Dino afasta presidente do Tribunal de Contas do Maranhão por 180 dias

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (17/8) o afastamento cautelar, por 180 dias, do presidente do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA), Daniel Brandão. Sobrinho do governador Carlos Brandão (MDB), o conselheiro é alvo de investigação relatada pelo magistrado na Corte.

A decisão estabelece também que Daniel Brandão não mantenha contato, direta ou indiretamente, com o governador maranhense. A medida faz parte das providências adotadas por Dino no inquérito que apura suspeitas de corrupção no estado e possíveis vínculos entre políticos, empresários e integrantes da família Brandão.

Além de Carlos Brandão, o ministro proibiu o presidente do TCE-MA de manter contato com Marcos Brandão, irmão do governador; Raimundo Cutrim, ex-secretário de Estado do Maranhão; e Gilbson Júnior, condenado pela morte de João Bosco Sobrinho, ocorrida em 2022. As restrições buscam evitar eventual interferência nas investigações.

Daniel Brandão também fica impedido de acessar os sistemas internos do Tribunal de Contas do Maranhão durante o período de afastamento. Dino determinou ainda que o conselheiro não frequente eventos públicos relacionados às funções que exercia à frente da corte de contas.

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Consumo das famílias cresceu 2,6% no segundo trimestre

Medido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV), o Monitor do PIB aponta crescimento de 0,3% na atividade econômica no segundo trimestre em comparação ao primeiro. Em junho, na comparação com maio, a retração foi de 1,1%. Esses resultados foram obtidos na série com ajuste sazonal. Na comparação interanual, o crescimento foi de 1,7% no segundo trimestre e 1,9% em junho. A taxa acumulada em 12 meses até o segundo trimestre foi de 1,8%.

“O crescimento de 0,3% da economia no segundo trimestre mostra desaceleração da atividade econômica em relação ao forte de desempenho de 1% registrado no primeiro trimestre do ano. Essa dinâmica também foi observada nas três grandes atividades econômicas (agropecuária, indústria e serviços) e na maior parte dos componentes da demanda”, diz Juliana Trece, coordenadora da pesquisa.

Segundo ela, “apenas o consumo não desacelerou no trimestre, mantendo o ritmo de crescimento do início do ano. Essa manutenção do crescimento do consumo deveu-se, principalmente ao bom desempenho do consumo de serviços e de produtos duráveis, que foi influenciado pelo aumento das importações de automóveis no trimestre.”

Apesar da desaceleração da economia no segundo trimestre, cabe ressaltar que este é o 20º resultado consecutivo de taxas positivas da atividade. Isso demonstra que, embora a taxa possa ser baixa, a economia segue com resultados positivos em meio ao contexto externo e interno que tem se mostrado desafiador com a elevação do preço do barril do petróleo, juros em patamares elevados e alto endividamento da população”, avalia.

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Em 1º ato em SP, Lula promete prender líderes de facções e defende soberania

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa, neste domingo (16), do primeiro evento de campanha em busca da reeleição à Presidência da República. 

O petista escolheu São Bernardo do Campo (SP), onde iniciou a carreira política ao liderar o movimento sindical na primeira grande greve do ABC Paulista, no final da década de 1970.

Lula destacou que é o primeiro presidente a ser eleito para um terceiro mandato, e que está em busca de um quarto porque, "enquanto for vivo", não vai parar de lutar e nem deixar que a direita volte a governar o país.

Também falou sobre segurança pública, um dos temas em destaque na campanha eleitoral deste ano. O petista destacou que pretende combater lideranças de facções criminosas, e prometeu investimentos em educação para evitar que o adolescente creça e "vire bandido".

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IBGE: taxa de informalidade é de 37,4% da população ocupada

A taxa de desocupação do país no segundo trimestre de 2026 foi de 5,4%, redução de 0,7 ponto percentual em comparação com o primeiro trimestre de 2026 (6,1%) e recuo de 0,4 ponto percentual frente ao segundo trimestre de 2025 (5,8%).

Os dados constam na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada hoje pelo IBGE.

Frente ao trimestre imediatamente anterior, a taxa de desocupação diminuiu em 13 unidades da federação: Santa Catarina (-0,6 p.p.), Maranhão (-0,9 p.p.), Espírito Santo (-0,9 p.p.), Mato Grosso (-0,9 p.p.), Goiás (-1,0 p.p.), Rondônia ( -1,0 p.p.), Mato Grosso do Sul (-1,1 p.p.), Minas Gerais (-1,2 p.p.), Alagoas (-1,3 p.p), Tocantins (-1,5 p.p.), Acre (-1,6 p.p.), Paraíba (-1,6 p.p.), Rio Grande do Norte (-1,9 p.p.). As demais ficaram estáveis. As maiores taxas de desocupação foram no Amapá (9,8%), Bahia (9,1%), Pernambuco (8,3%), Piauí (8,3%) e Sergipe (7,9%); as menores foram em Santa Catarina (2,1%), Mato Grosso (2,2%), Espírito Santo (2,3%), Rondônia (2,6%) e Mato Grosso do Sul (2,7%).

A taxa de desocupação por sexo foi de 4,6% para os homens e 6,4% para as mulheres no segundo trimestre de 2026. Já a taxa de desocupação por cor ou raça ficou abaixo da média nacional (5,4%) para os brancos (4,2%) e acima para os pretos (6,9%) e pardos (6,1%).

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JHC ao Senado e Marina à Câmara

O ex-prefeito de Maceió João Henrique Caldas (JHC), que está filiado ao PSDB, ainda não anunciou oficialmente, mas seus aliados garantem que a decisão de concorrer ao Senado está praticamente tomada, conforme apurou o blog. Na última segunda-feira, o ex-prefeito esteve no Planalto para um encontro com o presidente Lula, levado pelo ex-prefeito de Recife João Campos (PSB). Os dois são amigos e administravam capitais de estados vizinhos. A decisão de concorrer ao Senado tem o respaldo da família. Como o registro da candidatura vai até sábado, tem muita gente dizendo que é melhor esperar o anúncio oficial, porque a pressão para que ele dispute o governo continua forte.

    A conversa com Lula ocorreu o mesmo dia em que uma operação da Polícia Federal teve como alvo ex-gestores do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev). O prefeito não é investigado, mas seus adversários políticos planejam usar o escândalo no instituto para desgastar a imagem do prefeito. Ele, embora tenha uma boa avaliação na capital, se fosse concorrer ao governo teria que enfrentar o senador Renan Filho (MDB), detentor do apoio da maioria dos prefeitos dos municípios alagoanos, e a quem Lula considera um filho.

O movimento de JHC embaralhou ainda mais o cenário político em Alagoas. A federação União Progressistas e o PL esperavam que o ex-prefeito confirmasse sua candidatura ao governo do estado e fizesse campanha ao lado do candidato do PP ao Senado, o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chegou a compartilhar uma imagem com o nome de Marina Candida (PSDB), esposa de JHC, como pré-candidata ao Senado por Alagoas. A ex-primeira-dama de Maceió, no entanto, deve concorrer à Câmara dos Deputados, de forma a puxar votos para o PSDB.

    Agora, se JHC registrar uma candidatura ao Senado, tanto a federação quanto o PL precisam reajustar a rota, uma vez que João Henrique Caldas não definiu se fará uma parceria com Lira ou com o senador Renan Calheiros, candidato à reeleição. Quem o conhece diz que o desejo dele é ser o segundo voto dos Calheiros e da turma de Arthur Lira. Enquanto embola a disputa para o Senado, o partido de Flávio, que foi buscar em Alagoas o deputado Alfredo Gaspar para ser seu vice, cogitava lançar o nome do vereador de Maceió Leonardo Dias (PL) como plano B para o governo caso JHC não concorresse. Nos próximos dois dias, ainda tem muita conversa em Alagoas.

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Alcolumbre anuncia avanço de pautas após novo encontro com Lula

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), anunciou nesta sexta-feira (14/8) o encaminhamento de três propostas consideradas prioritárias após a sequência de encontros com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre os textos estão a PEC 221/2019, que prevê o fim da escala 6x1, a PEC 18/2025, que trata da Segurança Pública, e o PL 2780/2024, que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. O anúncio ocorre poucas horas depois de Alcolumbre deixar o Palácio da Alvorada, às 10h01, após uma nova conversa reservada com o petista. 

Em nota, Alcolumbre afirmou que o encontro realizado na quarta-feira (12) foi importante para aproximar as prioridades do governo da agenda em discussão no Congresso. “Tive uma importante conversa institucional com o presidente Lula. Foi um diálogo maduro, franco e republicano, fundamental para compreender as prioridades do governo e tratar da agenda legislativa de interesse do nosso país”, declarou. O presidente do Senado ressaltou, porém, que a tramitação das matérias seguirá as regras da Casa.

Na nota, o senador também fez questão de destacar a autonomia do Legislativo nas discussões. “Cabe ao Executivo apresentar suas prioridades e ao Congresso Nacional analisá-las com independência e a responsabilidade de construir os melhores caminhos para o país”, disse. A retomada do diálogo ocorre após a crise provocada pela rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, episódio que havia afastado Lula e Alcolumbre.

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Kassab diz que Centrão está com Lula e descarta vitória de Flávio: "Menor chance"

O presidente do PSD e candidato a vice-presidente na chapa de Ronaldo Caiado, Gilberto Kassab, afirmou nesta quinta-feira (13/8) que, na avaliação dele, os partidos do Centrão não estão neutros na eleição presidencial e tendem a apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Kassab também descartou a possibilidade de vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo Palácio do Planalto. “Não tem a menor chance”, declarou.

Durante encontro com empresários em Higienópolis, na região central de São Paulo, Kassab afirmou que Flávio ainda estaria protegido politicamente e que a situação pode mudar com o avanço da campanha. “Na hora em que o jogo começar, em que o PT mostrar quem é o Flávio, as pessoas no entorno dele, ele vai desabar”, disse. A declaração foi dada ao lado de Caiado,  que concorre à Presidência pelo PSD.

Para Kassab, a decisão de partidos do Centrão de não lançar candidaturas próprias acabou favorecendo Caiado. Segundo ele, a desistência ampliou o espaço do candidato do PSD no horário eleitoral gratuito. “Caiado tinha 50 segundos, agora tem dois minutos e quase 20 segundos. É uma eternidade, quase uma novela no horário gratuito. Podem ter certeza de que isso vai fazer a diferença”, afirmou.

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Por quem o MDB raiz torce

Enquanto o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, tece loas a Flávio Bolsonaro, os dois emedebistas que já ocuparam a Presidência da República, José Sarney e Michel Temer, posam para fotos ao lado do candidato do PSD, Ronaldo Caiado, na casa (foto) do candidato a vice-presidente, Gilberto Kassab (PSD). Caiado, que está morando em São Paulo, tem o apoio ainda de Aldo Rebelo, Heráclito Fortes, Jorge Bornhausen e Roberto Brant. Todos ex-parlamentares de um tempo em que a política era feita com mais respeito e diálogo entre os adversários.

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O jogo do Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tirou, aos poucos, os partidos de centro da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), inclusive o PP de Ciro Nogueira. Agora, vem a segunda fase: apoios ostensivos. Na segunda-feira, foi o dia de o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), declarar o apoio à reeleição. Agora, os petistas aguardam gestos semelhantes do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Alcolumbre chegou pela primeira vez ao comando da Casa pelas mãos dos bolsonaristas e pela proximidade com o ex-ministro Onyx Lorenzoni. Naquela época, Bolsonaro acabara de ser eleito presidente da República e o candidato apoiado pelo PT para Presidência do Senado era Renan Calheiros (MDB-AL). Agora, com os bolsonaristas dispostos a eleger um nome mais fiel a Bolsonaro, Alcolumbre se vê obrigado a buscar uma reaproximação com o Palácio do Planalto.

Blog da Denise


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Lula sem 'frente ampla' e Flávio isolado: por que líderes nas pesquisas não têm mais apoio político?

Alianças com partidos maiores tendem a significar mais palanques para conquistar votos nos Estados, acesso maior a recursos financeiros para a campanha e mais tempo de propaganda eleitoral gratuita em rádio e televisão. Por isso, historicamente, candidatos com alianças maiores têm levado vantagem na disputa eleitoral, mas isso nem sempre é verdade. 

Jair Bolsonaro venceu a eleição de 2018 concorrendo com apoio de duas siglas nanicas, PSL e PRTB. Naquele ano, Geraldo Alckmin concorreu pelo PSDB, com apoio de grandes legendas de centro-direita, mas não chegou ao segundo turno. 

A dificuldade em angariar apoios em 2026 não é apenas dos dois candidatos mais competitivos. Nenhum outro concorrente ao Palácio do Planalto, além de Lula, conseguiu montar uma coligação — é a primeira vez que isso ocorre em disputas presidenciais desde 1989, segundo levantamento do jornal Folha de S.Paulo. Ou seja, quase todos os candidatos estão concorrendo apenas por seus próprios partidos. 

Segundo cientistas políticos ouvidos, isso reflete mudanças estruturais na política brasileira. Hoje, ressaltam, as grandes legendas têm preferido focar na disputa pelo Congresso, pois uma grande bancada garante acesso a uma maior quantidade de recursos por meio das emendas parlamentares (R$ 61 bilhões em 2026). Além disso, um maior número de deputados e senadores obriga que, qualquer que seja o presidente eleito, negocie apoio da sigla posteriormente. 

"Aqueles tempos de coligações entre partidos de centro e de partidos grandes e médios não existem mais", enfatiza o cientista político Lucas Aragão, da Arko Advice.

Isso também acontece, nota Aragão, devido à forma como as siglas do Centrão se relacionam regionalmente com a forte polarização entre lulismo e bolsonarismo. É comum que esses partidos se aproximem do PT onde o partido de Lula é mais forte, como na região Nordeste, mas estejam posicionados à direita em outros Estados.

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Brasileiros gastaram R$ 13 bilhões com cerveja nos últimos 12 meses

Dados da Pesquisa Crest, levantados pela Gouvêa Inteligência, mostram que a cerveja movimentou cerca de R$ 13 bilhões nos últimos 12 meses encerrados em junho de 2026, valor 17% superior ao registrado no mesmo período encerrado em junho de 2025.

O levantamento analisa hábitos de consumo dentro e fora do lar, perfil dos consumidores, canais de compra, ocasiões de consumo e os principais fatores que influenciam as decisões de compra. As informações servem de base para que empresas da indústria, do varejo e do foodservice desenvolvam estratégias mais alinhadas às transformações do mercado.

No mesmo período, foram registradas mais de 369,2 milhões de transações com a categoria, uma queda de 3% em relação aos 12 meses encerrados em junho de 2025.

As refeições noturnas representam a principal ocasião de consumo de cerveja, concentrando 60% do total. Os bares respondem por cerca de 33% do consumo, enquanto supermercados e hipermercados concentram 15%.

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Você Sabia?

Famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bi para bets em 2025, Os dados constam do Boletim Fiscal dos Estados, divulgado nesta quinta-feira pelo Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz), com base em estatísticas de pagamentos do Banco Central.


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Trump-Lula: a política externa entra de vez na eleição presidencial

Encerradas as convenções partidárias, a campanha presidencial que se inicia daqui a nove dias começa a ganhar forma. Entre os temas que passam a disputar espaço no debate aparece um assunto que, em outras eleições, costumava ficar restrito a perguntas isoladas em debates, sem aparecer na propaganda eleitoral no rádio e na televisão: a política externa. Desta vez, porém, o acirramento das relações entre Brasil e Estados Unidos ameaça romper essa barreira e influenciar diretamente a corrida pelo Palácio do Planalto.

A restrição ao visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Viotti, em uma tentativa do governo americano para acelerar o agrément do diplomata indicado pela Casa Branca para trabalhar no Brasil é mais um ingrediente em um ambiente já desgastado desde que Donald Trump anunciou tarifas extras sobre produtos brasileiros no ano passado. Ao justificar a medida, em carta divulgada, o presidente americano relacionou a decisão ao tratamento dado pela Justiça brasileira ao ex-presidente Jair Bolsonaro no processo por tentativa de golpe de Estado. Ou seja, trata-se de retaliação na mais pura essência.

Na ciência política, há uma percepção consolidada: quando um país interfere em questões internas de outro, cresce a tendência de reação em defesa da soberania. Nem sempre importa se essa interferência existe de fato. Basta que ela seja percebida para despertar um sentimento nacionalista entre parte do eleitorado.

As pesquisas mais recentes sugerem que esse movimento já está em curso. Levantamento da Atlas/Intel, divulgado semana passada, mostra que 53% dos brasileiros consideram provável uma tentativa de Trump de influenciar a eleição presidencial deste ano. Outra sondagem, realizada pelo Meio/Ideia, no entanto, indica que o presidente americano tem pouca capacidade de transferir apoio eleitoral no Brasil. Para 45% dos entrevistados, um eventual endosso não altera a intenção de voto, enquanto apenas uma fatia reduzida avalia essa manifestação de forma positiva.

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Como o Pix está transformando bares e restaurantes no Brasil

O Pix avança nos bares e restaurantes brasileiros, respondendo por uma média de 20,5% das vendas de salão e balcão. O dado confirma a consolidação do pagamento instantâneo no setor, que em levantamento anterior da Abrasel, em 2024, registrava um patamar de 16,5%.

Enquanto o Pix cresce, o dinheiro físico perde espaço e representa apenas 8,3% das vendas presenciais. O cartão de crédito continua na liderança, com 41,5% das transações, seguido pelo cartão de débito, com 25,1%.

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Com três meses de Desenrola 2.0, inadimplência geral recua para 29,8%

O percentual de famílias brasileiras com dívidas a vencer voltou a crescer e alcançou 82% em julho de 2026. O resultado representa um avanço de 0,4 ponto percentual frente a junho (81,6%) e de 3,5 pontos percentuais na comparação com julho de 2025 (78,5%), estabelecendo o sexto registro seguido de máxima na série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e divulgada nesta quinta-feira.

Os dados apurados em julho oferecem um retrato do cenário financeiro das famílias ao fim dos primeiros 90 dias de Desenrola 2.0, programa de renegociação de dívidas do Governo Federal, disponibilizado em 5 de maio. Sob o efeito do incentivo à regularização de débitos, a taxa de inadimplência geral apresentou ligeira retração no mês, passando de 29,9% em junho para 29,8% em julho – nível inferior também ao registrado no mesmo período do ano anterior (30%). No entanto, o aumento do percentual de endividados e do comprometimento da renda preocupa.

Apesar do recuo nas contas em atraso, a Peic sinaliza um ponto de pressão no orçamento doméstico: o aumento da parcela de consumidores com alto comprometimento financeiro. O percentual de famílias que têm mais de 50% dos seus rendimentos mensais comprometidos com o pagamento de dívidas subiu para 19% em julho, atingindo o maior nível desde março deste ano. Em média, os consumidores endividados estão vinculando 29,5% da sua renda mensal para honrar compromissos com credores.

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Você Sabia?

Estudo realizado pela Tanjerin mostra que 64% dos brasileiros comem fora de uma a três vezes/semana.


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