Blog do Alderi
Flávio Bolsonaro patina ao buscar palanques para o PL no Nordeste, reduto de Lula
Michelle Bolsonaro sobre futuro político: "Está nas mãos de Deus"
Festa, renda e informalidade: como o Carnaval aquece a economia
É fato que setores de hotelaria e de alimentação, como bares e restaurantes, são beneficiados diretamente pelo evento, que envolve desfiles de escolas de samba, bailes em clubes fechados e blocos carnavalescos que invadem as ruas de várias cidades brasileiras. Na economia informal, os ambulantes ocupam posição central nesse processo. Para atuar, precisam adquirir insumos como bebidas, alimentos e materiais de apoio.
Essa compra estimula fabricantes, distribuidores e atacadistas, que ampliam estoques e ajustam operações nas semanas que antecedem a festa. O impacto alcança transportadoras, fornecedores de embalagens e pequenos produtores. A atividade, embora temporária, ativa segmentos que dependem de picos sazonais para manter o volume de vendas.
Ou seja, nos dias de Momo ampliam-se as interconexões entre empreendimentos econômicos estruturados e a economia popular. Pessoas desempregadas encontram no Carnaval uma oportunidade de renda imediata. Trabalhadores formais utilizam o período para complementar ganhos. Ocupados por conta própria aumentam suas vendas. Profissionais de montagem de estruturas, equipes de limpeza, seguranças, motoristas e vendedores de rua integram uma rede que cresce conforme o calendário festivo avança.
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No Recife, Lula acompanha desfile do Galo da Madrugada
Mas não é a primeira vez que o petista acompanha o bloco de perto. Lula já esteve no Galo da Madrugada no carnaval de 2000, dois anos antes de ser eleito para seu primeiro mandato presidencial. Pernambucano, o presidente retorna para a folia no ano em que deve tentar seu quarto mandato.
O Recife é a primeira parada de Lula em um périplo por diversas cidades no carnaval deste ano. Ainda neste sábado, ele seguirá para Salvador, na Bahia. E, depois, irá ao Rio de Janeiro.
O presidente Lula esteve acomapanhado pela governadora Raquel Lyra e pelo prefeito João Campos.
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Gastos do Carnaval podem se estender pelo ano
“Existe a ideia de que os gastos do Carnaval ficam restritos a fevereiro, mas, na prática, eles se estendem por boa parte do ano na forma de parcelas e faturas elevadas”, explica.
Entre os gastos mais recorrentes durante o Carnaval estão viagens realizadas com pouca antecedência, o que encarece passagens e hospedagens, além de despesas com fantasias, adereços e ingressos para blocos fechados, camarotes e eventos privados. Também se destacam os gastos elevados com alimentação fora de casa, bebidas e transporte por aplicativos. Outro fator de impacto são os chamados gastos pulverizados, pequenas despesas frequentes que, somadas, comprometem uma parcela significativa do orçamento mensal.
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Você Sabia?
Brasil registra queda de 35,4% no desmatamento da Amazônia e de 5,9% no Cerrado entre agosto e janeiro de 2026.
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Disputa de Lula e Flávio limita espaço da terceira via
A pesquisa Genial/Quaest divulgada em fevereiro mostra que o país chega à disputa presidencial de 2026 profundamente dividido, tanto do ponto de vista ideológico quanto geográfico, social e emocional. Luiz Inácio Lula da Silva lidera todos os cenários de primeiro e segundo turno, mas essa liderança convive com sinais claros de desgaste e com a consolidação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como adversário competitivo. O resultado é um quadro de vantagem numérica para o presidente, porém instável e longe de conforto.
No cenário principal de primeiro turno, Lula aparece com 43% das intenções de voto, contra 38% de Flávio. Brancos, nulos e eleitores que dizem não votar somam 17%, enquanto 2% permanecem indecisos. É uma polarização estrutural, entre dois polos que abduzem o sistema político-partidário. Há pouco espaço para alternativas de terceira via trafegando pelo centro. A eleição é um embate direto entre esquerda e direita, como em 2018 e 2022, já no primeiro turno.
Segundo Felipe Nunes, responsável pela pesquisa, essa divisão também se expressa de forma clara quando se observa a avaliação do governo. Hoje, 49% desaprovam o trabalho de Lula, enquanto 45% aprovam. Na avaliação qualitativa, 39% consideram o governo ruim ou péssimo, 33% o avaliam como bom ou ótimo e 26% o classificam como regular, o que gera um saldo negativo de seis pontos.
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Custo de vida no Pará e na Região Norte assustam
Na Região Norte, a dificuldade de administrar as finanças aparece de forma mais acentuada: apenas 14% dos moradores afirmam considerar fácil organizar pagamentos e despesas do dia a dia. No Brasil, esse percentual é de 19%, indicando que a maioria enfrenta desafios para manter as contas em dia.
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Lula e Flávio Bolsonaro são os candidatos com maior rejeição, aponta pesquisa Genial/Quaest
Governo Lula libera recorde de R$ 1,5 bi em emendas no início do ano
Queda no preço da gasolina não chega ao motorista
A Petrobras reduziu o preço da gasolina nas refinarias em R$ 0,14 (queda de 5,2%) a partir de 27 de janeiro. Analistas, alegando a mistura de álcool e os impostos, calcularam que a redução dos valores na bomba ficaria na casa de R$ 0,08. Quando disso chegou ao consumidor? Por enquanto, nada.
Segundo o site da Petrobras, baseado em dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio da gasolina ao consumidor final na semana de 18 a 24 de janeiro de 2026, antes da redução nas refinarias, era de R$ 6,33. Na semana de 25 a 31 de janeiro, após a diminuição dos valores nas bases da Petrobras, o preço médio nos postos continuava nos mesmos R$ 6,33.
A parcela da estatal caiu para R$ 1,80 (de R$ 1,90, preços arredondados); impostos federais e estaduais não mudaram (R$ 0,68 e R$ 1,57, respectivamente); o custo do etanol anidro, misturado à gasolina, caiu de R$ 1,06 para R$ 1,04. Por que os preços ao consumidor se mantiveram?
Aumentou a parcela da distribuição e revenda, que passou de R$ 1,12 para R$ 1,24 (+10,7%), saltando de 17,7% para 19,6% do valor final do combustível. Ou seja, distribuidoras e/ou postos se apropriaram da redução de preço praticada pela Petrobras.
Em várias ocasiões, a presidente da estatal, Magda Chambriard, culpou a privatização da BR Distribuidora (herança do governo Bolsonaro) e as demais distribuidoras de combustíveis pelos altos preços dos combustíveis, por não repassarem aos consumidores as reduções feitas pela Petrobras. Isso afeta não só a gasolina, mas também o diesel.
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Endividamento em janeiro repete recorde, mas inadimplência cai
“É uma variável da economia que está estreitamente relacionada à taxa de juros cobrada no Brasil, uma das maiores do mundo”, afirma Tadros.
Segundo ele, “é fundamental priorizar o equilíbrio das contas públicas, para que a política monetária possa ser flexibilizada, aliviando a carga sobre consumidores e empresas.”
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Emendas ajudam a inflar cachês, e prefeituras cancelam Carnaval pelo NE
O tema ganhou força com a proximidade do Carnaval, quando as prefeituras contratam bandas para animar as festas. A carestia está levando prefeituras a cancelarem ou reduzirem os festejos de Momo.
Além disso, associações municipalistas da região já se mobilizam de olho nos festejos juninos.
No Ceará, três cidades já anunciaram o cancelamento das festas: Tauá, Caucaia e Jaguaretama.
No Rio Grande do Norte, a Prefeitura de Paraú cancelou o Carnaval e disse que vai usar os recursos em ações contra os impactos da seca. A mesma justificativa foi usada pela cidade de Santa Luzia (PB).
Em 1º de fevereiro, o prefeito de Massapê (CE), Ozires Pontes (PSDB), anunciou que, em vez de quatro dias, a cidade terá festa em apenas um. "As bandas estão cada uma mais cara do que a outra; banda que nem é essas 'tops das galáxias' querendo R$ 500 mil. Absurdo", disse nas suas redes sociais.
"Está virando um negócio absurdo o que essas bandas estão pedindo. A gente vive num estado pobre, são 184 municípios. As cidades do interior, de pequeno e médio portes, não têm dinheiro, e não tem sentido quebrar uma cidade para fazer uma festa", afirma.
"Tem banda que era R$ 100 mil em 2025, mas que agora quer cobrar R$ 200 mil, R$ 300 mil. Tem banda cobrando até R$ 800 mil. Não há como pagar", relata,
Entre os fatores que contribuíram para essa alta, ele cita o aumento na quantidade de festejos pagos com recursos federais. Isso inclui projetos diretamente aprovados nos ministérios do Turismo e da Cultura. E uma nova modalidade: as emendas parlamentares custeando shows.
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Vaga ao Senado em chapa de Lula gera disputa entre ex-petista, ministro e partidos do Centrão em Pernambuco
Eleições 2026: 18 dos 27 governadores não poderão disputar novo mandato neste ano
Seja qual for o resultado que sair das urnas em outubro, as eleições estaduais terão um alto índice de renovação neste ano. Dos 27 governadores, 18 não podem tentar a reeleição. Isso acontece porque a lei brasileira não permite três mandatos consecutivos.
Com oito anos no cargo, esses políticos terão que buscar novos rumos e tentar eleger um sucessor. Até o momento, quatro já manifestaram o desejo de entrar na corrida presidencial, e ao menos seis devem brigar por vagas do Senado, que neste ano vai trocar 54 das 81 cadeiras.
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