Entre os mais jovens, consciência sobre a morte cresce

Pensar na própria morte está cada vez mais longe de ser um tabu à medida que o tema ganha espaço no pensamento dos brasileiros, especialmente entre os mais jovens. Esse é um dos apontamentos da pesquisa “Vida e Finitude”, feita pela Icatu Seguros em parceria com a Conversion. O levantamento aponta que, de maneira geral, 67% dos entrevistados afirmam refletir sobre a finitude com alguma frequência

O dado ganha ainda mais força ao revelar uma inversão geracional: são justamente os jovens que pensam mais sobre o tema. Entre a Geração Z (16-28 anos), 22% dizem refletir com frequência sobre a própria morte. Entre os Millennials (29-44), esse número sobe para 24%

Já entre os Baby Boomers (61-80), o índice cai para apenas 7%. Trata-se de uma diferença de 15 pontos percentuais que sinaliza uma mudança profunda na forma de lidar com a vulnerabilidade da vida. 

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Liberou geral

A Câmara dos Deputados volta a protagonizar um espetáculo deprimente a menos de cinco meses das eleições. Em uma votação relâmpago, a casa legislativa aprovou um projeto de lei que pode ser considerado um tiro na Lei da Ficha Limpa e em outros dispositivos da legislação para moralizar o processo eleitoral. Em votação célere e discreta, os deputados aprovaram, na terça-feira, o Projeto de Lei 4.822/25, um compêndio de "liberou geral" para os candidatos.

A proposta reúne um conjunto de medidas feitas sob medida para os partidos se lançarem à corrida eleitoral com uma série de garantias. Autoriza, por exemplo, o disparo em massa de mensagens por aplicativo, problema sobre o qual a Justiça Eleitoral já havia estabalecido restrições. O projeto de lei determina, ainda, um teto de no máximo R$ 30 mil para possíveis multas a serem aplicadas a legendas em caso de reprovação na prestação de contas. Pela regra atual, o partido é obrigado a devolver 20% do valor identificado como irregular.

As benesses envolvendo recursos públicos não ficam por aí. A proposta de autoria do deputado Pedro Lucas (União-MA) e outros parlamentares estabelece um prazo de 15 anos para os partidos renegociarem as dívidas de campanha. Na ponta do lápis, significa dizer Suas Excelências e líderes partidários poderão gastar fortunas de recursos públicos sem se preocupar com sanções mais duras. Nunca é demais lembrar: o Fundo Eleitoral para as eleições deste ano está na casa dos R$ 5 bilhões.

Liberou geral. 

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Você Sabia?

No Brasil, 33% dos adultos não praticam atividade física considerada suficiente, índice que chega a 40% entre as brasileiras. As porcentagens das mulheres são piores em todas as faixas etárias e graus de instrução, em comparação com os homens. Os dados são da pesquisa Vigitel 2024, divulgado pelo Ministério da Saúde.



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Você não precisa se matar na academia para ganhar músculo: o que diz o maior estudo já feito sobre treino de força

A última vez que o Colégio Americano de Medicina do Esporte atualizou suas diretrizes sobre treino de força foi em 2009. Naquela época, o iPhone tinha dois anos de existência, as redes sociais engatinhavam e a academia era um espaço com regras rígidas: carga máxima e séries até a falha.

Dezessete anos depois, a instituição considerada a maior referência mundial em medicina esportiva, com quase 50 mil membros certificados em mais de 100 países, publicou uma revisão que contraria boa parte do que pregam influencers fitness e educadores físicos. A mensagem central é de que ninguém precisa se matar na academia para ganhar e manter músculos. Aliás, não precisa nem sequer da academia.

Os benefícios vão muito além da estética. O estudo confirma melhora em força, tamanho muscular, potência, equilíbrio, velocidade de marcha e função física geral. Outros trabalhos associam a modalidade à redução do risco de mortalidade, doenças cardiovasculares, câncer, diabetes e depressão.

O músculo é um tecido metabolicamente ativo, com papel central na regulação da glicose, na sensibilidade à insulina e na proteção contra o envelhecimento. O problema é que a maioria das pessoas não cuida dele.

A principal conclusão da revisão é que os ganhos mais expressivos resultam de sair do sedentarismo e passar a fazer com regularidade o treino resistido. Qualquer um. A partir daí, pouquíssimas variáveis fazem diferença real nos resultados para o adulto saudável médio.

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Os 20 municípios com pior qualidade de vida do Brasil

Uiramutã
O municipio com pior qualidade de vida foi a cidade de Uiramutã - Roraima, com medalha de prata ficou Jacareacanga no Pará e com a medalha de bronze Alto Alegre em Roraima.

 Municípios com pontuações mais baixas

MunicípioUFIPS Brasil 2026
UiramutãRR42,44
JacareacangaPA44,32
Alto AlegreRR44,72
PortelPA45,42
AmajariRR45,58
PacajáPA45,87
AnapuPA45,91
JapuráAM46,23
Santa Rosa do PurusAC46,70
UruaráPA46,80
TrairãoPA46,82
BannachPA47,23
São Félix do XinguPA47,38
RecursolândiaTO47,39
Cumaru do NortePA47,43
PeritoróMA47,53
Oeiras do ParáPA47,57
LadainhaMG47,58
AnajásPA47,62
ParaísoTO47,63

Pará tem 11 dos 20 municípios com pior qualidade de vida do Brasil, aponta estudo

Onze dos 20 municípios com os piores índices de qualidade de vida do Brasil estão no Pará, segundo dados do Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, divulgados nesta quarta-feira (20). O estudo analisou os 5.570 municípios brasileiros com base em 57 indicadores sociais e ambientais. 

➡️ As cidades paraenses com pior desempenho no país e baixa densidade demográfica (até 100 mil habitantes) são: Jacareacanga, Portel, Pacajá, Anapu, Uruará, Trairão, Bannach, São Félix do Xingu, Cumaru do Norte, Oeiras do Pará e Anajás.

Jacareacanga, no sudeste do Pará, apresenta o pior resultado entre os municípios paraenses, com nota 42,32, em uma escala que vai de 0 a 100 -

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A cigarra, a formiga e as próximas crises

A crise do petróleo ocasionada pela guerra envolvendo o Irã não nos pegou de calças curtas, como tenho dito. A boa posição da balança comercial de petróleo tem proporcionado, inclusive, certo fortalecimento do real frente ao dólar e poderá ajudar a incrementar o PIB, mantidas as demais condições constantes. Evidentemente, a extensão dos conflitos preocupa e, em prazo maior, nada há a comemorar. Do ponto de vista das contas públicas, poderíamos estar mais preparados, munidos de um fundo de reserva e de estabilização fiscal.

O governo brasileiro optou, corretamente, por atuar para mitigar os efeitos dos conflitos sobre a economia nacional, por meio de subvenções e mexidas nos tributos  dos combustíveis. Diferentemente do que se fez em 2022, as providências não avançaram sobre prerrogativas exclusivas dos Estados, preservando, assim, o pacto federativo. Vale dizer: o montante das intervenções já é elevado, pelas nossas contas na Warren, de algo como R$ 35 bilhões, em termos brutos, com cerca de R$ 20 bilhões compensados pelos impostos sobre exportações e sobre o fumo. A conta considera o período de maio a agosto.

Por outro lado, o episódio nos leva a refletir sobre a necessidade de abrir espaços fiscais no Orçamento público, a partir de mecanismos de planejamento, com vistas a garantir que calamidades, guerras e eventos imprevistos, no futuro, sejam tratados de modo mais ordenado. A reforma orçamentária é a base para essa discussão.

A fábula da cigarra e da formiga é conhecida. A primeira vive a cantar no verão, enquanto a segunda trabalha duro. No inverno, quem se salva é a formiga, com as reservas polpudas. O Orçamento público, numa lógica mais moderna, deveria contemplar mecanismos para atuação em momentos atípicos, a exemplo de quadros de guerra, calamidade e eventos climáticos.

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O que acontece com o cérebro nas últimas horas do domingo

Sabe aquela sensação que muita gente diz que bate nas horas finais do domingo? O dia ainda nem acabou, mas a cabeça já começa a lembrar da segunda-feira, dos compromissos, mensagens, reuniões, provas e da rotina inteira voltando de uma vez. Para muita gente, esse sentimento é mais comum do que parece. O domingo à noite, muitas vezes, vem acompanhado de uma sensação estranha de que o descanso terminou cedo demais.

Nas redes sociais, esse sentimento já virou meme há tempos. Frases como “certeza que a depressão foi descoberta em um domingo à noite” ou "domingo com 'd' de depressão" circulam entre os virais junto de montagens e piadas que retratam uma espécie de “angústia coletiva”. 

Essa emoção ganhou até nome, “Sunday Scaries”, algo traduzido como “os sustos de domingo”, usado para definir a ansiedade e o desconforto emocional que aparecem nas últimas horas do fim de semana diante da antecipação dos novos dias úteis.

Apesar de ter se popularizado recentemente na internet, especialistas explicam que o fenômeno existe há muito tempo. O que mudou foi a quantidade de pessoas falando sobre ele ao mesmo tempo.

"O fim de semana costuma funcionar como uma pausa das obrigações e cobranças do cotidiano. Quando o domingo começa a terminar, o cérebro passa a antecipar os problemas da semana antes mesmo que eles aconteçam", explica Marília Vav, mestre em Psicologia Clínica e Cultura pela Universidade de Brasília.

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Estudante larga estágio, vende geladinhos e fatura R$ 100 mil mensais

No primeiro ano da faculdade, Laura Melo começou a vender geladinhos para ter dinheiro para sair nos fins de semana. Distribuiu panfletos no condomínio onde mora em Montes Claros (MG), e os pedidos começaram a chegar. Hoje, a Master Geladinhos tem loja física e fatura cerca de R$ 100 mil por mês.

Master Geladinhos foi criada oficialmente em junho de 2022, em Montes Claros. No início, as vendas aconteciam via WhatsApp. Hoje, além da loja física, a empresa tem delivery próprio (maior fatia do faturamento: 55%).

São 12 sabores fixos no cardápio, além de alguns sazonais. Os mais vendidos são Ninho com Nutella, pudim de leite e trufado de brownie. Os preços da unidade (130 g) variam de R$ 9 a R$ 12. Segundo Melo, o ticket médio no delivery é de R$ 60, e o da loja, R$ 30. Toda a produção é feita na própria loja. São produzidos cerca de 3.000 geladinhos por semana.

"Meu produto não é um geladinho comum. É um produto artesanal, feito no fogo, com ingredientes nobres e sem aditivos artificiais. Nossas geleias, por exemplo, são todas feitas artesanalmente. É isso que garante mais sabor e cremosidade aos geladinhos". Laura Melo, fundadora da Master Geladinhos.


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O vento virou a favor de Lula e contra Flávio

Nada como uma semana após a outra.

Na anterior, Lula havia sofrido duas derrotas acachapantes no Congresso (Jorge Messias e dosimetria), e analistas mais afoitos logo decretaram que o governo acabou e a reeleição virou pó.

Nesta última semana, o vento virou de novo, e quem ficou em apuros foi Flávio, filho de Jair Bolsonaro, agora enredado até o talo no escândalo master de Daniel Vorcaro, o banqueiro mafioso.

Foi o que bastou para que editoriais e os mesmos analistas isentos logo reivindicassem uma terceira via para salvar a chamada "direita democrática" fora do bolsonarismo, que as pesquisas insistem em catalogar entre os nanicos.

A quatro meses e meio da eleição, no entanto, vai ser meio difícil inventar um novo candidato da direita "contra a polarização".

Como Flávio se tornou indefensável, ao se enrolar cada vez mais para explicar suas relações fraternais com Vorcaro, resta-lhes atacar Lula e criar uma falsa simetria entre os dois candidatos.

O jogo pesado está só começando. Vamos aguardar as próximas semanas e as novas pesquisas para avaliar os estragos na sua candidatura e as novas bandeiras que vai desfraldar, além da anistia para livrar o pai da cadeia. A previsão do tempo político, como diria Galvão Bueno, não é favorável para o candidato da oposição neste momento.

Mas, de uma semana para outra, o vento pode virar, como já nos cansamos de ver nesta campanha.

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