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Ex-vigilante, homem vira manicure para superar depressão; veja a história

robson 
uem vai fazer as mãos ou retocar as unhas postiças no salão administrado por Vanessa Maceno, 37, localizado na zona Sul de Curitiba (PR), já não se espanta mais com a presença de Robson Morais Barbosa, 42, atuando como manicure no espaço.
Marido de Vanessa, ele trabalhava como vigilante até antes de ir parar no salão. Lá, começou fazendo tarefas mais simples, como tirar esmalte, hidratar cutículas e lixar unhas. Mas, ao perceber seu talento, Vanessa foi passando responsabilidades cada vez maiores. 
DE VIGILANTE A FERA NAS UNHAS
A mudança de rumo na vida profissional teve um motivo: depressão. Robson conta para AnaMaria Digital que tudo começou quando teve síndrome do pânico, que desenvolveu após enfrentar um assalto quando exercia a função de segurança.
Os medicamentos prescritos foram tantos que ele se sentia alterado a maior parte do tempo. “Eu cheguei a tomar cerca de sete remédios de uma vez e me sentia como um zumbi”, relata.
Após certo tempo, ele perdeu o emprego como vigilante e seu quadro depressivo se agravou. Seguindo conselhos de especialistas, procurou uma atividade manual para fazer e foi aí que decidiu ajudar sua esposa no salão que ela mantinha na capital paranaense.
Robson reconhece que, no começo, tinha vergonha de dizer que havia se tornado manicure. “Não gostava que falasse que eu mexia com isso por medo da reação das pessoas. Confesso que foi difícil de aceitar, pois é totalmente fora da minha área”, afirma.
Por outro lado, Vanessa conta para todo mundo com orgulho que seu marido a ajuda no salão. “É um incentivo para ele se sentir inserido no mercado de trabalho novamente”, diz.
DIFICULDADES
Mesmo tendo aceitado a nova profissão, o manicure não consegue atender mais do que quatro clientes por dia. Tudo porque a posição que ele precisa ficar para realizar o atendimento é desconfortável por conta das cicatrizes deixadas após o salão dos dois, que funciona na garagem de casa, sofrer uma tentativa de assalto no final do ano passado.
“Minha esposa foi levar uma cliente no portão e foi abordada pelo bandido. Nisso, eu entrei em casa para fechar tudo, pensando na nossa filha -- que era pequena na época. Quando voltei, reagi e levei um tiro que atravessou meu abdômen”, relembra Robson.
A violência resultou em 29 dias internado em um hospital local. “Ele teve que parar porque não podia ficar sentado por conta das cirurgias. Além disso, tinha vergonha da bolsa de colostomia”, explica Vanessa.
A ausência de Robson fez com que o negócio perdesse clientes e afundassem nas contas. “Tudo isso porque o acabamento dele é bem melhor que o meu”, ressalta a esposa.
Atualmente, o casal ainda tenta recuperar a clientela e busca ajuda financeira para conseguir realizar cursos especializados em São Paulo (SP) e no Rio de Janeiro (RJ). Robson também está em tratamento para vencer a depressão.

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