‘Flávio decepcionou e Lula não surpreendeu’: a avaliação da campanha do PT sobre o debate

Pesquisas qualitativas acompanhadas pela equipe de comunicação da campanha de Lula apontaram que o primeiro debate entre o candidato petista e Flávio Bolsonaro (PL), realizado neste domingo (18), não provocou mudanças na intenção de voto dos eleitores ouvidos.

Segundo um coordenador ouvido pelo Blog, a percepção geral foi de que “Flávio decepcionou e Lula não surpreendeu”.

A avaliação sobre o presidente também foi crítica. Lula foi visto como cansado, não respondeu diretamente a algumas acusações e teve dificuldades para apresentar propostas. Na percepção dos participantes, o petista falou sobre as realizações do governo, mas não conseguiu transmitir com clareza o que pretende fazer em um eventual novo mandato.

Para Flávio, no entanto, a avaliação foi ainda mais negativa, segundo o interlocutor. Os participantes consideraram sua postura artificial, mecanizada e excessivamente ensaiada. A dificuldade em responder diretamente às perguntas transmitiu, na percepção dos grupos, uma sensação de despreparo.



Siga o blog pelo insta professor_aldery


Velho populismo e novo iliberalismo na disputa Lula x Flávio

A campanha presidencial mudou de terreno. A controvérsia sobre Nossa Senhora Aparecida e os embates em torno do caso Master e do Judiciário, que dominaram a reta de chegada do segundo turno, cederam espaço ao preço da comida, à renda, à criminalidade e às condições da educação e da saúde. A disputa sobre a ordem institucional continua, mas precisa responder à pergunta sobre o cotidiano dos eleitores: quem pode melhorar suas vidas?

Depois de perder o primeiro turno, Lula recuperou a iniciativa ao combinar mobilização nas ruas, medidas administrativas e articulação legislativa. Desonerações de combustíveis, renegociação de dívidas, apoio aos pequenos empreendedores e anúncio de auxílio a universitários aproximam sua campanha das necessidades imediatas. Parte dessas iniciativas está em execução; outra depende do Congresso, do Orçamento ou de um novo mandato. Seus críticos enxergam mais déficit fiscal e oportunismo eleitoral nesses benefícios.

Na defensiva, apesar do favoritismo, Flávio Bolsonaro procura neutralizar a narrativa petista de que promoverá um "tesouraço" nos direitos sociais. Promete preservar benefícios e melhorar programas, com incentivos à qualificação dos beneficiários. Ao mesmo tempo, anuncia um ajuste fiscal expressivo. A conta não fecha. Como compatibilizar redução de despesas, diminuição de impostos e ampliação da proteção social? Negar cortes não substitui contas exequíveis.

É nesse terreno que ressurge a palavra populismo, empregada como pejorativo. Seu uso indiscriminado confunde proteção social, irresponsabilidade fiscal e autoritarismo. São questões diferentes. Uma política popular pode ser necessária, financiável e democrática, ao passo que uma promessa apresentada como técnica pode esconder escolhas autoritárias e regressivas, marca registrada no novo "iliberalismo".

Vida que segue...


Siga o blog pelo insta professor_aldery

A nova campanha do PL será contra o Centrão

Enquanto os finalistas na disputa ao Palácio do Planalto traçam estratégias nesta última semana de campanha, o jogo para a Presidência da Câmara cresce a olhos vistos. Ainda que o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), tenha a perspectiva de somar, logo na largada, 252 votos para ficar no cargo por mais dois anos, a ideia do PL é lançar candidatura própria. Especialmente, se Flávio Bolsonaro sair vencedor em 25 de outubro. Caso o filho 01 seja eleito, o PL tentará quebrar o bloco que fechou o apoio a Motta esta semana. E a força do novo governo, conforme avaliam integrantes do partido, terá todas as condições de angariar apoios. Vale lembrar que a essa altura da última disputa para a Presidência da Câmara, o nome do Republicanos era Marcos Pereira (SP). Portanto, nada está garantido. Dentro do PL, os nomes mais cotados vêm do Rio de Janeiro — Sóstenes Cavalcante e Altineu Cortes, o atual vice-presidente da Casa.

Os partidos aliados à reeleição do presidente Lula tendem a fechar com Motta, seja ele derrotado, seja ele o vencedor. A avaliação interna é de que o presidente da Câmara se mostrou um cumpridor de acordos e foi além ao apoiar
a reeleição do petista para a Presidência da República. Diante desses fatores, não é possível abandonar Motta à própria sorte.

Denise Rothenburg

Siga o blog pelo insta professor_aldery





Você Sabia?

31% das brasileiras na menopausa sofrem com perda de memória, diz pesquisa realizada pelo Grupo Boticário com 1.200 mulheres mostra que a chamada "névoa mental" e as crises de infelicidade que surgem entre os 40 e 50 anos são dores silenciosas desse período.

Siga o blog pelo insta professor_aldery

Brasil deve voltar a ser oitava maior economia do mundo em 2027, prevê FMI

 O Brasil deve voltar ao posto de oitava maior economia do mundo em 2027, deixando para trás Rússia e Itália. A projeção faz parte do documento “Perspectivas da Economia Mundial”, divulgado nesta semana pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

De acordo com o estudo, o Produto Interno Bruto brasileiro alcançará US$ 2,80 trilhões (R$ 14,65 trilhões) no ano que vem.

Em 2026, o país termina na 10ª posição do ranking, com PIB de US$ 2,655 trilhões.

Para 2027, a lista mantém os EUA como maior potência econômica, seguida pela China.

Vida que segue...


Siga o blog pelo insta professor_aldery



Quem é Jéssica Fazendeira, personagem criada por IA que levou pedreiro a viajar 2,1 mil km do Maranhão a Minas

Jéssica Fazendeira é uma personagem criada por inteligência artificial (IA) que publica vídeos nas redes sociais prometendo uma vida no campo. O perfil ganhou repercussão após o pedreiro Edimar Rocha Martins, de 49 anos, viajar cerca de 2.100 km, de Imperatriz (MA) a Belo Horizonte (MG), neste domingo (11), para encontrar a mulher com quem acreditava conversar pela internet. Em vídeos publicados no Kwai e no Facebook, a personagem aparece convidando seguidores para morar em sua propriedade. 

Em uma das gravações, afirma: “eu quero que você venha para a minha fazenda e nunca mais trabalhe na sua vida”. Edimar acreditou nas promessas e decidiu viajar, motivado também pela solidão após a morte da mãe, segundo relato à Rádio Itatiaia.

Após o caso ganhar repercussão, o perfil publicou um vídeo em que a própria personagem esclarece que não é real e nega ter conversado particularmente com o pedreiro. “Sou feita de inteligência artificial. Nunca conversei com ninguém nesse perfil. O intuito foi ganhar engajamento para vendas”, diz a gravação. 

A pessoa responsável pelo conteúdo, cuja identidade não foi divulgada, também contestou a versão de Edimar e afirmou que não convidou ninguém pessoalmente para ir a Belo Horizonte. 

Sem encontrar a suposta companheira e sem dinheiro para voltar ao Maranhão, o pedreiro recebeu assistência do Serviço de Atendimento e Acolhimento ao Migrante da Prefeitura de Belo Horizonte, que providenciou uma passagem de ônibus. Na terça-feira (13), ele embarcou para Araguatins (TO), cidade onde nasceu.

Vida que segue...

Siga o blog pelo insta professor_aldery


Datafolha sugere a Flávio que soberba pode engolir o dono

O Datafolha de quinta-feira sugere que um candidato cheio de si corre o risco de esvaziar a própria vantagem. Em uma semana, Flávio Bolsonaro escorregou de 49% para 47% das intenções de voto. Mesmo estacionado em 45%, Lula viu a distância que o separa do rival cair pela metade — de quatro para dois pontos percentuais.

Pode ser mera oscilação estatística. Uma única variação entre pesquisas, dentro da margem de erro, não permite concluir que a queda continuará. Na foto dos votos válidos, o filho de Bolsonaro continua à frente de Lula: 51% a 49%. Mas Flávio estará em apuros se as próximas pesquisas confirmarem uma tendência de queda. No limite, pode perder para si mesmo.

É nítida a inversão de papéis. Enquanto a campanha de Lula chegou às redes e às ruas, a de Flávio trancou-se nas articulações de bastidor. Lula mudou de assunto. Trocou o legado pelo fim da escala 6x1. Flávio mudou de opinião, votando pela jornada 5x2.

Vida que segue...


Siga o blog pelo insta professor_aldery

Promulgada emenda do fim da 6×1

O Congresso Nacional promulgou, nesta sexta-feira, a Emenda Constitucional nº 141 de 2026, que põe fim à escala de seis dias de trabalho e apenas um de descanso (6×1) e prevê a escala 5×2, com duas folgas por semana, para todos os trabalhadores do Brasil dentro de dois meses.

A emenda ainda prevê uma redução gradual da jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais, sem redução salarial, dentro de um período de transição de 14 meses.

A proposta teve a tramitação concluída na última quarta-feira no Senado, com 75 votos favoráveis contra 1, do ex-vice-presidente e senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).

Apoiada pelo governo, a votação contou com apoio também da oposição, que era contra a PEC e tentava impedir a votação nesta semana. Após a sessão ter sido marcada, no entanto, a oposição liberou a bancada, que votou majoritariamente pelo fim da 6×1. A nova regra institui a obrigatoriedade de dois dias de descanso por semana, além de reduzir a jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais. Tudo isso sem redução salarial.

Vida que segue...

Siga o blog pelo insta professor_aldery 


Fim da escala 6x1 é aprovada

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1, com dois dias de descanso remunerado por semana, foi aprovada pelo Senado nesta quarta-feira (14). 

A proposta recebeu 75 votos favoráveis e um contrário nos dois turnos de votação. O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi o único a votar contra o texto.

A redução também poderá afetar quem já trabalha de segunda a sexta-feira. Atualmente, trabalhadores com jornada de 44 horas podem compensar as quatro horas de sábado ao longo da semana. Com o limite de 40 horas semanais, essa jornada diária poderá ser reduzida, sem diminuição salarial. 

Com a aprovação pelo Senado, a emenda constitucional seguirá para promulgação pelo Congresso Nacional, sem precisar passar pela sanção do presidente da República, como ocorre com projetos de lei. 

A mudança começará a produzir efeitos dois meses após a publicação da emenda constitucional no Diário Oficial.

Vida que segue...


Siga o blog pelo insta professor_aldery 

PL avalia ‘abrir mão’ da Câmara para disputar comando do Senado

 O PL avalia abrir mão da disputa pela Presidência da Câmara dos Deputados para concentrar esforços na eleição para o comando do Senado. A mudança de estratégia considera a distribuição de espaços de poder no Congresso na próxima legislatura e envolve a candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN), atual coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, à Presidência do Senado.

Na Câmara, o presidente, Hugo Motta (Republicanos-PB), já articula apoios para tentar se reeleger ao cargo. Na semana passada, o presidente do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira (SP), afirmou que apoiaria a recondução de Motta e que buscaria aliança com outros partidos. Ontem, o PSD já sinalizou apoio ao paraibano.

Vida que segue...

Siga o blog pelo insta professor_aldery




Pressão popular faz direita recuar e apoiar fim da escala 6×1

A pressão nas ruas fez a direita sucumbir e anunciar apoio ao fim da jornada de trabalho 6×1. Cobrado pelo presidente Lula e pela sociedade, o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro alegou que se posiciona “conforme a vontade da maioria do povo”.

A mudança de posição – o filho de Bolsonaro era feroz crítico da proposta e defende um sistema de trabalho por hora, que especialistas já advertiram que possibilitaria redução salarial – foi ironizada pelo candidato do PT durante discurso em evento de anúncio de medidas para MEIs.

“Eu de vez em quando fico pensando: se todo mal que eu causar a este país for fazer a direita avançar e atender aos interesses do povo brasileiro, eu vou continuar fazendo isso”, destacou o presidente.

A mudança de posição de Flávio Bolsonaro representa uma vitória das manifestações que tomaram as ruas após o primeiro turno das eleições. É também um resultado positivo para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que bancou a votação mesmo após o candidato da direita ter ficado à frente nas urnas.

Vida que segue...


Siga o blog pelo insta professor_aldery



Fim da escala 6x1: o que acontece se o Senado aprovar a PEC nesta quarta

A proposta que prevê o fim da escala 6x1 enfrenta nesta quarta-feira (14) seu primeiro grande teste no plenário do Senado. 

Os senadores devem votar, em primeiro turno, a PEC 221/2019, que reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais e garante dois dias de descanso remunerado por semana sem redução salarial.

O texto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, mas ainda precisa superar etapas importantes antes de eventualmente se transformar em uma Emenda à Constituição. 

Para avançar, a proposta precisará receber ao menos 49 votos favoráveis entre os 81 senadores. O resultado definirá os próximos passos da tramitação e indicará o tamanho do apoio político à medida dentro da Casa. 

A expectativa em torno da votação aumentou após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), incluir a matéria na pauta do plenário. 

O tema vem mobilizando parlamentares favoráveis à aceleração da análise da proposta e também grupos que defendem um debate mais prolongado sobre seus impactos.

Vida que segue...

Siga o blog pelo insta professor_aldery


Crianças e adolescentes têm R$ 3,5 bi aplicados na bolsa brasileira

Crianças e adolescentes na Bolsa acumulam cerca de R$ 3,5 bilhões em investimentos de renda variável, aponta levantamento da Bolsa do Brasil B3.

O mercado reúne 60,8 mil investidores de até 17 anos em ações, fundos imobiliários, fundos negociados em bolsa (ETFs) e recibos de ações estrangeiras (BDRs). O número é 58% maior que o registrado em dezembro de 2022.

Vida que segue...

Siga o blog pelo insta professor_aldery


País tem 10 milhões de idosos a mais que crianças, mas 12 de outubro bate recorde de gasto

O Brasil chega a este Dia das Crianças com 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais e 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. A diferença de 10 milhões a favor dos idosos reflete uma virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar: em 2040, serão 2,5 idosos para cada criança. Mesmo assim, a data está mais forte, segundo estudo do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo & Mercado de Consumo (Ibevar)-FIA Business School.

Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são 12,3%, ou um em cada oito brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da Federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera, com 1,96 idoso por criança. Alagoas é o mais recente a virar, em 2026.

A busca por “presente de Dia das Crianças” no Google dobrou em relação a 2019. No mesmo período, a busca por presente de Natal subiu 22%, a de Dia dos Pais ficou praticamente estável e a de Dia dos Namorados caiu 45%.

O gasto real por criança, descontada a inflação, chega a R$ 369. É o maior valor desde o início da série, em 2005, e supera o pico de 2014 (R$ 354). O valor total da data ainda não alcançou o recorde daquele ano, mas o país tem hoje 3 milhões de crianças a menos, e cada uma recebe mais.

Vida que segue...

Siga o blog pelo insta professor_aldery



Por que ficamos 'mais feios' na câmera frontal? Fotógrafa explica

As selfies da câmera frontal podem deixar o rosto com proporções diferentes das vistas no espelho ou em fotos feitas por outra pessoa. Segundo a fotógrafa e criadora de conteúdo Luh Testoni, isso acontece pela combinação entre a proximidade do celular, a lente utilizada, a iluminação e o processamento da imagem. O hábito de se enxergar no reflexo também contribui para a estranheza. Já a diferença de qualidade em relação à câmera traseira está ligada, entre outros fatores, ao tamanho do sensor e aos componentes do aparelho, e não apenas à quantidade de megapixels.

a profissional explica que uma selfie não deve ser interpretada como uma representação definitiva da aparência de alguém. O registro depende das condições em que foi feito, e pequenos ajustes podem mudar bastante o resultado. 

Vida que segue...


Siga o blog pelo insta professor_aldery


“Não subestimem o gordinho”

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), está em contato com senadores de praticamente todos os partidos e em plena campanha pela reeleição para mais dois anos no comando da Casa. Corre à boca pequena, inclusive, que teria os votos para se reeleger, uma vez que muitos partidos vislumbram a vitória de Flávio Bolsonaro dia 25 — e, nesse caso, preferem não deixar o presidente da República com o mando geral do Poder Legislativo. Vale para muitos senadores a frase dita num jantar, em 2018, quando o recém-eleito Alcolumbre apresentou-se como candidato a presidente do Senado e as apostas eram de que Renan Calheiros (MDB-AL) levaria o cargo por ser da maior bancada. Um deputado do partido do União Brasil comentou: “Não subestimem o gordinho”, referindo-se a Alcolumbre. O senador afinou a silhueta, mas não perdeu seu poder de articulação. O aviso já foi dado ao PL: todo o cuidado é pouco.

Da mesma forma que o grupo de Alcolumbre começou a se mexer no sentido de permanecer mais dois anos no comando do Senado, crescem as conversas para, conforme revelado em primeira mão por esta coluna, tentar aprovar ainda este ano o fim da reeleição para presidente da República. Como Flávio defende essa proposta, o jogo do Centrão é no sentido de tentar deixar isso aprovado até dezembro. O fato de o senador do PL dizer que caberá ao Congresso definir se o mandato será de quatro anos ou de cinco, fez crescer o receio de que possa querer ampliar o próprio mandato. Porém, entre os aliados de Flávio, a avaliação é de que qualquer mudança do tamanho do mandato valeria para apenas o eleito em 2030. Os partidos de centro sabem que, a partir de 2027, o PL tentará dominar o jogo, uma vez que dominará o Planalto. Por isso, o que der para deixar fechado em 2026 é melhor.

Vida que segue...


Siga o blog pelo insta professor_aldery

Popular Posts