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Futuro de desemprego desestrutura juventude

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O número de desempregados entre jovens de 18 a 24 anos chega a 28,1%, de acordo com o IBGE; a informalidade alcança 38%. Somando-se a isso os cortes em programas de acesso ao ensino superior, como o ProUni e o Fies, os jovens têm os seus sonhos de emancipação adiados ou mesmo abortados.

“Um dos esforços é mostrar para o jovem o que é trabalho digno e decente, para que ele possa almejar isso”, afirma o psicólogo Gabriel di Piero, supervisor de área de juventude da Ação Educativa, que promove a Semana de Formação em Direitos Humanos e Educação Popular.

Segundo ele, as políticas públicas para a juventude nos últimos anos têm se concentrado em estratégias que buscam garantir a permanência dos jovens em espaços de ensino, retardando sua entrada no mercado de trabalho para que possam, com melhor formação, não se submeterem a trabalhos precários que proliferam no cenário atual.

Uma alternativa seria fortalecer programas que promovem a organização de empreendimentos autônomos constituídos pelos próprios jovens, como é o caso do Programa de Valorização das Inicia-tivas Culturais (VAI), criado em 2003 pela Prefeitura de São Paulo, e que sofreu também com congelamento de verbas durante a gestão de João Doria Jr., que deixou a Prefeitura para ser o candidato tucano ao governo paulista.

Para a antropóloga Alana Moraes, que pesquisa as novas configurações do trabalho nas ocupações urbanas na periferia de São Paulo, o modelo atual, que desregula as relações de trabalho, aumenta a pressão sobre os jovens porque a eles é atribuída a culpa quando não encontram inserção no mercado.
 

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