Alta da inflação e endividamento das famílias tiram o sono de Lula

A guerra no Oriente Médio introduziu uma variável externa que pode alterar significativamente o cenário político brasileiro em pleno ano eleitoral, sobretudo a estratégia de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A escalada do conflito e o risco de interrupção do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz provocaram a disparada do preço do barril, que chegou a ultrapassar a casa dos US$ 120 antes de recuar para a faixa de US$ 90. 

No Brasil, diante da ameaça externa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou um pacote emergencial para conter a alta do diesel. As medidas incluem a zeragem de PIS e Cofins sobre o combustível, uma subvenção de R$ 0,32 por litro para produtores e importadores e a criação de um imposto extraordinário de 12% sobre a exportação de petróleo. 

Lula quer evitar que o diesel, principal combustível da logística brasileira, provoque uma onda inflacionária. O transporte rodoviário responde por cerca de dois terços do escoamento da produção agrícola e industrial. Qualquer aumento expressivo no diesel rapidamente se transmite aos preços de alimentos, fretes e serviços. Em termos políticos, pode ter efeito devastador em ano eleitoral. É um cenário de tirar o sono.

Dados recentes da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor mostram que 80,2% das famílias estavam endividadas em fevereiro de 2026 — o maior patamar da série histórica iniciada em 2010. Mais preocupante é o avanço da inadimplência, que voltou a subir e já atinge 29,6% das famílias. Quase metade dessas dívidas está em atraso há mais de 90 dias, evidenciando uma deterioração do quadro financeiro doméstico.

Essa situação cria um triângulo de fogo. A inflação corrói a renda real, enquanto o endividamento limita a capacidade de consumo — dois fatores que afetam diretamente a percepção da população sobre o desempenho econômico do governo. Num ambiente eleitoral, mesmo quando os indicadores macroeconômicos permanecem relativamente equilibrados, o sentimento econômico pode se deteriorar rapidamente e encandecer a campanha dos candidatos de oposição.

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Dá para imaginar Flávio presidente?

 

As pesquisas da última semana indicam que o senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ), o primogênito de Jair, é um sério candidato a ser nosso próximo presidente da República.

Escrevendo assim, sem adjetivos nem exclamativos, pode parecer uma coisa natural, diante do cenário do momento que lhe é favorável para a eleição que acontece daqui a pouco mais de seis meses.

Mas essa possibilidade nada tem de natural, convenhamos. Quem poderia imaginar uma notícia dessas até o final do ano passado, quando o ex-presidente anunciou por meio do próprio filho que Flávio seria o candidato oficial do bolsonarismo, sem intermediários.

Foi uma decisão monocrática, sem consulta a ninguém, nem ao partido nem à família, um assunto decidido numa conversa somente entre os dois, sem testemunhas, na cela onde Bolsonaro cumpre uma pena de 23 anos de prisão por atentar contra a democracia.

Até então, o nome dado como certo para ser o candidato da direita e da extrema direita era o do governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos), já tratado como futuro presidente pela Faria Lima, o grande oráculo do poder nacional, apoiado por amplos setores da imprensa e do empresariado, pelo agro e pelos pastores, sem concorrente à vista no seu campo.

As sucessivas pesquisas divulgadas este ano deram ao candidato da oposição o mais importante nesta altura do campeonato: a expectativa de poder. De quebra, ainda enterraram qualquer chance para o surgimento de uma terceira via.

Por isso que as pessoas já começam a se perguntar: dá para imaginar Flávio Bolsonaro como presidente da República?

É algo tão surreal que provavelmente não tinha passado antes nem pela cabeça dele. Só quem acreditava em Bolsonaro 2º era o pai, que agora pode concorrer ao prêmio de homem de visão do ano.

Os próximos meses prometem fortes emoções. Apertem os cintos.

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Ricardo Kotscho - Colunista do UOL.


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Novo cenário mundial pode complicar ainda mais a reeleição de Lula

 

Até poucas semanas atrás, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva parecia voar em céu de brigadeiro no cenário internacional. A política externa brasileira recuperou protagonismo, a economia apresentava crescimento razoável e o governo apostava na estabilidade de suas relações com os Estados Unidos para sustentar sua narrativa eleitoral de continuidade. A guerra entre Estados Unidos e Irã, porém, alterou abruptamente esse quadro. O bloqueio do Estreito de Ormuz e a escalada militar no Oriente Médio introduziram um fator de incerteza geopolítica que começa a repercutir diretamente na política interna brasileira e pode complicar o projeto de reeleição de Lula.

A guerra no Golfo Pérsico elevou rapidamente os preços do petróleo no mercado internacional, que chegou a ultrapassar a casa dos US$ 100 por barril, patamar significativamente superior à média de cerca de US$ 70 registrada antes do conflito. O Estreito de Ormuz, cuja circulação foi afetada pela guerra, é um dos principais gargalos do comércio mundial de energia, por onde passa aproximadamente um quarto de todo o petróleo transportado globalmente. Embora as cotações tenham recuado após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugerindo que o conflito poderia estar próximo do fim, os preços continuam elevados e sujeitos a forte volatilidade. Essa instabilidade já é suficiente para alterar expectativas econômicas e produzir efeitos políticos.

No Brasil, os primeiros reflexos começaram a aparecer nos combustíveis. Dados recentes indicam que a gasolina e o diesel tiveram pequenas elevações no início de março. Ainda que os aumentos sejam moderados, eles sinalizam o início de uma tendência potencialmente mais forte caso a guerra se prolongue. O problema é que o impacto do petróleo na economia brasileira não ocorre apenas no preço da gasolina. O diesel, base do transporte rodoviário, é um componente central da cadeia logística nacional e afeta diretamente o custo do frete, dos alimentos e da distribuição de mercadorias. A turbulência internacional também traz riscos macroeconômicos mais amplos: desacelerar o crescimento global e elevar a inflação em diversas economias.

É uma armadilha econômica para o governo. O Brasil é grande produtor e exportador de petróleo, mas continua dependente da importação de derivados, especialmente do diesel. Isso significa que, em um cenário de preços internacionais elevados, a pressão inflacionária acaba chegando ao consumidor brasileiro. A Petrobras dispõe hoje de alguma margem de manobra para suavizar reajustes porque abandonou, em 2023, a política de paridade plena com os preços internacionais. Ainda assim, essa capacidade é limitada. Se o barril permanecer acima de US$ 100 por um período prolongado, o repasse aos consumidores torna-se praticamente inevitável.

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Você Sabia?

Um em cada quatro jovens desiste de abandonar o ensino médio graças ao Pé-de-Meia, programa do governo federal que paga bolsas para incentivar os jovens a concluírem os estudos. Por outro lado, à medida que o benefício aumenta, o ganho marginal é menor, ou seja, aumentar os valores já praticados não contribui para ampliar as taxas de permanência dos alunos.



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Mulheres sustentam Lula em eleição mais apertada de todas

As mulheres seguem como base central do apoio a Lula nas pesquisas eleitorais de 2026, avalia José Roberto Toledo.

Dados recentes mostram que a avaliação positiva do governo Lula entre mulheres supera a dos homens, chegando a uma diferença de 7 pontos percentuais em alguns recortes. Toledo destaca a força desse grupo e sua relevância estratégica.

Na pesquisa mais recente, Toledo ressalta que 36% das mulheres classificam o governo como ótimo ou bom, contra 29% dos homens. Toledo reforça que essa diferença se repete em vários segmentos, como idade e escolaridade, ainda que mulheres mais jovens avaliem o governo de forma menos positiva.

Em regiões como o Nordeste, onde Lula tem vantagem expressiva, Toledo observa que a diferença entre gêneros é menor e está dentro da margem. Já entre mulheres com ensino fundamental, o apoio feminino se destaca, chegando a 48% de avaliação positiva.

Toledo aponta que o desafio para Lula é mobilizar esse eleitorado, já que a abstenção é um risco crescente. Ele enfatiza a importância de energizar as mulheres para garantir presença nas urnas em outubro e ampliar o apoio.

Thais Bilenky concorda com Toledo. "E elas são um eleitorado que, diferentemente da maioria que passou a ter na segurança o seu principal problema, são um eleitorado que esta preocupado com um velho e horrível drama brasileiro."

Toledo conclui que as mulheres, especialmente de perfis específicos, foram decisivas em 2022 e seguem sendo o núcleo duro de Lula: "Elas foram absolutamente fundamentais pra vitória do Lula em 2022, num cenário que ele já saiu de um patamar mais alto.".

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Thais e Toledo



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Lula zera PIS/Cofins sobre diesel para frear aumento dos combustíveis

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quinta-feira (12/3) uma série de medidas para tentar evitar o aumento do preço dos combustíveis em meio à alta internacional do petróleo, causada pela guerra no Oriente Médio.

O governo federal zerou a alíquota do PIS/Cofins para o óleo diesel para importação e comercialização, anunciou medidas para combater cobranças abusivas de combustíveis e especulação, e anunciou a subvenção para o óleo diesel para produtores exportadores, sob a condição de que haja repasse ao consumidor.

“Vocês estão vendo que o preço do petróleo está saindo do controle em todos os países”, disse o petista em coletiva no Palácio do Planalto. “Isso significa aumento de combustíveis em todos os países do mundo, inclusive a informação de que, nos Estados Unidos, a gasolina já subiu 20%”, acrescentou.

No momento do anúncio, o preço do petróleo Brent, referência internacional, estava cotado a mais de US$ 100, maior valor desde a metade de 2022, quando houve uma explosão do preço causada pela invasão da Rússia à Ucrânia.

A preocupação do governo é, principalmente, tentar evitar um processo inflacionário no país causado pelo aumento. Um aumento no preço especialmente do óleo diesel, usado em caminhões, implica em custo maior em praticamente todos os produtos, embutindo o preço do transporte no custo ao consumidor.

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Jardim abraça missão de recuperar Pedro, que tenta retomar protagonismo no Flamengo

Em cinco minutos de jogo, na noite desta quarta-feira, Pedro abriu o placar para o Flamengo contra o Cruzeiro e criou chance que quase resultou no segundo gol rubro-negro. Os dois lances partiram do jogo do atacante sem a bola, postura que foi elogiada por Leonardo Jardim, que tem a missão de recuperar os bons momentos do camisa 9 no clube rubro-negro.

Este foi o gol de número 100 de Pedro pelo Flamengo no Maracanã. Ele já tinha marcado 11 pelo Fluminense, e a soma o coloca como o quinto maior artilheiro do estádio.

— Muito grato por toda marca que chego no Flamengo. Incrível por ser um dos maiores estádios do mundo, o maior do Brasil. Eu como carioca, flamenguista, fico muito feliz de atingir essa marca. Espero fazer mais gols ainda — comemorou o centroavante depois do jogo do Brasileirão.

— Conversa foi muito simples e direta com o Pedro. É um dos melhores atacantes do futebol brasileiro e tem mostrado isso ao longo dos anos. Existe as duas faces do jogo, com bola e sem bola, e ele tem mostrado que pode ser competente. Além de fazer os gols, em termos de estratégicos, se posicionar, pressionar e ter uma atitude mais colaborativa. É isso que ele tem feito porque tem essa capacidade física e compreensão do jogo coletivo. Ele não está me surpreendo porque eu acreditava desde o início que conseguiríamos colocar um Pedro ofensivamente, mas também com função defensiva, que todos os jogadores têm que ter — destacou Leonardo Jardim.

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Você Sabia?

As mortes de mulheres atribuíveis ao uso de álcool cresceram 20% no Brasil entre 2013 e 2023, acompanhando um salto no consumo abusivo. Internações femininas ligadas à bebida aumentaram 41% (2014-2024), evidenciando maior vulnerabilidade biológica e social. Em 2021, cerca de 23,6% das mortes associadas ao álcool no país eram mulheres.



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Desaprovação a Lula melhora, mas segue na marca de 50,5%, mostra pesquisa Meio/Ideia

A avaliação da forma como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conduz o governo segue com saldo negativo entre os eleitores, segundo pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (11). Segundo a pesquisa, 50,5% dos entrevistados afirmam desaprovar a atuação do petista no terceiro mandato. 

Já 47,2% dizem aprovar a maneira como Lula exerce a Presidência, enquanto 2,3% afirmaram não saber ou preferiram não responder. 

Apesar da desaprovação ainda superior à aprovação, a pesquisa mostra pequenas variações em relação ao levantamento anterior. A taxa de aprovação subiu 0,6 ponto percentual, enquanto a desaprovação recuou 0,9 ponto percentual.  

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Brasileiros sacaram em janeiro R$ 403,29 milhões esquecidos em bancos

Os brasileiros sacaram, em janeiro deste ano, R$ 403,29 milhões em valores esquecidos no sistema financeiro, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira pelo Banco Central. No total, o Sistema de Valores a Receber (SVR) já devolveu R$ 13,76 bilhões a clientes bancários, mas ainda há R$ 10,5 bilhões disponíveis.

O SVR é um serviço do BC por meio do qual o cidadão pode consultar se ele próprio, sua empresa ou pessoa falecida tem dinheiro esquecido em algum banco, consórcio ou outra instituição, como financeiras e corretoras.

Para a consulta, não é preciso fazer login, basta informar o Cadastro de Pessoa Física (CPF) e data de nascimento ou o Cadastro de Pessoa Jurídica (CNPJ) e a data de abertura da empresa, inclusive para empresas já fechadas.

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Dilema de prefeito faz Calheiros e Lira esperarem quem será traído em AL

O silêncio do prefeito de Maceió João Henrique Caldas, o JHC (PL), sobre se deixa ou se sai do cargo em abril se tornou ponto-chave para a disputa eleitoral de 2026 em Alagoas.

JHC aparece líder nas pesquisas de intenção de voto para governo ou Senado, mas o enigma se vai renunciar ou não impacta diretamente nas campanhas de Arthur Lira (PP) e da família Calheiros (pai senador e filho ministro dos Transportes vão disputar a eleição de outubro).

A demora revela uma questão delicada: JHC tem acordos diferentes envolvendo os dois grupos rivais, e sua decisão deve trazer uma "traição" a um deles —ou mesmo aos dois. Uma solução acordada entre as partes é considerada inviável. 
Desde 2022, JHC é aliado de Arthur Lira. O ex-presidente da Câmara se mantém fiel ao projeto de ser candidato ao Senado e de declarar apoio ao prefeito na disputa ao governo de Alagoas.

Nos bastidores, porém, Arthur está incomodado com a demora e com o que considera falta de reciprocidade. JHC não fez até hoje qualquer menção de apoio público a Arthur Lira na disputa ao Senado.
Acontece que no ano passado, JHC fez um outro acordo, desta vez com o presidente Lula, em que prometeu não sair candidato a nada e facilitar a eleição de Renan Filho (MDB) ao governo. Em troca, teve a indicação da tia Marluce Caldas para a cadeira de ministra do STJ.

Caso JHC decida concorrer ao governo, vai rasgar a palavra que deu a Lula em julho de 2025.

Se decidir disputar o Senado por outra sigla, JHC vai comprar briga com os dois grupos, já que as pesquisas mostram que ele é favorito a uma das vagas, e necessariamente tiraria ao menos Renan ou Arthur do Senado.

Além disso, a disputa ao Senado em Alagoas deve ter outros dois nomes fortes e com chances reais de vitória: o deputado federal Alfredo Gaspar (União) e o ex-deputado estadual Davi Davino.

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Paysandu garante 51º título estadual e amplia vantagem sobre o Remo

Remo poderia diminuir a diferença no número de títulos do Campeonato Paraense para o maior rival no domingo, 8, mas viu o Paysandu conquistar mais uma edição do Parazão após o empate em 0 a 0, no Estádio Mangueirão.

Com vantagem conquistada no jogo de ida, quando venceu por 2 a 1, o papão assegurou o 51º troféu da competição estadual, ficando mais distante do time azulino, que possui 48. 

Paysandu: 51 títulos 
Títulos: 1920, 1921, 1922, 1923, 1927, 1928, 1929, 1931, 1932, 1934, 1939, 1942, 1943, 1944, 1945, 1947, 1956, 1957, 1959, 1961, 1962, 1963, 1965, 1966, 1967, 1969, 1971, 1972, 1976, 1980, 1981, 1982, 1984, 1985, 1987, 1992, 1998, 2000, 2001, 2002, 2005, 2006, 2009, 2010, 2013, 2016, 2017, 2020, 2021, 2024 e 2026.

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Rossi, do Flamengo, supera Fábio, Hugo Souza e Léo Jardim em aproveitamento em pênaltis; veja raio-x

O goleiro Rossi novamente foi o herói do Flamengo em uma disputa por pênaltis. Desta vez, o argentino defendeu duas cobranças e garantiu o título do time rubro-negro no Campeonato Carioca, sobre o Fluminense, ontem, no Maracanã, após um empate sem gols no tempo regulamentar. No total, o arqueiro já defendeu 37,5% das penalidades contra ele no clube.

Os números de Rossi fazem com que ele supere outros pegadores de pênaltis do futebol brasileiro. O argentino tem um aproveitamento melhor nas cobranças do que Hugo Souza, do Corinthians, Fábio, do Fluminense, e Léo Jardim, do Vasco. Os dados são de cada um dos goleiros com as camisas de seus times atuais.

Com a camisa rubro-negra, o argentino, por exemplo, enfrentou 32 cobranças de adversários e apenas 18 terminaram no fundo da rede. Dos 14 pênaltis que não terminaram em gol, foram 12 defendidos por Rossi, um foi para fora e um na trave. Os cobradores só têm um aproveitamento de 56,2% diante do arqueiro do Flamengo.

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Título alivia ambiente, e Flamengo tenta virar a página para absorver ideias de Leonardo Jardim

A estreia de Leonardo Jardim não poderia ter sido melhor no Flamengo. Com apenas cinco dias de clube, o treinador levantou a taça do Campeonato Carioca. Agora, espera aliviar os ânimos e encaminhar a virada de página depois de uma saída sentida e conturbada de Filipe Luís.

Os últimos dias foram de altos e baixos dentro do Fla, mas o elenco entendeu que precisava assumir uma parte da responsabilidade pelo momento ruim da equipe. A ideia agora, apesar do entendimento de que a atitude com Filipe não foi a ideal, é bola para frente e união para de fato virar a chave.

Jardim ainda não conseguiu ter tempo para disseminar a filosofia de trabalho. Por isso, as próximas semanas vão ser fundamentais e o treinador vai passar todo tempo que puder com o elenco. Como Filipe Luís teve um trabalho longo e já conhecia boa parte dos atletas dos tempos de jogador, o português entende que, de certa forma, o ex-lateral saía na frente. Sem pré-temporada e com dias curtos de treinos, a concentração voltará ao dia a dia, pelo menos por agora.

— Pelo fato de estarmos começando e a necessidade de jogos de três em três dias, falei com os atletas que pretendia, nessa fase inicial, estarmos concentrados e juntos. É necessário eu conhecer o grupo e eles me conhecerem, definir estratégia. É diferente do Filipe, que todos conheciam a estratégia e os treinos. Os jogadores aderiram e estamos concentrando principalmente nessa série de três em três dias — explicou Jardim.


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Sônia Guimarães: a primeira negra doutora em física

“Uma mulher puxa a outra e ambas puxam uma aldeia”. O ditado africano corre pelas veias de Sonia Guimarães, 69 anos. Primeira mulher negra doutora em física no Brasil, ela conta que, pela cor e por estar em um ambiente majoritariamente formado por homens, já foi questionada diversas vezes. “Uma vez me disseram que eu nunca iria aprender física”, lembrou. 

Entretanto,  Sonia Guimarães nunca foi de desistir. Desde as quedas de bicicleta na infância até quando iniciou na faculdade. Negada para conseguir uma bolsa de iniciação científica, já que “nunca iria usar física para nada”. Ela conta que ser ‘vencida’ não era uma opção. “Para eles (pessoas que duvidavam) acharem que ganharam dizendo que estavam certos quando falaram que eu não era capaz? Nunca.”, afirmou. 

Hoje, a física também faz palestras, em que revela sua trajetória e como superou os obstáculos.  Ao receber mensagens como: “eu estou fazendo física porque eu assisti a uma palestra sua no meu ensino médio”, fica feliz em saber que os conselhos e o  trabalho estão dando resultados. “O único resultado da desistência é nada. Então, temos que continuar lutando por nossos sonhos”. Sônia Guimarães é professora do ITA e referência em semicondutores e sensores de calor. 

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A coronel médica Cláudia Lima Gusmão Cacho será a primeira mulher a compor o quadro de generais

Pela primeira vez em sua história, o Exército Brasileiro indicou uma mulher ao posto de general de Brigada. “Tenho consciência da responsabilidade, um reconhecimento pelo trabalho que foi realizado ao longo de todos esses anos desde o meu ingresso nas Forças Armadas”, comenta a Coronel-médica Cláudia Lima Gusmão Cacho, 57 anos.

Ao longo de três décadas de carreira, a militar construiu uma trajetória de destaque na área de saúde da Força e aguarda a nomeação pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deve ocorrer em 31 de março.

Formada em medicina pela Universidade de Pernambuco (UPE), Cláudia começou o curso ainda aos 16 anos. Especializou-se em pediatria e iniciou a vida militar em 1996, período em que a presença feminina nas Forças Armadas ainda engatinhava. À época, entrou como oficial temporária no 42º Batalhão de Infantaria Motorizada, em Goiânia. Dois anos depois, em 1998, ingressou na Escola de Saúde do Exército (EsSex) como oficial de carreira, após aprovação no Curso de Formação de Oficiais Médicos, dando início à sua trajetória vitoriosa na corporação. 

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