Blog do Alderi
Trump pressionado por fuga de Flávio
Faria Lima vê Fonteles como um 'novo Palocci', mas sem os vícios de Palocci...
Gastança com juros cresce R$ 215 bilhões em 12 meses
Em setembro, isoladamente, o pagamento de juros nominais somou R$ 107,5 bilhões, ante R$ 84,7 bilhões em setembro de 2025. Contribuiu para esse aumento o resultado menos favorável das operações de swap cambial no período (ganho de R$ 13,4 bilhões em setembro de 2025 e de R$ 2,8 bilhões em setembro de 2026), além do crescimento do estoque da dívida e do IPCA.
Com essa gastança, o resultado nominal do setor público consolidado (Governo Central, governos regionais e empresas estatais) foi deficitário em R$ 113 bilhões em setembro. No acumulado em 12 meses, o déficit nominal alcançou R$ 1,275 trilhão (9,51% do PIB), praticamente estável em relação a agosto de 2026 (alta de 0,04 ponto percentual – pp – do PIB).
O resultado nominal inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados. O setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 5,5 bilhões em setembro, ante déficit de R$ 17,5 bilhões no mesmo mês de 2025.
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Juros custaram R$ 515,4 bilhões aos lares brasileiros no 1º semestre
De acordo com o levantamento, a parcela da renda comprometida com o pagamento de juros chegou a 14,64% nos primeiros seis meses do ano, enquanto a inadimplência avançou 20,3%, totalizando R$ 186,9 bilhões.
No total, os juros pagos por famílias e empresas somaram R$ 674 bilhões nos primeiros seis meses do ano, 7,4% acima do registrado no primeiro semestre de 2025. Já o estoque de valores em atraso há mais de 90 dias alcançou R$ 251,4 bilhões, alta de 17,7% em um ano. A deterioração das condições financeiras das pessoas físicas e jurídicas fica ainda mais evidente na comparação com 2024: o estoque de valores inadimplentes cresceu 39,4% em termos reais. Os juros, por sua vez, subiram 13%.
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Fla goleia Vasco com show de Pedro e Lino e abre vantagem rumo ao título
A vitória no clássico disputado no Nilton Santos teve Pedro e Samuel Lino como protagonistas. O camisa 9 marcou duas vezes e interrompeu uma seca de seis jogos sem marcar pelo Fla e um período de chanes claríssimas perdidas. Melhor em campo, Lino marcou os outros dois. Lescano fez o gol vascaíno.
Faltando cinco rodadas, o time de Leonardo Jardim chegou a 73 pontos, três a mais que o Palmeiras, que ficou em 70 porque empatou com o Santos ontem.
Outro ponto favorável ao Fla no momento é o número de vitórias: duas a mais que o Palmeiras. Isso faz com que o time — se sustentar essa diferença — chegue ao confronto direto mais adiante podendo até perder em São Paulo sem que isso resulte na perda do primeiro lugar. Mas antes de pegar o Palmeiras, o Flamengo tem o Grêmio como próximo compromisso, quarta que vem, no Maracanã.
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Bolsonarismo à deriva
Não são poucos os integrantes dos PL que, em conversas reservadas, criticam a viagem do senador, e aliados que, de público, rechaçam o teor da carta. Grande parte dos aliados esperava do senador um discurso na tribuna da Senado, com lançamento das bases a serem alinhadas para a oposição bolsonarista. Mas o candidato optou pela fuga, diante do pedido de apreensão do seu passaporte. E, na avaliação de muitos, Flávio não saiu do país por estar inconformado com o resultado e sim por causa das investigações que pesam sobre ele, tanto relacionadas ao filme Dark Horse quanto aos negócios do advogado Willer Thomaz.
Flávio foi escolhido candidato para não deixar o bolsonarismo fora da família. Ainda que perdesse, teria a missão de conservar essa liderança da direita nas mãos dos Bolsonaro. Porém, muitos acreditam ser difícil para o senador cumprir essa tarefa. Há quem diga que ele usa a derrota para construir uma narrativa que lhe permita escapar de responder por supostos delitos. E, sendo assim, há o risco de estreitar o bolsonarismo. Sua própria bancada — a maior, tanto na Câmara, quanto no Senado — se encontra dividida. Há os “snipers” do bolsonarismo-raiz e outro grupo que não compactua com o radicalismo já demonstrado pela família e que tem dúvidas sobre a lisura dos negócios do senador, investigado pela Polícia Federal. Entre esses últimos, há a certeza de que é preciso buscar novos líderes à direita, com capacidade de dialogar com todas as forças políticas. Ao fugir, Flávio demonstrou a muitos que não está preparado para ser este líder.
Nos últimos dois dias, não foram poucos os aliados de Flávio que compararam o comportamento dele com o do presidente Lula, quando exposto a dificuldades. Investigado nos tempos da Lava Jato, Lula ficou no Brasil. E ao ter o pedido de prisão assinado pelo então juiz Sergio Moro, hoje governador eleito do Paraná nas hostes bolsonaristas, Lula foi para cima de um carro de som no ABC paulista e se entregou à PF. Ficou preso por quase dois anos. Ao sair da prisão, voltou à política e derrotou o então presidente Jair Bolsonaro, em 2022, por uma diferença ínfima de votos, depois de uma pandemia que matou 700 mil pessoas. Em 2022, Lula obteve 50,9% dos votos. Em 2026, contra Flávio, obteve 51,79%.
Lula, não só derrotou Flávio, como ampliou a votação e mobilizou a juventude. Nessa eleição, aprendeu a usar as redes sociais. E tem quatro anos para preparar o sucessor, algo ainda em aberto. O PT, aos poucos está aprendendo que é preciso dar a vez a outros partidos. Fez isso para senador em São Paulo, o de mesmo derrotadas as duas candidatas tiveram uma boa performance. O bolsonarismo ainda nao aprendeu a sair do radicalismo familiar. Para 2030, se a direita quiser ter maiores chances de derrotar a esquerda, terá que caminhar para o centro, com um nome mais moderado. Até o presente capítulo, estão no páreo, pela direita, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e a senadora Tereza Cristina. A largada foi dada pela fuga de Flávio, que deixou o bolsonarismo sem leme.
Alcolumbre articula acordo para conter impeachment de ministros do STF e admite discutir indulto e anistia a Bolsonaro em busca da reeleição
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), avalia a possibilidade de negociar um acordo político que envolva conter a pressão por impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e discutir um eventual indulto ou então a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O foco é o componente de sobrevivência política nessa movimentação: a tentativa de construir um acordo que viabilize sua reeleição à presidência do Senado.
O indulto, ou seja, o perdão judicial, é competência do presidente da República, de acordo com a Constituição. Já a anistia depende do Congresso Nacional.
A avaliação feita por esses interlocutores é que, caso Alcolumbre consiga uma aproximação com o grupo de Bolsonaro, sua situação na disputa pelo comando da Casa muda significativamente.
Isso porque um entendimento com o bolsonarismo poderia dificultar a construção de uma candidatura alternativa, especialmente a de Rogerio Marinho (PL-RN) ou a da senadora Tereza Cristina (PP-MS), nomes considerados por uma ala da direita para a presidência do Senado.
Na prática, Alcolumbre tentaria neutralizar a resistência do PL à sua permanência no cargo, oferecendo como contrapartida uma negociação em torno de duas pautas sensíveis para o bolsonarismo: a situação judicial de Jair Bolsonaro e a pressão contra ministros do Supremo.
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Carta golpista isola Flávio, que perde apoio até entre líderes da direita e enfraquece oposição bolsonarista a Lula
Aliados do candidato derrotado não apoiaram sua decisão publicamente. Reservadamente, se mostraram decepcionados com a atitude do senador do PL e disseram que ele perde todas as condições de se transformar no líder da oposição, o que ele acabou colocando na versão final do documento que repercutiu muito mal no Brasil.
De Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), passando por Rogério Marinho (PL) e chegando a partidos como União Brasil, PSD, PSDB e MDB, todos repudiaram a carta golpistas.
De Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), passando por Rogério Marinho (PL) e chegando a partidos como União Brasil, PSD, PSDB e MDB, todos repudiaram a carta golpista.
Até entre evangélicos Flávio Bolsonaro não teve apoio. Líderes evangélicos não concordaram com o teor da carta golpista e disseram que o momento é de seguir em frente.
Apoio mesmo, Flávio Bolsonaro só teve da bancada radical do PL na Câmara dos Deputados, que, apesar de numerosa, corre o risco de ficar isolada como o candidato derrotado.
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'Um líder fica': Silas Malafaia já deu sua opinião sobre quem foge do Brasil
Fuga de Flávio abre disputa pelo comando da oposição e enfraquece clã
Há quase um ano, Jair Bolsonaro indicou da cadeia o nome do primogênito para sucedê-lo na Presidência da República, fechando as portas para que novos nomes entrassem na corrida. À época, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), era apontado como o nome preferencial de partidos de centro e de figurões do mercado.
A derrota de Flávio Bolsonaro nas urnas e a fuga dele do país em meio a investigações no STF (Supremo Tribunal Federal) são tratadas como a saída de cena do último nome da família com relevância nacional. O pai está condenado a 27 anos e três meses de prisão. Eduardo Bolsonaro também está nos Estados Unidos e já foi condenado por coação pela Corte, o que indica que ele será preso caso retorne ao Brasil.
Enquanto isso, novas lideranças dentro e fora do PL ganham força na direita. Um senador recém-eleito afirmou que Flávio "não é o principal líder da legenda" e que "o poder não deixa vácuo", indicando que outros nomes devem ascender naturalmente.
Outro aliado histórico de Jair Bolsonaro afirmou que a situação da família tende a promover a "valdemarização" da legenda, em referência a uma possível retomada de influência de Valdemar Costa Neto, presidente do PL. Um nome que pode ganhar mais força, por exemplo, é o de um aliado de Valdemar, o senador eleito André do Prado (PL-SP). Atual presidente da Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), ele foi alçado ao Senado numa cadeira que antes era articulada para Eduardo Bolsonaro.
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Lula e líderes do Congresso articulam reeleição de Motta e Alcolumbre
Palanque do 2º turno projeta novas forças no ministério de Lula
Qual o futuro da direita? Novo revés da família Bolsonaro diante de Lula põe em dúvida o protagonismo do clã
A segunda derrota eleitoral consecutiva do bolsonarismo para a esquerda no domingo deve reabrir a discussão sobre o futuro da direita brasileira e a capacidade da família Bolsonaro de manter o protagonismo político até 2030. Escolhido pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, para representar o campo na disputa, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) surpreendeu as expectativas iniciais de aliados e adversários ao se mostrar competitivo e terminar o primeiro turno da disputa à frente.
O resultado final das urnas, entretanto, representa um revés para a estratégia do ex-presidente, principal líder da direita no país, mesmo preso há mais de um ano após condenação por tentativa de golpe de Estado.
Inelegível, Bolsonaro apostou na candidatura do primogênito para preservar a influência da família sobre a direita, reprimindo outros cotados para exercer essa liderança, como o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A decisão contrariou parte dos aliados, que defendiam alguém com maior capacidade de atrair eleitores fora do bolsonarismo.
A família Bolsonaro ainda conserva capacidade de mobilização e influência sobre o campo conservador. Ao mesmo tempo, a derrota recoloca uma questão que havia sido temporariamente deixada de lado durante a campanha: quem deverá liderar a direita na próxima eleição presidencial, quando Lula não poderá disputar um novo mandato?
Mesmo depois de deixar o Senado, Flávio deverá se manter como um dos principais nomes do grupo, pelo seu desempenho na campanha, avaliam pessoas próximas ao candidato derrotado. O desafio, de acordo com esses interlocutores, será preservar a articulação construída ao longo da disputa sem ocupar um cargo eletivo e diante de aliados que também têm ambições presidenciais.
Destaque da campanha vitoriosa de Lula no 2° turno, Janones recusa título de 'o cara da virada': 'A gente reagiu à covardia'
Mercado financeiro na cobrança
A outra parte, mais cética, dizia que o senador, se eleito, terá que cumprir o que prometeu ou verá a oposição crescer logo no primeiro ano de mandato.
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O receio de Jair Bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro tem acompanhado todos os movimentos do filho e pediu que não deixe de lado as origens do bolsonarismo, nem abandone o grupo. Isso significa, em caso de vitória, um alinhamento maior com os Estados Unidos, em prol da exploração das riquezas minerais, do petróleo e com a agenda do movimento Maga — Make America Great Again, do presidente Donald Trump. Se Flávio vencer — e o ex-presidente está convicto de que Flávio não perde para Lula —, Jair Bolsonaro quer que o filho não se deixe confundir com o Centrão, a fim de não deixar espaço aberto para que líderes políticos como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) ou outros acabem tomando conta da direita mais radical. Nesse sentido, quando o Centro e o bolsonarismo estiverem em divergência, a família pressionará Flávio a se manter fiel às origens.
O bolsonarismo percebeu o potencial do deputado Nikolas Ferreira há tempos e não por acaso o parlamentar foi criticado pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Se Flávio perder, a disputa pela direita vai crescer e com nomes mais novos, diferentemente do que ocorreu nesta eleição presidencial. Se ele vencer, a família ainda terá voz de comando na direita por muito tempo. Afinal, ainda que Flávio garanta que não irá correr à reeleição, essa emenda depende do Congresso Nacional, onde ainda não há acordo sobre esse tema e a proposta mais avançada prevê mandato de cinco anos.