Com três meses de Desenrola 2.0, inadimplência geral recua para 29,8%

O percentual de famílias brasileiras com dívidas a vencer voltou a crescer e alcançou 82% em julho de 2026. O resultado representa um avanço de 0,4 ponto percentual frente a junho (81,6%) e de 3,5 pontos percentuais na comparação com julho de 2025 (78,5%), estabelecendo o sexto registro seguido de máxima na série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e divulgada nesta quinta-feira.

Os dados apurados em julho oferecem um retrato do cenário financeiro das famílias ao fim dos primeiros 90 dias de Desenrola 2.0, programa de renegociação de dívidas do Governo Federal, disponibilizado em 5 de maio. Sob o efeito do incentivo à regularização de débitos, a taxa de inadimplência geral apresentou ligeira retração no mês, passando de 29,9% em junho para 29,8% em julho – nível inferior também ao registrado no mesmo período do ano anterior (30%). No entanto, o aumento do percentual de endividados e do comprometimento da renda preocupa.

Apesar do recuo nas contas em atraso, a Peic sinaliza um ponto de pressão no orçamento doméstico: o aumento da parcela de consumidores com alto comprometimento financeiro. O percentual de famílias que têm mais de 50% dos seus rendimentos mensais comprometidos com o pagamento de dívidas subiu para 19% em julho, atingindo o maior nível desde março deste ano. Em média, os consumidores endividados estão vinculando 29,5% da sua renda mensal para honrar compromissos com credores.

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Você Sabia?

Estudo realizado pela Tanjerin mostra que 64% dos brasileiros comem fora de uma a três vezes/semana.


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Ideb avança pouco em 2025 e segue longe da meta para o ensino médio

A educação brasileira avançou pouco no país, segundo os indicadores de 2025 do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), divulgados hoje pelo governo federal. Apesar de os índices terem melhorado nas três etapas de aprendizagem, o Brasil só conseguiu superar a meta estabelecida nos anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano).

O ensino médio segue como o nível mais desafiador. Nessa fase, nenhuma rede estadual alcançou a nota almejada e somente seis ficaram acima da média nacional (sem levar em conta a integração com o ensino técnico). São eles: Paraná, Goiás, Espírito Santo, Piauí, Pernambuco e Rio Grande do Sul.

O Ministério da Educação comemorou os resultados e destacou a redução do número de municípios com média até 4,9 nos anos iniciais do ensino fundamental. Em 2023 eram 1.97 e agora, 442. Para o próximo ciclo, a pasta se comprometeu a acompanhar de perto esse grupo e prestar a assistência técnica necessária para a recuperação da aprendizagem.

Segundo afirmou o ministro da educação, Leonardo Barchini, o foco do governo para o próximo ciclo será reforçar a educação nos anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano) e também no ensino médio. "Toda a estratégia do ministério, que vamos apresentar em outubro, conforme estabelecido pelo Plano Nacional de Educação, tem como foco a aprendizagem nessas etapas, sem, claro, esquecer a equidade.

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Flávio Bolsonaro anuncia deputado Alfredo Gaspar como vice na chapa dele à Presidência

Candidato à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou nesta quarta-feira (5) que o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) será o candidato a vice-presidente na chapa dele nas eleições deste ano. 

Gaspar é ex-promotor de Justiça, foi procurador-geral de Justiça e secretário de Segurança Pública do estado. 

Eleito para a Câmara em 2022, ganhou projeção nacional como relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. 

No discurso que anunciou Gaspar na chapa, Flávio destacou a atuação do deputado federal na segurança pública e a ligação dele com o berço eleitoral, Alagoas, e os demais estados do Nordeste. 

Em sua fala, Gaspar agradeceu a Flávio pela confiança e se comprometeu com o projeto de governo. "Vossa Excelência escolheu uma pessoa simples, nordestina, mas com uma história de vida de muito trabalho", disse.

Republicanos anuncia neutralidade em eleição presidencial e reduz opções de Flávio para vice

 

O Republicanos anunciou nesta terça (4) que ficará neutro na eleição presidencial deste ano, em um movimento que limita ainda mais as opções do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a escolha de um nome para vice em sua chapa presidencial no pleito de outubro deste ano. 

Em nota, o Republicanos – partido do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (PB), e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, um aliado de primeira hora do bolsonarismo – afirmou que a opção pela neutralidade se deu por maioria, que optou pela “independência institucional” na corrida pelo Palácio do Planalto

“A decisão reflete o respeito à construção democrática interna do partido e reconhece a realidade de um Republicanos que cresceu, consolidou sua presença nacional e passou a representar diferentes regiões, contextos e alianças políticas”, informou o partido em nota.

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O desafio da aliança

 

A conversa “produtiva” da senadora Tereza Cristina (PP-MS) com o pré-candidato do PL ao Planalto, Flávio Bolsonaro, ainda não é suficiente para levar toda a estrutura da federação União Progressista, que une PP e União Brasil, a fechar um casamento nacional entre eles. Para isso, será preciso o PL abrir mão de algumas candidaturas e, para completar, ajustar diferenças de projetos entre a maioria dos partidos de viés conservador coma família Bolsonaro. O que se diz nas bastidores é que Tereza Cristina, ao abrir a porta para ser vice, pretende tirar dos próprios ombros qualquer responsabilidade sobre o futuro de Flávio. Aliás, lá atrás, o próprio Jair Bolsonaro dizia não confiar em Tereza para ser vice de seu filho.

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Geração Z é a que mais perde dinheiro com golpes digitais

Estudo recente da TransUnion revela que a Geração Z (nascidos entre 1997 e 2010) é a faixa etária mais propensa a relatar perdas financeiras causadas por fraudes digitais.

De acordo com a pesquisa, 39% dos entrevistados da Geração Z disseram ter perdido dinheiro devido a fraudes por e-mail, online, telefone e mensagens de texto no último ano, significativamente acima dos 26% entre os consumidores pesquisados em 18 países e regiões. No Brasil, o cenário também chama atenção: 33% dos entrevistados da Geração Z afirmaram ter sofrido perdas financeiras com fraudes, o maior percentual entre todas as gerações, enquanto a média nacional foi de 24%.

Crescer usando internet, as redes sociais e os aplicativos desde a infância não tornou os consumidores mais jovens menos vulneráveis a golpes digitais. Pelo contrário. O resultado desafia uma ideia bastante comum: a de que quem nasceu em um mundo digital estaria naturalmente mais preparado para identificar fraudes online. Na prática, o que acontece pode ser justamente o contrário. 

A Geração Z está entre os grupos mais ativos online. Eles fazem compras online, utilizam aplicativos de pagamento, passam tempo significativo nas redes sociais, jogam em plataformas digitais e gerenciam muitos aspectos de suas vidas diárias pelo celular. Quanto maior o número de interações digitais, maior também o número de oportunidades para que fraudadores tentem aplicar golpes.

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Você Sabia?

Oito em 10 brasileiros pagam fatura do cartão de crédito em dia, segundo Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). 



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As três frentes de Lula na campanha: bolsonarismo, Trump e Milei

 

Poucas vezes a política externa esteve tão presente numa campanha eleitoral brasileira. Tanto é assim, que fontes oficiais consultadas pela coluna afirmaram que, nesta disputa pela Presidência da República, Lula tem três frentes abertas. Uma delas é interna: o bolsonarismo. As outras duas são externas e estão conectadas: os Estados Unidos de Donald Trump e a Argentina de Javier Milei.

A tentativa de interferência externa na campanha eleitoral brasileira deixou de ser uma hipótese e passou a ser uma realidade. E isso não é de hoje. Essa realidade, na avaliação de fontes do governo, se impôs em meados de 2025, quando o governo Trump anunciou o primeiro tarifaço contra o Brasil, de 50%.

Milei viajou até São Paulo para participar da Convenção Nacional do PL. Em seu discurso, o chefe de Estado, no mesmo dia condecorado pelo governador Tarcísio de Freitas —que trocou o apelo vermelho pelo azul, num gesto cheio de simbolismos—, atacou o presidente Lula. Abriu-se uma crise bilateral sem precedentes entre Brasil e Argentina.

A campanha de 2026 é diferente de outras passadas. Não se trata apenas das posições dos candidatos sobre temas externos. Se trata do envolvimento inédito de frentes externas na campanha brasileira. O Planalto, confirmaram as fontes, vem se preparando para isso há meses. E sabe que a ofensiva externa, em aliança com a interna, está apenas começando.

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Afastamentos por burnout cresceram 493% em três anos

O Brasil ocupa o segundo lugar no ranking mundial de casos diagnosticados de burnout, atrás apenas do Japão, segundo levantamento da International Stress Management Association (ISMA-BR). De acordo com a Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt), cerca de 30% dos trabalhadores brasileiros sofrem com a síndrome, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde como doença ocupacional desde 2022. Dados do Ministério da Previdência Social mostram ainda que os afastamentos por burnout cresceram 493% entre 2021 e 2024 no país.

Os números são alarmantes, mas, na avaliação de Patricia Suzuki, diretora de RH da Redarbor Brasil, detentora do Infojobs, nem todo desconforto no trabalho que leva alguém a procurar uma nova vaga é, de fato, burnout.

“Existe uma confusão comum entre exaustão real e tédio crônico. Os dois fazem o profissional querer sair do emprego atual, mas as causas são opostas, e por isso a solução também precisa ser diferente”, explica.

Segundo a executiva, o burnout costuma vir acompanhado de exaustão física e emocional persistente, mesmo fora do horário de trabalho, além de um distanciamento crescente das tarefas e da sensação de que nada do que é entregue é suficiente.

“Quem está em burnout geralmente sente que está dando o máximo e ainda assim não é o bastante. É uma exaustão que não passa com um fim de semana de descanso”, descreve.

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Comércio empregou 10,6 milhões de pessoas e gerou R$ 7,7 tri em 2024

Em 2024, 10,6 milhões de pessoas estavam ocupadas em 1,6 milhão de empresas comerciais. No ano, os trabalhadores do setor receberam R$ 369,2 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações. As empresas comerciais registraram receita operacional líquida de R$ 7,7 trilhões. Os dados são da Pesquisa Anual de Comércio (PAC 2024), divulgada nesta quarta-feira, pelo IBGE. As quantias monetárias estão valoradas a preços correntes do período da pesquisa.

O setor varejista respondeu pela maior proporção de empregos do comércio, com 7,6 milhões de trabalhadores. Os demais ocupados distribuíram-se entre o comércio por atacado (2 milhões) e o comércio de veículos, peças e motocicletas (950,7 mil).

Como destaque, as três atividades com maior número de pessoas ocupadas pertencem ao comércio varejista: híper e supermercados (1,6 milhão de trabalhadores); comércio varejista de produtos farmacêuticos, perfumaria e cosméticos e artigos médicos, ortopédicos e de óptica (887,3 mil); e comércio de material de construção (858,5 mil).

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PDT lança Celso Sabino como candidato ao Senado pelo Pará

 

O Partido Democrático Trabalhista (PDT) confirmou, na tarde desta quinta-feira (23), a candidatura de Celso Sabino ao Senado pelo Pará. A decisão foi oficializada durante convenção realizada na sede da Tuna Luso Brasileira no bairro do Souza. 

O candidato terá como primeiro suplente o ex-deputado Italo Macola e o vereador de Medicilândia Ney Teixeira como segundo suplente, ambos do PDT. 

No evento, o partido também oficializou apoio à candidatura da governadora Hana Ghassan (MDB) à reeleição e ao ex-governador Helder Barbalho na disputa para uma das vagas ao Senado.

Deputado federal e ex-ministro do Turismo, Sabino passou a integrar oficialmente o projeto da legenda, que busca ampliar representatividade no Pará e fortalecer presença no Congresso Nacional. 

Celso Sabino afirmou que vai lutar para que o Pará tenha efetivamente seus problemas resolvidos. 

“Temos rodovias federais que precisam ser duplicadas, que precisam ser mantidas, temos ferrovias que aguardamos por décadas, temos hidrovias que precisam sair do papel efetivamente, nós precisamos abrir polos universitários", afirmou.

Durante a convenção, o PDT também lançou 60 candidaturas para as eleições proporcionais, sendo 42 para deputado estadual e 18 para deputado federal.

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Isolado, Flávio apela a Michelle contra desgaste antes de convenção

Um pedido público de desculpas a Michelle Bolsonaro. Foi a saída encontrada pelo senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para tentar minimizar a fragilidade da sua candidatura às vésperas da convenção que vai oficializar seu nome para enfrentar Lula (PT) na eleição de outubro.

A equipe da pré-campanha passou a semana tentando encontrar soluções para que ele não chegasse tão isolado à convenção nacional do partido, marcada para amanhã.

Flávio não tem vice na chapa, não conseguiu formar coligação partidária, viu seu nome ser mais uma vez ligado ao banco Master por meio de seu escritório de advocacia e, até ontem, estava oficialmente rompido com a madrasta Michelle.

No começo da semana, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, disse ao UOL que tentava acabar com a "encrenca" da briga de Flávio com Michelle e que trabalhava por um gesto para ele se entender com a madrasta.

"Se ela não entra na campanha do Flávio, isso vai atrapalhar muito a gente. Nós temos que fazer esse acordo. Estou tentando com o Flávio e com a Michelle fazer esse entendimento, deixar tudo isso para trás e tocar a vida para a frente", afirmou.

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"Os partidos querem mulheres candidatas. Elas querem ser eleitas"

Advogada Gabriela Rollemberg - (crédito: Arquivo pessoal)

Três décadas após a adoção das cotas de gênero nas eleições brasileiras, a participação feminina na política ainda enfrenta barreiras estruturais que limitam a presença das mulheres nos cargos eletivos. Para a advogada eleitoralista Gabriela Rollemberg, embora a política de ação afirmativa tenha ampliado o número de candidatas, ela se tornou insuficiente para garantir uma representação efetiva. Nesta entrevista ao Correio, Gabriela — que também é cientista política, fundadora da Quero Você Eleita e idealizadora do projeto Mulheres que pensam o Brasil — defende a reserva de cadeiras para mulheres nos parlamentos, critica a falta de punição aos dirigentes responsáveis por fraudes às cotas e afirma que a igualdade de oportunidades depende de mudanças na legislação, no financiamento eleitoral e na cultura interna dos partidos.

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A cada 2h, uma mulher sobrevive a uma tentativa de feminicídio, diz Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado hoje pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.



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Questionar urnas como fez Flávio Bolsonaro é admitir derrota

Faltando onze semanas para o primeiro turno, Flávio Bolsonaro já procura culpado por uma derrota que ainda nem aconteceu.

O palco foi um evento com diplomatas e correspondentes estrangeiros em Brasília. Diante da plateia, o senador associou a urna brasileira à Smartmatic, empresa citada na fraude eleitoral da Venezuela, e a documentos da CIA liberados pelo governo Trump. Pediu "transparência e observadores internacionais".

Disse que não questiona o sistema, mas questiona. Sem querer, querendo.

O TSE já havia respondido em nota no dia 8 de julho. A Smartmatic nunca forneceu urnas ao Brasil. A empresa perdeu a licitação de 2020 para a brasileira Positivo.

Ainda segundo o tribunal, o software e o projeto do equipamento são concebidos e geridos exclusivamente pela Justiça Eleitoral. A empresa venezuelana prestou apenas treinamento de suporte técnico. Nunca teve acesso ao código-fonte.

Não existe candidato que aposte na tese de fraude quando sobe nas pesquisas. A carta da urna é sempre a última do baralho. É a carta de quem já se vê fora do jogo.

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Alexandre Borges, colunista da UOL.


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