Blog do Alderi
Deputados federais concentram R$ 982,8 milhões em recursos de campanha
Caged: Brasil criou 58,5 mil postos de trabalho em julho
O saldo é 57,3% menor em relação a junho, quando o país criou 137.044 empregos.
A criação de empregos caiu 56,3% em comparação a julho do ano passado, pressionada pelos juros altos e pela desaceleração da economia. No mesmo mês de 2025, tinham sido criados 133.932 postos de trabalho, nos dados com ajuste, que consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores.
Em relação aos meses de julho desde 2020, esse é o resultado mais baixo da série. A mudança da metodologia no Caged impede a comparação com anos anteriores a 2020.
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Brasil tem 214,2 milhões de habitantes, diz IBGE
Dívida Pública subiu 0,22% em julho e supera R$ 9,2 trilhões
Em junho deste ano, o indicador havia superado a barreira de R$ 9 trilhões. Apesar da alta, a dívida pública está abaixo do previsto. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), apresentado em janeiro e revisado nesta quarta-feira, o estoque da DPF deve encerrar 2026 entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões.
A Dívida Pública Mobiliária (em títulos) interna (DPMFi) avançou 0,31%, passando de R$ 8,921 trilhões em junho para R$ 8,948 trilhões em julho. No mês passado, o Tesouro resgatou R$ 61,91 bilhões em títulos a mais do que emitiu, principalmente em títulos prefixados. A apropriação de R$ 89,95 bilhões em juros, porém, impediu a queda do endividamento.
Por meio da apropriação de juros, o governo reconhece, mês a mês, a correção dos juros que incide sobre os títulos e incorpora o valor ao estoque da dívida pública. Com a Taxa Selic em 14% ao ano, a apropriação de juros pressiona o endividamento do governo.
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Com 15,9 milhões de empregados, serviços geraram R$ 3,5 trilhões em 2024
A blusinha virou cabo eleitoral
Agora a história ganhou outra dimensão. Em maio deste ano, o governo editou a Medida Provisória nº 1.357/2026, zerando o Imposto de Importação para compras internacionais de até US$ 50. A medida depende do Congresso para se tornar permanente. E foi aí que a inocente blusinha descobriu uma nova profissão: virou cabo eleitoral. "Eu fui contra a taxa das blusinhas!" "Eu votei para acabar com a taxa das blusinhas!" "Eu defendo o consumidor e quero a blusinha sem imposto!" São frases simples e compreensíveis. O calendário também ajuda: a propaganda eleitoral começou em 16 de agosto, quando o Congresso se prepara para analisar a medida. Se a MP não for aprovada, a cobrança poderá voltar, talvez perto do primeiro turno. Temos os ingredientes de uma boa novela eleitoral: imposto, consumidor, Congresso, indústria e votos. A blusinha pede registro de candidatura.
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Cartão de crédito domina dívidas do Desenrola
Mais da metade das dívidas renegociadas na plataforma no âmbito do Desenrola têm relação com gastos feitos no cartão de crédito. É o que mostra o levantamento realizado pela plataforma Acordo Certo. De acordo com o balanço das renegociações realizadas na plataforma desde o início do Desenrola, das mais de 89 mil dívidas negociadas, aproximadamente 45 mil são de cartão, o equivalente a 50% do volume total de acordos fechados.
Os números ganham peso na reta final do prazo para renegociar dívidas pelo Desenrola 2.0, prorrogado até 31 de agosto, e acendem um alerta sobre o uso do cartão nas compras do dia a dia. Dados do Banco Central mostram que o cartão de crédito é apontado como o principal fator de endividamento por 83,6% das famílias brasileiras, comprometendo sozinho 54% da renda familiar. O rotativo do cartão segue entre as modalidades mais caras do mercado, com juros médios que superam 430% ao ano, mesmo após as novas regras para o setor.
O volume de dívidas de cartão entre as renegociações evidencia a importância de combinar a recuperação financeira com ações de prevenção.
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Arrecadação federal cresce 8,97% em julho e chega a R$ 289,3 bilhões
A arrecadação total das Receitas Federais chegou a R$ 289,3 bilhões em julho de 2026, segundo a Análise da Arrecadação das Receitas Federais, elaborada pelo Ministério da Fazenda e pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB). O resultado representa crescimento real de 8,97%, considerando a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em relação a julho de 2025.
No acumulado dos sete primeiros meses do ano, a arrecadação alcançou R$ 1,87 trilhão, uma alta real de 6,98% na comparação com o mesmo período de 2025.
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A outra polarização
E, se contar PSol e Rede, deve passar dessa centena.
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Você Sabia?
O burnout é associado ao trabalho e marca um nível extremo de esgotamento físico e mental.
Em alguns casos, os sinais podem ser confundidos com emergências médicas.
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Rodrigo Pacheco critica a falta de diálogo entre os chefes dos Poderes
O senador e ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB) criticou a falta de diálogo entre os chefes dos três Poderes durante sua fala no 25º Fórum Empresarial LIDE, no Rio de Janeiro. Pacheco discursou sobre os desafios para o Brasil de amanhã e destacou a importância do diálogo.
“Se antevê uma necessidade, em razão do ambiente muito polarizado e dividido, e, a depender da conformação do Congresso Nacional, de uma capacidade do governante de diálogo, de estrutura, de debate e de aceitação de divergências. […] É muito ruim quando um presidente da República, um presidente do Senado, um presidente da Câmara, um presidente do Supremo Tribunal Federal não dialogam. Então esse é um grande desafio”, argumentou.
Para o senador, a polarização e a próxima formação do Congresso Nacional exigirão menos intransigência dos presidentes das Casas Legislativas. “A intransigência e a imposição de vontades num Brasil dividido e com uma conformação no Congresso Nacional que não seja necessariamente alinhada ao poder executivo podem colapsar algo que é absolutamente essencial para o desenvolvimento do país, que é o diálogo institucional. Então, esse é o primeiro desafio que nós teremos, de muita sabedoria daqueles que ocuparem essas esferas de Poder de não interromper o diálogo”, afirmou.
A difícil renovação do congresso
Com a decisão dos partidos de reservar recursos para quem é candidato a reeleição, como é o caso do PL, muita gente na política começa a apostar que a renovação do Parlamento será baixíssima nesta temporada eleitoral. Soma-se a essa preferência de financiamento para quem já tem um mandato, a amplitude das emendas parlamentares — hoje no patamar de R$ 60 bilhões.
As emendas praticamente levaram os prefeitos a “fidelizar” e replicar as campanhas dos parlamentares que beneficiaram as administrações locais com emendas.
Esse modelo será difícil de quebrar ou de levar à renovação. Quem está chegando agora começa em desvantagem e será difícil empatar o jogo a fim de tentar vencer quem já está no mandato.
Incerteza no mercado de trabalho e inadimplência reduzem consumo
A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e divulgada nesta quinta-feira, recuou 0,6% em agosto, na comparação dessazonalizada com julho, atingindo 104,9 pontos. A retração do indicador foi liderada pela forte deterioração da percepção sobre o futuro do mercado de trabalho: o componente de perspectiva profissional teve o maior recuo do mês (-1,9%) e registrou uma expressiva baixa de 9,9% frente ao mesmo período do ano passado.
O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, analisa o contexto de aperto monetário causado pela alta taxa Selic e os efeitos transversais dos dois lados do balcão.
O comportamento mais cauteloso das famílias ocorre em meio a um ambiente financeiro pressionado. O avanço da inadimplência entre empresas gera ruídos em toda a atividade econômica e afeta também a confiança dos trabalhadores ao ameaçar a estabilidade de suas ocupações”, diz.
Esse cenário consolida uma ambivalência na percepção sobre o trabalho. Embora a avaliação do Emprego Atual tenha registrado leve ganho de 0,1% no mês, sustentando a maior pontuação da pesquisa (127,7 pontos), a apreensão em relação aos meses seguintes prevalece. A percepção de fragilidade na saúde financeira das empresas faz com que o consumidor adote uma postura de prevenção, segurando decisões de gasto.
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Bets são mais rentáveis que bancos?
A divulgação recente de dados do Ministério da Fazenda sobre faturamento e lucro bruto dos sites de apostas esportivas – as bets – abriu espaço para uma comparação com o desempenho de setores tradicionais da economia, como bancos e instituições financeiras. Os números ajudam a dimensionar o tamanho que o mercado de apostas alcançou no Brasil e levantam a discussão sobre rentabilidade, geração de receita e impacto econômico de um setor ainda recente e em processo de regulamentação.
Os números oficiais mostram que as empresas regularizadas faturaram R$ 36,9 bilhões em 2025 e, no primeiro quadrimestre de 2026, a receita chegou a R$ 12,2 bilhões, o dobro do mesmo período do ano anterior, segundo dados da Receita Federal, com 25 milhões de CPFs tendo apostado em 2025 e gasto médio de R$ 123 por mês por jogador, já descontadas as premiações.
“É por isso que o retorno de um banco excelente orbita os 20% e 25% ao ano, enquanto uma bet bem-sucedida, com capital próprio mínimo, pode gerar retornos muito superiores sobre o que foi efetivamente investido. Agora, se a régua for ‘resultado por real de receita’ (margem), a conta muda, e o jogo fica mais equilibrado. As bets ganham em retorno sobre capital, porém, em margem sobre receita, big techs e bancos brasileiros seguem imbatíveis entre os grandes setores”, diz o analista.
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Eleição: homem, branco e empresário é perfil majoritário de candidatos
Do total de pedidos de registro de candidatura, 13.374, ou 65%, são de pessoas do sexo masculino, e 7.156, ou 35%, são de pessoas do sexo feminino. Além disso, mais de 10 mil informaram ter cor branca e 2.576, ser empresário.
As solicitações englobam os cargos de presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador, senador e suplentes, deputado federal, deputado estadual e deputado distrital.
A maior parte dos pedidos é para o cargo de deputado estadual (11.103 registros). Em seguida, aparecem as solicitações para deputado federal (7.636); para deputado distrital (420); para governar estados e o Distrito Federal (196); para senador (315); e para a Presidência da República (13).
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Vale propõe plano para destravar mineração e ampliar empregos até 2035
Segundo o levantamento, a arrecadação fiscal associada à mineração, que somou R$ 750 bilhões na última década, poderia alcançar R$ 1,3 trilhão entre 2026 e 2035. A produção mineral anual, por sua vez, poderia passar dos cerca de R$ 300 bilhões atuais para até R$ 535 bilhões em 2035.
O estudo aponta que apenas 28% do território brasileiro está mapeado geologicamente em escala considerada adequada para orientar investimentos em pesquisa mineral. A ampliação desse conhecimento é apontada como uma das medidas necessárias para identificar novas fronteiras de exploração, inclusive de minerais críticos e terras raras.
O levantamento estima ainda que o impacto da mineração sobre o emprego, considerando postos diretos, indiretos e induzidos, poderia chegar a 5,3 milhões de vagas até 2035, ante cerca de 3 milhões atualmente — um potencial adicional de 2,3 milhões de empregos.
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