Reincidência atinge 86,72% dos que entraram na inadimplência

Em agosto de 2026, o Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), revelou que, do total de negativações, 86,72% foram de devedores reincidentes. O dado refere-se a consumidores que já haviam aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses.

Dentro do universo de reincidentes de agosto, a maior parte (68,96%) ainda não havia quitado pendências antigas e foi negativada novamente. Outros 17,76% haviam saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. Apenas 13,28% dos negativados no mês não tiveram restrições no CPF ao longo do último ano.

O tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento de demais pendências para os reincidentes: em agosto, esse período foi de 69,2 dias. Isso significa que, em média, após cerca de 2,3 meses do vencimento de uma dívida negativada, outra dívida já vence.

Os dados do indicador mostram que, nos últimos 12 meses encerrados em agosto de 2026, houve um crescimento de 15,96% no número de devedores reincidentes na comparação com os 12 meses anteriores.

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Recados ocultos

Políticos de centro e de direita ainda não se esqueceram da fala do ministro Flávio Dino, do STF, sobre ter assinado despachos e autorizações de operações no intervalo da sessão da semana passada. 

Para alguns, soou como uma ameaça, principalmente porque muitos defendem que o caso das emendas é uma ferramenta de perseguição a políticos opositores do governo Lula pelo magistrado.


Denise Rothenburg



Foi precipitado

 Integrantes do Partido Novo começam a buscar explicações para o baixo desempenho do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, nas pesquisas. Muita gente lá diz que Zema “matou” a campanha ao Planalto quando atacou Flávio Bolsonaro, em maio, mês em que a relação entre o senador e Daniel Vorcaro foi exposta. 

A avaliação é de que como Zema e Flávio compartilham o mesmo eleitorado — ou seja, os bolsonaristas —, o presidenciável do Novo se queimou e não conseguiu decolar.

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Votos nulos, brancos e abstenções devem ser recorde este ano, aposta autor de livro sobre eleições no Brasil: 'Tem algo diferente desta vez'

A abstenção, que foi recorde nas eleições de 2022, pode voltar a crescer no pleito deste ano e atingir o maior nível das últimas décadas, na avaliação do cientista político Jairo Nicolau. Ele também acredita que o número de votos brancos e nulos pode aumentar.

A cerca de uma semana das eleições de 2026, o professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) avalia que o eleitorado está frustrado com uma campanha marcada pela repetição da polarização entre petismo e bolsonarismo e pelo pouco espaço dedicado ao debate — ofuscado nas últimas semanas pela crise no Supremo Tribunal Federal (STF).

"Essa é uma eleição em que as pessoas estão desanimadas com os candidatos que estão aí, e que tem grande chance de aumentar, num nível razoável, a abstenção e os votos nulos e brancos", afirma.

"Talvez a gente tenha a maior taxa de abstenção nas eleições gerais de 2002 para cá."

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Lula e Flávio batalham pelo eleitorado nordestino na reta final da campanha

 O Nordeste voltou ao centro da disputa presidencial na reta final do primeiro turno. A região concentra agendas de campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), enquanto a pesquisa Quaest divulgada ontem mostra oscilação nas intenções de voto em um eventual segundo turno. 

A pesquisa , divulgada na segunda-feira (22/9) aponta um crescimento das intenções do senador no Nordeste. De acordo com a pesquisa, Lula registrou 57% contra 31% de Flávio Bolsonaro. Na pesquisa anterior, os dois apareciam com 60% e 28%, respectivamente. A margem de erro para o eleitorado nordestino é de quatro pontos percentuais.

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Brasil bate recorde com 103 milhões de pessoas ocupadas; mulheres puxam avanço desde 2012

O Brasil atingiu um recorde de 103 milhões de pessoas ocupadas em 2025, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua – Características Adicionais do Mercado de Trabalho, divulgada nesta quarta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o instituto, esse foi o maior contingente de ocupados da série histórica, iniciada em 2012. Ao mesmo tempo, o número de desocupados caiu para 6,1 milhões, o menor já registrado pela pesquisa.

A força de trabalho do país soma 109,1 milhões de pessoas, enquanto 65 milhões estão fora do mercado de trabalho. Em comparação com 2012, o total de ocupados cresceu 15,4%, passando de 89,3 milhões para 103 milhões de trabalhadores.

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Rejeição

 

Num dos seus recortes, a pesquisa Quaest faz um mergulho assustador na geografia profunda da alma dos eleitores. Pergunta o que mais os preocupa. E constata que há um ponto de encontro psíquico entre petistas e bolsonaristas. As duas tribos se encontram no medo.

Os dois principais candidatos não estão tecnicamente empatados apenas na rejeição e nas intenções de voto. Igualaram-se também no mau sentimento que despertam: 43% dos eleitores dizem temer um quarto mandato de Lula; 42% temem a volta da família Bolsonaro ao Planalto; e 7% temem os dois cenários.

Quer dizer: nove em cada dez eleitores (92%) vão à cabine de votação temendo viver um filme de terror com duração de quatro anos.

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Em SC, Lula diz que quer ganhar as eleições para manter Jair Bolsonaro preso

O presidente da República e candidato à reeleição em 2026, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pretende manter o ex-presidente Jair Bolsonaro na cadeia. Foi o que disse o petista durante ato de campanha neste sábado (19/9) em Florianópolis (SC). 

Durante o ato, Lula citou o desejo de Flávio Bolsonaro (PL) de vencer as eleições justamente para tirar o pai da prisão. O candidato do PT afirmou que uma das razões pelas quais pretende vencer é a de, justamente, manter Jair na posição em que se encontra. 

"A ideia do outro (Flávio Bolsonaro): 'Eu quero ganhar as eleições para tirar meu pai da cadeia'. E eu quero ganhar para manter ele na cadeia", afirmou Lula. 

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Dinheiro é relevante para 82% de quem tem ansiedade, estresse ou burnout

As dificuldades financeiras estão diretamente relacionadas ao adoecimento mental de grande parte dos brasileiros. É o que revela uma pesquisa inédita realizada pela Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (Abefin), em parceria com o Instituto Axxus. Segundo o estudo, 81,9% das pessoas diagnosticadas com transtornos mentais apontam que os problemas financeiros tiveram participação relevante, em algum grau, no desenvolvimento ou agravamento de seu quadro psicológico.

O levantamento ouviu 1.000 brasileiros de todas as regiões do país com diagnóstico formal de ansiedade, depressão, estresse crônico ou síndrome de burnout. As entrevistas presenciais em profundidade foram conduzidas por psicólogos especializados, com o objetivo de compreender os fatores que os participantes associam ao surgimento de seus transtornos.

Os resultados mostram que, para 27,1% dos entrevistados, as dificuldades financeiras foram a causa exclusiva do adoecimento mental. Outros 32,4% afirmaram que elas representaram a causa predominante entre diversos fatores envolvidos. Já 22,4% apontaram as finanças como uma das principais causas de seus problemas emocionais. Somadas, essas três categorias representam 81,9% da amostra.

Além disso, quando questionados sobre qual foi o principal gatilho para o surgimento do transtorno, 34,6% apontaram as dificuldades financeiras, percentual superior ao registrado para problemas relacionados ao trabalho (20,5%), relacionamentos (11%), separação (10,9%), doenças (8,3%) e luto (5%).

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Você Sabia?

Oito em cada dez religiosos rejeitam política na igreja, mas lideranças buscam influenciar voto

Pesquisa do Instituto de Estudos da Religião (Iser), em parceria com a Quaest, ouviu 15 mil brasileiros sobre o tema.



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Além das blusinhas: de carro a sorvete, China invade consumo brasileiro

Shein, AliExpress, Temu, Mixue, BYD, Haval, Geely, Midea, Hisense, 99/Didi, Keeta. A lista de grandes empresas da China que vêm abrindo operações no Brasil, parte delas inclusive com produção local, não para de crescer. Há desde os marketplaces — que se beneficiaram com o fim da "taxa das blusinhas" (que este mês zerou o Imposto de Importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50) — a plataformas de delivery, passando por eletrodomésticos e cosméticos.

Em veículos elétricos, já são 13 as marcas chinesas no país, com destaque para BYD, Haval, Geely e Caoa Chery, que têm produção local.

Na outra ponta do consumo, de produtos de giro rápido, a gigante global de bebidas e sorvetes Mixue (a pronúncia é "míche") inaugurou em abril a sua primeira unidade em São Paulo, na Avenida Paulista. O Brasil foi o primeiro país em que a empresa investiu fora da região Ásia-Pacífico.

No país, o plano é aportar R$ 3 bilhões até 2030, com a abertura de mil lojas, entre próprias e franquias, e a construção de uma fábrica. Serão 100 pontos de venda apenas neste ano. No mundo, a Mixue, criada por dois irmãos em 1997, soma 64 mil lojas em 17 países e faturou 33,6 bilhões de yuans (R$ 25,6 bilhões) em 2025.

O Brasil é a maior economia da América do Sul e possui um mercado consumidor amplo, jovem e bastante aberto a novas experiências de consumo, estratégico de longo prazo. Enxergamos um potencial relevante nas categorias de bebidas geladas, chás e sorvete
Shu Mei, responsável pelo marketing da Mixue Brasil.


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Desenrola 2.0 cortou R$ 22,4 bi em dívidas, mas famílias seguem sufocadas

O Desenrola 2.0 ajudou a reduzir o endividamento do brasileiro em R$ 22,4 bilhões, mas não impediu que o volume de dívidas das famílias continuasse perto de níveis recordes quando considerados os indicadores gerais do mercado brasileiro.

Nova edição do Desenrola reduziu a dívida das famílias brasileiras em R$ 22,4 bilhões. Após essa redução no valor das dívidas que foram renegociadas, as pendências financeiras desse estoque de contas em atraso caiu para R$ 5,71 bilhões, de acordo com dados da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e do Ministério da Fazenda.


Cerca de 10 milhões de débitos foram renegociados ou reduzidos pelo programa. Ao todo, foram realizadas 5,54 milhões de operações de crédito, que tiveram um desconto médio de 80% para facilitar o pagamento das pendências financeiras entre os meses de maio e agosto.

A inadimplência no Brasil atingiu um patamar crítico porque deixou de ser um desvio pontual de consumo e virou mecanismo de sobrevivência. 
José César da Costa, presidente da CNDL

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Tchau, tchau Nordeste

Com a campanha de Lula à reeleição voltada aos mais pobres, inclusive com aumento do Bolsa Família, o candidato do PL vai focar na Região Sudeste — São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais — nesses 16 dias até a eleição. 

Seus estrategistas acreditam que, assim, ele conseguirá abrir uma diferença capaz de assegurar a vitória.

Enquanto isso… Daniella Marques, a coordenadora da equipe econômica, e o vice na chapa de Flávio, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), farão campanha de outras formas. Ele continuará a rodar no Nordeste. Ela marcará presença em eventos para falar do plano econômico do filho 01 para empresários e para o mercado financeiro.

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Arrascaeta sai do banco para resgatar o Flamengo

Parece repetitivo, mas não é. Arrascaeta decidiu mais uma classificação do Flamengo na Conmebol Libertadores. O gol no empate por 1 a 1 com o Independiente del Valle, nesta quinta-feira, no Maracanã, porém, carrega um simbolismo que vai além. Vindo do banco de reservas, o uruguaio mostrou mais uma vez que seu poder de decisão permanece intacto. Além disso, segue na perseguição a uma marca importante de ninguém menos que Zico.

Nas últimas semanas, Arrascaeta passou a ser tema de debate em relação à titularidade. De fato, as atuações recentes estavam abaixo do padrão que o uruguaio já apresentou em outros momentos. Do outro lado, Lucas Paquetá vinha correspondendo. A mudança aconteceu contra o Del Valle: o camisa 11 começou como titular, enquanto o camisa 10 ficou no banco. E não funcionou.

Arrascaeta só entrou no segundo tempo contra o Independiente del Valle, quando o Flamengo já perdia por 1 a 0. Em campo, viu Jorginho ser expulso e a situação rubro-negra ficar ainda mais complicada. Foi então que apareceu para o resgate: aproveitou a falha do goleiro Quintana e empatou de cabeça. Se as atuações recentes estavam abaixo do esperado, decidir mais um jogo grande reforça o status de ídolo que o uruguaio construiu no Flamengo.

O gol também faz Arrascaeta se aproximar de Zico. Agora são 14 gols do uruguaio pelo Flamengo na Libertadores (e 19 no total, contando com o Cruzeiro). O Galinho tem 16.

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Copom: Taxa Selic cai para 13,75% ao ano

O Banco Central (BC) cortou os juros pela quinta vez seguida, nesta quarta-feira. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Taxa Selic, juros básicos da economia, em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano. A decisão era esperada pelo mercado financeiro.

De junho de 2025 a março desde ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros em abril, num cenário de queda da inflação. No entanto, o agravamento da guerra no Oriente Médio e o início do fenômeno El Niño dificultam o trabalho do Copom.

Para os investidores, o primeiro efeito aparece na renda fixa. Aplicações pós-fixadas, como Tesouro Direto na modalidade Tesouro Selic, CDBs atrelados ao CDI e fundos DI, passam a oferecer retornos ligeiramente menores à medida que os cortes são implementados. No entanto, isso não significa que a renda fixa deixe de ser atraente. A própria B3, destaca que mesmo em um ciclo de queda de juros a renda fixa continua oferecendo retornos elevados, especialmente porque os juros brasileiros ainda permanecem entre os mais altos do mundo em termos reais.

Ao mesmo tempo, o novo cenário tende a favorecer títulos prefixados e papéis indexados à inflação. Quando os juros estão em trajetória de queda, investidores conseguem “travar” taxas por vários anos em títulos prefixados, além de se beneficiar da valorização desses ativos no mercado secundário.

Do ponto de vista da população, a queda da Selic tende a produzir efeitos positivos de forma gradual. Como os bancos utilizam a taxa básica como referência para diversas operações financeiras, a tendência é que empréstimos, financiamentos imobiliários e crédito para consumo fiquem mais acessíveis ao longo dos próximos meses. Isso melhora a capacidade de consumo das famílias e facilita a renegociação de dívidas, criando um ambiente mais favorável para o orçamento doméstico. Além disso, juros menores estimulam o crédito e incentivam a circulação de recursos na economia, fortalecendo o consumo e a atividade econômica.

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Governo Lula anuncia reajuste do Bolsa Família

O governo Lula (PT) anunciou hoje, 17 dias antes do primeiro turno das eleições, o aumento do valor do Bolsa Família, o primeiro reajuste realizado durante o atual mandato do petista. O anúncio foi feito no Palácio do Planalto, na presença de Lula e de ministros. 

O piso do programa, que é de R$ 600, passa para R$ 691 a partir de outubro —um aumento de 15%. Segundo o ministério do Planejamento, o benefício médio subirá dos atuais R$ 675 para R$ 777. 

O reajuste acompanha a correção pela inflação desde junho de 2023, quando o programa foi oficialmente renomeado para Bolsa Família, até o mês passado, informou o governo.

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