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A popularidade de Lula no vermelho e o empate com Flávio Bolsonaro nas sondagens de segundo turno reforçaram em Alcolumbre e nos oligarcas do centrão a percepção de que Lula já não reflete força e confiança. Pior: deixou de ser a perspectiva favorita de poder.
Até outro dia, Alcolumbre ajudava Lula a retirar gênios da garrafa. Passou a enfiá-los gargalo abaixo desde que Rodrigo Pacheco, seu preferido para o Supremo, foi preterido por Lula. Intensificou o movimento depois que a Polícia Federal varejou o Instituto de Previdência do Amapá, um de seus redutos, à procura de encrencas do falecido Banco Master.
Pragmático, o chefão do Senado só se mexe após realizar minuciosas avaliações do tipo custo-benefício. Se imaginasse que Lula ainda poderia lhe proporcionar mais lucros do que prejuízos, Alcolumbre teria recuado na última hora, como costuma fazer. Engarrafou Jorge Messias e o veto presidencial ao projeto da dosimetria por avaliar que Lula perdeu a vocação para Aladin.
O mar não está para peixe, assim como as pesquisas não estão para Lula. Eleição não se ganha de véspera. Muito menos com quase seis meses de antecedência. Mas Lula ganhou um desafio adicional: a restauração dos signos do Poder. Ou mostra que está vivo ou começará a receber água quente e café frio do garçom do Planalto.
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Dentro do universo de reincidentes de março, a maior parte (65,85%) ainda não havia quitado pendências antigas e foi negativada novamente. Outros 19,49% haviam saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. Apenas 14,66% dos negativados no mês não tiveram restrições no CPF ao longo do último ano.
Um dado de atenção é o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento de demais pendências para os reincidentes: em março, esse período foi de 74,1 dias. Isso significa que, em média, após cerca de 2,5 meses do vencimento de uma dívida negativada, outra dívida já vence.
Os dados do indicador mostram que, nos últimos 12 meses encerrados em março de 2026, houve um crescimento de 14,06% no número de devedores reincidentes na comparação com os 12 meses anteriores.
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Os dados são do Raio X do Investidor Brasileiro 2025, pesquisa anual realizada pela Anbima em parceria com o Datafolha e divulgada na última quinta-feira (23).
A diferença na composição da carteira é a característica mais marcante da geração. Apenas 13% dos jovens de 16 a 29 anos investem na caderneta de poupança, percentual bem abaixo da média geral de 22% e dos 27% registrados entre as gerações X e boomers. O espaço deixado pela poupança é preenchido por uma combinação de produtos: títulos privados são usados por 10% da geração Z, fundos de investimento por 8%, criptomoedas por 8% e ações por 4%, proporções superiores à média da população em todos os casos.
A busca por informação sobre investimentos também segue um caminho próprio. Apenas 15% dos jovens consultam gerentes ou assessores para tomar decisões financeiras, menos da metade da proporção observada entre os boomers, onde esse índice chega a 38%. A geração Z confia mais em amigos e parentes (23%) e em influenciadores financeiros (11%) do que as outras gerações. YouTube e Instagram são os canais mais citados, com 49% e 45% das menções, respectivamente, e 84% desses jovens realizam suas aplicações pelo aplicativo ou site do banco, ante 27% entre os boomers.
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O endividamento das famílias saiu de 17% da renda em 2005 para quase 50% em 2025. Os dados são do estudo do DPEc do banco Daycoval, que identificou que o endividamento elevado das famílias reduz o impacto da massa salarial no consumo.
A expansão do crédito habitacional foi o principal fator: o endividamento habitacional com relação à renda saiu de 2,6% para 18,5% no período, enquanto o ex-habitacional oscilou ao redor de 25% a 31%. O limiar estimado de 39,6% foi cruzado definitivamente em 2020 e a economia opera no regime alto desde então.
O resultado central é que no regime de endividamento baixo, cada 1 p.p. de crescimento da massa salarial adiciona 0,29 p.p. ao consumo. No regime alto, esse coeficiente cai para 0,17- uma perda de aproximadamente 40% na transmissão. Ao mesmo tempo, o crédito muda de papel: no regime baixo, as concessões reais para pessoa física na variação anual não são significantes (o efeito é dominado pela renda); no regime alto, elas entram com efeito líquido de 0,10p.p., sugerindo que as famílias mais endividadas recorrem ao crédito para sustentar o padrão de consumo.
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Quanto mais tempo o canal vital de exportação de petróleo permanecer fechado, dizem os traders, maior terá de ser a recalibragem para baixo do consumo, para se alinhar a uma oferta que já caiu pelo menos 10%. E, para que isso aconteça, as pessoas terão de comprar menos — seja porque os preços ficarão proibitivos, seja por intervenção governamental para forçar a redução do consumo.
Uma perda de 1 bilhão de barris de oferta já é praticamente certa — mais que o dobro dos estoques de emergência que governos liberaram pouco depois de o conflito começar, no fim de fevereiro. Os “colchões” de segurança estão sendo usados rapidamente, o que ajuda, por ora, a conter a alta do petróleo. Mas, com o bloqueio entrando na nona semana, a destruição de demanda, que começou em setores menos visíveis, como o de petroquímicos na Ásia, está se espalhando silenciosamente para mercados do dia a dia em todo o mundo.
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