Alcolumbre sinaliza que Mendonça também será alvo em caso de abertura de impeachment contra Moraes

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), fez circular entre os colegas no Congresso Nacional que, se a pressão para dar início ao processo de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes se tornar insustentável, iria também autorizar o processo contra outro ministro da corte: André Mendonça. 

Essa proposta de impeachment cruzado teve efeito de baixar a temperatura no Senado ao longo dos últimos dias. 

O argumento de Alcolumbre se tornou mais palpável a partir da decisão, na quinta-feira (3) à noite, de Alexandre de Moraes, de pedir ao presidente do STF, Edson Fachin, a investigação de Mendonça.

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Fim do 6×1 deve estimular varejo a contratar mais

A proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 avançou nas últimas semanas no Congresso Nacional e já entrou em uma nova fase de tramitação na Câmara dos Deputados. Em abril, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou a admissibilidade da PEC que trata da redução da jornada de trabalho, permitindo que o texto siga para uma comissão especial, onde serão discutidos os impactos econômicos, regras de transição e o formato final da proposta.

Caso as mudanças avancem, o impacto sobre o varejo brasileiro tende a ser direto. O setor concentra grande parte dos trabalhadores que atuam nesse modelo de jornada e, para manter o mesmo nível de operação, as empresas terão que reorganizar turnos e aumentar o volume de contratações.

“O varejo já tem dificuldade de contratar no volume que precisa. Rotatividade alta, poucos candidatos interessados em cargos operacionais e prazos sempre curtos. Agora soma-se a isso uma mudança de jornada que vai exigir mais gente para manter a mesma operação de pé. A conta não fecha se o processo de contratação continuar funcionando do mesmo jeito”, afirma Augusto Frazão, CEO da plataforma InHire.

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Lula anuncia ter zerado fila para espera de benefícios do INSS

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) promoveu cerimônia no Palácio do Planalto, nesta quinta-feira (3/9), para anunciar ter zerado a fila de espera para benefícios concedidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). 

Em seu discurso, o presidente destacou que "zerar" a fila do INSS vai significar que os trabalhadores tenham até 45 dias — cumprimento do prazo legal — de espera para receber um retorno do instituto de seguridade sobre o possível recebimento do benefício, ou não.

"Zerar a fila não significa que não tem mais fila. Nós queremos humanizar a fila para que a pessoa tenha o tempo correto de dar entrada (no INSS), esperar e receber ou não benefícios", disse o petista.

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Câmara aprova fim da "taxa das blusinhas"; texto segue para o Senado

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quinta-feira (3/9), a medida provisória (MP) que pôs fim à “taxa das blusinhas”, imposto federal de importação de 20% aplicado sobre compras internacionais de até US$ 50. A expectativa é que a matéria seja votada ainda hoje no plenário do Senado.

A pauta é considerada prioritária pelo governo pelo grande apelo popular às vésperas das eleições e precisa concluir a tramitação no Congresso Nacional até 8 de setembro, para que a tributação não seja retomada.

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O PIB do segundo trimestre de 2026: o efeito da falta de investimentos

Conversamos com Paulo Feldmann sobre o PIB do 2T26, que cresceu 0,5% em relação ao 1T26 e 2% em relação ao 2T25. Pela ótica da produção, a Agropecuária cresceu 2,8%, Serviços, 0,2%, e Indústria, 0,1%.

Feldmann é economista e professor da FEA-USP (Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da Universidade de São Paulo). 

O PIB teve um pequeno crescimento no 2T26, mas isso já era mais ou menos esperado. Isso porque nós estamos tendo problemas com o consumo, apesar da renda ter aumentado. O ponto é que as pessoas não estão consumindo porque estão altamente endividadas. Segundo o Banco Central, 50% das famílias estão endividadas, mas segundo a Confederação Nacional do Comércio, esse número é de 80%.

Este nível de endividamento está prejudicando muito o consumo, pois como as pessoas precisam pagar as suas dívidas, não está sobrando dinheiro para que elas possam consumir. Outro ponto que tem comprometido o consumo é o fato das classes C e D estarem apostando muito nas bets.

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Comércio popular da 25 de Março. Empresários citam impacto nos custos, na inflação e no mercado de trabalho com mudança na jornada — Foto: Maria Isabel Oliveira

O Brasil registrou a quinta maior taxa de crescimento global do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre deste ano, segundo a agência de classificação de risco Austin Rating. O levantamento considera o desempenho das economias entre 50 países que já divulgaram seus resultados.

A economia brasileira cresceu 0,5% entre abril e junho, na comparação com os três primeiros meses do ano, com ajuste sazonal. O resultado coloca o país uma posição acima da registrada no primeiro trimestre, quando havia ficado em sexto lugar no ranking.

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'Furamos a bolha da polarização', diz vice de Augusto Cury…

 

O ex-deputado federal e candidato a vice-presidente na chapa de Augusto Cury (Avante), Julio Delgado, creditou hoje o crescimento da candidatura do psiquiatra a dois fatores: o esgotamento da polarização política e a biografia do psiquiatra, autor de best-sellers de autoajuda.

"A gente encontrou um furinho na bolha, e os dois lados [bolsonaristas e petistas] acusaram o golpe", disse Julio Delgado.

Duas pesquisas divulgadas hoje mostram o crescimento de Cury na intenção de voto dos eleitores. Na pesquisa AtlasIntel, ele saltou de 1,6% em julho para 7,8% no dia 31 de agosto. Ficou empatado em terceiro lugar com Renan Santos (Missão), que tem 7,6%, num cenário em que Lula (PT) lidera com 43,4%, seguido por Flávio Bolsonaro (PL), com 33,7%.

"Posso te confessar que a gente não tinha dimensão que seria nessa ordem de dois dígitos, mas a gente conseguiu dar uma espetadinha com a ponta do palito na bolha e achar um arzinho para tomar oxigênio e ver se consegue ter força para aumentar", afirmou Delgado.

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Presidenciáveis estão de olho no social, mas com ressalvas

Os planos de governo dos candidatos à Presidência de direita compartilham da premissa de que a transferência de renda em programas sociais deve ser um ponto de partida e não o destino final das famílias vulneráveis. A assistência social é vista como uma ponte que possibilita a autonomia econômica.

Com exceção do plano de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o cenário se repete no caso dos candidatos Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante). Os candidatos se comprometem com um aperfeiçoamento dos programas, combatendo fraudes e desvios.

É o caso de Flávio, que promete manter os programas atuais, com aprimoramentos da gestão com correções de distorções. Lula defende a realização de conferências para implantar e aprimorar políticas e programas sob responsabilidade federal.

Caiado e Zema apontam para um cruzamento dos dados do Cadastro Único (CadÚnico) com bases alternativas como uma forma de aprimoramento dos programas.

Cury e Renan Santos, por outro lado, defendem que os impactos dessa assistência social nas contas públicas devem ser considerados. Renan promete que, caso eleito, seu primeiro ato será a aprovação de uma PEC de Transição que, entre outras medidas, vai promover a desindexação de benefícios previdenciários e assistenciais do salário mínimo, corrigindo-os apenas pela inflação.

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Deputados federais concentram R$ 982,8 milhões em recursos de campanha

A eleição para deputado federal é a que mais concentra recursos entre os cargos em disputa neste ano. Candidatos à Câmara dos Deputados já registraram R$ 982,8 milhões em receitas para financiar as campanhas, segundo a plataforma de prestação de contas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Além disso, o valor ainda pode mudar até o fim da eleição.

A maior parte do dinheiro vem dos cofres públicos. São R$ 932 milhões, o equivalente a 95% do total, provenientes do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral. Os candidatos registraram outros R$ 50,6 milhões em recursos privados. 

Entre os recursos privados, R$ 27,8 milhões vieram de doações de pessoas físicas. Os candidatos declararam ainda R$ 13,2 milhões em recursos próprios e R$ 3,9 milhões obtidos por financiamento coletivo. 

O volume destinado às campanhas para deputado federal supera o registrado para os demais cargos. As candidaturas às assembleias legislativas somam R$ 406,7 milhões. Para o Senado, são R$ 174,9 milhões; para os governos estaduais, R$ 196,6 milhões; e para a Presidência da República, R$ 83 milhões. 

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Caged: Brasil criou 58,5 mil postos de trabalho em julho

Os dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, apontam que 58.568 postos de trabalho com carteira assinada foram abertos em julho. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões.

O saldo é 57,3% menor em relação a junho, quando o país criou 137.044 empregos.

A criação de empregos caiu 56,3% em comparação a julho do ano passado, pressionada pelos juros altos e pela desaceleração da economia. No mesmo mês de 2025, tinham sido criados 133.932 postos de trabalho, nos dados com ajuste, que consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores.

Em relação aos meses de julho desde 2020, esse é o resultado mais baixo da série. A mudança da metodologia no Caged impede a comparação com anos anteriores a 2020.

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Brasil tem 214,2 milhões de habitantes, diz IBGE

A população do Brasil é estimada em 214.211.951 habitantes, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (28). O dado representa um crescimento de 0,37% em relação a 2025. 

O levantamento considera uma contagem realizada até 1º de julho de 2026 e mostra a população total dos estados e municípios. 

No último Censo Demográfico, realizado em 2022, o Brasil tinha 203.062.512 habitantes. Na ocasião, o levantamento foi realizado dez anos após a edição anterior da pesquisa, devido à pandemia. 

Segundo o IBGE, os cinco municípios mais populosos do país são São Paulo (SP), com 11.911.337 pessoas; Rio de Janeiro (RJ), com 6.731.133 moradores; e Brasília (DF), com estimativa de 3.009.996 pessoas. 


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Dívida Pública subiu 0,22% em julho e supera R$ 9,2 trilhões

A incidência dos juros da dívida pública impediu a Dívida Pública Federal (DPF) de cair em julho. Segundo números divulgados nesta quarta-feira pelo Tesouro Nacional, a DPF passou de R$ 9,268 trilhões em junho para R$ 9,288 trilhões no mês passado, alta de 0,22%.

Em junho deste ano, o indicador havia superado a barreira de R$ 9 trilhões. Apesar da alta, a dívida pública está abaixo do previsto. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), apresentado em janeiro e revisado nesta quarta-feira, o estoque da DPF deve encerrar 2026 entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões.

A Dívida Pública Mobiliária (em títulos) interna (DPMFi) avançou 0,31%, passando de R$ 8,921 trilhões em junho para R$ 8,948 trilhões em julho. No mês passado, o Tesouro resgatou R$ 61,91 bilhões em títulos a mais do que emitiu, principalmente em títulos prefixados. A apropriação de R$ 89,95 bilhões em juros, porém, impediu a queda do endividamento.

Por meio da apropriação de juros, o governo reconhece, mês a mês, a correção dos juros que incide sobre os títulos e incorpora o valor ao estoque da dívida pública. Com a Taxa Selic em 14% ao ano, a apropriação de juros pressiona o endividamento do governo.

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Com 15,9 milhões de empregados, serviços geraram R$ 3,5 trilhões em 2024

Em 2024, o setor de prestação de serviços não financeiros foi responsável pela ocupação de 15,9 milhões de pessoas, em 1,9 milhão de empresas ativas. As empresas pagaram R$ 644,2 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações e registraram R$ 3,5 trilhões em receita operacional líquida. Já o valor adicionado foi de R$ 2,1 trilhões. Os dados são da Pesquisa Anual de Serviços (PAS), divulgada hoje pelo IBGE.

A PAS retrata as características estruturais das empresas prestadoras de serviços não financeiros no país. Esse setor possui uma elevada participação no Produto Interno Bruto e no total de empregos formais, reunindo um amplo conjunto de atividades com diferentes características quanto à geração de receita, ocupação de mão de obra, intensidade tecnológica e organização produtiva

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A blusinha virou cabo eleitoral

Chamaram de "taxa das blusinhas", mas a tal blusinha pode ser um tênis, um relógio, um celular, um cosmético, um utensílio doméstico ou qualquer produto comprado no exterior. Um tributo sobre pequenas importações ganhou um nome simpático, fácil de lembrar. "Imposto de Importação sobre remessas internacionais de pequeno valor" seria sério demais; "taxa das blusinhas" cabe perfeitamente em um palanque ou nas redes sociais. A cobrança de 20% para compras de até US$ 50 entrou em vigor em agosto de 2024, no Programa Remessa Conforme.

Agora a história ganhou outra dimensão. Em maio deste ano, o governo editou a Medida Provisória nº 1.357/2026, zerando o Imposto de Importação para compras internacionais de até US$ 50. A medida depende do Congresso para se tornar permanente. E foi aí que a inocente blusinha descobriu uma nova profissão: virou cabo eleitoral. "Eu fui contra a taxa das blusinhas!" "Eu votei para acabar com a taxa das blusinhas!" "Eu defendo o consumidor e quero a blusinha sem imposto!" São frases simples e compreensíveis. O calendário também ajuda: a propaganda eleitoral começou em 16 de agosto, quando o Congresso se prepara para analisar a medida. Se a MP não for aprovada, a cobrança poderá voltar, talvez perto do primeiro turno. Temos os ingredientes de uma boa novela eleitoral: imposto, consumidor, Congresso, indústria e votos. A blusinha pede registro de candidatura.

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Cartão de crédito domina dívidas do Desenrola

Mais da metade das dívidas renegociadas na plataforma no âmbito do Desenrola têm relação com gastos feitos no cartão de crédito. É o que mostra o levantamento realizado pela plataforma Acordo Certo. De acordo com o balanço das renegociações realizadas na plataforma desde o início do Desenrola, das mais de 89 mil dívidas negociadas, aproximadamente 45 mil são de cartão, o equivalente a 50% do volume total de acordos fechados.

Os números ganham peso na reta final do prazo para renegociar dívidas pelo Desenrola 2.0, prorrogado até 31 de agosto, e acendem um alerta sobre o uso do cartão nas compras do dia a dia. Dados do Banco Central mostram que o cartão de crédito é apontado como o principal fator de endividamento por 83,6% das famílias brasileiras, comprometendo sozinho 54% da renda familiar. O rotativo do cartão segue entre as modalidades mais caras do mercado, com juros médios que superam 430% ao ano, mesmo após as novas regras para o setor.

O volume de dívidas de cartão entre as renegociações evidencia a importância de combinar a recuperação financeira com ações de prevenção.

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Arrecadação federal cresce 8,97% em julho e chega a R$ 289,3 bilhões

 A arrecadação total das Receitas Federais chegou a R$ 289,3 bilhões em julho de 2026, segundo a Análise da Arrecadação das Receitas Federais, elaborada pelo Ministério da Fazenda e pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB). O resultado representa crescimento real de 8,97%, considerando a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em relação a julho de 2025.

No acumulado dos sete primeiros meses do ano, a arrecadação alcançou R$ 1,87 trilhão, uma alta real de 6,98% na comparação com o mesmo período de 2025.

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