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Passeio de Bolsonaro contrariou Mandetta, que deve reafirmar postura pelo isolamento social, mesmo que custe sua demissão

O  ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta  — Foto: REUTERS/Adriano Machado 
passeio do presidente Jair Bolsonaro pelo comércio de Brasília neste domingo (29) provocou contrariedade no ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, segundo relatos de aliados.

Nesta segunda-feira (30), Mandetta dará uma nova entrevista coletiva para reafirmar o que disse neste fim de semana: que as pessoas devem permanecer em casa, em isolamento social, para evitar a disseminação do novo coronavírus. Ele deve enfatizar as suas recomendações técnicas, mesmo que isso signifique a sua demissão.

Pela manhã, Bolsonaro saiu do Palácio da Alvorada, e foi ao bairro Sudoeste, onde visitou uma farmácia e uma padaria. Depois, foi ao Hospital das Forças Armadas e ao centro de Ceilândia, uma das regiões administrativas do Distrito Federal.

Nas ruas, a presença do presidente provocou pequenas aglomerações, indo na contramão da orientação do Ministério da Saúde e da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Segundo interlocutores do ministro, houve forte contrariedade com o gesto do presidente. Nas palavras de um aliado, o fato de Bolsonaro ter feito o passeio por Brasília um dia depois da recomendação do ministro foi visto como um movimento para desautorizar a fala dele.

“Mandetta não vai mudar de posição. Vai manter a posição da ciência, mesmo que isso signifique a sua demissão”, disse ao Blog um aliado.

O Blog apurou que o ministro da Saúde já esperava uma reação de Bolsonaro neste sentido para forçar um pedido de demissão. Mas isso não deve acontecer.

Em uma reunião no sábado, no Palácio da Alvorada, Bolsonaro chegou a falar para Mandetta que teria que demiti-lo, diante da divergência de posição na condução da pandemia de coronavírus. Foi uma reunião tensa.

Mandetta havia advertido o presidente que iria ter que desmenti-lo se insistisse com o discurso de minimizar a situação de retomar rapidamente as atividades do país. Foi, então, que o ministro foi direto: “O senhor terá que me demitir, pois não vou pedir demissão”.

Na reunião, que contou com a presença de vários ministros, Mandetta chegou a dizer que teria que restabelecer a autoridade dos governadores que estão adotando as medidas da quarentena. E disse para o presidente que o governador de São Paulo, João Doria (PSDB-SP), estava tomando as atitudes certas. Alertou ainda que o governo não estaria preparado para ver os caminhões do Exército transportando corpos pelas ruas como estava acontecendo na Itália.

Neste momento, Bolsonaro ficou incomodado e se ausentou por alguns minutos da reunião. Para diminuir a tensão, alguns ministros chegaram a sugerir que Mandetta apresentasse ao presidente um plano para retomar progressivamente as atividades pelo país.

Diante de tudo isso, a percepção de aliados do ministro é a de que, se não houver uma mudança do presidente Jair Bolsonaro, Mandetta poderá ser rapidamente demitido.




Por Gerson Camarotti
Comentarista político da GloboNews, do Bom Dia Brasil, na TV Globo, e da CBN. É colunista do G1 desde 2012

A fabula da Tartaruga em cima do poste uma mera coincidência com o presidente Bolsonaro

SOS CUNHA...: A FABULA DA TARTARUGA EM CIMA DO POSTE UMA MERA ...
Enquanto suturava um ferimento na mão de um velho gari, o médico do Mais Médicos e o paciente começaram a conversar sobre o país, o governo, e fatalmente sobre o presidente fantasiado de soberano Bolsonaro. O velhinho disse:
— Bom, o senhor sabe, o Bolsonaro é como uma tartaruga em cima do poste.


Sem saber o que o gari quis dizer, o médico perguntou:
— O que significa uma tartaruga num poste?
Calmamente, o gari explicou:
— Quando o senhor vai indo por uma estradinha, vê um poste, e lá em cima tem uma tartaruga tentando se equilibrar. Isso é uma tartaruga num poste.


Diante da cara de interrogação do médico, o velho acrescentou:
— A gente não entende como ela chegou lá; não acredita que ela esteja lá; sabe que ela não subiu lá sozinha; sabe que ela não deveria nem poderia estar lá; sabe que ela não vai fazer absolutamente nada enquanto estiver lá; não entende porque a colocaram lá. Então, tudo o que temos a fazer é ajudá-la a descer de lá. E providenciar para que nunca mais suba lá, pois lá em cima, definitivamente, não é o lugar dela.




Um novo jeito de fazer política em Xinguara. Assistente Social, Vereador, Escritor Leandro Gomes.

 
O Vereador, Assistente Social e Escritor, Leandro Gomes, como o mesmo diz pelos quatro cantos deste país, Sou de Cristalândia interior do Tocantins cidade onde aprendi amar pessoas e não coisas. 

Escolhi Xinguara para morar e viver, faz parte de uma safra de políticos, que mistura juventude com sucesso profissional, procura mudar a descrença  popular na classe politica, resultado histórico de uma politica pautada no clientelismo, e nos interesses pessoais, e não no direito.

O parlamentar faz diferente; trabalha para restaurar a ética e a transparência na politica, no seu primeiro mandato, já mostrou a que veio, engajado como assistente social ná efetivação das politicas sociais, e contribuindo com as politicas públicas, mobilizando e engajando o cidadão comum a ser protagonista de sua história, a fim de atender às demandas populares, sendo um parlamentar, critico e propositivo para a construção de uma gestão eficiente no Município de Xinguara, profissional reconhecido pelos títulos recebidos na profissão.

Homenageado pelo Conselho Regional de Serviço Social pelas suas contribuições ao Serviço Social Paraense e Brasileiro, também nas casas de lei de Ananindeua e Xinguara, além de sua contribuição no mundo cientifico como um dos criadores do Fórum de Assistentes Sociais do Sul do Pará, um espaço de defesa do projeto ético-politico e profissional do Serviço Social, não satisfeito, Leandro Gomes se lançou escritor em (2019), com sua obra 
“Alienação Parental” uma obra científica, que contribui com a promoção humana e garantir os direitos das crianças e adolescentes.

Neste cenário da politica em movimento, o parlamentar tem sido cortejado para compor uma chapa para a disputa eleitoral 2020 para executivo, ou sua reeleição quase certa para vereador de acordo com pesquisas levantadas.

Leandro, tem buscado uma agenda para ouvir as propostas que estão em sintonia com a vontade dos munícipes de Xinguara. 

Concluiu o Parlamentar: “Penso politica a partir do povo, eles devem ser protagonistas e não eu, eles que pagam o meu salário, e é para eles que faço politica”.

Fonte: BASSPA

Cálculo político de Bolsonaro divide oposição e multiplica cadáveres

 
O governo Bolsonaro passou a semana tentando boicotar as medidas preventivas de isolamento social recomendadas pelas autoridades sanitárias do mundo todo diante do avanço implacável do coronavírus.

Embora não tenham produzido efeitos institucionais automáticos, as iniciativas desencadearam, primeiro, uma onda de desinformação nas redes sociais quanto aos supostos efeitos de uma política de "isolamento vertical"; segundo, uma pressão das associações comerciais sobre as prefeituras que mandaram fechar os estabelecimentos locais; e, terceiro, a fabricação de uma polarização entre "trabalhadores" e "vadios" para forçar, moralmente, a retomada da atividade econômica.

O governo Bolsonaro faz apostas casadas diante da crise para se manter no poder. Mais modesta, a primeira delas conta com o sucesso das medidas de mitigação dos estados e dos municípios para frear a escalada de mortes, reforçando o argumento irredutível do presidente de que tudo não passava de alarmismo midiático e oportunismo político e, ao mesmo tempo, jogando a crise econômica no colo de quem mandou parar quase tudo.

A segunda, mais arrojada, conta com o sucesso das campanhas governistas de boicote e a escalada brutal no número de mortes. Para se precaver na medida do desejável, o bolsonarismo tem incentivado o lançamento de dúvidas sobre relatórios médicos que atestam mortes pelo novo coronavírus. Ontem mesmo, Bolsonaro falou em fraude – dessa vez não das urnas, mas dos laudos.

Se, por um lado, o argumento não funciona nem mesmo entre muitos dos seus apoiadores moderados, por outro o seu objetivo é justamente o de acelerar o processo de depuração do bolsonarismo na escalada do caos. O filósofo Marcos Nobre tem insistido nessa hipótese: "Ele está passando de um nível, que é o caos institucional […], para o caos social. A característica do Bolsonaro é justamente a de produzir o caos e ao mesmo tempo dizer que ele é a única pessoa capaz de lidar com esse caos", disse recentemente ao jornalista Bruno Torturra.

Nesse cenário, segundo Nobre – de explosão no número de mortes pela doença e de violência nas ruas diante da insuficiência do socorro do Estado a pessoas físicas e jurídicas –, as Forças Armadas sequer teriam outra opção senão instituir a ordem por meio do reforço de uma ruptura institucional. Essa aposta é evidentemente grave, mas é com a qual sonham desde sempre os apoiadores mais fanáticos do governo.

A pior coisa que poderia ter acontecido para o Brasil era, a despeito dos bons efeitos imediatos disso, o protagonismo de adversários políticos em potencial do presidente em 2022 nessa crise. Segundo Nobre – e me parece que esse seja um ponto consensual – , o surgimento de um polo alternativo é tudo que o bolsonarismo menos tolera. Durou pouco o casamento de Doria e Witzel com o novo Planalto justamente porque a situação já deixou bem claro que, a partir de agora, é Bolsonaro ou nada.

E, para boa parte da sociedade civil, ainda que os gestos de Bolsonaro sejam vistos no mínimo com ressalva, a semente da dúvida sobre a legitimidade da coordenação desse polo opositor foi pelo menos plantada. O mesmo Bolsonaro que, nesse momento, vai perdendo a queda de braço com as instituições – ontem mesmo a Justiça proibiu o governo de adotar medidas contra o isolamento social – , conseguiu reacender uma base que dessa vez parecia insuficiente para impedir sua derrocada e desarticular, em partes mas o bastante, as alternativas a ele.

Tudo isso porque talvez, pelos seus atributos morais demonstrados até aqui, os governistas tenham pouco a perder mesmo com essa crise. O cálculo político de Bolsonaro divide a oposição e multiplica cadáveres para extrair do caos a soma que for.

Aos brasileiros, resta torcer ou para que emerja uma coordenação política sem aspirações eleitorais – como defende Nobre – , capaz de isolar politicamente o presidente e reforçar a credibilidade desse enfrentamento institucional junto à opinião pública; ou contra as lógicas estatística e sanitária – o que, paradoxalmente, significaria dar sobrevida a esse governo. Alguém achou que seria fácil?.


* Murilo Cleto é historiador, especialista em História Cultural, mestre em Ciências Humanas: Cultura e Sociedade e pesquisador das novas direitas no Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Paraná.

A "gripinha" já matou 114 brasileiros


Contrariando pesquisadores, cientistas e médicos, na contracorrente da experiência de outros países e das recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), o presidente fantasiado de soberano chamado Bolsonaro resolveu defender a posição menos segura. Pasmem, gastou R$ 4,8 milhões para executar a campanha #OBrasilNãoPodeParar, a favor do isolamento vertical, sem ter qualquer alternativa para abrigar os idosos mais carentes e sem se basear em pesquisas científicas ou experiência prévia que demostre sucesso nessa decisão.

Em nota, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Comissão Arns, a Academia Brasileira de Ciências (ABC), a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência afirmaram que "a campanha de desinformação desenvolvida pelo Presidente da República, conclamando a população a ir para a rua, é uma grave ameaça à saúde de todos os brasileiros.

A única referência do presidente fantasiado de soberano é ele mesmo. Como se fosse invencível e pudesse prever o futuro (dando uma de mãe Diná), considera o coronavírus uma "gripinha" que não pega em atletas, o que não é verdade. A ideia de que a vida de alguns brasileiros é sacrificável em nome da economia, encampada pelo líder máximo da nação, é muito grave.

O presidente fantasiado de soberano calado é um poeta.


Plano do Ministério da Saúde prevê ampliar isolamento com fechamento de escolas

Carraspana Campista: Junho 2011
O Ministério da Saúde distribuiu neste sábado (28) a secretários estaduais de saúde e gestores do Sistema Único de Saúde (SUS) no país um plano de ação de quarentena que recomenda o fechamento de escolas e universidades no mês de abril, com a possibilidade de estender a medida para o mês de maio, como meio de combate à pandemia do coronavírus.
Elaborado pela equipe técnica da pasta, o documento, com data de sexta-feira (27), sugere uma estratégia de transição para os meses de abril, maio e junho, como o distanciamento social para idosos e pessoas abaixo de 60 anos com doenças crônicas.
Também defende que, nesse período, pessoas que apresentem os sintomas da doença fiquem isoladas em casa, assim como os demais moradores do local.
O plano incentiva ainda a adoção de reuniões virtuais, teletrabalho (home office) e extensão do horário para diminuir a quantidade de pessoas no mesmo espaço físico. Além disso, propõe o distanciamento social no ambiente de trabalho.
No período de três meses, ficaria proibida a realização de qualquer evento de aglomeração, como shows, cultos, jogos de futebol, cinema, teatro e casa noturna.
Para bares e restaurantes, o documento sugere reduzir em 50% a capacidade instalada e reforço das regras de prevenção, com o uso de álcool e intensificação da limpeza.
O documento defende a contratação de trabalhadores informais como promotores de saúde durante a crise de saúde no país.
O objetivo é que eles orientem as pessoas na rua, identifiquem idosos que estão fora do isolamento para enviá-los para casa e façam a limpeza de superfícies.

O Brasil dividido

A quem interessa um Brasil dividido – Defesa Aérea & Naval
“É melhor calar-se e deixar que as pessoas pensem que você é um idiota do quer falar e acabar com a dúvida.” _ Abraham Lincoln

"Críticas de Bolsonaro contra quarentena abrem crise Institucional no Brasil."

"Os governadores do Nordeste divulgaram, na sexta (27), uma carta aberta e manifestam “profunda indignação” com a postura do governo federal diante das ações para conter a pandemia do novo coronavírus." 

"Na contramão da OMS,Bolsonaro critica confinamento por vírus."

"Prefeitos dizem que Bolsonaro gera insegurança e ameaçam ir à Justiça." 


"Brasileiro pula no esgoto e não pega nada, diz Bolsonaro." 


O presidente Jair Bolsonaro com seus delirius trêmulus, conseguiu brigar com praticamente 100% dos governadores, prefeitos, com o presidente da Câmara dos deputados e, com o presidente do Senado, e grande parte da população que está amedrontada com o coronavírus. O motivo da briga é a quarentena onde o presidente fantasiado de soberano em vez de unir a nação faz é dividir. 

Ao comprar briga com governadores/prefeitos/OMS, o presidente fantasiado de soberano joga parte da população contra os decretos feitos pelos governadores e prefeitos para evitarem a propagação desse vírus letal. Sem esquecer que são apenas 40 dias, segundo estudos a quarentena pode salvar 1 milhão no Brasil, calcula Imperial College renomada instituição de ciência, tecnologia e medicina em Londres.

Estamos vivendo nesse momento no país uma crise financeira e sanitária. A financeira está deixando 11,9 milhões de desempregados e, a sanitária até o momento 111 mortes e 3.904 casos confirmados, segundo Ministério da Saúde.

Governadores do Nordeste se dizem indignados com Bolsonaro e criticam ação contra isolamento em pandemia

Governadores em reunião do Consórcio Nordeste, no Centro do Recife, em novembro de 2019 — Foto: Heudes Regis/SEI/Divulgação
Governadores em reunião do Consórcio Nordeste, no Centro do Recife, em novembro de 2019 — Foto: Heudes Regis/SEI/Divulgação 

Os governadores do Nordeste divulgaram, nesta sexta (27), uma carta aberta e manifestam “profunda indignação” com a postura do governo federal diante das ações para conter a pandemia do novo coronavírus. Segundo os gestores, a União contraria a orientação de entidades, que indicam o isolamento social como melhor forma de conter a doença e promove campanhas contra a quarentena. “Este tipo de iniciativa representa um verdadeiro atentado à vida”, afirmam.

A carta foi redigida e assinada pelos nove governadores, depois de uma reunião por videoconferência. Os governadores também exigiram “respeito por parte da Presidência da República”, esperando que “cessem, imediatamente, as agressões contra os governadores, assumindo-se um posicionamento institucional, com seriedade, sobre medidas preventivas”.

Para os gestores, a “omissão em padronizar normas nacionais e a insistência em provocar conflitos impedem a unidade em favor da saúde pública”. Para eles, assim, “expõe-se a vida da população, além de assumir graves riscos no tocante à responsabilidade política, administrativa e jurídica.”


Justiça Federal suspende decreto de Bolsonaro que incluiu igrejas e casas lotéricas como 'serviços essenciais' durante a quarentena

Bolsonaro é abençoado em setembro por Edir Macedo, fundador da Igreja Universal, no templo de Salomão
Bolsonaro é abençoado em setembro por Edir Macedo, fundador da Igreja Universal, no templo de Salomão |

A 1ª Vara Federal de Duque de Caxias (RJ) suspendeu a aplicação do decreto de Bolsonaro que incluiu igrejas e casas lotéricas como serviços essenciais e que, portanto, poderiam funcionar normalmente durante a quarentena. "O acesso a igrejas, templos religiosos e lotéricas estimula a aglomeração e circulação de pessoas", escreveu o juiz federal na decisão.

Bolsonaro havia publicado a medida no Diário Oficial da União de ontem.  A decisão vale para todo o país.


No documento, o juiz federal Márcio Santoro Rocha escreve que é "nítido que o decreto coloca em risco a eficácia das medidas de isolamento e achatamento da curva de casos da covid-19, que são fatos notórios e amplamente noticiados pela imprensa, que vem, registre-se, desempenhando com maestria e isenção seu direito de informar". 


O juiz ponderou ainda que "tais medidas são fundamentais para que o Sistema de Saúde — público e privado — não entre em colapso, com imprevisível extensão das consequências trágicas a que isso pode levar".


Ele ressaltou que não está "a impedir o exercício da ativida religiosa", que continua podendo ser livremente "desempenhada em casa, com os recursos da internet", mas que "o direito à religião, como qualquer outro, não tem caráter absoluto, podendo ser limitado em razão de outros direitos". 


A decisão foi em resposta a uma ação civil pública, com pedido de liminar, movida pelo procurador Julio José Araujo Junior, do Ministério Público Federal.

Vidas alheias não importam, dinheiro e poder importam, professor Rosemiro Laredo

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Hoje o prefeito de Parauapebas deu uma declaração de que vai flexibilizar seu decreto de calamidade pública para que o comércio volte a funcionar.

Mesmo sendo crítico ao atual governo, considerei muito sensata a decisão de reforçar a política do isolamento para preservar a saúde e a vida dos cidadãos e cidadãs de Parauapebas.


No entanto, logo veio a pressão dos empresários que financiam as campanhas e nosso prefeito, simplesmente, cedeu.


É lamentável que os interesses políticos estejam sempre acima de qualquer discussão e que não considere o ser humano em primeiro lugar.


Alegar que o comércio pode voltar a funcionar normalmente só porque ainda não há registros de COVID 19 em Parauapebas até o momento, é no mínimo incoerente, pois o isolamento é justamente para que não tenhamos.


Quando alguém apresenta um discurso como esse fica parecendo que está está se considerando um perdedor porque outras cidades saíram na frente e já estão na mídia por causa dos números de casos, inclusive com óbitos.


Seria muito lindo ver o governo ir para a mídia e parabenizar a sociedade que está contribuindo para que não sejamos afetados, seria maravilhoso o governo informar que apesar de não termos casos registrados, estamos preparados e inclusive que iríamos socorrer os municípios que precisem.


Mas não, a ideia não é essa, a ideia é mostrar que está tudo bem, quando não está nada bem, mesmo que para isso tenhamos que sacrificar algumas vidas.


Se a gente considerar o tamanho do nosso estado e o fluxo que temos em Parauapebas, podemos garantir que algumas medidas, como suspender as aulas, foram essenciais para diminuir a proliferação.
Porém, o que o governo não percebeu ainda é que existe um período de encubação e que o decreto nem completou esse período, o que significa que muita gente ainda pode estar infectada sem saber e uma abertura do comércio pode nos levar ao caos.


Tem muita gente fazendo terrorismo sobre passar fome na quarentena, porém esse discurso é muito maldoso, principalmente porque algumas medidas já estão sendo tomadas por quem tem a obrigação de cuidar da população. Diga-se, de passagem que, quem corre o risco de passar fome na quarentena, já passa nos dias normais por falta de assistência e de políticas para essa fatia da sociedade.


Flexibilizar o decreto nesse momento e mandar o povo pra rua significa recomeçar um novo ciclo de infecção, que infelizmente vai coincidir com o período mais crítico da pandemia, que deve ser abril e maio, isso sem falar que nesse período ocorrem também os picos de H1 N1 e dengue. Isso faria com que o nosso sistema de saúde, que já não funciona bem para atender as demandas do dia-a-dia, entre em colapso e com isso poderemos ter uma das piores taxas de casos fatais da nossa história recente.


Se hoje não temos nenhum caso confirmado e muito menos nenhum óbito, parabéns pelas nossas ações! Porém, se essa flexibilização nos trouxer o caos, essa canetada pode custar muito caro e o governo deve ser responsabilizado criminalmente por colocar vidas em risco em nome de seu projeto eleitoral!!

Seis em cada 10 brasileiros estão trabalhando remoto

Trabalho remoto: Usar praça de alimentação de shopping é boa opção?
Com o coronavírus, 59,9% dos brasileiros estão trabalhando remotamente e 25,2% dizem que estão trabalhando mais de casa do que antes, quando presencialmente. Mas mais de 15% dos brasileiros não sobreviverá sem faturamento nem por um mês.
Segundo pesquisa da Hibou/Indico, 90,5% dos consumidores darão preferência a marcas que fizerem algo relevante agora. Em termos de soluções financeiras, 97,8% dos brasileiros querem desconto nos impostos agora e pelos próximos meses. E das empresas, esperam o mesmo, 94.64% gostaria que elas adiassem boletos e eliminassem a cobrança de juros.
De acordo com o estudo, os brasileiros mudaram alguns hábitos após a pandemia: 88,1 % lavam a mão com mais frequência; 86,7% evitam de ir a locais públicos; 63,8% reduziram visitas a casa de amigos; 61,5% estão lendo notícias com mais frequência para se manter informado; 60,8% evitam comer fora ou nos restaurantes; 60,3% tentam não tocar no rosto na rua; 58,7% não encostam em superfícies públicas (maçanetas, botão de elevador, corrimão, balcão); 48,2% olham redes sociais com mais frequência para se manter informado; 31,8% lavam as toalhas com mais frequência; 28,9% mudou a rotina para evitar horários mais cheios de gente na rua; 13,1% usam máscara na rua; 9,8% cancelou uma viagem já marcada para outro estado dentro do Brasil; 5,4% cancelou uma viagem já marcada para outro país.
Além disso, 13,57% dos brasileiros estão 100% isolados; 67,90% está se isolando, saindo só quando inevitável e tomando cuidado para ter o mínimo de contato com as pessoas. 15,06% tomam cuidado, mas ainda estão saindo pois não têm opção de home office. Há uma minoria que não se importa com a restrição e isolamento social: 2,46% saem quando precisam, vendo amigos e família mesmo trabalhando de casa. Por fim, 1,02% não está nem um pouco isolado, vivendo normalmente
De olho na contenção de gastos, 23,58% dão preferência a alimentos e higiene, cortando os demais itens da lista. 12,81% já estão ou estão quase no vermelho para comprar mantimentos para casa. 21,25% continuam comprando as mesmas coisas e no mesmo volume; 8,23% tem comprado maiores quantidades que o normal; 80,20% só saem em caso de necessidade para comprar enquanto 10,81% estão pedindo exclusivamente pela internet; uma minoria de 1,61% sai para comprar normalmente.
Além disso, 59,9% estão em home office e 40,1% não. Com isso, 41,6% está usando novas ferramentas de produtividade para chamadas de videoconferência e outras ferramentas de geração de conteúdo virtual. 48,3% dos entrevistados não mudou uso de ferramentas e continuam como antes.
O estudo foi feito virtualmente entre os dias 23 e 24 de março com mais de 2.400 entrevistados em todo o país, sendo 59% da cidade de São Paulo. O levantamento tem 98% de significância e 1,9% de margem de erro.

Outro levantamento, da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), apontou que nos últimos dias houve redução de aproximadamente 30% da demanda de passageiros de transporte público coletivo urbano por ônibus em algumas cidades. Estima-se que metade desse total, 15%, se deve à suspensão das atividades educacionais e fechamento de escolas. O agravamento da situação poderá gerar um impacto de mais de 50% na queda de passageiros, segundo levantamento preliminar da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), que representa o setor.

Estamos Perdendo 1 Trilhão Por Ano Por Falta de Uma Política de Turismo


Em qualquer cidadezinha americana, um turista eventual encontrará uma pletora de atrações turísticas à sua disposição.
Ele chega e depara com cartazes os mais ridículos possíveis, como: “Aqui George Washington dormiu por uma noite.”,
“Abraham Lincoln cuspiu neste chão.”,
“Foi aqui que Judas perdeu as botas.”, e assim por diante.
Mas, por mais ridícula que seja, cada cidadezinha tem umas sete ou oito atrações turísticas bem documentadas em um panfleto disponível em toda pousada e todo hotel.
Já visitei museus de caixa de fósforos e selos comemorativos.
Já vi como se fazem queijos franceses, relógios suíços e como se plantam tulipas holandesas.
A variedade das coisas que pessoas comuns colecionam ou produzem é infinita, e talvez mais interessante do que as pirotecnias da Universal Studios.
Gramado é um exemplo do que uma cidade pode fazer nesse sentido, pena que ninguém a copia.
Com recursos naturais, sol 320 dias por ano, um povo super hospitaleiro, praias maravilhosas, rios aventureiros, o Brasil deveria ter de 10 a 15% do seu PIB comandado pelo turismo.
No gráfico percebe-se que o que auferimos de empregos com o turismo é ridículo.
Portanto, o primeiro passo para que possamos aumentar a indústria do turismo é “turistificar” nossas cidades.
Das 5.000 cidades brasileiras, somente 1.300 se cadastraram na Embratur como cidades potenciais para o turismo.
Talvez tenham esquecido que toda cidade tem sua história, sua capacidade de criar um museu ou uma atração turística – nem precisa ser uma beleza natural.
Quem não caminharia léguas por causa do melhor chope do Brasil?
Segundo passo é todos os cozinheiros do Brasil passarem a pesquisar e divulgar uma culinária nacional, além da feijoada.
Temos ingredientes que nenhum país dispõe, e somente alguns poucos cozinheiros pesquisam.
Se sua cidade não tem uma linda cachoeira do tipo Véu da Noiva ou uma vista espetacular, não significa que ela esteja excluída do roteiro turístico.
New York é a prova concreta dessa afirmação.
Nosso erro tem sido colocar sempre a carroça na frente dos bois.
Por vários anos, o governo financiou caríssimos hotéis a juros subsidiados, que depois de prontos ficaram vazios porque as cidades não se “turistificaram”, não atraindo os turistas.
Esquecemos de criar museus, de colocar placas de sinalização em espanhol e inglês – muitos de nossos museus não têm sequer cartazes de explicação em português, muito menos no idioma de nossos turistas – e de criar panfletos turísticos de qualidade internacional.
Se você é prefeito de uma cidade, digite o nome da sua cidade.com na internet e veja o que aparece em termos de atrações turísticas.
Net divulga tudo para todo o mundo.
São raras as cidades que possuem, pelo menos, o próprio site.
Não vamos atrair turistas se continuarmos agindo assim.
Nem mesmo turistas brasileiros, quanto mais do resto do mundo.
“Turistificar” uma cidade não é complicado, contanto que isso seja feito por pessoas especializadas, que consigam escapar das pressões políticas da cidade e se concentrem nos desejos de um turista.
Nossos acadêmicos, como Delfim Netto, ficam pedindo ao governo mais câmbio como única forma de estimular a exportação.
Turismo é uma forma de exportação que emprega muito mais que soja e minério.
Foi-se o tempo em que uma nação poderia crescer por sua agricultura e indústria.
Sessenta por cento do PIB brasileiro já é dominado pelo setor de serviços.
Como se exporta turismo?
Por meio do turismo receptivo, que faz parte hoje em dia de toda nação bem-sucedida do mundo.
Parece que nos concentramos no turismo expulsivo, com o objetivo de levar todo brasileiro para a Disney, para desespero do Governo, que tem de fechar as contas.
Nossa balança comercial poderá ficar positiva como queriam os acadêmicos, mas a conta de serviços vai continuar por muito tempo negativa.
Podemos colocar o câmbio a 2, 3 ou 4 reais que não atrairemos turistas se primeiro não “turistificarmos” o Brasil.
Publicado originalmente em 2000, e pouco mudou.

Blog do Stephen Kanitz

Na briga governadores x Bolsonaro, Guedes sai ileso

Resultado de imagem para governadores x bolsonaro
Jair Bolsonaro bateu boca com João Doria Jr., de São Paulo, em reunião virtual entre os governadores do Sudeste e o presidente, na manhã desta quarta-feira. À tarde, todos os chefes dos executivos estaduais se reuniram, também online, e reafirmaram a autonomia para decidir sobre isolamento social e quarentena.
A polêmica estabelecida é entre manter as regras de confinamento, defendidas pelos secretários e até pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, ou liberar comércio, serviços e indústrias, pensando em evitar danos à economia.
Ausente da polêmica, o ministro da Economia, Paulo Guedes, não foi questionado pelos governadores. Sem uma atuação firme do Governo Federal, como vêm fazendo os países da Europa e os Estados Unidos, com ajudas a empresas e garantia de salários a trabalhadores, a crise econômica se agravará. No fundo, a discussão quarentena x empresas esconde uma falsa polêmica.
Coube ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que participou da reunião à tarde com todos os governadores, cobrar da União o envio de medida provisória que permitirá a suspensão de contratos de trabalho, com compensação de salários utilizando recursos públicos. Maia afirmou que, se o Ministério da Economia não enviasse o texto ainda nesta quarta-feira, o Congresso iria legislar sobre o tema.
A demora só agrava um quadro recessivo que vem se arrastando há cinco anos no Brasil, a reboque das políticas monetaristas. A situação piora com a crise global. O economista britânico Michael Roberts lembra que a economia mundial já estava entrando em recessão antes da pandemia. O Japão estava em recessão; a Zona do Euro estava próxima disso, e o crescimento dos EUA diminuíra para menos de 2% ao ano.

Para Roberts, mesmo que as economias se recuperem no segundo semestre de 2020, quando os bloqueios terminarem, ainda haverá uma queda global. “É uma esperança vã que a recuperação seja rápida e acentuada no segundo semestre deste ano”, analisa

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