Blog do Alderi
Campeã de votos em Minas
Cenário pronto para embates na Câmara e nas redes sociais
Oposição trava disputa interna pelo comando do Senado em 2027
Reincidência na inadimplência tem recorde: 87,44% dos consumidores
Dentro do universo de reincidentes de setembro, a maior parte, 67,05%, ainda não havia quitado as pendências antigas e foi negativada novamente. Outros 20,38% tinham saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. Apenas 12,56% dos negativados em setembro não estiveram com restrições no CPF ao longo do último ano.
Um dado de atenção é o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento de demais pendências para os reincidentes: em setembro, esse período foi de 72,5 dias. Isso significa que, em média, após cerca de 2,4 meses do vencimento de uma dívida negativada, outra dívida já vence.
Os dados do indicador mostram que, nos últimos 12 meses encerrados em setembro de 2026, houve um crescimento de 18,28% no número de devedores reincidentes, aqueles que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes no período analisado. A comparação é com os 12 meses anteriores.
“O avanço contínuo da reincidência no cenário atual reflete um momento bastante sensível para a inadimplência da população brasileira, culminando em um verdadeiro recorde da série histórica. Embora iniciativas de incentivo e programas governamentais de renegociação, como o Desenrola, desempenhem um papel fundamental ao oferecer uma oportunidade real para o consumidor limpar seu nome e sair do vermelho, a dinâmica econômica e estrutural muitas vezes empurra esse mesmo indivíduo de volta ao ciclo de endividamento, evidenciando que a reestruturação financeira exige suporte contínuo para evitar novos episódios de restrição de crédito”, destaca o presidente da CNDL, José César da Costa.
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Derrotada a família, é hora de derrotar a ditadura do ‘mercado’
Se o presidente reeleito quiser consolidar a vitória das forças democráticas e progressistas, precisa derrotar a ditadura do “mercado”, esse ser invisível que se pretende onisciente e tenta impor uma política econômica contrária ao resultado das urnas.
É compreensível que o setor financeiro defenda seus interesses, assim como fazem outros setores. Não é aceitável que, com apoio da mídia tradicional e de analistas, façam essa defesa travestida de “bom-senso” e “política racional”. Como dizia um veterano jornalista investigativo, não confie em quem tem seu dinheiro em jogo.
Um debate franco sobre a condução da economia passa por definição de quais rumos o País pretende seguir; e essa decisão coube aos eleitores, que rejeitaram a tentativa de jogar a conta no colo dos 99%.
Lula se reelegeu defendendo as conquistas sociais e a redução das desigualdades. Aliás, até seu adversário que fugiu teve de se render a essa visão, mudando de opinião como… mudou de país.
Poucas vezes, desde o retorno do fascismo, um governo teve oportunidade tão clara para se consolidar. Se render à ditadura do “mercado” seria o atalho para volta da direita em 2030.
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Fuga de Flávio deixa vácuo na oposição
Trump pressionado por fuga de Flávio
Faria Lima vê Fonteles como um 'novo Palocci', mas sem os vícios de Palocci...
Gastança com juros cresce R$ 215 bilhões em 12 meses
Em setembro, isoladamente, o pagamento de juros nominais somou R$ 107,5 bilhões, ante R$ 84,7 bilhões em setembro de 2025. Contribuiu para esse aumento o resultado menos favorável das operações de swap cambial no período (ganho de R$ 13,4 bilhões em setembro de 2025 e de R$ 2,8 bilhões em setembro de 2026), além do crescimento do estoque da dívida e do IPCA.
Com essa gastança, o resultado nominal do setor público consolidado (Governo Central, governos regionais e empresas estatais) foi deficitário em R$ 113 bilhões em setembro. No acumulado em 12 meses, o déficit nominal alcançou R$ 1,275 trilhão (9,51% do PIB), praticamente estável em relação a agosto de 2026 (alta de 0,04 ponto percentual – pp – do PIB).
O resultado nominal inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados. O setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 5,5 bilhões em setembro, ante déficit de R$ 17,5 bilhões no mesmo mês de 2025.
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Juros custaram R$ 515,4 bilhões aos lares brasileiros no 1º semestre
De acordo com o levantamento, a parcela da renda comprometida com o pagamento de juros chegou a 14,64% nos primeiros seis meses do ano, enquanto a inadimplência avançou 20,3%, totalizando R$ 186,9 bilhões.
No total, os juros pagos por famílias e empresas somaram R$ 674 bilhões nos primeiros seis meses do ano, 7,4% acima do registrado no primeiro semestre de 2025. Já o estoque de valores em atraso há mais de 90 dias alcançou R$ 251,4 bilhões, alta de 17,7% em um ano. A deterioração das condições financeiras das pessoas físicas e jurídicas fica ainda mais evidente na comparação com 2024: o estoque de valores inadimplentes cresceu 39,4% em termos reais. Os juros, por sua vez, subiram 13%.
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Fla goleia Vasco com show de Pedro e Lino e abre vantagem rumo ao título
A vitória no clássico disputado no Nilton Santos teve Pedro e Samuel Lino como protagonistas. O camisa 9 marcou duas vezes e interrompeu uma seca de seis jogos sem marcar pelo Fla e um período de chanes claríssimas perdidas. Melhor em campo, Lino marcou os outros dois. Lescano fez o gol vascaíno.
Faltando cinco rodadas, o time de Leonardo Jardim chegou a 73 pontos, três a mais que o Palmeiras, que ficou em 70 porque empatou com o Santos ontem.
Outro ponto favorável ao Fla no momento é o número de vitórias: duas a mais que o Palmeiras. Isso faz com que o time — se sustentar essa diferença — chegue ao confronto direto mais adiante podendo até perder em São Paulo sem que isso resulte na perda do primeiro lugar. Mas antes de pegar o Palmeiras, o Flamengo tem o Grêmio como próximo compromisso, quarta que vem, no Maracanã.
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Bolsonarismo à deriva
Não são poucos os integrantes dos PL que, em conversas reservadas, criticam a viagem do senador, e aliados que, de público, rechaçam o teor da carta. Grande parte dos aliados esperava do senador um discurso na tribuna da Senado, com lançamento das bases a serem alinhadas para a oposição bolsonarista. Mas o candidato optou pela fuga, diante do pedido de apreensão do seu passaporte. E, na avaliação de muitos, Flávio não saiu do país por estar inconformado com o resultado e sim por causa das investigações que pesam sobre ele, tanto relacionadas ao filme Dark Horse quanto aos negócios do advogado Willer Thomaz.
Flávio foi escolhido candidato para não deixar o bolsonarismo fora da família. Ainda que perdesse, teria a missão de conservar essa liderança da direita nas mãos dos Bolsonaro. Porém, muitos acreditam ser difícil para o senador cumprir essa tarefa. Há quem diga que ele usa a derrota para construir uma narrativa que lhe permita escapar de responder por supostos delitos. E, sendo assim, há o risco de estreitar o bolsonarismo. Sua própria bancada — a maior, tanto na Câmara, quanto no Senado — se encontra dividida. Há os “snipers” do bolsonarismo-raiz e outro grupo que não compactua com o radicalismo já demonstrado pela família e que tem dúvidas sobre a lisura dos negócios do senador, investigado pela Polícia Federal. Entre esses últimos, há a certeza de que é preciso buscar novos líderes à direita, com capacidade de dialogar com todas as forças políticas. Ao fugir, Flávio demonstrou a muitos que não está preparado para ser este líder.
Nos últimos dois dias, não foram poucos os aliados de Flávio que compararam o comportamento dele com o do presidente Lula, quando exposto a dificuldades. Investigado nos tempos da Lava Jato, Lula ficou no Brasil. E ao ter o pedido de prisão assinado pelo então juiz Sergio Moro, hoje governador eleito do Paraná nas hostes bolsonaristas, Lula foi para cima de um carro de som no ABC paulista e se entregou à PF. Ficou preso por quase dois anos. Ao sair da prisão, voltou à política e derrotou o então presidente Jair Bolsonaro, em 2022, por uma diferença ínfima de votos, depois de uma pandemia que matou 700 mil pessoas. Em 2022, Lula obteve 50,9% dos votos. Em 2026, contra Flávio, obteve 51,79%.
Lula, não só derrotou Flávio, como ampliou a votação e mobilizou a juventude. Nessa eleição, aprendeu a usar as redes sociais. E tem quatro anos para preparar o sucessor, algo ainda em aberto. O PT, aos poucos está aprendendo que é preciso dar a vez a outros partidos. Fez isso para senador em São Paulo, o de mesmo derrotadas as duas candidatas tiveram uma boa performance. O bolsonarismo ainda nao aprendeu a sair do radicalismo familiar. Para 2030, se a direita quiser ter maiores chances de derrotar a esquerda, terá que caminhar para o centro, com um nome mais moderado. Até o presente capítulo, estão no páreo, pela direita, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e a senadora Tereza Cristina. A largada foi dada pela fuga de Flávio, que deixou o bolsonarismo sem leme.
Alcolumbre articula acordo para conter impeachment de ministros do STF e admite discutir indulto e anistia a Bolsonaro em busca da reeleição
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), avalia a possibilidade de negociar um acordo político que envolva conter a pressão por impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e discutir um eventual indulto ou então a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O foco é o componente de sobrevivência política nessa movimentação: a tentativa de construir um acordo que viabilize sua reeleição à presidência do Senado.
O indulto, ou seja, o perdão judicial, é competência do presidente da República, de acordo com a Constituição. Já a anistia depende do Congresso Nacional.
A avaliação feita por esses interlocutores é que, caso Alcolumbre consiga uma aproximação com o grupo de Bolsonaro, sua situação na disputa pelo comando da Casa muda significativamente.
Isso porque um entendimento com o bolsonarismo poderia dificultar a construção de uma candidatura alternativa, especialmente a de Rogerio Marinho (PL-RN) ou a da senadora Tereza Cristina (PP-MS), nomes considerados por uma ala da direita para a presidência do Senado.
Na prática, Alcolumbre tentaria neutralizar a resistência do PL à sua permanência no cargo, oferecendo como contrapartida uma negociação em torno de duas pautas sensíveis para o bolsonarismo: a situação judicial de Jair Bolsonaro e a pressão contra ministros do Supremo.
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Carta golpista isola Flávio, que perde apoio até entre líderes da direita e enfraquece oposição bolsonarista a Lula
Aliados do candidato derrotado não apoiaram sua decisão publicamente. Reservadamente, se mostraram decepcionados com a atitude do senador do PL e disseram que ele perde todas as condições de se transformar no líder da oposição, o que ele acabou colocando na versão final do documento que repercutiu muito mal no Brasil.
De Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), passando por Rogério Marinho (PL) e chegando a partidos como União Brasil, PSD, PSDB e MDB, todos repudiaram a carta golpistas.
De Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), passando por Rogério Marinho (PL) e chegando a partidos como União Brasil, PSD, PSDB e MDB, todos repudiaram a carta golpista.
Até entre evangélicos Flávio Bolsonaro não teve apoio. Líderes evangélicos não concordaram com o teor da carta golpista e disseram que o momento é de seguir em frente.
Apoio mesmo, Flávio Bolsonaro só teve da bancada radical do PL na Câmara dos Deputados, que, apesar de numerosa, corre o risco de ficar isolada como o candidato derrotado.
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'Um líder fica': Silas Malafaia já deu sua opinião sobre quem foge do Brasil
Fuga de Flávio abre disputa pelo comando da oposição e enfraquece clã
Há quase um ano, Jair Bolsonaro indicou da cadeia o nome do primogênito para sucedê-lo na Presidência da República, fechando as portas para que novos nomes entrassem na corrida. À época, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), era apontado como o nome preferencial de partidos de centro e de figurões do mercado.
A derrota de Flávio Bolsonaro nas urnas e a fuga dele do país em meio a investigações no STF (Supremo Tribunal Federal) são tratadas como a saída de cena do último nome da família com relevância nacional. O pai está condenado a 27 anos e três meses de prisão. Eduardo Bolsonaro também está nos Estados Unidos e já foi condenado por coação pela Corte, o que indica que ele será preso caso retorne ao Brasil.
Enquanto isso, novas lideranças dentro e fora do PL ganham força na direita. Um senador recém-eleito afirmou que Flávio "não é o principal líder da legenda" e que "o poder não deixa vácuo", indicando que outros nomes devem ascender naturalmente.
Outro aliado histórico de Jair Bolsonaro afirmou que a situação da família tende a promover a "valdemarização" da legenda, em referência a uma possível retomada de influência de Valdemar Costa Neto, presidente do PL. Um nome que pode ganhar mais força, por exemplo, é o de um aliado de Valdemar, o senador eleito André do Prado (PL-SP). Atual presidente da Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), ele foi alçado ao Senado numa cadeira que antes era articulada para Eduardo Bolsonaro.
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