Copom: Taxa Selic cai para 13,75% ao ano

O Banco Central (BC) cortou os juros pela quinta vez seguida, nesta quarta-feira. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Taxa Selic, juros básicos da economia, em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano. A decisão era esperada pelo mercado financeiro.

De junho de 2025 a março desde ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros em abril, num cenário de queda da inflação. No entanto, o agravamento da guerra no Oriente Médio e o início do fenômeno El Niño dificultam o trabalho do Copom.

Para os investidores, o primeiro efeito aparece na renda fixa. Aplicações pós-fixadas, como Tesouro Direto na modalidade Tesouro Selic, CDBs atrelados ao CDI e fundos DI, passam a oferecer retornos ligeiramente menores à medida que os cortes são implementados. No entanto, isso não significa que a renda fixa deixe de ser atraente. A própria B3, destaca que mesmo em um ciclo de queda de juros a renda fixa continua oferecendo retornos elevados, especialmente porque os juros brasileiros ainda permanecem entre os mais altos do mundo em termos reais.

Ao mesmo tempo, o novo cenário tende a favorecer títulos prefixados e papéis indexados à inflação. Quando os juros estão em trajetória de queda, investidores conseguem “travar” taxas por vários anos em títulos prefixados, além de se beneficiar da valorização desses ativos no mercado secundário.

Do ponto de vista da população, a queda da Selic tende a produzir efeitos positivos de forma gradual. Como os bancos utilizam a taxa básica como referência para diversas operações financeiras, a tendência é que empréstimos, financiamentos imobiliários e crédito para consumo fiquem mais acessíveis ao longo dos próximos meses. Isso melhora a capacidade de consumo das famílias e facilita a renegociação de dívidas, criando um ambiente mais favorável para o orçamento doméstico. Além disso, juros menores estimulam o crédito e incentivam a circulação de recursos na economia, fortalecendo o consumo e a atividade econômica.

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Governo Lula anuncia reajuste do Bolsa Família

O governo Lula (PT) anunciou hoje, 17 dias antes do primeiro turno das eleições, o aumento do valor do Bolsa Família, o primeiro reajuste realizado durante o atual mandato do petista. O anúncio foi feito no Palácio do Planalto, na presença de Lula e de ministros. 

O piso do programa, que é de R$ 600, passa para R$ 691 a partir de outubro —um aumento de 15%. Segundo o ministério do Planejamento, o benefício médio subirá dos atuais R$ 675 para R$ 777. 

O reajuste acompanha a correção pela inflação desde junho de 2023, quando o programa foi oficialmente renomeado para Bolsa Família, até o mês passado, informou o governo.

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Violência muda rotina e escolhas de 98% das mulheres no Brasil

 

O medo da violência redefine a rotina de quase todas as brasileiras. Uma pesquisa aponta que 98% das mulheres no país adotam estratégias para reduzir riscos no dia a dia, enquanto oito em cada dez (78%) já sofreram algum tipo de violência.

Os dados são do levantamento “Segurança das Mulheres: Percepção da Sociedade Brasileira sobre Violência”, divulgado nesta quarta-feira (16/9) e realizado pelos institutos Patrícia Galvão e Locomotiva, com apoio da Uber. Foram ouvidas 1,5 mil pessoas com 16 anos ou mais entre 22 e 30 de abril de 2026.

A sensação de insegurança é mais intensa entre elas. Conforme a pesquisa, 94% das mulheres se sentem inseguras no cotidiano, contra 84% dos homens. Nos deslocamentos, o medo da violência atinge 94% das mulheres e 90% dos homens.

A pesquisa mostra que o medo da violência atravessa a forma como as mulheres vivem e circulam pelas cidades”, afirma Maíra Saruê, diretora de Pesquisa do Instituto Locomotiva.


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Vendas no varejo caíram 0,8% em julho

Em julho de 2026, o volume de vendas no comércio varejista caiu 0,8% frente a junho, na série com ajuste sazonal, após variação de 0,3% em junho de 2026. Com isso, a média móvel trimestral para o varejo variou -0,1% no trimestre encerrado em julho de 2026, após registrar -0,2% no trimestre encerrado em junho.

No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças; material de construção e atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas em junho mostrou variação de 0,4% frente ao mês imediatamente anterior, após queda de 1,1% em junho de 2026. Com isso, a média móvel trimestral para o varejo ampliado variou -0,3% no trimestre encerrado em julho, depois do recuo de 0,8% no trimestre encerrado em junho de 2026.

Frente ao mesmo mês de 2025, o varejo ampliado cresceu 1,8% após crescer 4,9% em junho de 2026. No ano, o setor avançou 1,9% e, nos últimos 12 meses, 1,2%. A queda no volume de vendas do comércio varejista na passagem de junho para julho de 2026, na série com ajuste sazonal, teve cinco atividades com variação negativa e três com variações positivas. No campo negativo, vieram móveis e eletrodomésticos (-4,9%), livros, jornais, revistas e papelaria (-4,2%), tecidos, vestuário e calçados (-2,7%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,2%) e hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,2%). No campo positivo, destacaram-se artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,6%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (0,6%) e combustíveis e lubrificantes (0,3%).

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Investimentos dos brasileiros chegam a R$ 9,1 trilhões e ampliam patrimônio financeiro

 O volume de investimentos das pessoas físicas no Brasil atingiu R$ 9,1 trilhões no primeiro semestre de 2026, crescimento de 6,4% em relação ao final do ano passado. Os dados, divulgados pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) no início de setembro, mostram não apenas um aumento do patrimônio financeiro dos brasileiros, mas também um movimento de diversificação das carteiras.

Entre os investidores de alta renda, o crescimento foi ainda maior. O segmento alcançou R$ 3,4 trilhões em investimentos, avanço de 7,8% no semestre. Já o segmento private chegou a aproximadamente R$ 2,8 trilhões.

Os fundos de investimento também avançaram 9,6% no período, chegando a R$ 2,2 trilhões, com crescimento de categorias como fundos imobiliários e Fundos de Investimento em Participações, os FIPs.

Para José Roberto Salazar, especialista em proteção e crescimento patrimonial e sócio da PR Private Partners, os números ajudam a revelar uma mudança no comportamento de quem já acumulou patrimônio e agora busca formas diferentes de protegê-lo e fazê-lo crescer.

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A derrota de André Mendonça

 O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, ao suspender as decisões relacionadas ao afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, colocou um freio de arrumação nas sucessivas deliberações contraditórias sobre o caso. E esta é uma derrota para o ministro André Mendonça, que havia determinado o afastamento de Andrei e do diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada. É uma vitória da ala que se contrapõe a Mendonça e que deve impor novo desgaste ao magistrado na próxima terça-feira (15/09), durante a sessão, marcada por Fachin, em que será discutido o relatório da PF sobre a suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. 

Na sessão, os ministros vão analisar a validade do documento da PF feito a pedido do ministro André Mendonça. A crítica dos ministros é de que Mendonça passou a investigar um colega sem autorização do plenário.

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Fim de festa, candidato

De um lado para o outro, nos quatro cantos do país, lá estão eles com adesivos nas camisetas, santinhos nas mãos e sorriso estridente. Não serei tão radical. Sabemos, há muito tempo, como se comportam os candidatos a alguma coisa. É necessário comer pastel na feira. O povo precisa conhecer. É o momento de apresentar propostas e torcer pela mudança. É assim que falam, não é? Quase  nunca é assim, convenhamos. 

Não sei se é uma impressão única, mas aquele alvoroço pré-eleitoral está escanteado. Os carros de som, as bandeiras e até as musiquinhas que não saíam da cabeça parecem ter perdido espaço. Há uma explicação para isso. É a descrença. De tropeço em tropeço, candidatos, a incredulidade ocupa o trono. Uma pesquisa conduzida pelo cientista político Jairo Pimentel, da Fundação Escola de Sociologia e Política, revelou que 41% dos leitores estão desiludidos com a política; 73% não têm simpatia por nenhum partido; e 22% se abstêm de votar. Os motivos não estão centralizados na esquerda, na direita ou no centro, mas na incapacidade de resolver problemas básicos. 

Sinto informar, futuros governantes, mas os eleitores sabem distinguir o real e a novela. Estamos a menos de um mês das eleições. Se eu pudesse definir esta reta final, a palavra seria desespero. Preocupa-me. A afobação leva ao esvaziamento de pautas sérias e importantes. 

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Pessoas com mais de 60 anos já chefiam quase 1 em cada 3 lares

 

A população acima de 60 está tendo cada vez mais protagonismo na gestão dos lares, respondendo pela chefia de 21,6 milhões de domicílios — quase um terço do total (32%). Este protagonismo, entretanto, na maioria das vezes vem acompanhado de sobrecarga familiar e informalidade entre aqueles que continuam no mercado de trabalho após a aposentadoria.

Os dados inéditos são do levantamento "Geração 60 : Moradia e Arranjos Familiares", feito pela Nexus — Pesquisa e Inteligência de Dados, com base em números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) referente ao ano de 2025.

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Você Sabia?

As plataformas de apostas on-line estão em todos os lugares e também impactam os estudantes. Pesquisa realizada pela Frente Parlamentar Mista da Educação em parceria com a Equidade.info mostra que um em cada cinco (20,4%) jovens, dos anos finais do ensino fundamental (6° ao 9° ano) e do ensino médio, já realizou apostas. 


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Governo já abriu R$ 27 bi em créditos pra segurar gasolina e diesel em 2026

O governo federal já abriu R$ 27,1 bilhões em créditos extraordinários em 2026 para bancar medidas destinadas a evitar que a disparada internacional dos combustíveis chegue integralmente ao preço da gasolina e, principalmente, do diesel no Brasil.

A conta cresceu novamente nesta semana. Uma nova medida provisória destinou mais R$ 6,605 bilhões à política: R$ 5,607 bilhões para o diesel rodoviário e R$ 998 milhões para o programa de subvenção à produção e importação de gasolina e diesel.

Desde março, foram abertos seis créditos extraordinários para essas políticas: R$ 10 bilhões, R$ 550 milhões, R$ 3,33 bilhões, R$ 3,473 bilhões, R$ 3,152 bilhões e, agora, R$ 6,605 bilhões. Somados, chegam a R$ 27,11 bilhões.

Isso não significa, porém, que todo esse dinheiro tenha sido gasto. Dados públicos da ANP mostram que, até 31 de agosto, haviam sido efetivamente pagos cerca de R$ 7,79 bilhões nas diferentes modalidades de subvenção relacionadas à gasolina e ao diesel.

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Geração 60+ chefia 32% dos lares, mas enfrenta sobrecarga e informalidade

A Geração 60+ tem papel cada vez maior na gestão dos lares brasileiros. Com renda média mensal de R$ 3.865, a mais alta do país, essa parcela da população responde pela chefia de 21,6 milhões de domicílios – quase um terço do total. Esse protagonismo, no entanto, vem frequentemente acompanhado de sobrecarga familiar e informalidade entre quem continua no mercado de trabalho. Os dados são do levantamento “Geração 60+: Moradia e Arranjos Familiares”, feito pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, com base em números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A maior renda, porém, não significa que o grupo tenha ganhado mais nos últimos anos. Entre 2016 e 2025, o rendimento médio da população 60+ caiu 4% em termos reais, enquanto, no mesmo período, a renda média da população geral cresceu 13%. Ainda assim, com R$ 3.865 por mês, a Geração 60+ continua com a maior renda média entre as faixas etárias analisadas.

Na maioria dos lares onde vivem pessoas com 60 anos ou mais, a palavra final sobre as contas passa por elas: em 87% dessas casas, a Geração 60+ responde diretamente pela chefia ou pela gestão compartilhada do orçamento doméstico.

O levantamento da Nexus mostra o peso dessa faixa etária na organização financeira das famílias. “A Geração 60+ contribui diretamente para a manutenção da casa. A dimensão econômica desse grupo dentro dos lares vai além da condição de beneficiário de aposentadorias ou outros rendimentos”, observa o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski.

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Você Sabia?

O mês de agosto de 2026 empatou com julho de 2023 como o mês mais quente já registrado na história, impulsionado pela queima de combustíveis fósseis e pelo fenômeno El Niño. 

O levantamento é do observatório climático europeu Copernicus.



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Rejeição eleitoral e indecisos na corrida presidencial de 2026

A mais recente pesquisa do instituto Quaest, divulgada nesta semana, traçou um panorama de forte equilíbrio para a eleição presidencial de 2026. Em uma simulação de segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparecem em situação de empate técnico, indicando que a disputa pelo Palácio do Planalto segue indefinida e altamente polarizada.

O levantamento revela que, às vésperas do pleito, o cenário político continua a refletir a divisão observada em 2022. O empate técnico significa que a diferença percentual entre os dois possíveis candidatos está dentro da margem de erro, tornando impossível apontar um líder. Essa estabilidade na divisão do eleitorado sugere uma base de apoio consolidada para ambos os lados.

Diante desse equilíbrio, um fator ganha protagonismo para definir o resultado: a taxa de rejeição. A pesquisa mostra que tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro enfrentam resistência de uma parcela significativa dos eleitores. Em um confronto direto, a vitória pode não ser daquele com mais votos convictos, mas daquele que for menos rejeitado pela maioria.

A rejeição funciona como um teto para o crescimento de uma candidatura. Um candidato com alta taxa de eleitores que afirmam que não votariam nele de jeito nenhum tem um desafio muito maior para conquistar os votos necessários, especialmente os que vêm do grupo de indecisos ou de apoiadores de outras candidaturas.

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Rejeição eleitoral e indecisos na corrida presidencial de 2026

A mais recente pesquisa do instituto Quaest, divulgada nesta semana, traçou um panorama de forte equilíbrio para a eleição presidencial de 2026. Em uma simulação de segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparecem em situação de empate técnico, indicando que a disputa pelo Palácio do Planalto segue indefinida e altamente polarizada.

O levantamento revela que, às vésperas do pleito, o cenário político continua a refletir a divisão observada em 2022. O empate técnico significa que a diferença percentual entre os dois possíveis candidatos está dentro da margem de erro, tornando impossível apontar um líder. Essa estabilidade na divisão do eleitorado sugere uma base de apoio consolidada para ambos os lados.

Diante desse equilíbrio, um fator ganha protagonismo para definir o resultado: a taxa de rejeição. A pesquisa mostra que tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro enfrentam resistência de uma parcela significativa dos eleitores. Em um confronto direto, a vitória pode não ser daquele com mais votos convictos, mas daquele que for menos rejeitado pela maioria.

A rejeição funciona como um teto para o crescimento de uma candidatura. Um candidato com alta taxa de eleitores que afirmam que não votariam nele de jeito nenhum tem um desafio muito maior para conquistar os votos necessários, especialmente os que vêm do grupo de indecisos ou de apoiadores de outras candidaturas.

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Em 2026, foram mais de 546 mil afastamentos por transtornos mentais no trabalho

Dados do Ministério da Previdência Social apontam avanço nos afastamentos por transtornos mentais. Passar boa parte do dia no trabalho significa também estar exposto às condições, relações e formas de organização desse ambiente.

Em um cenário de crescimento dos casos de adoecimento mental, o Setembro Amarelo amplia a discussão sobre a importância da prevenção dentro das empresas. Dados preliminares de 2025, divulgados pelo Ministério da Previdência Social em 2026, apontam 546.254 benefícios concedidos por esses transtornos, número 15% superior aos 472.328 registrados em 2024.

O levantamento foi destacado pela Fundacentro como parte de um cenário de aumento do adoecimento mental relacionado ao mundo do trabalho.

Sobrecarga, pressão constante, falta de apoio, conflitos, assédio e problemas na organização das atividades estão entre os fatores que podem contribuir para o adoecimento e, em situações mais graves, levar ao afastamento.

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Apenas metade dos adolescentes sabe interpretar texto no Brasil, indica Pisa 2025

Cerca de metade dos estudantes de 15 anos do Brasil (49%) reúnem as habilidades necessárias para a interpretação de texto, mostraram os resultados do mais recente Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa 2025), uma pesquisa da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) publicada nesta terça-feira (08/09).

Segundo o estudo, estes são os alunos capazes de, no mínimo, "identificar a ideia principal em um texto de extensão moderada, localizar informações com base em critérios explícitos, embora às vezes complexos, e refletir sobre o propósito e a forma dos textos quando explicitamente solicitados a fazê-lo.".

Já a média para os 38 países-membros da OCDE foi de 69%. Entretanto, a leitura foi, dentre as áreas de estudo examinadas pelo Pisa 2025, aquela que teve a maior queda global de desempenho entre os alunos desta idade nos últimos dez anos.

"Essa tendência é particularmente preocupante, pois as habilidades de leitura são a base da aprendizagem em todo o currículo e são essenciais para localizar, avaliar, interpretar e refletir sobre informações em um mundo cada vez mais digital," afirma o relatório.

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