vices vira missão quase tão difícil quanto ganhar a eleição

Geraldo Alckmin durante anúncio de apoio do centrão.
A busca por um(a) candidato(a) a vice-presidente nas eleições brasileiras segue desta maneira: Jair Bolsonaro (PSL) já ouviu três nãos seguidos – o do senador Magno Malta (PR), o do general Augusto Heleno (PRP) e o do general Hamilton Mourão (PRTB) – e está perto de ouvir um quarto, o da professora de direito Janaína Paschoal (PSL). Geraldo Alckmin (PSDB) levou um fora, o do empresário Josué Gomes (PR). Ciro Gomes (PDT) foi sondado, mas caiu em um truque do centrão e, agora, não está entre os mais procurados. Marina Silva (REDE) já falou em oferecer a vaga de vice ao PV. Álvaro Dias (PODE) e outros representantes de partidos pequenos buscam uma solução caseira com a formação de chapas puro-sangue.

Na eleição mais incerta desde 1989, os principais concorrentes ao Planalto se deparam com uma série de dificuldades para encontrar um(a) companheiro(a) de chapa. Para despistar quem os questiona sobre o assunto costumam seguir o mesmo rumo de Alckmin, dizendo que ainda falta muito tempo para essa decisão ser tomada – quando na verdade o prazo para o fim das convenções termina no dia 5 de agosto (daqui a uma semana) e o de inscrição de chapa em 15 de setembro. “Não temos pressa. Ainda temos até o dia 4 para nos decidirmos”, afirmou o tucano nesta quinta-feira, durante o anúncio do apoio do centrão à candidatura dele. Poucas horas depois, Josué Gomes enviou uma carta agradecendo o convite e se recusando a concorrer como vice do tucano.

Algumas das razões dessa indefinição apontadas por analistas políticos ouvidos pelo EL PAÍS: 1) a incerteza do que o PT fará sobre sua candidatura inviabiliza parte das coligações – já que Luiz Inácio Lula da Silva está preso e provavelmente será impedido de concorrer; 2) Bolsonaro, Marina e Ciro, que lideram as pesquisas sem Lula, pouco têm a oferecer para atrair aliados. Não têm tempo de propaganda de rádio e TV, possuem poucos recursos partidários, assim como pequenas bancadas na Câmara dos Deputados ou prefeitos eleitos que poderiam lhes servir de cabos eleitorais; 3) longa distância do topo nas pesquisas eleitorais, casos de Alckmin e Dias; 4) polarização de candidaturas em um país que costumava se deparar com uma antiga queda de braço entre PT e PSDB e; 5) acordos regionais que acabam interferindo no plano federal. De olho nos próprios rincões, caciques regionais agem contra o que poderia ser um consenso partidário.

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