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Os donos do Brasil e a farra com o dinheiro do povo. Veja quem são eles

 
Já dizia Oscar Wilde "Há apenas um tipo de comunidade que pensa mais em dinheiro do que os ricos: os pobres. Os pobres não conseguem pensar em mais nada." 

Há tempos, alguns observadores mais atentos se deram conta de que os problemas estruturais do Brasil podem ter uma origem comum: os privilégios e altos salários de uma elite de servidores. Apesar dos desafios econômicos e sociais do país, onde ocorre uma das mais vergonhosas distribuição de riquezas do mundo, a casta de seres especiais consegue aumentar a cada ano seus salários e privilégios sem muita dificuldade.

Se não há dinheiro, pressionam pelo aumento de impostos, pelo endividamento do Estado ou pelo corte de investimentos em áreas essenciais para a população. Donos de altíssimos salários, benefícios e outras vantagens que em nada condizem com a realidade do país ou com o que ocorre no setor privado, os representantes da elite do serviço público não precisam enfrentar filas no SUS, pegar ônibus lotados, matricular os filhos em escolas públicas ou se submeterem aos serviços precários oferecidos ao cidadão comum.

Como não sentem na pele a precariedade dos serviços que o Estado oferece ao cidadão comum, esta elite não se compadece com o pouco que o Estado devolve ao cidadão pagador de impostos. Eles querem sempre avanças sempre mais e mais sobre a fatia do dinheiro do contribuinte. Ninguém se importa com o fato do cidadão entregar metade de tudo que ganha nas mãos do Estado, sob a forma de impostos. As pessoas poderiam comer melhor, ter coisas melhores em suas casas, pagar escolas particulares para os filhos, ter planos de saúde, caso os impostos fossem mais baixos no Brasil. Não são graças à fúria arrecadatória impelida pelas elites que, além da estabilidade no emprego, dos altíssimos salários, não abrem mão de seus privilégios, regalias e vantagens vergonhosas.

De tudo que a União arrecada, estima-se que consegue devolver apenas 7% ao cidadão, sob a forma de investimentos em infraestrutura, saúde, educação, segurança pública e outros serviços notadamente precários. A maior parte do dinheiro do povo é consumida por um grupo seleto de privilegiados. É claro que se não fosse essa gente, as joalherias, os restaurantes e hotéis de luxo, as construtoras de mansões e os vendedores de carros importados morreriam de fome. No entender dessa elite, que tem que morrer de fome é o povo. Quem mandou não ser filho de servidor, poder estudar nas melhores escolas e passar em concurso público? Como se não bastasse regalias vergonhosas como auxílio-moradia de quase R$ 5 mil para morar em suas próprias casas, membros do Ministério Público do Rio de Janeiro recebem até R$ 3.535,23 de auxílio-educação para custear despesas com ensino de seus filhos de até 24 anos.

Segundo o Estadão, "Um quarto dos deputados federais é servidor público e atua hoje como a maior força de pressão no Congresso Nacional. Antes dispersa e focada em demandas pontuais, essa bancada se uniu e ganhou visibilidade durante a votação da reforma da Previdência ao reagir à ofensiva do governo, que atacava os “privilégios” do funcionalismo.

Centenas de parlamen­tares, assessores e represen­tantes dos quatro mais poderosos lobbies do parla­mento. Atualmente, esses grupos têm 286 deputados ou 29 votos a mais dos que a maioria absoluta (257) da Casa.

Fortalecido, o grupo ligado aos servidores públicos, assim como os demais, trabalha para estimular candidatos que patrocinem a agenda do funcionalismo com o objetivo de manter a influência sobre o Legislativo e impedir o avanço de medidas de ajuste fiscal que são esperadas para o próximo governo e que afetarão as categorias".

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