Alcolumbre anuncia avanço de pautas após novo encontro com Lula

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), anunciou nesta sexta-feira (14/8) o encaminhamento de três propostas consideradas prioritárias após a sequência de encontros com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre os textos estão a PEC 221/2019, que prevê o fim da escala 6x1, a PEC 18/2025, que trata da Segurança Pública, e o PL 2780/2024, que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. O anúncio ocorre poucas horas depois de Alcolumbre deixar o Palácio da Alvorada, às 10h01, após uma nova conversa reservada com o petista. 

Em nota, Alcolumbre afirmou que o encontro realizado na quarta-feira (12) foi importante para aproximar as prioridades do governo da agenda em discussão no Congresso. “Tive uma importante conversa institucional com o presidente Lula. Foi um diálogo maduro, franco e republicano, fundamental para compreender as prioridades do governo e tratar da agenda legislativa de interesse do nosso país”, declarou. O presidente do Senado ressaltou, porém, que a tramitação das matérias seguirá as regras da Casa.

Na nota, o senador também fez questão de destacar a autonomia do Legislativo nas discussões. “Cabe ao Executivo apresentar suas prioridades e ao Congresso Nacional analisá-las com independência e a responsabilidade de construir os melhores caminhos para o país”, disse. A retomada do diálogo ocorre após a crise provocada pela rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, episódio que havia afastado Lula e Alcolumbre.

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Kassab diz que Centrão está com Lula e descarta vitória de Flávio: "Menor chance"

O presidente do PSD e candidato a vice-presidente na chapa de Ronaldo Caiado, Gilberto Kassab, afirmou nesta quinta-feira (13/8) que, na avaliação dele, os partidos do Centrão não estão neutros na eleição presidencial e tendem a apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Kassab também descartou a possibilidade de vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo Palácio do Planalto. “Não tem a menor chance”, declarou.

Durante encontro com empresários em Higienópolis, na região central de São Paulo, Kassab afirmou que Flávio ainda estaria protegido politicamente e que a situação pode mudar com o avanço da campanha. “Na hora em que o jogo começar, em que o PT mostrar quem é o Flávio, as pessoas no entorno dele, ele vai desabar”, disse. A declaração foi dada ao lado de Caiado,  que concorre à Presidência pelo PSD.

Para Kassab, a decisão de partidos do Centrão de não lançar candidaturas próprias acabou favorecendo Caiado. Segundo ele, a desistência ampliou o espaço do candidato do PSD no horário eleitoral gratuito. “Caiado tinha 50 segundos, agora tem dois minutos e quase 20 segundos. É uma eternidade, quase uma novela no horário gratuito. Podem ter certeza de que isso vai fazer a diferença”, afirmou.

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Por quem o MDB raiz torce

Enquanto o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, tece loas a Flávio Bolsonaro, os dois emedebistas que já ocuparam a Presidência da República, José Sarney e Michel Temer, posam para fotos ao lado do candidato do PSD, Ronaldo Caiado, na casa (foto) do candidato a vice-presidente, Gilberto Kassab (PSD). Caiado, que está morando em São Paulo, tem o apoio ainda de Aldo Rebelo, Heráclito Fortes, Jorge Bornhausen e Roberto Brant. Todos ex-parlamentares de um tempo em que a política era feita com mais respeito e diálogo entre os adversários.

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O jogo do Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tirou, aos poucos, os partidos de centro da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), inclusive o PP de Ciro Nogueira. Agora, vem a segunda fase: apoios ostensivos. Na segunda-feira, foi o dia de o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), declarar o apoio à reeleição. Agora, os petistas aguardam gestos semelhantes do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Alcolumbre chegou pela primeira vez ao comando da Casa pelas mãos dos bolsonaristas e pela proximidade com o ex-ministro Onyx Lorenzoni. Naquela época, Bolsonaro acabara de ser eleito presidente da República e o candidato apoiado pelo PT para Presidência do Senado era Renan Calheiros (MDB-AL). Agora, com os bolsonaristas dispostos a eleger um nome mais fiel a Bolsonaro, Alcolumbre se vê obrigado a buscar uma reaproximação com o Palácio do Planalto.

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Lula sem 'frente ampla' e Flávio isolado: por que líderes nas pesquisas não têm mais apoio político?

Alianças com partidos maiores tendem a significar mais palanques para conquistar votos nos Estados, acesso maior a recursos financeiros para a campanha e mais tempo de propaganda eleitoral gratuita em rádio e televisão. Por isso, historicamente, candidatos com alianças maiores têm levado vantagem na disputa eleitoral, mas isso nem sempre é verdade. 

Jair Bolsonaro venceu a eleição de 2018 concorrendo com apoio de duas siglas nanicas, PSL e PRTB. Naquele ano, Geraldo Alckmin concorreu pelo PSDB, com apoio de grandes legendas de centro-direita, mas não chegou ao segundo turno. 

A dificuldade em angariar apoios em 2026 não é apenas dos dois candidatos mais competitivos. Nenhum outro concorrente ao Palácio do Planalto, além de Lula, conseguiu montar uma coligação — é a primeira vez que isso ocorre em disputas presidenciais desde 1989, segundo levantamento do jornal Folha de S.Paulo. Ou seja, quase todos os candidatos estão concorrendo apenas por seus próprios partidos. 

Segundo cientistas políticos ouvidos, isso reflete mudanças estruturais na política brasileira. Hoje, ressaltam, as grandes legendas têm preferido focar na disputa pelo Congresso, pois uma grande bancada garante acesso a uma maior quantidade de recursos por meio das emendas parlamentares (R$ 61 bilhões em 2026). Além disso, um maior número de deputados e senadores obriga que, qualquer que seja o presidente eleito, negocie apoio da sigla posteriormente. 

"Aqueles tempos de coligações entre partidos de centro e de partidos grandes e médios não existem mais", enfatiza o cientista político Lucas Aragão, da Arko Advice.

Isso também acontece, nota Aragão, devido à forma como as siglas do Centrão se relacionam regionalmente com a forte polarização entre lulismo e bolsonarismo. É comum que esses partidos se aproximem do PT onde o partido de Lula é mais forte, como na região Nordeste, mas estejam posicionados à direita em outros Estados.

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Brasileiros gastaram R$ 13 bilhões com cerveja nos últimos 12 meses

Dados da Pesquisa Crest, levantados pela Gouvêa Inteligência, mostram que a cerveja movimentou cerca de R$ 13 bilhões nos últimos 12 meses encerrados em junho de 2026, valor 17% superior ao registrado no mesmo período encerrado em junho de 2025.

O levantamento analisa hábitos de consumo dentro e fora do lar, perfil dos consumidores, canais de compra, ocasiões de consumo e os principais fatores que influenciam as decisões de compra. As informações servem de base para que empresas da indústria, do varejo e do foodservice desenvolvam estratégias mais alinhadas às transformações do mercado.

No mesmo período, foram registradas mais de 369,2 milhões de transações com a categoria, uma queda de 3% em relação aos 12 meses encerrados em junho de 2025.

As refeições noturnas representam a principal ocasião de consumo de cerveja, concentrando 60% do total. Os bares respondem por cerca de 33% do consumo, enquanto supermercados e hipermercados concentram 15%.

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Você Sabia?

Famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bi para bets em 2025, Os dados constam do Boletim Fiscal dos Estados, divulgado nesta quinta-feira pelo Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz), com base em estatísticas de pagamentos do Banco Central.


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Trump-Lula: a política externa entra de vez na eleição presidencial

Encerradas as convenções partidárias, a campanha presidencial que se inicia daqui a nove dias começa a ganhar forma. Entre os temas que passam a disputar espaço no debate aparece um assunto que, em outras eleições, costumava ficar restrito a perguntas isoladas em debates, sem aparecer na propaganda eleitoral no rádio e na televisão: a política externa. Desta vez, porém, o acirramento das relações entre Brasil e Estados Unidos ameaça romper essa barreira e influenciar diretamente a corrida pelo Palácio do Planalto.

A restrição ao visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Viotti, em uma tentativa do governo americano para acelerar o agrément do diplomata indicado pela Casa Branca para trabalhar no Brasil é mais um ingrediente em um ambiente já desgastado desde que Donald Trump anunciou tarifas extras sobre produtos brasileiros no ano passado. Ao justificar a medida, em carta divulgada, o presidente americano relacionou a decisão ao tratamento dado pela Justiça brasileira ao ex-presidente Jair Bolsonaro no processo por tentativa de golpe de Estado. Ou seja, trata-se de retaliação na mais pura essência.

Na ciência política, há uma percepção consolidada: quando um país interfere em questões internas de outro, cresce a tendência de reação em defesa da soberania. Nem sempre importa se essa interferência existe de fato. Basta que ela seja percebida para despertar um sentimento nacionalista entre parte do eleitorado.

As pesquisas mais recentes sugerem que esse movimento já está em curso. Levantamento da Atlas/Intel, divulgado semana passada, mostra que 53% dos brasileiros consideram provável uma tentativa de Trump de influenciar a eleição presidencial deste ano. Outra sondagem, realizada pelo Meio/Ideia, no entanto, indica que o presidente americano tem pouca capacidade de transferir apoio eleitoral no Brasil. Para 45% dos entrevistados, um eventual endosso não altera a intenção de voto, enquanto apenas uma fatia reduzida avalia essa manifestação de forma positiva.

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Como o Pix está transformando bares e restaurantes no Brasil

O Pix avança nos bares e restaurantes brasileiros, respondendo por uma média de 20,5% das vendas de salão e balcão. O dado confirma a consolidação do pagamento instantâneo no setor, que em levantamento anterior da Abrasel, em 2024, registrava um patamar de 16,5%.

Enquanto o Pix cresce, o dinheiro físico perde espaço e representa apenas 8,3% das vendas presenciais. O cartão de crédito continua na liderança, com 41,5% das transações, seguido pelo cartão de débito, com 25,1%.

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Com três meses de Desenrola 2.0, inadimplência geral recua para 29,8%

O percentual de famílias brasileiras com dívidas a vencer voltou a crescer e alcançou 82% em julho de 2026. O resultado representa um avanço de 0,4 ponto percentual frente a junho (81,6%) e de 3,5 pontos percentuais na comparação com julho de 2025 (78,5%), estabelecendo o sexto registro seguido de máxima na série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e divulgada nesta quinta-feira.

Os dados apurados em julho oferecem um retrato do cenário financeiro das famílias ao fim dos primeiros 90 dias de Desenrola 2.0, programa de renegociação de dívidas do Governo Federal, disponibilizado em 5 de maio. Sob o efeito do incentivo à regularização de débitos, a taxa de inadimplência geral apresentou ligeira retração no mês, passando de 29,9% em junho para 29,8% em julho – nível inferior também ao registrado no mesmo período do ano anterior (30%). No entanto, o aumento do percentual de endividados e do comprometimento da renda preocupa.

Apesar do recuo nas contas em atraso, a Peic sinaliza um ponto de pressão no orçamento doméstico: o aumento da parcela de consumidores com alto comprometimento financeiro. O percentual de famílias que têm mais de 50% dos seus rendimentos mensais comprometidos com o pagamento de dívidas subiu para 19% em julho, atingindo o maior nível desde março deste ano. Em média, os consumidores endividados estão vinculando 29,5% da sua renda mensal para honrar compromissos com credores.

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Você Sabia?

Estudo realizado pela Tanjerin mostra que 64% dos brasileiros comem fora de uma a três vezes/semana.


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Ideb avança pouco em 2025 e segue longe da meta para o ensino médio

A educação brasileira avançou pouco no país, segundo os indicadores de 2025 do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), divulgados hoje pelo governo federal. Apesar de os índices terem melhorado nas três etapas de aprendizagem, o Brasil só conseguiu superar a meta estabelecida nos anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano).

O ensino médio segue como o nível mais desafiador. Nessa fase, nenhuma rede estadual alcançou a nota almejada e somente seis ficaram acima da média nacional (sem levar em conta a integração com o ensino técnico). São eles: Paraná, Goiás, Espírito Santo, Piauí, Pernambuco e Rio Grande do Sul.

O Ministério da Educação comemorou os resultados e destacou a redução do número de municípios com média até 4,9 nos anos iniciais do ensino fundamental. Em 2023 eram 1.97 e agora, 442. Para o próximo ciclo, a pasta se comprometeu a acompanhar de perto esse grupo e prestar a assistência técnica necessária para a recuperação da aprendizagem.

Segundo afirmou o ministro da educação, Leonardo Barchini, o foco do governo para o próximo ciclo será reforçar a educação nos anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano) e também no ensino médio. "Toda a estratégia do ministério, que vamos apresentar em outubro, conforme estabelecido pelo Plano Nacional de Educação, tem como foco a aprendizagem nessas etapas, sem, claro, esquecer a equidade.

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Flávio Bolsonaro anuncia deputado Alfredo Gaspar como vice na chapa dele à Presidência

Candidato à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou nesta quarta-feira (5) que o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) será o candidato a vice-presidente na chapa dele nas eleições deste ano. 

Gaspar é ex-promotor de Justiça, foi procurador-geral de Justiça e secretário de Segurança Pública do estado. 

Eleito para a Câmara em 2022, ganhou projeção nacional como relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. 

No discurso que anunciou Gaspar na chapa, Flávio destacou a atuação do deputado federal na segurança pública e a ligação dele com o berço eleitoral, Alagoas, e os demais estados do Nordeste. 

Em sua fala, Gaspar agradeceu a Flávio pela confiança e se comprometeu com o projeto de governo. "Vossa Excelência escolheu uma pessoa simples, nordestina, mas com uma história de vida de muito trabalho", disse.

Republicanos anuncia neutralidade em eleição presidencial e reduz opções de Flávio para vice

 

O Republicanos anunciou nesta terça (4) que ficará neutro na eleição presidencial deste ano, em um movimento que limita ainda mais as opções do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a escolha de um nome para vice em sua chapa presidencial no pleito de outubro deste ano. 

Em nota, o Republicanos – partido do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (PB), e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, um aliado de primeira hora do bolsonarismo – afirmou que a opção pela neutralidade se deu por maioria, que optou pela “independência institucional” na corrida pelo Palácio do Planalto

“A decisão reflete o respeito à construção democrática interna do partido e reconhece a realidade de um Republicanos que cresceu, consolidou sua presença nacional e passou a representar diferentes regiões, contextos e alianças políticas”, informou o partido em nota.

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O desafio da aliança

 

A conversa “produtiva” da senadora Tereza Cristina (PP-MS) com o pré-candidato do PL ao Planalto, Flávio Bolsonaro, ainda não é suficiente para levar toda a estrutura da federação União Progressista, que une PP e União Brasil, a fechar um casamento nacional entre eles. Para isso, será preciso o PL abrir mão de algumas candidaturas e, para completar, ajustar diferenças de projetos entre a maioria dos partidos de viés conservador coma família Bolsonaro. O que se diz nas bastidores é que Tereza Cristina, ao abrir a porta para ser vice, pretende tirar dos próprios ombros qualquer responsabilidade sobre o futuro de Flávio. Aliás, lá atrás, o próprio Jair Bolsonaro dizia não confiar em Tereza para ser vice de seu filho.

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Geração Z é a que mais perde dinheiro com golpes digitais

Estudo recente da TransUnion revela que a Geração Z (nascidos entre 1997 e 2010) é a faixa etária mais propensa a relatar perdas financeiras causadas por fraudes digitais.

De acordo com a pesquisa, 39% dos entrevistados da Geração Z disseram ter perdido dinheiro devido a fraudes por e-mail, online, telefone e mensagens de texto no último ano, significativamente acima dos 26% entre os consumidores pesquisados em 18 países e regiões. No Brasil, o cenário também chama atenção: 33% dos entrevistados da Geração Z afirmaram ter sofrido perdas financeiras com fraudes, o maior percentual entre todas as gerações, enquanto a média nacional foi de 24%.

Crescer usando internet, as redes sociais e os aplicativos desde a infância não tornou os consumidores mais jovens menos vulneráveis a golpes digitais. Pelo contrário. O resultado desafia uma ideia bastante comum: a de que quem nasceu em um mundo digital estaria naturalmente mais preparado para identificar fraudes online. Na prática, o que acontece pode ser justamente o contrário. 

A Geração Z está entre os grupos mais ativos online. Eles fazem compras online, utilizam aplicativos de pagamento, passam tempo significativo nas redes sociais, jogam em plataformas digitais e gerenciam muitos aspectos de suas vidas diárias pelo celular. Quanto maior o número de interações digitais, maior também o número de oportunidades para que fraudadores tentem aplicar golpes.

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Oito em 10 brasileiros pagam fatura do cartão de crédito em dia, segundo Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). 



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As três frentes de Lula na campanha: bolsonarismo, Trump e Milei

 

Poucas vezes a política externa esteve tão presente numa campanha eleitoral brasileira. Tanto é assim, que fontes oficiais consultadas pela coluna afirmaram que, nesta disputa pela Presidência da República, Lula tem três frentes abertas. Uma delas é interna: o bolsonarismo. As outras duas são externas e estão conectadas: os Estados Unidos de Donald Trump e a Argentina de Javier Milei.

A tentativa de interferência externa na campanha eleitoral brasileira deixou de ser uma hipótese e passou a ser uma realidade. E isso não é de hoje. Essa realidade, na avaliação de fontes do governo, se impôs em meados de 2025, quando o governo Trump anunciou o primeiro tarifaço contra o Brasil, de 50%.

Milei viajou até São Paulo para participar da Convenção Nacional do PL. Em seu discurso, o chefe de Estado, no mesmo dia condecorado pelo governador Tarcísio de Freitas —que trocou o apelo vermelho pelo azul, num gesto cheio de simbolismos—, atacou o presidente Lula. Abriu-se uma crise bilateral sem precedentes entre Brasil e Argentina.

A campanha de 2026 é diferente de outras passadas. Não se trata apenas das posições dos candidatos sobre temas externos. Se trata do envolvimento inédito de frentes externas na campanha brasileira. O Planalto, confirmaram as fontes, vem se preparando para isso há meses. E sabe que a ofensiva externa, em aliança com a interna, está apenas começando.

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Afastamentos por burnout cresceram 493% em três anos

O Brasil ocupa o segundo lugar no ranking mundial de casos diagnosticados de burnout, atrás apenas do Japão, segundo levantamento da International Stress Management Association (ISMA-BR). De acordo com a Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt), cerca de 30% dos trabalhadores brasileiros sofrem com a síndrome, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde como doença ocupacional desde 2022. Dados do Ministério da Previdência Social mostram ainda que os afastamentos por burnout cresceram 493% entre 2021 e 2024 no país.

Os números são alarmantes, mas, na avaliação de Patricia Suzuki, diretora de RH da Redarbor Brasil, detentora do Infojobs, nem todo desconforto no trabalho que leva alguém a procurar uma nova vaga é, de fato, burnout.

“Existe uma confusão comum entre exaustão real e tédio crônico. Os dois fazem o profissional querer sair do emprego atual, mas as causas são opostas, e por isso a solução também precisa ser diferente”, explica.

Segundo a executiva, o burnout costuma vir acompanhado de exaustão física e emocional persistente, mesmo fora do horário de trabalho, além de um distanciamento crescente das tarefas e da sensação de que nada do que é entregue é suficiente.

“Quem está em burnout geralmente sente que está dando o máximo e ainda assim não é o bastante. É uma exaustão que não passa com um fim de semana de descanso”, descreve.

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Comércio empregou 10,6 milhões de pessoas e gerou R$ 7,7 tri em 2024

Em 2024, 10,6 milhões de pessoas estavam ocupadas em 1,6 milhão de empresas comerciais. No ano, os trabalhadores do setor receberam R$ 369,2 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações. As empresas comerciais registraram receita operacional líquida de R$ 7,7 trilhões. Os dados são da Pesquisa Anual de Comércio (PAC 2024), divulgada nesta quarta-feira, pelo IBGE. As quantias monetárias estão valoradas a preços correntes do período da pesquisa.

O setor varejista respondeu pela maior proporção de empregos do comércio, com 7,6 milhões de trabalhadores. Os demais ocupados distribuíram-se entre o comércio por atacado (2 milhões) e o comércio de veículos, peças e motocicletas (950,7 mil).

Como destaque, as três atividades com maior número de pessoas ocupadas pertencem ao comércio varejista: híper e supermercados (1,6 milhão de trabalhadores); comércio varejista de produtos farmacêuticos, perfumaria e cosméticos e artigos médicos, ortopédicos e de óptica (887,3 mil); e comércio de material de construção (858,5 mil).

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PDT lança Celso Sabino como candidato ao Senado pelo Pará

 

O Partido Democrático Trabalhista (PDT) confirmou, na tarde desta quinta-feira (23), a candidatura de Celso Sabino ao Senado pelo Pará. A decisão foi oficializada durante convenção realizada na sede da Tuna Luso Brasileira no bairro do Souza. 

O candidato terá como primeiro suplente o ex-deputado Italo Macola e o vereador de Medicilândia Ney Teixeira como segundo suplente, ambos do PDT. 

No evento, o partido também oficializou apoio à candidatura da governadora Hana Ghassan (MDB) à reeleição e ao ex-governador Helder Barbalho na disputa para uma das vagas ao Senado.

Deputado federal e ex-ministro do Turismo, Sabino passou a integrar oficialmente o projeto da legenda, que busca ampliar representatividade no Pará e fortalecer presença no Congresso Nacional. 

Celso Sabino afirmou que vai lutar para que o Pará tenha efetivamente seus problemas resolvidos. 

“Temos rodovias federais que precisam ser duplicadas, que precisam ser mantidas, temos ferrovias que aguardamos por décadas, temos hidrovias que precisam sair do papel efetivamente, nós precisamos abrir polos universitários", afirmou.

Durante a convenção, o PDT também lançou 60 candidaturas para as eleições proporcionais, sendo 42 para deputado estadual e 18 para deputado federal.

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Isolado, Flávio apela a Michelle contra desgaste antes de convenção

Um pedido público de desculpas a Michelle Bolsonaro. Foi a saída encontrada pelo senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para tentar minimizar a fragilidade da sua candidatura às vésperas da convenção que vai oficializar seu nome para enfrentar Lula (PT) na eleição de outubro.

A equipe da pré-campanha passou a semana tentando encontrar soluções para que ele não chegasse tão isolado à convenção nacional do partido, marcada para amanhã.

Flávio não tem vice na chapa, não conseguiu formar coligação partidária, viu seu nome ser mais uma vez ligado ao banco Master por meio de seu escritório de advocacia e, até ontem, estava oficialmente rompido com a madrasta Michelle.

No começo da semana, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, disse ao UOL que tentava acabar com a "encrenca" da briga de Flávio com Michelle e que trabalhava por um gesto para ele se entender com a madrasta.

"Se ela não entra na campanha do Flávio, isso vai atrapalhar muito a gente. Nós temos que fazer esse acordo. Estou tentando com o Flávio e com a Michelle fazer esse entendimento, deixar tudo isso para trás e tocar a vida para a frente", afirmou.

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"Os partidos querem mulheres candidatas. Elas querem ser eleitas"

Advogada Gabriela Rollemberg - (crédito: Arquivo pessoal)

Três décadas após a adoção das cotas de gênero nas eleições brasileiras, a participação feminina na política ainda enfrenta barreiras estruturais que limitam a presença das mulheres nos cargos eletivos. Para a advogada eleitoralista Gabriela Rollemberg, embora a política de ação afirmativa tenha ampliado o número de candidatas, ela se tornou insuficiente para garantir uma representação efetiva. Nesta entrevista ao Correio, Gabriela — que também é cientista política, fundadora da Quero Você Eleita e idealizadora do projeto Mulheres que pensam o Brasil — defende a reserva de cadeiras para mulheres nos parlamentos, critica a falta de punição aos dirigentes responsáveis por fraudes às cotas e afirma que a igualdade de oportunidades depende de mudanças na legislação, no financiamento eleitoral e na cultura interna dos partidos.

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A cada 2h, uma mulher sobrevive a uma tentativa de feminicídio, diz Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado hoje pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.



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Questionar urnas como fez Flávio Bolsonaro é admitir derrota

Faltando onze semanas para o primeiro turno, Flávio Bolsonaro já procura culpado por uma derrota que ainda nem aconteceu.

O palco foi um evento com diplomatas e correspondentes estrangeiros em Brasília. Diante da plateia, o senador associou a urna brasileira à Smartmatic, empresa citada na fraude eleitoral da Venezuela, e a documentos da CIA liberados pelo governo Trump. Pediu "transparência e observadores internacionais".

Disse que não questiona o sistema, mas questiona. Sem querer, querendo.

O TSE já havia respondido em nota no dia 8 de julho. A Smartmatic nunca forneceu urnas ao Brasil. A empresa perdeu a licitação de 2020 para a brasileira Positivo.

Ainda segundo o tribunal, o software e o projeto do equipamento são concebidos e geridos exclusivamente pela Justiça Eleitoral. A empresa venezuelana prestou apenas treinamento de suporte técnico. Nunca teve acesso ao código-fonte.

Não existe candidato que aposte na tese de fraude quando sobe nas pesquisas. A carta da urna é sempre a última do baralho. É a carta de quem já se vê fora do jogo.

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Alexandre Borges, colunista da UOL.


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Flávio aprende tanto com erros do pai que os comete de novo

Flávio Bolsonaro parece mais empenhado em desafiar Darwin do que Lula. Ao colocar em dúvida a confiabilidade das urnas eletrônicas, o herdeiro político do capitão forneceu material para um estudo sobre a regressão das espécies.

Quem sai aos seus não endireita. Reencenando um enredo que tornou o pai inelegível, Flávio mentiu sobre o sistema eleitoral para uma plateia de diplomatas e embaixadores estrangeiros. Disse que as urnas brasileiras têm "origem" numa empresa metida em fraudes eleitorais na Venezuela, a Smartmatic.

A mentira é antiga. Já mereceu desmentido da Justiça Eleitoral. Mas foi recauchutada em relatório da CIA. O documento foi divulgado na semana passada pela Casa Brranca, a pretexto de ressuscitar a alegação de Trump de que perdeu as eleições americanas de 2020 graças a supostas fraudes. Coisa jamais provada.

Desde 1996, quando foram instituídas as urnas eletrônicas, Bolsonaro e seus filhos disputaram 24 eleições. Venceram 22. Bolsonaro foi enxotado do Planalto em 2022. E Flávio naufragou no primeiro turno de uma disputa pela prefeitura do Rio, em 2016. O primogênito do clã se vendia como algo novo. Mas aprende tanto com os erros do pai que os comete de novo. O barulho que se ouve ao fundo inclui o ruído de Darwin se revirando no túmulo.


Josias de Souza, colunista a UOL.


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Lionel Messi derrotou um inimigo invencível: o tempo

Aos 39 anos, Lionel Messi desafia as leis naturais do futebol. E da vida. Enquanto a maioria dos jogadores vê seu rendimento cair drasticamente após os 32 ou 33 anos de idade, o argentino mantém um nível de excelência que poucos conseguem sustentar por tanto tempo.

Não se trata apenas de longevidade, mas de performance em alto nível na competição mais exigente entre seleções. Essa capacidade de resistir ao desgaste físico e à passagem dos anos transforma o argentino em um caso raro na história do esporte.

O segredo dessa longevidade está na constante reinvenção do seu jogo. Com o passar dos anos, Messi trocou explosão por inteligência, velocidade por posicionamento e força física por leitura de jogo.

Poucos atletas conseguem fazer essa transição com tamanha maestria e sem perder a essência do seu talento. Os números e a Copa do Mundo de 2026 comprovam que o tempo não conseguiu vencê-lo. Messi segue sendo o principal jogador do Inter Miami e um dos destaques da MLS, o que não é muito desafiador, convenhamos.

Por trás dessa resistência está também uma disciplina rigorosa fora de campo. Messi sempre foi conhecido pelo cuidado com o corpo, alimentação, recuperação e prevenção de lesões. Essa rotina profissional, somada à mentalidade forte e ao amor genuíno pelo jogo, permitiu que ele estendesse sua carreira de forma saudável.

Ao vencer o tempo, Lionel Messi não apenas prolongou sua carreira, mas redefiniu o que é possível para um atleta de elite. Mais do que um jogador que resistiu aos anos, Messi se tornou alguém que derrotou um adversário até então imbatível, o tempo.


Mauro Cezar, colunista da UOL  


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PDT oficializa apoio a Lula nas eleições

O PDT decidiu apoiar o presidente Lula na campanha presidencial deste ano. A decisão foi oficializada em convenção nacional do partido, ontem, em Brasília.

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, justificou a aliança com a luta dos partidos de esquerda e centro-esquerda contra a extrema direita. E, por isso, exaltou o apoio a Lula.

A convenção do PDT teve a participação de Lula, que discursou aos presentes.

Lula deverá tentar a reeleição, mas oficialmente, ainda é pré-candidato. A convenção nacional do PT ocorrerá apenas no dia 2 de agosto.

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Lula e Alcolumbre: como disputa eleitoral pode influenciar relação entre Poder Executivo e Senado

Às vésperas das eleições, a relação entre os presidentes da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), segue marcada pelo distanciamento institucional.

O mal-estar — que surgiu a partir da indicação do advogado-Geral da União, Jorge Messias, ao STF (Supremo Tribunal Federal) — intensificou-se após a rejeição do nome, em abril, e perdura entre os dois Poderes. A situação, portanto, tende a dificultar o andamento de pautas importantes para o governo federal em ano de eleições.

Enquanto os parlamentares estão em recesso e cada vez mais voltados ao pleito, algumas matérias acabaram travadas no Senado. Fundamentais para o governo federal, elas enfrentam resistência por falta de consenso para entrar na Ordem do Dia do Senado.

Entre as que aguardam um despacho de Alcolumbre para serem votadas estão:A PEC (proposta de emenda à Constituição) da Segurança Pública;


O cientista político também acredita que, apesar de Lula e Alcolumbre estarem politicamente afastados, ambos não devem demorar a buscar o diálogo. “É pouco provável que eles fiquem completamente distantes, até mesmo por questões institucionais, porque precisam um do outro. O Planalto quer aprovar matérias, e o Senado terá de negociar o Orçamento [de 2027]”, finaliza.

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