Desenrola 2.0 cortou R$ 22,4 bi em dívidas, mas famílias seguem sufocadas

O Desenrola 2.0 ajudou a reduzir o endividamento do brasileiro em R$ 22,4 bilhões, mas não impediu que o volume de dívidas das famílias continuasse perto de níveis recordes quando considerados os indicadores gerais do mercado brasileiro.

Nova edição do Desenrola reduziu a dívida das famílias brasileiras em R$ 22,4 bilhões. Após essa redução no valor das dívidas que foram renegociadas, as pendências financeiras desse estoque de contas em atraso caiu para R$ 5,71 bilhões, de acordo com dados da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e do Ministério da Fazenda.


Cerca de 10 milhões de débitos foram renegociados ou reduzidos pelo programa. Ao todo, foram realizadas 5,54 milhões de operações de crédito, que tiveram um desconto médio de 80% para facilitar o pagamento das pendências financeiras entre os meses de maio e agosto.

A inadimplência no Brasil atingiu um patamar crítico porque deixou de ser um desvio pontual de consumo e virou mecanismo de sobrevivência. 
José César da Costa, presidente da CNDL

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Tchau, tchau Nordeste

Com a campanha de Lula à reeleição voltada aos mais pobres, inclusive com aumento do Bolsa Família, o candidato do PL vai focar na Região Sudeste — São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais — nesses 16 dias até a eleição. 

Seus estrategistas acreditam que, assim, ele conseguirá abrir uma diferença capaz de assegurar a vitória.

Enquanto isso… Daniella Marques, a coordenadora da equipe econômica, e o vice na chapa de Flávio, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), farão campanha de outras formas. Ele continuará a rodar no Nordeste. Ela marcará presença em eventos para falar do plano econômico do filho 01 para empresários e para o mercado financeiro.

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Arrascaeta sai do banco para resgatar o Flamengo

Parece repetitivo, mas não é. Arrascaeta decidiu mais uma classificação do Flamengo na Conmebol Libertadores. O gol no empate por 1 a 1 com o Independiente del Valle, nesta quinta-feira, no Maracanã, porém, carrega um simbolismo que vai além. Vindo do banco de reservas, o uruguaio mostrou mais uma vez que seu poder de decisão permanece intacto. Além disso, segue na perseguição a uma marca importante de ninguém menos que Zico.

Nas últimas semanas, Arrascaeta passou a ser tema de debate em relação à titularidade. De fato, as atuações recentes estavam abaixo do padrão que o uruguaio já apresentou em outros momentos. Do outro lado, Lucas Paquetá vinha correspondendo. A mudança aconteceu contra o Del Valle: o camisa 11 começou como titular, enquanto o camisa 10 ficou no banco. E não funcionou.

Arrascaeta só entrou no segundo tempo contra o Independiente del Valle, quando o Flamengo já perdia por 1 a 0. Em campo, viu Jorginho ser expulso e a situação rubro-negra ficar ainda mais complicada. Foi então que apareceu para o resgate: aproveitou a falha do goleiro Quintana e empatou de cabeça. Se as atuações recentes estavam abaixo do esperado, decidir mais um jogo grande reforça o status de ídolo que o uruguaio construiu no Flamengo.

O gol também faz Arrascaeta se aproximar de Zico. Agora são 14 gols do uruguaio pelo Flamengo na Libertadores (e 19 no total, contando com o Cruzeiro). O Galinho tem 16.

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Copom: Taxa Selic cai para 13,75% ao ano

O Banco Central (BC) cortou os juros pela quinta vez seguida, nesta quarta-feira. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Taxa Selic, juros básicos da economia, em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano. A decisão era esperada pelo mercado financeiro.

De junho de 2025 a março desde ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros em abril, num cenário de queda da inflação. No entanto, o agravamento da guerra no Oriente Médio e o início do fenômeno El Niño dificultam o trabalho do Copom.

Para os investidores, o primeiro efeito aparece na renda fixa. Aplicações pós-fixadas, como Tesouro Direto na modalidade Tesouro Selic, CDBs atrelados ao CDI e fundos DI, passam a oferecer retornos ligeiramente menores à medida que os cortes são implementados. No entanto, isso não significa que a renda fixa deixe de ser atraente. A própria B3, destaca que mesmo em um ciclo de queda de juros a renda fixa continua oferecendo retornos elevados, especialmente porque os juros brasileiros ainda permanecem entre os mais altos do mundo em termos reais.

Ao mesmo tempo, o novo cenário tende a favorecer títulos prefixados e papéis indexados à inflação. Quando os juros estão em trajetória de queda, investidores conseguem “travar” taxas por vários anos em títulos prefixados, além de se beneficiar da valorização desses ativos no mercado secundário.

Do ponto de vista da população, a queda da Selic tende a produzir efeitos positivos de forma gradual. Como os bancos utilizam a taxa básica como referência para diversas operações financeiras, a tendência é que empréstimos, financiamentos imobiliários e crédito para consumo fiquem mais acessíveis ao longo dos próximos meses. Isso melhora a capacidade de consumo das famílias e facilita a renegociação de dívidas, criando um ambiente mais favorável para o orçamento doméstico. Além disso, juros menores estimulam o crédito e incentivam a circulação de recursos na economia, fortalecendo o consumo e a atividade econômica.

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Governo Lula anuncia reajuste do Bolsa Família

O governo Lula (PT) anunciou hoje, 17 dias antes do primeiro turno das eleições, o aumento do valor do Bolsa Família, o primeiro reajuste realizado durante o atual mandato do petista. O anúncio foi feito no Palácio do Planalto, na presença de Lula e de ministros. 

O piso do programa, que é de R$ 600, passa para R$ 691 a partir de outubro —um aumento de 15%. Segundo o ministério do Planejamento, o benefício médio subirá dos atuais R$ 675 para R$ 777. 

O reajuste acompanha a correção pela inflação desde junho de 2023, quando o programa foi oficialmente renomeado para Bolsa Família, até o mês passado, informou o governo.

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Violência muda rotina e escolhas de 98% das mulheres no Brasil

 

O medo da violência redefine a rotina de quase todas as brasileiras. Uma pesquisa aponta que 98% das mulheres no país adotam estratégias para reduzir riscos no dia a dia, enquanto oito em cada dez (78%) já sofreram algum tipo de violência.

Os dados são do levantamento “Segurança das Mulheres: Percepção da Sociedade Brasileira sobre Violência”, divulgado nesta quarta-feira (16/9) e realizado pelos institutos Patrícia Galvão e Locomotiva, com apoio da Uber. Foram ouvidas 1,5 mil pessoas com 16 anos ou mais entre 22 e 30 de abril de 2026.

A sensação de insegurança é mais intensa entre elas. Conforme a pesquisa, 94% das mulheres se sentem inseguras no cotidiano, contra 84% dos homens. Nos deslocamentos, o medo da violência atinge 94% das mulheres e 90% dos homens.

A pesquisa mostra que o medo da violência atravessa a forma como as mulheres vivem e circulam pelas cidades”, afirma Maíra Saruê, diretora de Pesquisa do Instituto Locomotiva.


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Vendas no varejo caíram 0,8% em julho

Em julho de 2026, o volume de vendas no comércio varejista caiu 0,8% frente a junho, na série com ajuste sazonal, após variação de 0,3% em junho de 2026. Com isso, a média móvel trimestral para o varejo variou -0,1% no trimestre encerrado em julho de 2026, após registrar -0,2% no trimestre encerrado em junho.

No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças; material de construção e atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas em junho mostrou variação de 0,4% frente ao mês imediatamente anterior, após queda de 1,1% em junho de 2026. Com isso, a média móvel trimestral para o varejo ampliado variou -0,3% no trimestre encerrado em julho, depois do recuo de 0,8% no trimestre encerrado em junho de 2026.

Frente ao mesmo mês de 2025, o varejo ampliado cresceu 1,8% após crescer 4,9% em junho de 2026. No ano, o setor avançou 1,9% e, nos últimos 12 meses, 1,2%. A queda no volume de vendas do comércio varejista na passagem de junho para julho de 2026, na série com ajuste sazonal, teve cinco atividades com variação negativa e três com variações positivas. No campo negativo, vieram móveis e eletrodomésticos (-4,9%), livros, jornais, revistas e papelaria (-4,2%), tecidos, vestuário e calçados (-2,7%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,2%) e hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,2%). No campo positivo, destacaram-se artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,6%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (0,6%) e combustíveis e lubrificantes (0,3%).

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Investimentos dos brasileiros chegam a R$ 9,1 trilhões e ampliam patrimônio financeiro

 O volume de investimentos das pessoas físicas no Brasil atingiu R$ 9,1 trilhões no primeiro semestre de 2026, crescimento de 6,4% em relação ao final do ano passado. Os dados, divulgados pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) no início de setembro, mostram não apenas um aumento do patrimônio financeiro dos brasileiros, mas também um movimento de diversificação das carteiras.

Entre os investidores de alta renda, o crescimento foi ainda maior. O segmento alcançou R$ 3,4 trilhões em investimentos, avanço de 7,8% no semestre. Já o segmento private chegou a aproximadamente R$ 2,8 trilhões.

Os fundos de investimento também avançaram 9,6% no período, chegando a R$ 2,2 trilhões, com crescimento de categorias como fundos imobiliários e Fundos de Investimento em Participações, os FIPs.

Para José Roberto Salazar, especialista em proteção e crescimento patrimonial e sócio da PR Private Partners, os números ajudam a revelar uma mudança no comportamento de quem já acumulou patrimônio e agora busca formas diferentes de protegê-lo e fazê-lo crescer.

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A derrota de André Mendonça

 O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, ao suspender as decisões relacionadas ao afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, colocou um freio de arrumação nas sucessivas deliberações contraditórias sobre o caso. E esta é uma derrota para o ministro André Mendonça, que havia determinado o afastamento de Andrei e do diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada. É uma vitória da ala que se contrapõe a Mendonça e que deve impor novo desgaste ao magistrado na próxima terça-feira (15/09), durante a sessão, marcada por Fachin, em que será discutido o relatório da PF sobre a suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. 

Na sessão, os ministros vão analisar a validade do documento da PF feito a pedido do ministro André Mendonça. A crítica dos ministros é de que Mendonça passou a investigar um colega sem autorização do plenário.

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Fim de festa, candidato

De um lado para o outro, nos quatro cantos do país, lá estão eles com adesivos nas camisetas, santinhos nas mãos e sorriso estridente. Não serei tão radical. Sabemos, há muito tempo, como se comportam os candidatos a alguma coisa. É necessário comer pastel na feira. O povo precisa conhecer. É o momento de apresentar propostas e torcer pela mudança. É assim que falam, não é? Quase  nunca é assim, convenhamos. 

Não sei se é uma impressão única, mas aquele alvoroço pré-eleitoral está escanteado. Os carros de som, as bandeiras e até as musiquinhas que não saíam da cabeça parecem ter perdido espaço. Há uma explicação para isso. É a descrença. De tropeço em tropeço, candidatos, a incredulidade ocupa o trono. Uma pesquisa conduzida pelo cientista político Jairo Pimentel, da Fundação Escola de Sociologia e Política, revelou que 41% dos leitores estão desiludidos com a política; 73% não têm simpatia por nenhum partido; e 22% se abstêm de votar. Os motivos não estão centralizados na esquerda, na direita ou no centro, mas na incapacidade de resolver problemas básicos. 

Sinto informar, futuros governantes, mas os eleitores sabem distinguir o real e a novela. Estamos a menos de um mês das eleições. Se eu pudesse definir esta reta final, a palavra seria desespero. Preocupa-me. A afobação leva ao esvaziamento de pautas sérias e importantes. 

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Pessoas com mais de 60 anos já chefiam quase 1 em cada 3 lares

 

A população acima de 60 está tendo cada vez mais protagonismo na gestão dos lares, respondendo pela chefia de 21,6 milhões de domicílios — quase um terço do total (32%). Este protagonismo, entretanto, na maioria das vezes vem acompanhado de sobrecarga familiar e informalidade entre aqueles que continuam no mercado de trabalho após a aposentadoria.

Os dados inéditos são do levantamento "Geração 60 : Moradia e Arranjos Familiares", feito pela Nexus — Pesquisa e Inteligência de Dados, com base em números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) referente ao ano de 2025.

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Você Sabia?

As plataformas de apostas on-line estão em todos os lugares e também impactam os estudantes. Pesquisa realizada pela Frente Parlamentar Mista da Educação em parceria com a Equidade.info mostra que um em cada cinco (20,4%) jovens, dos anos finais do ensino fundamental (6° ao 9° ano) e do ensino médio, já realizou apostas. 


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Governo já abriu R$ 27 bi em créditos pra segurar gasolina e diesel em 2026

O governo federal já abriu R$ 27,1 bilhões em créditos extraordinários em 2026 para bancar medidas destinadas a evitar que a disparada internacional dos combustíveis chegue integralmente ao preço da gasolina e, principalmente, do diesel no Brasil.

A conta cresceu novamente nesta semana. Uma nova medida provisória destinou mais R$ 6,605 bilhões à política: R$ 5,607 bilhões para o diesel rodoviário e R$ 998 milhões para o programa de subvenção à produção e importação de gasolina e diesel.

Desde março, foram abertos seis créditos extraordinários para essas políticas: R$ 10 bilhões, R$ 550 milhões, R$ 3,33 bilhões, R$ 3,473 bilhões, R$ 3,152 bilhões e, agora, R$ 6,605 bilhões. Somados, chegam a R$ 27,11 bilhões.

Isso não significa, porém, que todo esse dinheiro tenha sido gasto. Dados públicos da ANP mostram que, até 31 de agosto, haviam sido efetivamente pagos cerca de R$ 7,79 bilhões nas diferentes modalidades de subvenção relacionadas à gasolina e ao diesel.

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Geração 60+ chefia 32% dos lares, mas enfrenta sobrecarga e informalidade

A Geração 60+ tem papel cada vez maior na gestão dos lares brasileiros. Com renda média mensal de R$ 3.865, a mais alta do país, essa parcela da população responde pela chefia de 21,6 milhões de domicílios – quase um terço do total. Esse protagonismo, no entanto, vem frequentemente acompanhado de sobrecarga familiar e informalidade entre quem continua no mercado de trabalho. Os dados são do levantamento “Geração 60+: Moradia e Arranjos Familiares”, feito pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, com base em números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A maior renda, porém, não significa que o grupo tenha ganhado mais nos últimos anos. Entre 2016 e 2025, o rendimento médio da população 60+ caiu 4% em termos reais, enquanto, no mesmo período, a renda média da população geral cresceu 13%. Ainda assim, com R$ 3.865 por mês, a Geração 60+ continua com a maior renda média entre as faixas etárias analisadas.

Na maioria dos lares onde vivem pessoas com 60 anos ou mais, a palavra final sobre as contas passa por elas: em 87% dessas casas, a Geração 60+ responde diretamente pela chefia ou pela gestão compartilhada do orçamento doméstico.

O levantamento da Nexus mostra o peso dessa faixa etária na organização financeira das famílias. “A Geração 60+ contribui diretamente para a manutenção da casa. A dimensão econômica desse grupo dentro dos lares vai além da condição de beneficiário de aposentadorias ou outros rendimentos”, observa o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski.

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Você Sabia?

O mês de agosto de 2026 empatou com julho de 2023 como o mês mais quente já registrado na história, impulsionado pela queima de combustíveis fósseis e pelo fenômeno El Niño. 

O levantamento é do observatório climático europeu Copernicus.



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Rejeição eleitoral e indecisos na corrida presidencial de 2026

A mais recente pesquisa do instituto Quaest, divulgada nesta semana, traçou um panorama de forte equilíbrio para a eleição presidencial de 2026. Em uma simulação de segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparecem em situação de empate técnico, indicando que a disputa pelo Palácio do Planalto segue indefinida e altamente polarizada.

O levantamento revela que, às vésperas do pleito, o cenário político continua a refletir a divisão observada em 2022. O empate técnico significa que a diferença percentual entre os dois possíveis candidatos está dentro da margem de erro, tornando impossível apontar um líder. Essa estabilidade na divisão do eleitorado sugere uma base de apoio consolidada para ambos os lados.

Diante desse equilíbrio, um fator ganha protagonismo para definir o resultado: a taxa de rejeição. A pesquisa mostra que tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro enfrentam resistência de uma parcela significativa dos eleitores. Em um confronto direto, a vitória pode não ser daquele com mais votos convictos, mas daquele que for menos rejeitado pela maioria.

A rejeição funciona como um teto para o crescimento de uma candidatura. Um candidato com alta taxa de eleitores que afirmam que não votariam nele de jeito nenhum tem um desafio muito maior para conquistar os votos necessários, especialmente os que vêm do grupo de indecisos ou de apoiadores de outras candidaturas.

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