Mundo caminha para aquecimento de 2,8°C, alerta ONU

O mundo terá que triplicar suas ambições climáticas até 2035 se quiser limitar o aumento da temperatura a um pico de 1,8°C antes do fim do século, o que mantém viva a chance de retornar ao 1,5°C previsto pelo Acordo de Paris. Os esforços atuais apontam para um planeta em média 2,8°C mais quente em relação aos níveis pré-industriais. 

Os dados são do Emissions Gap Report, relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgado nesta quarta-feira (21) que faz um balanço anual das emissões mundiais de gases causadores do efeito estufa.  

Partidos apostam em Marçal para ministro de Flávio

Os partidos políticos já trabalham de olho nos cargos de um futuro governo Flávio Bolsonaro. Por mais que a campanha tente evitar o “já ganhou”, as agremiações que fecharam o apoio ao candidato do PL não conseguem evitar as conversas sobre um futuro governo Bolsonaro 2. Alguns apostam que Marçal irá para o governo, como ministro da Prosperidade.

Próspero, mas sem recursos

Em caso de vitória de Flávio Bolsonaro, a formatação desse Ministério da Prosperidade é que vai definir o futuro ministro. Se for cuidar de programas sociais, o PL não vai abrir mão dessa pasta. Se for apenas uma mudança de nome do atual Ministério do Empreendedorismo, aí, avisam alguns deputados, o ex-coach Pablo Marçal pode ficar com o cargo.


Denise Rothenburg

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Minerais críticos e estratégicos empregam 129 mil pessoas no Brasil

As atividades relacionadas ao setor de minerais críticos e estratégicos para o Brasil somaram 129.423 empregos, em 2025, o equivalente a 57% dos 226.634 empregos da indústria extrativa mineral do país.

Quando comparado ao mesmo mercado de trabalho registrado em 2023, houve crescimento de 8,6% no período.

Os dados estão disponíveis no Portal de Minerais Críticos e Estratégicos, lançado na última semana pela Agência Nacional de Mineração (ANM).

As unidades da Federação que mais empregam são Minas Gerais (62.631 postos de trabalho); Pará (27.047); e Bahia (9.147).

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Do cansaço à agressividade: Indecisos reprovarem Flávio e Lula em debate

A avaliação das campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre o debate da Band converge com o que pesquisas qualitativas constataram na noite de domingo. Baseados no diagnóstico de que o petista pareceu “cansado” e com poucas propostas, enquanto o filho de Jair Bolsonaro chamou atenção negativamente pela agressividade, aliados modulam as posturas para o encontro da TV Globo, na sexta-feira, a dois dias da eleição.

Existe consenso de que houve pouca alteração no cenário eleitoral a partir do primeiro debate entre Lula e Flávio. Pesquisadores que acompanharam grupos focais saíram com a leitura de que o eleitor indeciso segue em disputa. A percepção geral foi de um debate péssimo e desgastante, sobretudo o primeiro bloco, no qual os candidatos tiveram confronto direto por 30 minutos.

— O primeiro bloco deixou todo mundo atônito. Flávio passou imagem de arrogante, prepotente, todos ficaram bravos. Já Lula foi visto como alguém cansado e que titubeou muito — afirma Renato Dorgan, do instituto Travessia, que coordenou grupos em São Paulo. — Os indecisos ficaram tristes. A sensação é de que queriam ir embora. Em 2022, percebi os eleitores mais acirrados; no domingo, constatei uma grande depressão.

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‘Flávio decepcionou e Lula não surpreendeu’: a avaliação da campanha do PT sobre o debate

Pesquisas qualitativas acompanhadas pela equipe de comunicação da campanha de Lula apontaram que o primeiro debate entre o candidato petista e Flávio Bolsonaro (PL), realizado neste domingo (18), não provocou mudanças na intenção de voto dos eleitores ouvidos.

Segundo um coordenador ouvido pelo Blog, a percepção geral foi de que “Flávio decepcionou e Lula não surpreendeu”.

A avaliação sobre o presidente também foi crítica. Lula foi visto como cansado, não respondeu diretamente a algumas acusações e teve dificuldades para apresentar propostas. Na percepção dos participantes, o petista falou sobre as realizações do governo, mas não conseguiu transmitir com clareza o que pretende fazer em um eventual novo mandato.

Para Flávio, no entanto, a avaliação foi ainda mais negativa, segundo o interlocutor. Os participantes consideraram sua postura artificial, mecanizada e excessivamente ensaiada. A dificuldade em responder diretamente às perguntas transmitiu, na percepção dos grupos, uma sensação de despreparo.



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Velho populismo e novo iliberalismo na disputa Lula x Flávio

A campanha presidencial mudou de terreno. A controvérsia sobre Nossa Senhora Aparecida e os embates em torno do caso Master e do Judiciário, que dominaram a reta de chegada do segundo turno, cederam espaço ao preço da comida, à renda, à criminalidade e às condições da educação e da saúde. A disputa sobre a ordem institucional continua, mas precisa responder à pergunta sobre o cotidiano dos eleitores: quem pode melhorar suas vidas?

Depois de perder o primeiro turno, Lula recuperou a iniciativa ao combinar mobilização nas ruas, medidas administrativas e articulação legislativa. Desonerações de combustíveis, renegociação de dívidas, apoio aos pequenos empreendedores e anúncio de auxílio a universitários aproximam sua campanha das necessidades imediatas. Parte dessas iniciativas está em execução; outra depende do Congresso, do Orçamento ou de um novo mandato. Seus críticos enxergam mais déficit fiscal e oportunismo eleitoral nesses benefícios.

Na defensiva, apesar do favoritismo, Flávio Bolsonaro procura neutralizar a narrativa petista de que promoverá um "tesouraço" nos direitos sociais. Promete preservar benefícios e melhorar programas, com incentivos à qualificação dos beneficiários. Ao mesmo tempo, anuncia um ajuste fiscal expressivo. A conta não fecha. Como compatibilizar redução de despesas, diminuição de impostos e ampliação da proteção social? Negar cortes não substitui contas exequíveis.

É nesse terreno que ressurge a palavra populismo, empregada como pejorativo. Seu uso indiscriminado confunde proteção social, irresponsabilidade fiscal e autoritarismo. São questões diferentes. Uma política popular pode ser necessária, financiável e democrática, ao passo que uma promessa apresentada como técnica pode esconder escolhas autoritárias e regressivas, marca registrada no novo "iliberalismo".

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A nova campanha do PL será contra o Centrão

Enquanto os finalistas na disputa ao Palácio do Planalto traçam estratégias nesta última semana de campanha, o jogo para a Presidência da Câmara cresce a olhos vistos. Ainda que o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), tenha a perspectiva de somar, logo na largada, 252 votos para ficar no cargo por mais dois anos, a ideia do PL é lançar candidatura própria. Especialmente, se Flávio Bolsonaro sair vencedor em 25 de outubro. Caso o filho 01 seja eleito, o PL tentará quebrar o bloco que fechou o apoio a Motta esta semana. E a força do novo governo, conforme avaliam integrantes do partido, terá todas as condições de angariar apoios. Vale lembrar que a essa altura da última disputa para a Presidência da Câmara, o nome do Republicanos era Marcos Pereira (SP). Portanto, nada está garantido. Dentro do PL, os nomes mais cotados vêm do Rio de Janeiro — Sóstenes Cavalcante e Altineu Cortes, o atual vice-presidente da Casa.

Os partidos aliados à reeleição do presidente Lula tendem a fechar com Motta, seja ele derrotado, seja ele o vencedor. A avaliação interna é de que o presidente da Câmara se mostrou um cumpridor de acordos e foi além ao apoiar
a reeleição do petista para a Presidência da República. Diante desses fatores, não é possível abandonar Motta à própria sorte.

Denise Rothenburg

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Você Sabia?

31% das brasileiras na menopausa sofrem com perda de memória, diz pesquisa realizada pelo Grupo Boticário com 1.200 mulheres mostra que a chamada "névoa mental" e as crises de infelicidade que surgem entre os 40 e 50 anos são dores silenciosas desse período.

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Brasil deve voltar a ser oitava maior economia do mundo em 2027, prevê FMI

 O Brasil deve voltar ao posto de oitava maior economia do mundo em 2027, deixando para trás Rússia e Itália. A projeção faz parte do documento “Perspectivas da Economia Mundial”, divulgado nesta semana pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

De acordo com o estudo, o Produto Interno Bruto brasileiro alcançará US$ 2,80 trilhões (R$ 14,65 trilhões) no ano que vem.

Em 2026, o país termina na 10ª posição do ranking, com PIB de US$ 2,655 trilhões.

Para 2027, a lista mantém os EUA como maior potência econômica, seguida pela China.

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Quem é Jéssica Fazendeira, personagem criada por IA que levou pedreiro a viajar 2,1 mil km do Maranhão a Minas

Jéssica Fazendeira é uma personagem criada por inteligência artificial (IA) que publica vídeos nas redes sociais prometendo uma vida no campo. O perfil ganhou repercussão após o pedreiro Edimar Rocha Martins, de 49 anos, viajar cerca de 2.100 km, de Imperatriz (MA) a Belo Horizonte (MG), neste domingo (11), para encontrar a mulher com quem acreditava conversar pela internet. Em vídeos publicados no Kwai e no Facebook, a personagem aparece convidando seguidores para morar em sua propriedade. 

Em uma das gravações, afirma: “eu quero que você venha para a minha fazenda e nunca mais trabalhe na sua vida”. Edimar acreditou nas promessas e decidiu viajar, motivado também pela solidão após a morte da mãe, segundo relato à Rádio Itatiaia.

Após o caso ganhar repercussão, o perfil publicou um vídeo em que a própria personagem esclarece que não é real e nega ter conversado particularmente com o pedreiro. “Sou feita de inteligência artificial. Nunca conversei com ninguém nesse perfil. O intuito foi ganhar engajamento para vendas”, diz a gravação. 

A pessoa responsável pelo conteúdo, cuja identidade não foi divulgada, também contestou a versão de Edimar e afirmou que não convidou ninguém pessoalmente para ir a Belo Horizonte. 

Sem encontrar a suposta companheira e sem dinheiro para voltar ao Maranhão, o pedreiro recebeu assistência do Serviço de Atendimento e Acolhimento ao Migrante da Prefeitura de Belo Horizonte, que providenciou uma passagem de ônibus. Na terça-feira (13), ele embarcou para Araguatins (TO), cidade onde nasceu.

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Datafolha sugere a Flávio que soberba pode engolir o dono

O Datafolha de quinta-feira sugere que um candidato cheio de si corre o risco de esvaziar a própria vantagem. Em uma semana, Flávio Bolsonaro escorregou de 49% para 47% das intenções de voto. Mesmo estacionado em 45%, Lula viu a distância que o separa do rival cair pela metade — de quatro para dois pontos percentuais.

Pode ser mera oscilação estatística. Uma única variação entre pesquisas, dentro da margem de erro, não permite concluir que a queda continuará. Na foto dos votos válidos, o filho de Bolsonaro continua à frente de Lula: 51% a 49%. Mas Flávio estará em apuros se as próximas pesquisas confirmarem uma tendência de queda. No limite, pode perder para si mesmo.

É nítida a inversão de papéis. Enquanto a campanha de Lula chegou às redes e às ruas, a de Flávio trancou-se nas articulações de bastidor. Lula mudou de assunto. Trocou o legado pelo fim da escala 6x1. Flávio mudou de opinião, votando pela jornada 5x2.

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Promulgada emenda do fim da 6×1

O Congresso Nacional promulgou, nesta sexta-feira, a Emenda Constitucional nº 141 de 2026, que põe fim à escala de seis dias de trabalho e apenas um de descanso (6×1) e prevê a escala 5×2, com duas folgas por semana, para todos os trabalhadores do Brasil dentro de dois meses.

A emenda ainda prevê uma redução gradual da jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais, sem redução salarial, dentro de um período de transição de 14 meses.

A proposta teve a tramitação concluída na última quarta-feira no Senado, com 75 votos favoráveis contra 1, do ex-vice-presidente e senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).

Apoiada pelo governo, a votação contou com apoio também da oposição, que era contra a PEC e tentava impedir a votação nesta semana. Após a sessão ter sido marcada, no entanto, a oposição liberou a bancada, que votou majoritariamente pelo fim da 6×1. A nova regra institui a obrigatoriedade de dois dias de descanso por semana, além de reduzir a jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais. Tudo isso sem redução salarial.

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Fim da escala 6x1 é aprovada

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1, com dois dias de descanso remunerado por semana, foi aprovada pelo Senado nesta quarta-feira (14). 

A proposta recebeu 75 votos favoráveis e um contrário nos dois turnos de votação. O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi o único a votar contra o texto.

A redução também poderá afetar quem já trabalha de segunda a sexta-feira. Atualmente, trabalhadores com jornada de 44 horas podem compensar as quatro horas de sábado ao longo da semana. Com o limite de 40 horas semanais, essa jornada diária poderá ser reduzida, sem diminuição salarial. 

Com a aprovação pelo Senado, a emenda constitucional seguirá para promulgação pelo Congresso Nacional, sem precisar passar pela sanção do presidente da República, como ocorre com projetos de lei. 

A mudança começará a produzir efeitos dois meses após a publicação da emenda constitucional no Diário Oficial.

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PL avalia ‘abrir mão’ da Câmara para disputar comando do Senado

 O PL avalia abrir mão da disputa pela Presidência da Câmara dos Deputados para concentrar esforços na eleição para o comando do Senado. A mudança de estratégia considera a distribuição de espaços de poder no Congresso na próxima legislatura e envolve a candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN), atual coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, à Presidência do Senado.

Na Câmara, o presidente, Hugo Motta (Republicanos-PB), já articula apoios para tentar se reeleger ao cargo. Na semana passada, o presidente do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira (SP), afirmou que apoiaria a recondução de Motta e que buscaria aliança com outros partidos. Ontem, o PSD já sinalizou apoio ao paraibano.

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Pressão popular faz direita recuar e apoiar fim da escala 6×1

A pressão nas ruas fez a direita sucumbir e anunciar apoio ao fim da jornada de trabalho 6×1. Cobrado pelo presidente Lula e pela sociedade, o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro alegou que se posiciona “conforme a vontade da maioria do povo”.

A mudança de posição – o filho de Bolsonaro era feroz crítico da proposta e defende um sistema de trabalho por hora, que especialistas já advertiram que possibilitaria redução salarial – foi ironizada pelo candidato do PT durante discurso em evento de anúncio de medidas para MEIs.

“Eu de vez em quando fico pensando: se todo mal que eu causar a este país for fazer a direita avançar e atender aos interesses do povo brasileiro, eu vou continuar fazendo isso”, destacou o presidente.

A mudança de posição de Flávio Bolsonaro representa uma vitória das manifestações que tomaram as ruas após o primeiro turno das eleições. É também um resultado positivo para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que bancou a votação mesmo após o candidato da direita ter ficado à frente nas urnas.

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Fim da escala 6x1: o que acontece se o Senado aprovar a PEC nesta quarta

A proposta que prevê o fim da escala 6x1 enfrenta nesta quarta-feira (14) seu primeiro grande teste no plenário do Senado. 

Os senadores devem votar, em primeiro turno, a PEC 221/2019, que reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais e garante dois dias de descanso remunerado por semana sem redução salarial.

O texto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, mas ainda precisa superar etapas importantes antes de eventualmente se transformar em uma Emenda à Constituição. 

Para avançar, a proposta precisará receber ao menos 49 votos favoráveis entre os 81 senadores. O resultado definirá os próximos passos da tramitação e indicará o tamanho do apoio político à medida dentro da Casa. 

A expectativa em torno da votação aumentou após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), incluir a matéria na pauta do plenário. 

O tema vem mobilizando parlamentares favoráveis à aceleração da análise da proposta e também grupos que defendem um debate mais prolongado sobre seus impactos.

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