De junho de 2025 a março desde ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros em abril, num cenário de queda da inflação. No entanto, o agravamento da guerra no Oriente Médio e o início do fenômeno El Niño dificultam o trabalho do Copom.
Para os investidores, o primeiro efeito aparece na renda fixa. Aplicações pós-fixadas, como Tesouro Direto na modalidade Tesouro Selic, CDBs atrelados ao CDI e fundos DI, passam a oferecer retornos ligeiramente menores à medida que os cortes são implementados. No entanto, isso não significa que a renda fixa deixe de ser atraente. A própria B3, destaca que mesmo em um ciclo de queda de juros a renda fixa continua oferecendo retornos elevados, especialmente porque os juros brasileiros ainda permanecem entre os mais altos do mundo em termos reais.
Ao mesmo tempo, o novo cenário tende a favorecer títulos prefixados e papéis indexados à inflação. Quando os juros estão em trajetória de queda, investidores conseguem “travar” taxas por vários anos em títulos prefixados, além de se beneficiar da valorização desses ativos no mercado secundário.
Do ponto de vista da população, a queda da Selic tende a produzir efeitos positivos de forma gradual. Como os bancos utilizam a taxa básica como referência para diversas operações financeiras, a tendência é que empréstimos, financiamentos imobiliários e crédito para consumo fiquem mais acessíveis ao longo dos próximos meses. Isso melhora a capacidade de consumo das famílias e facilita a renegociação de dívidas, criando um ambiente mais favorável para o orçamento doméstico. Além disso, juros menores estimulam o crédito e incentivam a circulação de recursos na economia, fortalecendo o consumo e a atividade econômica.
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