Indicadores sociais e PIB melhoraram com Lula; Bolsonaro controlou dívida

O terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi marcado por avanços no combate à fome e no aumento do PIB de forma mais consistente. Na comparação com a gestão de Jair Bolsonaro (PL), no entanto, chama a atenção a alta dos gastos públicos, o que levou o Banco Central a elevar a taxa básica de juros (Selic). Outra deterioração econômica foi o maior endividamento.

Ambos os presidentes enfrentaram momentos adversos durante seus mandatos — mas o cenário foi bem mais intrincado para Bolsonaro. O ex-presidente amargou os impactos econômicos causados pela pandemia da Covid-19 e pela guerra na Ucrânia. Os desafios enfrentados por Lula envolveram o confronto entre os Estados Unidos e Irã no Oriente Médio.

As comparações entre as gestões mostram também um controle da inflação no governo petista. Em grande parte, isso decorreu, porém, da alta do juro. Por outro lado, a inadimplência cresceu de forma mais moderada nos quatro anos em que Bolsonaro comandou o Brasil.

"O governo Bolsonaro destruiu a regra do teto, o governo Lula piorou a estrutura de gastos, e quem ganhar a eleição vai ter que fazer um ajuste fiscal significativo no ano que vem", diz o economista chefe da MBA Associados Vale.

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O jogo deles

Enquanto a maioria do Brasil assiste a uma campanha eleitoral sem debates e repleta de decisões judiciais, os partidos de centro fazem suas projeções e acreditam que continuarão mandando no Congresso Nacional, pelo menos até a temporada eleitoral de 2030. Nesse sentido, trabalham, via frentes parlamentares, vários projetos para tentar resgatar a própria imagem e não deixar tudo nas mãos do Poder Executivo.

Com ou sem segundo turno, está prevista para 21 de outubro a apresentação de megaprojetos, sob o guarda chuva “Empreende Brasil” e  “Congresso pelo Brasil”. Em gestação na Frente Parlamentar do Empreendedorismo, a ideia dessas propostas é tratar de temas como taxa de juros, insegurança jurídica, ambiente de negócios no país e segurança pública — apontados pelo empresariado como os grandes responsáveis pela dificuldade de atração de investimentos no país. Assim, seja quem for o presidente da República, os congressistas terão seus próprios projetos, com prioridade sobre qualquer proposta a ser apresentada pelo Palácio do Planalto.

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Brasil merece um segundo turno

Fugindo dos debates, Lula e Flávio Bolsonaro atravessaram o primeiro turno embaralhando crises. Os demais candidatos viraram cartas fora do baralho. Submetido à escassez de ideias, o pedaço não alinhado do eleitorado saiu do pôquer. Refugiou-se no marasmo.

Escorados na pujança de suas torcidas organizadas, os favoritos dizem confiar que a fatura será liquidada à vista, sem segunda prestação. Convém torcer para que estejam errados. No Datafolha de quinta-feira, Lula e o filho de Bolsonaro aparecem novamente em empate técnico. Os números da pesquisa sugerem um segundo turno. Mas os dados não permitem tratá-lo como inevitável.

Esticando-se a campanha para a segunda etapa, os favoritos teriam 21 dias para abrir suas cartas. A exposição à controvérsia franca é sempre salutar numa democracia. Mais ainda quando um dos postulantes ao Planalto representa um bloco político cujo líder cumpre pena de prisão por conspirar contra a própria democracia.

Ficou difícil contestar a sério a utilidade do segundo turno. A concessão de uma vitória antecipada corresponderia a entregar uma carta branca a um dos candidatos. E todos sabem — ou deveriam saber — que, em política, as cartas nada têm de brancas.

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Trump diz acompanhar de perto eleição e não declara apoio

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou acompanhar “muito de perto” as eleições brasileiras, que ocorrerão daqui a três dias, em primeiro turno. A declaração foi dada em resposta à pergunta de uma jornalista, na saída da Casa Branca, antes do presidente norte-americano embarcar em uma aeronave para o Texas.

Estou acompanhando muito de perto. O Brasil é um país muito importante. É um grande país. As pessoas no Brasil são fantásticas. É uma eleição muito importante”, disse Trump, sem citar nomes ou declaração de apoio a nenhum concorrente, como já fez recentemente em outras eleições presidenciais, como a da Colômbia.

Sua fala ocorre em meio a tensões recentes entre os governos brasileiro e norte-americano e a preocupações no Brasil sobre possível interferência estrangeira no processo eleitoral.

Em setembro, relatório da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) apontou risco de influência ou interferência dos EUAs nas eleições de 2026. No documento, a inteligência brasileira classifica a possibilidade de interferência externa com um “nível de criticidade” e contextualiza o problema dizendo que “a reafirmação da hegemonia dos EUA na América Latina” é prioridade do segundo governo do presidente norte-americano Donald Trump. Segundo a Abin, o objetivo seria afastar “rivais dos EUA”, como a China, de ativos estratégicos, riquezas naturais e infraestruturas na região.

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Campanha de Lula mirou no passado; a de Flávio, na mudança para o futuro

A campanha de Lula apostou em olhar para trás e comparar trajetórias, enquanto Flávio Bolsonaro falou de mudança e futuro.

O tom adotado por Lula, inclusive em encontros com empresários, reforçou a ideia de que a comparação com o adversário bastaria para garantir a vitória. Para Toledo, essa leitura ignorou como o eleitor decide o voto.

Flávio Bolsonaro apostou em um discurso de mudança e esperança, com foco no futuro - e isso, para ele, fez diferença na reta final. Ele nota ainda que, nas últimas duas semanas, Lula e aliados passaram a defender medidas que soaram como correção de rota.

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Bolsonaro e Lula turbinam campanhas ao Legislativo

A pesquisa Correio/Opinião divulgada hoje mostrou que três partidos aliados a Flávio Bolsonaro (PL-RJ) devem conquistar ao todo seis vagas para a Câmara dos Deputados: PL, Republicanos e MDB, sendo duas vagas cada um. PSol, Rede e a federação PT-PCdoB-PV ficariam com uma vaga cada um, completando o quadro de oito federais do Distrito Federal. Ambas compõem a coligação que apoia a reeleição do presidente Lula. Sinal de que as campanhas para o governo ajudam a puxar aliados.

Enquanto isso, no Senado…/ Coma subida de Bia Kicis (PL-DF) ameaçando a reeleição de Leila do Vôlei (PDT), uma parcela do PT que boicotava a pedetista começa a rever seus conceitos. O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, divulgou um manifesto a favor da reeleição de Leila. Em carta, ele diz ter ficado decepcionado com ela pelo fato de ter assinado um dos pedidos de impeachment do ministro Alexandre de Moraes. Kakay defende que é necessário olhar o pleito com preocupação e lembra que o DF já tem uma senadora “de extrema direita e bolsonarista” — referindo-se a Damares Alves (Republicanos-DF) — e, por isso, é necessário que as duas vagas não sejam renovadas “pelas candidatas do presidiário Bolsonaro”. Até aqui, Bia foi quem mais cresceu na disputa ao Senado, de acordo com a pesquisa do Correio.

Denise Rothenburg






60% dos brasileiros não bate meta de atividade física semanal da OMS, diz estudo

Seis em cada dez brasileiros não fazem os 150 minutos semanais de atividade física recomendados pela OMS. Ao todo, 59% da população nacional, está abaixo desse patamar e 35% fazem menos de 30 minutos de atividade por semana. O Brasil aparece como o terceiro país com a maior taxa de adultos nessa faixa entre os 31 países analisados.

Das 16 horas em média que passam acordados, os brasileiros estimam ficar 88% do tempo praticamente sem se movimentar - algo em torno de 14 horas por dia. Mais da metade, 53%, afirma que conseguiria ficar três dias ou mais sem sair de casa. Entre os jovens de 18 a 24 anos, esse percentual sobe para 60%.

A pesquisa da ASICS apontam que a vida digital facilitou essa dependência menor do movimento. 41% dos brasileiros realizam regularmente tarefas e compras on-line. 61% costumam socializar por telefone ou vídeo no lugar de encontros presenciais.

O professor David Raichlen, da Universidade do Sul da Califórnia, concorda com a ideia de que a conveniência incorporada à vida moderna reduziu a necessidade de deslocamento. “Construímos um mundo que torna o movimento opcional. Conseguimos trabalhar, fazer compras, socializar nos entreter sem realmente nos movimentar – e, embora isso seja conveniente, nosso corpo e nossa mente ainda dependem de movimento regular para se manterem saudáveis”, escreve, no estudo.

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Caged: Brasil criou 165,8 mil postos de trabalho em agosto

Os dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, apontam que 165.827 postos de trabalho com carteira assinada foram abertos em agosto. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões.

O saldo é 183,1% maior em relação a julho, quando o país criou 58.568 empregos.

A criação de empregos subiu 7,2% em comparação a agosto do ano passado, pressionada pelos juros altos e pela desaceleração da economia. No mesmo mês de 2025, tinham sido criados 154.683 postos de trabalho, nos dados com ajuste, que consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores.

Em relação aos meses de agosto desde 2020, no entanto, esse é o segundo resultado mais baixo da série, só perdendo para o mesmo mês do ano passado. A mudança da metodologia no Caged impede a comparação com anos anteriores a 2020.

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Senadores dos EUA enviam carta ao governo Trump defendendo que não interfira em eleições no Brasil

Três senadores democratas dos Estados Unidos enviaram uma carta ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, defendendo a não interferência do governo dos EUA nas eleições no Brasil. O texto é assinado Jeanne Shaheen, Peter Welch e Tim Kaine. 

Tanto Jeanne quanto Kaine são membros do Comitê de Relações Exteriores do Senado. 

Eles fazem dois questionamentos no texto, perguntando como o Departamento 'coordena seus objetivos de democracia e direitos humanos com parceiros regionais no Hemisfério Ocidental, particularmente no que diz respeito à assistência técnica ou ao monitoramento de processos eleitorais e judiciais?' e se poderia se comprometer 'a reconhecer o resultado certificado das eleições democráticas de 2026 no Brasil e a apoiar relações diplomáticas normais com o candidato que for livre e justamente escolhido pelo povo brasileiro?'.

Na carta é reproduzido bastante do assunto de uma outra carta enviada na última semana por 31 parlamentares americanos, entre eles Bernie Sanders e a deputada democrata Alexandria Ocasio-Cortez. 

Eles dizem que há uma preocupação na política americana 'com o fato de o governo Trump estar usando pressão diplomática, econômica e política para enfraquecer deliberadamente as instituições democráticas do Brasil antes da eleição presidencial de 4 de outubro de 2026'. 

Eles dizem que as autoridades americanas realizaram uma grande campanha de interferência e para 'desestabilização' do Brasil.

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Você Sabia?

O Brasil chegou a maio de 2026 com 53,1 milhões de vínculos em planos médico-hospitalares e uma taxa de cobertura de 25% da população. Na prática, três em cada quatro brasileiros continuam fora da saúde suplementar.


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Os dois motivos que Lula levará em conta para ir ao debate da Globo

 Oficialmente, Lula ainda não bateu o martelo sobre a participação no debate da TV Globo na quinta-feira, para o qual foram convidados outros três candidatos: Flávio Bolsonaro, Augusto Cury e Ronaldo Caiado. Desde a pré-campanha, Lula repete a aliados que acha o formato dos debates eleitorais "contraproducente", "muito engessado" e que "eles funcionam como uma armadilha". 

Na coordenação da campanha, é consenso que o presidente deve enfrentar os adversários diretamente pela primeira e única vez neste primeiro turno. 

Não parece razoável que Lula vá deixar sua cadeira vazia na quinta-feira, mesmo com todas as restrições que faz aos debates.

Primeiro, porque sua situação nas pesquisas não lhe permite fugir do confronto com os adversários. Numa situação de empate técnico, a ida ao debate torna-se imperativa.

— Vou no debate da Globo. Está confirmado. Ele que lute. Eu quero ir para lá debater com ele. Eu estou chamando o Lula para o debate: 'Lula, eu quero você no debate da Globo, vem debater comigo porque eu vou esfregar verdade na sua cara e vou mostrar que o meu projeto de Brasil é melhor que o seu.

O tom de desafio usado por Flávio sugere que ele sabe que Lula irá à Globo, mas não quis perder a oportunidade de provocá-lo.

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Santa Cruz fica perto de acesso na Série C

A antepenúltima rodada dos quadrangulares de acesso da Série C chegou ao fim neste domingo, e nenhuma equipe garantiu a vaga na Série B. No entanto, o Santa Cruz está muito perto de voltar à 2ª divisão após 10 anos.

O Santa Cruz podia ter garantido o acesso ontem, 26. Mas o empate por 1 a 1 com o Floresta adiou a classificação.

Com isso, o Santinha ficou com 10 pontos no Grupo A e é seguido por Maringá (7), Floresta (4), e Botafogo-PB (1). Na fase de quadrangulares da Série C, os times jogam contra os rivais da mesma chave em turno e returno, e os dois melhores de cada grupo sobem. Os líderes de cada chave fazem a final para definir o campeão da competição.

No atual cenário, estariam subinho Santa Cruz, Maringá, Ferroviária e Inter de Limeira. Líderes de cada chave, Santa Cruz e Ferroviária fariam a final para decidir o campeão em jogos de ida e volta.

O Santa Cruz pode garantir o acesso na semana que vem. No sábado (3), o time pernambucano enfrenta o Maringá na Arena Pernambucano e um empate já garante a vaga na Série B. Uma derrota também pode dar a vaga mas, nesse cenário, o Botafogo-PB teria que vencer ou empatar com o Floresta. O Santinha disputou a segunda divisão pela última vez em 2017.

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Toffoli determina retirada da federação PSDB/Cidadania da coligação de Raquel Lyra

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a retirada da Federação PSDB/Cidadania da coligação Pernambuco de Coração, que apoia a candidatura à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD). 

Cabe recurso da decisão, que é monocrática e foi assinada no sábado (26). Toffoli derrubou o entendimento adotado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), que havia decidido, por quatro votos a três, manter a federação na coligação, como havia sido aprovado em convenção partidária.

Toffoli determinou ainda que o TRE-PE adote, "com urgência", providências necessárias para adequar o tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, considerando a posição de neutralidade da Federação PSDB/Cidadania na disputa por cargos majoritários em Pernambuco.

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    Colinha’ incompleta: eleitores chegam à última semana antes das eleições sem definir todos os votos

    A uma semana para o primeiro turno das eleições de 2026, muitos eleitores ainda não definiram todos os candidatos em quem pretendem votar no próximo domingo (4). Enquanto parte do eleitorado já preparou a chamada “colinha” com os números dos candidatos, outros ainda avaliam opções para alguns ou todos os cargos em disputa. 

    Para o cientista político Murilo Medeiros, da Universidade de Brasília (UnB), adiar algumas escolhas é um comportamento esperado diante da complexidade da eleição deste ano e, por isso, deixar essa escolha para a reta final é “natural”. 

    “São seis votos, centenas de candidatos, cargos muito diferentes entre si e uma quantidade enorme de informações para assimilar em poucas semanas. É natural que parte dessas escolhas fique para a reta final”, afirma.

    No primeiro turno, os eleitores votam para deputado federal, deputado distrital, dois senadores, governador e presidente da República. É permitido levar uma anotação em papel com os números dos candidatos para consultar na cabine de votação.

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    Lula silencia contra Raquel Lyra e JHC e frustra aliados em atos de PE e AL

    O giro do presidente Lula (PT) ontem e hoje por Maceió e Recife abraçou as campanhas de aliados e juntou milhares de eleitores, mas deixou uma frustração nas campanhas locais dos candidatos coligados ao governo nos dois estados.


    Para evitar danos eleitorais, Lula preferiu ser protocolar e apenas pedir votos para Renan Filho (MDB), na quinta à noite, e para João Campos (PSB), na sexta.

    Os nomes da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), que tenta a reeleição, e do candidato ao governo de Alagoas JHC (PSDB) não foram citados por Lula em nenhum momento. Em ambas as visitas, ele também não concedeu entrevistas.

    A estratégia era não entrar em bola dividida, especialmente com Raquel, que faz rotineiros elogios a Lula e conta com apoio de integrantes do PT e de alguns membros de movimentos sociais de esquerda.

    Em Maceió, Lula também não fez qualquer citação a candidatos.

    No caso de Maceió, JHC apoia dois nomes estratégicos para o Senado, ambos com chance de vitória: Arthur Lira (PP) e Marina Candia (PSDB), esposa de JHC. Apesar de estarem em partidos de centro-direita, Lula espera poder contar com eles, em caso de vitória.

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    Eleição pode acabar no 1º turno por desconhecimento do número de candidatos

    A eleição pode acabar no primeiro turno se parte do eleitorado não souber o número do candidato na urna e não conseguir transformar intenção em voto, avalia José Roberto de Toledo no A Hora, do Canal UOL.

    Toledo diz que o Datafolha inclui, mais perto da votação, uma pergunta que funciona como teste prático: qual número o eleitor pretende digitar para confirmar o voto para presidente. O resultado, segundo ele, varia muito entre os candidatos.

    O Brasil é um dos poucos países do mundo em que o eleitor precisa decorar um número para conseguir votar no seu candidato. Ele não digita o nome do candidato, ele tem que saber o número. Se ele não souber o número, ele não consegue transformar a intenção em voto. Por conta disso, o Datafolha faz a pergunta, e 73% respondem correto, 23% confessam "não sei" e uma parcela chuta o número errado.

    Toledo afirma que o contraste aparece quando a pesquisa cruza as respostas com a intenção de voto. Entre eleitores de Lula, 87% acertam o número. Já entre eleitores de Flávio Bolsonaro, o acerto cai para 79%.

    Na leitura de Toledo, o dado joga responsabilidade extra sobre as campanhas na reta final, sobretudo as de candidatos que ainda não fixaram o número no eleitorado. "O erro pode levar à desidratação dos nomes menores", diz ele, aumentando a chance de a disputa se encerrar já no primeiro turno.

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