Seguidores

Com dinheiro do próprio bolso, idosa tricota roupas para doar...

Getty Images
Há mais de 60 anos, a rotina de Alzira é fazer diariamente gorros, cachecóis e luvas de tricô. Apesar da idade, 87, estar em uma cadeira de rodas e ainda fazer uso de medicamentos para diabetes, ela tem energia para sua produção. Entre uma medicação e outra, ela descansa e assim retoma a tricotagem para doar peças às mães e idosos necessitados. Em 2018, doou 50 pares de sapatinhos e 30 toucas.

Arquivo pessoal"Aprendi a fazer tricô sozinha e, desde quando tive minha primeira filha, há 60 anos, comecei a ajudar outras mães que não podiam ter roupinhas para seus filhos. Nunca parei de ajudar, me faz muito bem. Já estive muito doente, mas logo me recupero e continuo meu trabalho porque sei que sempre tem alguém precisando", conta, animada. 

Todas as peças produzidas são doadas para lares de idosos da região de Mogi das Cruzes e até famílias que moram em Minas Gerais. É o caso de Camila Almeida, 16 anos, moradora da cidade onde dona Alzira nasceu, Soledade de Minas. "Recebi um conjuntinho para o meu bebê, com sapatinhos, luvas e touquinhas de lã. Ela também já deu bonecas de pano para mim e minhas duas irmãs. É um carinho tão grande que a dona Alzira tem com a gente. Ela é perfeccionista em tudo que faz. Não podia ter alguém melhor do que ela para fazer roupas para o meu filho", elogia.  

Nascida em Minas Gerais, Alzira Maria de Castro de Jesus conta que aprendeu a fazer tricô sem ajuda, mas não foi só isso. "Eu sempre aprendi a fazer tudo sozinha. Quer dizer: Deus sempre me ajudou. Comecei também a ler e a escrever aos 15 anos e daí desenvolvi também o costurar, bordar, entre outras coisas. Não tenho do que reclamar", diz, emocionada. 

A mineira veio para São Paulo em 1958, para morar em Mogi das Cruzes, e nunca mais saiu de lá. Casou-se, teve um casal de filhos. Sempre trabalhou em fábricas de papel e celulose da região de Suzano e assim se aposentou.

Viúva por três vezes, Alzira construiu uma família grande: são seis netos, seis bisnetos e um tataraneto. Ela revela que passou por 25 cirurgias e 2 cânceres, sendo um de mama."Faz três anos que estou curada. Tenho diabetes, mas nem ligo. Como de tudo, amo um docinho e não nego. As pessoas ficam preocupadas comigo. Tenho um neto que faz uma comida tão boa, ele é um anjo pra mim. E tomo meus remédios religiosamente", completa. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Popular Posts