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Gastos com juros consomem 7,24% do PIB

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As empresas brasileiras pagaram R$ 120,8 bilhões em juros em 2017. O gasto caiu 3% em relação ao apurado em 2016, seguindo trajetória de queda iniciada um ano antes. Mas a redução acompa-nha também a diminuição no volume de crédito ofertado para pessoa jurídica, que ficou 4,7% menor no ano passado, passando de R$ 769,5 bilhões, em 2016, para R$ 733,2 bilhões. Desde 2014, o volume contraiu quase 24%.

Os dados são do estudo “Juros e Inadimplência no Brasil 2015–2017”, realizado pela Federação do Comércio de São Paulo (FecomercioSP). Com base em informações disponibilizadas pelo Banco Central, a pesquisa procura quantificar o volume de recursos utilizado para pagamento de juros e a evolução dos níveis de inadimplência dos consumidores e das empresas brasileiras.



As famílias pagaram R$ 354,8 bilhões em juros no ano passado, montante 17,9% superior, em termos reais, ao de 2016 (R$ 301 bilhões) e equivalente a 5,4% do Produto Interno Bruto (PIB) e 10,8% da renda anual das famílias. O percentual é superior ao de gastos com educação e vestuário.


O volume de operações de crédito para famílias aumentou 2,2%, atingindo R$ 851,5 bilhões e interrompendo dois anos de contração. Somados aos gastos das empresas, a despesa total com juros chegou a R$ 475,6 bilhões no ano passado, alta de 11,8%, o que equivale a 7,24% do PIB.


Apesar do ciclo de reduções da taxa Selic, os juros médios cobrados das pessoas físicas subiram 4,4%, para 67,8%. A taxa média mensal cobrada dos consumidores ficou em 4,41%, percentual quase 50% superior à inflação registrada pelo IPCA em 2017 (2,95%).


“Não tem concorrência de fato entre os bancos, e eles estabelecem o spread bancário, que é a diferença entre os custos de captação para eles e os juros que cobram dos consumidores, de forma muito alta. Eles falam da inadimplência, mas sabemos que a falta de concorrência efetiva permite que eles coloquem os juros nesses patamares”, analisa o supervisor do escritório regional do Dieese em São Paulo, Victor Pagani.
 

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