Fla goleia Vasco com show de Pedro e Lino e abre vantagem rumo ao título

O Flamengo goleou o Vasco por 4 a 1 e abriu vantagem de três pontos na liderança do Brasileirão em relação ao Palmeiras

A vitória no clássico disputado no Nilton Santos teve Pedro e Samuel Lino como protagonistas. O camisa 9 marcou duas vezes e interrompeu uma seca de seis jogos sem marcar pelo Fla e um período de chanes claríssimas perdidas. Melhor em campo, Lino marcou os outros dois. Lescano fez o gol vascaíno.

Faltando cinco rodadas, o time de Leonardo Jardim chegou a 73 pontos, três a mais que o Palmeiras, que ficou em 70 porque empatou com o Santos ontem.

Outro ponto favorável ao Fla no momento é o número de vitórias: duas a mais que o Palmeiras. Isso faz com que o time — se sustentar essa diferença — chegue ao confronto direto mais adiante podendo até perder em São Paulo sem que isso resulte na perda do primeiro lugar. Mas antes de pegar o Palmeiras, o Flamengo tem o Grêmio como próximo compromisso, quarta que vem, no Maracanã.

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Bolsonarismo à deriva

Ao fugir do Brasil depois de perder a eleição, obter 59,8 milhões de votos e, logo depois, apresentar uma carta em que se auto entitula “presidente eleito”, o senador Flávio Bolsonaro tira mais um pouco do apoio ao movimento que seu pai começou a construir logo depois da eleição de 2014.  O bolsonarismo saiu fortalecido das urnas, nao pode ser ignorado, mas a fuga do candidato racha esse movimento é abre espaço a criação de líderes fora da família. 

Não são poucos os integrantes dos PL que, em conversas reservadas, criticam a viagem do senador, e aliados que, de público, rechaçam o teor da carta. Grande parte dos aliados esperava do senador um discurso na tribuna da Senado, com lançamento das bases a serem alinhadas para a oposição bolsonarista. Mas o candidato optou pela fuga, diante do pedido de apreensão do seu passaporte. E, na avaliação de muitos, Flávio não saiu do país por estar inconformado com o resultado e sim por causa  das investigações que pesam sobre ele, tanto relacionadas ao filme Dark Horse quanto aos negócios do advogado Willer Thomaz. 

Flávio foi escolhido candidato para não deixar o bolsonarismo fora da família. Ainda que perdesse, teria a missão de conservar essa liderança da direita nas mãos dos Bolsonaro. Porém, muitos acreditam ser difícil para o senador cumprir essa tarefa. Há quem diga que ele usa a derrota para construir uma narrativa que lhe permita escapar de responder por supostos delitos. E, sendo assim, há o risco de estreitar o bolsonarismo. Sua própria bancada — a maior, tanto na Câmara, quanto no Senado — se encontra dividida. Há os “snipers” do bolsonarismo-raiz e outro grupo que não compactua com o radicalismo já demonstrado pela família e que tem dúvidas sobre a lisura dos negócios do senador, investigado pela Polícia Federal. Entre esses últimos, há a certeza de que é preciso buscar novos líderes à direita, com capacidade de dialogar com todas as forças políticas. Ao fugir, Flávio demonstrou a muitos que não está preparado para ser este líder.  

Nos últimos dois dias, não foram poucos os aliados de Flávio que compararam o comportamento dele com o do presidente Lula, quando exposto a dificuldades. Investigado nos tempos da Lava Jato, Lula ficou no Brasil. E ao ter o pedido de prisão assinado pelo então juiz Sergio Moro, hoje governador eleito do Paraná nas hostes bolsonaristas, Lula foi para cima de um carro de som no ABC paulista e se entregou à PF. Ficou preso por quase dois anos. Ao sair da prisão, voltou à política e derrotou o então presidente Jair Bolsonaro, em 2022, por uma diferença ínfima de votos, depois de uma pandemia que matou 700 mil pessoas. Em 2022, Lula obteve 50,9% dos votos. Em 2026, contra Flávio, obteve 51,79%. 

Lula, não só derrotou Flávio, como ampliou a votação e mobilizou a juventude. Nessa eleição, aprendeu a usar as redes sociais. E tem quatro anos para preparar o sucessor, algo ainda em aberto. O PT, aos poucos está aprendendo que é preciso dar a vez a outros partidos. Fez isso para senador em São Paulo, o de mesmo derrotadas as duas candidatas tiveram uma boa performance. O bolsonarismo ainda nao aprendeu a sair do radicalismo familiar. Para 2030, se a direita quiser ter maiores chances de derrotar a esquerda, terá que caminhar para o centro, com um nome mais moderado. Até o presente capítulo, estão no páreo, pela direita, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e a senadora Tereza Cristina. A largada foi dada pela fuga de Flávio, que deixou o bolsonarismo sem leme. 


Denise Rothenburg


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Alcolumbre articula acordo para conter impeachment de ministros do STF e admite discutir indulto e anistia a Bolsonaro em busca da reeleição

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), avalia a possibilidade de negociar um acordo político que envolva conter a pressão por impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e discutir um eventual indulto ou então a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). 

O foco é o componente de sobrevivência política nessa movimentação: a tentativa de construir um acordo que viabilize sua reeleição à presidência do Senado. 

O indulto, ou seja, o perdão judicial, é competência do presidente da República, de acordo com a Constituição. Já a anistia depende do Congresso Nacional. 

A avaliação feita por esses interlocutores é que, caso Alcolumbre consiga uma aproximação com o grupo de Bolsonaro, sua situação na disputa pelo comando da Casa muda significativamente. 

Isso porque um entendimento com o bolsonarismo poderia dificultar a construção de uma candidatura alternativa, especialmente a de Rogerio Marinho (PL-RN) ou a da senadora Tereza Cristina (PP-MS), nomes considerados por uma ala da direita para a presidência do Senado. 

Na prática, Alcolumbre tentaria neutralizar a resistência do PL à sua permanência no cargo, oferecendo como contrapartida uma negociação em torno de duas pautas sensíveis para o bolsonarismo: a situação judicial de Jair Bolsonaro e a pressão contra ministros do Supremo.

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Carta golpista isola Flávio, que perde apoio até entre líderes da direita e enfraquece oposição bolsonarista a Lula

De possível vítima, como pretendia se vender, Flávio Bolsonaro (PL) virou um golpista ao divulgar uma carta se proclamando o verdadeiro presidente eleito do Brasil. 

Aliados do candidato derrotado não apoiaram sua decisão publicamente. Reservadamente, se mostraram decepcionados com a atitude do senador do PL e disseram que ele perde todas as condições de se transformar no líder da oposição, o que ele acabou colocando na versão final do documento que repercutiu muito mal no Brasil. 

De Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), passando por Rogério Marinho (PL) e chegando a partidos como União Brasil, PSD, PSDB e MDB, todos repudiaram a carta golpistas.

De Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), passando por Rogério Marinho (PL) e chegando a partidos como União Brasil, PSD, PSDB e MDB, todos repudiaram a carta golpista. 

Até entre evangélicos Flávio Bolsonaro não teve apoio. Líderes evangélicos não concordaram com o teor da carta golpista e disseram que o momento é de seguir em frente. 

Apoio mesmo, Flávio Bolsonaro só teve da bancada radical do PL na Câmara dos Deputados, que, apesar de numerosa, corre o risco de ficar isolada como o candidato derrotado.

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'Um líder fica': Silas Malafaia já deu sua opinião sobre quem foge do Brasil

Em Apocalipse nos trópicos, o premiado documentário de Petra Costa, Silas Malafaia, o histriônico líder religioso, deu sua opinião sobre quem deixa o Brasil após um revés político, como aconteceu nesta terça-feira com Flávio Bolsonaro, que partiu, sem ninguém saber, para os Estados Unidos. 

Ao se referir à ida de Jair Bolsonaro para a Flórida, no final de 2022, semanas após ser derrotado por Lula na eleição presidencial, Malafaia foi taxativo: 
"Eu não concordei que ele foi embora para a América. Um líder fica, paga o preço, vai para a cadeia ou não. Tá aí o Lula. Tudo indicava que ele iria para a cadeia. Ele fugiu? Não. Postura de um líder. Então, para mim, com o cara sair correndo para a América eu não concordei. Não vou concordar nunca. Fica aí e encara. Aguenta o pau."

Como se sabe, Jair acabou retornando em março de 2023, temendo ser preso após deixar o posto de presidente da República. A sua prisão só veio a acontecer em 2025, condenado por tentativa de golpe de Estado.

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Fuga de Flávio abre disputa pelo comando da oposição e enfraquece clã

A fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos foi tratada entre setores do PL como um passo a mais para o isolamento da força do clã Bolsonaro dentro do partido e a abertura de uma avenida para novas lideranças ganharem terreno.

Há quase um ano, Jair Bolsonaro indicou da cadeia o nome do primogênito para sucedê-lo na Presidência da República, fechando as portas para que novos nomes entrassem na corrida. À época, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), era apontado como o nome preferencial de partidos de centro e de figurões do mercado.

A derrota de Flávio Bolsonaro nas urnas e a fuga dele do país em meio a investigações no STF (Supremo Tribunal Federal) são tratadas como a saída de cena do último nome da família com relevância nacional. O pai está condenado a 27 anos e três meses de prisão. Eduardo Bolsonaro também está nos Estados Unidos e já foi condenado por coação pela Corte, o que indica que ele será preso caso retorne ao Brasil.

Enquanto isso, novas lideranças dentro e fora do PL ganham força na direita. Um senador recém-eleito afirmou que Flávio "não é o principal líder da legenda" e que "o poder não deixa vácuo", indicando que outros nomes devem ascender naturalmente.

Outro aliado histórico de Jair Bolsonaro afirmou que a situação da família tende a promover a "valdemarização" da legenda, em referência a uma possível retomada de influência de Valdemar Costa Neto, presidente do PL. Um nome que pode ganhar mais força, por exemplo, é o de um aliado de Valdemar, o senador eleito André do Prado (PL-SP). Atual presidente da Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), ele foi alçado ao Senado numa cadeira que antes era articulada para Eduardo Bolsonaro.

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Lula e líderes do Congresso articulam reeleição de Motta e Alcolumbre

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu-se, ontem, com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), já para alinhavarem os assuntos de interesse do governo no Congresso para o restante deste ano e, também, a reeleição dos dois parlamentares aos comandos das duas Casas, na abertura da próxima legislatura, em fevereiro de 2027. Aos três interessa fazer um jogo combinado. Isso porque o PL emergiu das urnas, nestas eleições, como a principal força no Legislativo.

O planos do partido do presidenciável Flávio Bolsonaro são conhecidos. No Senado, o PL pretende lançar o senador Rogério Marinho (RN), que coordenou a campanha do filho 01, na disputa contra Alcolumbre. Caso chegue à presidência da Casa, inclusive com a ajuda de partidos do Centrão com parlamentares simpáticos ao bolsonarismo, a meta é fazer tramitar pedidos de impeachments de ministros do Supremo Tribunal Federal. Na mira, os magistrados Alexandre de Moraes, Flávio Dino e, agora, Cristiano Zanin, por causa da decisão que prorrogou em duas horas o segundo turno do pleito de domingo passado.

Na pauta de interesses de Alcolumbre, está a possibilidade de eleger o ex-senador Rodrigo Pacheco, hoje ministro do Tribunal de Contas da União, para a 11ª cadeira do STF. Lula tende a, desta vez, aceitar a indicação, já que pelos próximos quatro anos terá condições de apresentar mais três nomes para integrar o Supremo.

Ao PL interessa, também, o controle da Câmara. Com 121 parlamentares, pretende controlar comissões importantes — como a de Constituição e Justiça —, dar andamento às pautas conservadoras e dificultar o mais possível a tramitação de matérias apresentadas pelo Palácio do Planalto ou pelos governistas. Para esta tarefa, o partido de Flávio pretende atrair o Centrão, apesar de os partidos que o compõem terem feito, ontem, acenos a Lula por meio de Alcolumbre e Motta.

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Palanque do 2º turno projeta novas forças no ministério de Lula

Do alto do carro de som na avenida Paulista, no domingo, o presidente Lula (PL) fez questão de homenagear quatro pessoas que agora despontam como favoritas para postos-chave em seu novo governo: Camilo Santana (PT-CE), Rafael Fonteles (PT-PI), André Janones (Rede-MG) e Geraldo Alckmin (PSB-SP).

O senador Camilo Santana e o governador do Piauí, Rafael Fonteles, foram chamados às pressas para salvar a campanha de Lula no segundo turno. Oficialmente, o comando estava nas mãos do presidente do PT, Edinho Silva (SP), que nem sequer foi citado por Lula no discurso. Outro coordenador que sumiu nas sombras foi o senador eleito Rui Costa, da Bahia, que, embora anunciado no final do primeiro turno, não assumiu uma posição efetiva de comando.

Camilo tem sido cotado para assumir a Casa Civil no próximo governo —cargo que já pertenceu a Rui Costa. Como segunda opção, pode ser destacado para as Relações Institucionais. Já Fonteles, que se tornou o queridinho de Lula, é ventilado para o Ministério da Fazenda, antes ocupado por Fernando Haddad. O ex-ministro saiu da campanha de Lula um pouco mais apagado do que no primeiro turno, quando foi derrotado pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Chamado de "general" por Lula, o deputado federal André Janones comandou, de fora da campanha oficial, um "exército" de 10,7 milhões de militantes, que seguiam suas ordens sob o chamamento de "pessoal, urgente!".


O parlamentar mineiro foi homenageado por Lula nos dois discursos da vitória no domingo. Seu futuro ainda é incerto, mas o reconhecimento do presidente pode alçá-lo a um cargo de direção na política de comunicação digital do governo, esvaziando um pouco do poder do atual ministro da Secom, Sidônio Palmeira.

Jovens parlamentares ocuparam a primeira fila na foto da vitória, como o presidente do PSB e ex-prefeito do Recife, João Campos; a deputada Tabata Amaral (PSB-SP), criadora do programa Pé-de-Meia; a senadora eleita Marília Arraes (PDT-PE); os deputados eleitos Guilherme Cortez (PSOL-SP), Rosa Amorim (PT-PE), Maria Marighella (PT-BA) e Ana Júlia Ribeiro (PT-PR); além das reeleitas Sâmia Bomfim (PSOL-SP) e Dandara (PT-MG). Ganhou protagonismo também a deputada Erika Hilton (PSOL-SP), principal voz na defesa do fim da escala 6x1.

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Qual o futuro da direita? Novo revés da família Bolsonaro diante de Lula põe em dúvida o protagonismo do clã

A segunda derrota eleitoral consecutiva do bolsonarismo para a esquerda no domingo deve reabrir a discussão sobre o futuro da direita brasileira e a capacidade da família Bolsonaro de manter o protagonismo político até 2030. Escolhido pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, para representar o campo na disputa, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) surpreendeu as expectativas iniciais de aliados e adversários ao se mostrar competitivo e terminar o primeiro turno da disputa à frente. 

O resultado final das urnas, entretanto, representa um revés para a estratégia do ex-presidente, principal líder da direita no país, mesmo preso há mais de um ano após condenação por tentativa de golpe de Estado. 

Inelegível, Bolsonaro apostou na candidatura do primogênito para preservar a influência da família sobre a direita, reprimindo outros cotados para exercer essa liderança, como o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A decisão contrariou parte dos aliados, que defendiam alguém com maior capacidade de atrair eleitores fora do bolsonarismo.

A família Bolsonaro ainda conserva capacidade de mobilização e influência sobre o campo conservador. Ao mesmo tempo, a derrota recoloca uma questão que havia sido temporariamente deixada de lado durante a campanha: quem deverá liderar a direita na próxima eleição presidencial, quando Lula não poderá disputar um novo mandato?

Mesmo depois de deixar o Senado, Flávio deverá se manter como um dos principais nomes do grupo, pelo seu desempenho na campanha, avaliam pessoas próximas ao candidato derrotado. O desafio, de acordo com esses interlocutores, será preservar a articulação construída ao longo da disputa sem ocupar um cargo eletivo e diante de aliados que também têm ambições presidenciais.



Destaque da campanha vitoriosa de Lula no 2° turno, Janones recusa título de 'o cara da virada': 'A gente reagiu à covardia'

Ao chegar ao Hotel Intercontinental para comemorar a reeleição do petista Luiz Inácio Lula da Silva neste domingo (25), Janones afirmou que conseguiu criar o canal de Whatsapp "Exército do Lula", com mais de 10 milhões de seguidores, graças à missão de defender a democracia.

“Eu agradeço [o título de maior nome do 2º turno], mas o nome real desta eleição é Luiz Inácio Lula da Silva. A energia vem dele, a força vem dele. Eu recebi a missão de canalizar isso. A energia nunca emanou de mim. Eu peguei a energia dele e, como se fosse um cano, canalizei essa energia para distribuir para o povo brasileiro”, afirmou.

“A gente reagiu à covardia. E mostrou que, da mesma forma que eles se reúnem para fazer o mal e assassinar reputações, a gente mostrou que é possível se unir para defender a democracia”, declarou.

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Mercado financeiro na cobrança

A turma da Faria Lima, atual centro financeiro de São Paulo, não gostou nada de ver Flávio Bolsonaro prometendo reajustes de aposentadorias, pensões, salário mínimo e outros programas sociais. Nos grupos de WhatsApp, eles se dividiram: metade disse que era só discurso para a campanha, mas que o candidato seguiria firme no ajuste fiscal de R$ 250 bilhões. 

A outra parte, mais cética, dizia que o senador, se eleito, terá que cumprir o que prometeu ou verá a oposição crescer logo no primeiro ano de mandato.

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O receio de Jair Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro tem acompanhado todos os movimentos do filho e pediu que não deixe de lado as origens do bolsonarismo, nem abandone o grupo. Isso significa, em caso de vitória, um alinhamento maior com os Estados Unidos, em prol da exploração das riquezas minerais, do petróleo e com a agenda do movimento Maga — Make America Great Again, do presidente Donald Trump. Se Flávio vencer — e o ex-presidente está convicto de que Flávio não perde para Lula —, Jair Bolsonaro quer que o filho não se deixe confundir com o Centrão, a fim de não deixar espaço aberto para que líderes políticos como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) ou outros acabem tomando conta da direita mais radical. Nesse sentido, quando o Centro e o bolsonarismo estiverem em divergência, a família pressionará Flávio a se manter fiel às origens.

O bolsonarismo percebeu o potencial do deputado Nikolas Ferreira há tempos e não por acaso o parlamentar foi criticado pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Se Flávio perder, a disputa pela direita vai crescer e com nomes mais novos, diferentemente do que ocorreu nesta eleição presidencial. Se ele vencer, a família ainda terá voz de comando na direita por muito tempo. Afinal, ainda que Flávio garanta que não irá correr à reeleição, essa emenda depende do Congresso Nacional, onde ainda não há acordo sobre esse tema e a proposta mais avançada prevê mandato de cinco anos.


Denise Rothenburg


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Saúde mental: 546 mil afastamentos expõem custo de pressão e sobrecarga em empresas


Dados preliminares de 2025, divulgados pelo Ministério da Previdência Social em 2026, apontam 546.254 benefícios concedidos por esses transtornos, número 15% superior aos 472.328 registrados em 2024.

O levantamento foi destacado pela Fundacentro como parte de um cenário de aumento do adoecimento mental relacionado ao mundo do trabalho. Os números ajudam a dimensionar um problema que ultrapassa o ambiente corporativo e também se relaciona à saúde pública. Afinal, o trabalho ocupa uma parcela significativa da rotina da população e as condições encontradas nesse espaço podem influenciar diretamente o bem-estar dos profissionais.

Sobrecarga, pressão constante, falta de apoio, conflitos, assédio e problemas na organização das atividades estão entre os fatores que podem contribuir para o adoecimento e, em situações mais graves, levar ao afastamento.

A nova redação do capítulo 1.5 da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) passou a considerar fatores relacionados à forma como o trabalho é organizado e gerenciado dentro da análise de riscos ocupacionais. Para orientar a aplicação das novas regras, a Fundacentro publicou, em maio de 2026, diretrizes voltadas à análise da organização e da gestão do trabalho e à construção de medidas de proteção e promoção da saúde.

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O efeito Angélica

Nos bastidores das duas campanhas, chamou muito a atenção, por exemplo, o posicionamento da apresentadora e atriz Angélica a favor da reeleição de Lula, esta semana. Em suas redes, a mulher do apresentador Luciano Huck declarou seu voto e ressaltou, com todas as letras, que não é petista e diz querer viver num país “onde as pessoas se escutem, se respeitem e cuidem uma das outras”. Disse que pensava nas mulheres, nas crianças, na população LGBTQIA .

Angélica dialoga com uma parcela do eleitorado, especialmente o feminino, que costuma ficar alheia ao dia a dia da política. Sua posição viralizou nas redes chamando a uma reflexão. Para muitos, pode ajudar a virar o resultado. A conferir no domingo. Afinal, pesquisas à parte, o que vale é a urna.

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O conselho que Flávio Bolsonaro recebeu do centrão sobre o impeachment de Moraes

 Lideranças de partidos do centrão têm aconselhado Flávio Bolsonaro a não encampar um pedido de impeachment de Alexandre de Moraes e negociar com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), caso seja eleito. 

Presidentes de legendas do centrão têm destacado que Flávio encontrará um cenário difícil num eventual governo e terá que fazer uma série de cortes de gastos e medidas impopulares que serão judicializadas pela oposição. 

Essas lideranças destacam para o candidato do PL que, se tiver o Supremo contra, sua vida será ainda mais difícil. Por isso, aconselharam o senador a pacificar a relação e deixar para trás o impeachment de Moraes. 

Flávio ouviu e permaneceu em silêncio. 

Se subir a rampa do Palácio do Planalto, o filho de Jair Bolsonaro já deixou claro que defende que seu partido, o PL, comande o Senado. O favorito para o posto é o coordenador de sua campanha, Rogério Marinho (PL-RN), e cabe ao presidente da Casa dar andamento a pedidos de impeachment de ministros do STF.

Marinho já sinalizou que é a favor do impeachment de Moraes.

Bela Megale

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Investigações criminais, bastidores do poder e a vida política de Brasília



Com apoio do Centrão e da esquerda, Motta pode isolar PL na escolha por comissões em 2027

Com apoio de 10 partidos do Centrão, três da esquerda (PDT, PSB e PV) e o indicativo de que o PT irá apoiá-lo, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), caminha para formar o maior bloco da Casa, em apoio à sua reeleição no comando dos deputados. 

Se a formação se confirmar, o PL – que fez a maior bancada de um partido desde a Constituinte, com 121 cadeiras – poderia ficar isolado e, consequentemente, perder a prioridade nas solicitações das comissões e das vagas da Mesa Diretora. O critério na escolha é matemático.

Pelas regras da Câmara, partidos que fizeram a maior quantidade de cadeiras têm prioridade para fazer os primeiros pedidos sobre as presidências das comissões, que também são eleitas no início da legislatura. A mesma regra se aplica às cadeiras da Mesa (além da presidência, há duas vice-presidências, quatro secretarias e quatro suplências).

Como o PL fez a maior bancada, teria direito a escolher as três primeiras comissões. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), por exemplo, chegou a dizer, em entrevista à GloboNews, que a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) – a mais importante da Câmara – era uma de suas ambições. 

Contudo, o tamanho dos partidos isoladamente só é considerado quando não há formação de blocos. Se muitos partidos se juntam na formação de um mesmo bloco, o critério utilizado na escolha das comissões passa a considerar o tamanho do bloco, não dos partidos individualmente. 

Caso o bloco de Motta se confirme com 17 partidos pelo menos, os 15 primeiros pedidos para presidir comissões seriam do PT ou de partidos do Centrão, segundo projeções feitas por técnicos do Congresso.

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