Blog do Alderi
Mundo caminha para aquecimento de 2,8°C, alerta ONU
Partidos apostam em Marçal para ministro de Flávio
Próspero, mas sem recursos
Em caso de vitória de Flávio Bolsonaro, a formatação desse Ministério da Prosperidade é que vai definir o futuro ministro. Se for cuidar de programas sociais, o PL não vai abrir mão dessa pasta. Se for apenas uma mudança de nome do atual Ministério do Empreendedorismo, aí, avisam alguns deputados, o ex-coach Pablo Marçal pode ficar com o cargo.
Minerais críticos e estratégicos empregam 129 mil pessoas no Brasil
Quando comparado ao mesmo mercado de trabalho registrado em 2023, houve crescimento de 8,6% no período.
Os dados estão disponíveis no Portal de Minerais Críticos e Estratégicos, lançado na última semana pela Agência Nacional de Mineração (ANM).
As unidades da Federação que mais empregam são Minas Gerais (62.631 postos de trabalho); Pará (27.047); e Bahia (9.147).
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Do cansaço à agressividade: Indecisos reprovarem Flávio e Lula em debate
Existe consenso de que houve pouca alteração no cenário eleitoral a partir do primeiro debate entre Lula e Flávio. Pesquisadores que acompanharam grupos focais saíram com a leitura de que o eleitor indeciso segue em disputa. A percepção geral foi de um debate péssimo e desgastante, sobretudo o primeiro bloco, no qual os candidatos tiveram confronto direto por 30 minutos.
— O primeiro bloco deixou todo mundo atônito. Flávio passou imagem de arrogante, prepotente, todos ficaram bravos. Já Lula foi visto como alguém cansado e que titubeou muito — afirma Renato Dorgan, do instituto Travessia, que coordenou grupos em São Paulo. — Os indecisos ficaram tristes. A sensação é de que queriam ir embora. Em 2022, percebi os eleitores mais acirrados; no domingo, constatei uma grande depressão.
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‘Flávio decepcionou e Lula não surpreendeu’: a avaliação da campanha do PT sobre o debate
Segundo um coordenador ouvido pelo Blog, a percepção geral foi de que “Flávio decepcionou e Lula não surpreendeu”.
A avaliação sobre o presidente também foi crítica. Lula foi visto como cansado, não respondeu diretamente a algumas acusações e teve dificuldades para apresentar propostas. Na percepção dos participantes, o petista falou sobre as realizações do governo, mas não conseguiu transmitir com clareza o que pretende fazer em um eventual novo mandato.
Para Flávio, no entanto, a avaliação foi ainda mais negativa, segundo o interlocutor. Os participantes consideraram sua postura artificial, mecanizada e excessivamente ensaiada. A dificuldade em responder diretamente às perguntas transmitiu, na percepção dos grupos, uma sensação de despreparo.
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Velho populismo e novo iliberalismo na disputa Lula x Flávio
A campanha presidencial mudou de terreno. A controvérsia sobre Nossa Senhora Aparecida e os embates em torno do caso Master e do Judiciário, que dominaram a reta de chegada do segundo turno, cederam espaço ao preço da comida, à renda, à criminalidade e às condições da educação e da saúde. A disputa sobre a ordem institucional continua, mas precisa responder à pergunta sobre o cotidiano dos eleitores: quem pode melhorar suas vidas?
Depois de perder o primeiro turno, Lula recuperou a iniciativa ao combinar mobilização nas ruas, medidas administrativas e articulação legislativa. Desonerações de combustíveis, renegociação de dívidas, apoio aos pequenos empreendedores e anúncio de auxílio a universitários aproximam sua campanha das necessidades imediatas. Parte dessas iniciativas está em execução; outra depende do Congresso, do Orçamento ou de um novo mandato. Seus críticos enxergam mais déficit fiscal e oportunismo eleitoral nesses benefícios.
Na defensiva, apesar do favoritismo, Flávio Bolsonaro procura neutralizar a narrativa petista de que promoverá um "tesouraço" nos direitos sociais. Promete preservar benefícios e melhorar programas, com incentivos à qualificação dos beneficiários. Ao mesmo tempo, anuncia um ajuste fiscal expressivo. A conta não fecha. Como compatibilizar redução de despesas, diminuição de impostos e ampliação da proteção social? Negar cortes não substitui contas exequíveis.
É nesse terreno que ressurge a palavra populismo, empregada como pejorativo. Seu uso indiscriminado confunde proteção social, irresponsabilidade fiscal e autoritarismo. São questões diferentes. Uma política popular pode ser necessária, financiável e democrática, ao passo que uma promessa apresentada como técnica pode esconder escolhas autoritárias e regressivas, marca registrada no novo "iliberalismo".
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A nova campanha do PL será contra o Centrão
Enquanto os finalistas na disputa ao Palácio do Planalto traçam estratégias nesta última semana de campanha, o jogo para a Presidência da Câmara cresce a olhos vistos. Ainda que o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), tenha a perspectiva de somar, logo na largada, 252 votos para ficar no cargo por mais dois anos, a ideia do PL é lançar candidatura própria. Especialmente, se Flávio Bolsonaro sair vencedor em 25 de outubro. Caso o filho 01 seja eleito, o PL tentará quebrar o bloco que fechou o apoio a Motta esta semana. E a força do novo governo, conforme avaliam integrantes do partido, terá todas as condições de angariar apoios. Vale lembrar que a essa altura da última disputa para a Presidência da Câmara, o nome do Republicanos era Marcos Pereira (SP). Portanto, nada está garantido. Dentro do PL, os nomes mais cotados vêm do Rio de Janeiro — Sóstenes Cavalcante e Altineu Cortes, o atual vice-presidente da Casa.
Os partidos aliados à reeleição do presidente Lula tendem a fechar com Motta, seja ele derrotado, seja ele o vencedor. A avaliação interna é de que o presidente da Câmara se mostrou um cumpridor de acordos e foi além ao apoiar
a reeleição do petista para a Presidência da República. Diante desses fatores, não é possível abandonar Motta à própria sorte.
Denise Rothenburg
Você Sabia?
Brasil deve voltar a ser oitava maior economia do mundo em 2027, prevê FMI
O Brasil deve voltar ao posto de oitava maior economia do mundo em 2027, deixando para trás Rússia e Itália. A projeção faz parte do documento “Perspectivas da Economia Mundial”, divulgado nesta semana pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).
De acordo com o estudo, o Produto Interno Bruto brasileiro alcançará US$ 2,80 trilhões (R$ 14,65 trilhões) no ano que vem.
Em 2026, o país termina na 10ª posição do ranking, com PIB de US$ 2,655 trilhões.
Para 2027, a lista mantém os EUA como maior potência econômica, seguida pela China.
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Quem é Jéssica Fazendeira, personagem criada por IA que levou pedreiro a viajar 2,1 mil km do Maranhão a Minas
Datafolha sugere a Flávio que soberba pode engolir o dono
Pode ser mera oscilação estatística. Uma única variação entre pesquisas, dentro da margem de erro, não permite concluir que a queda continuará. Na foto dos votos válidos, o filho de Bolsonaro continua à frente de Lula: 51% a 49%. Mas Flávio estará em apuros se as próximas pesquisas confirmarem uma tendência de queda. No limite, pode perder para si mesmo.
É nítida a inversão de papéis. Enquanto a campanha de Lula chegou às redes e às ruas, a de Flávio trancou-se nas articulações de bastidor. Lula mudou de assunto. Trocou o legado pelo fim da escala 6x1. Flávio mudou de opinião, votando pela jornada 5x2.
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Promulgada emenda do fim da 6×1
A emenda ainda prevê uma redução gradual da jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais, sem redução salarial, dentro de um período de transição de 14 meses.
A proposta teve a tramitação concluída na última quarta-feira no Senado, com 75 votos favoráveis contra 1, do ex-vice-presidente e senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).
Apoiada pelo governo, a votação contou com apoio também da oposição, que era contra a PEC e tentava impedir a votação nesta semana. Após a sessão ter sido marcada, no entanto, a oposição liberou a bancada, que votou majoritariamente pelo fim da 6×1. A nova regra institui a obrigatoriedade de dois dias de descanso por semana, além de reduzir a jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais. Tudo isso sem redução salarial.
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Fim da escala 6x1 é aprovada
A proposta recebeu 75 votos favoráveis e um contrário nos dois turnos de votação. O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi o único a votar contra o texto.
A redução também poderá afetar quem já trabalha de segunda a sexta-feira. Atualmente, trabalhadores com jornada de 44 horas podem compensar as quatro horas de sábado ao longo da semana. Com o limite de 40 horas semanais, essa jornada diária poderá ser reduzida, sem diminuição salarial.
Com a aprovação pelo Senado, a emenda constitucional seguirá para promulgação pelo Congresso Nacional, sem precisar passar pela sanção do presidente da República, como ocorre com projetos de lei.
A mudança começará a produzir efeitos dois meses após a publicação da emenda constitucional no Diário Oficial.
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PL avalia ‘abrir mão’ da Câmara para disputar comando do Senado
O PL avalia abrir mão da disputa pela Presidência da Câmara dos Deputados para concentrar esforços na eleição para o comando do Senado. A mudança de estratégia considera a distribuição de espaços de poder no Congresso na próxima legislatura e envolve a candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN), atual coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, à Presidência do Senado.
Na Câmara, o presidente, Hugo Motta (Republicanos-PB), já articula apoios para tentar se reeleger ao cargo. Na semana passada, o presidente do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira (SP), afirmou que apoiaria a recondução de Motta e que buscaria aliança com outros partidos. Ontem, o PSD já sinalizou apoio ao paraibano.
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Pressão popular faz direita recuar e apoiar fim da escala 6×1
A pressão nas ruas fez a direita sucumbir e anunciar apoio ao fim da jornada de trabalho 6×1. Cobrado pelo presidente Lula e pela sociedade, o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro alegou que se posiciona “conforme a vontade da maioria do povo”.
A mudança de posição – o filho de Bolsonaro era feroz crítico da proposta e defende um sistema de trabalho por hora, que especialistas já advertiram que possibilitaria redução salarial – foi ironizada pelo candidato do PT durante discurso em evento de anúncio de medidas para MEIs.
“Eu de vez em quando fico pensando: se todo mal que eu causar a este país for fazer a direita avançar e atender aos interesses do povo brasileiro, eu vou continuar fazendo isso”, destacou o presidente.
A mudança de posição de Flávio Bolsonaro representa uma vitória das manifestações que tomaram as ruas após o primeiro turno das eleições. É também um resultado positivo para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que bancou a votação mesmo após o candidato da direita ter ficado à frente nas urnas.
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