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O Distrito Federal é a unidade federativa com a maior média salarial do Brasil, indicou o relatório de Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE), divulgado nesta quinta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com o levantamento, o DF paga uma média de R$ 6.845,13 — cerca de R$ 2,9 mil a mais do que a média nacional, de R$ 3.932,45, e R$ 2,3 mil a mais do que o salário médio do Rio de Janeiro, que aparece em segundo lugar no ranking das maiores remunerações, com média de R$ 4.501,35. São Paulo aparece em terceiro lugar, com salário médio de R$ 4.423,04.
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No seu, estão Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Dias Toffoli e, mais discretamente, Cristiano Zanin. Os demais se dividem em dois grupos que foram alvo de ataques de Gilmar. Ao presidente, Edson Fachin, e a Cármen Lúcia, ele atribui o desgaste de imagem do STF, pela insistência em agendas como o código de conduta do Judiciário. O maior incômodo, no entanto, parece recair sobre André Mendonça, que claramente vem ganhando protagonismo no Supremo com relatorias de casos espinhosos e de alto impacto político, como o Master e o da máfia do INSS.
O fato de Mendonça ter aglutinado maioria na Segunda Turma parece não ter sido bem digerido pelo decano, e o antagonismo agora foi explicitado em rede nacional. A declaração mais explosiva de Gilmar foi quanto aos “erros crassos” que atribuiu ao colega na condução do caso Master. Ele acusou Mendonça de ter tentado interferir nos termos da negociação de delação premiada de Daniel Vorcaro e chegou a insinuar que ela poderia suscitar seu impedimento de continuar à frente do inquérito.
O mais difícil de conter é a guerra declarada no STF. Os anos de protagonismo do tribunal em defesa da democracia acabaram por gerar a hegemonia do bloco Moraes-Gilmar, que não mais subsiste. O caso Master fragilizou justamente integrantes dessa ala, e essa parece ser uma das razões por que o decano se levanta e critica publicamente a atuação de um colega que, há até alguns meses, era próximo a ele.
Chama a atenção a tibieza de Fachin em se impor diante de constantes e cada vez mais ácidas contestações públicas a sua condução à frente do tribunal. Fingir que não leu, não viu ou não escutou as admoestações e se manifestar sempre em tom olímpico em bancas de universidades e simpósios não parece ser uma forma adequada de responder, para dentro e para fora, a uma crise que, não de hoje, vai comprometendo em vários níveis a imagem do Judiciário.
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Os brasileiros estão perdendo mais dinheiro com fraudes digitais. A perda média por vítima, relatadaentre consumidores que disseram ter perdido recursos devido a fraudes digitais (online, e-mail, telefone e mensagens de texto), chegou a R$ 10.699 – cerca de 6,6 salários mínimos -, segundo pesquisa da TransUnion.
Os dados fazem parte da Atualização do TransUnion H1 2026 do Relatório de Principais Tendências de Fraude, que incluiu uma pesquisa global com 12.730 consumidores em 18 países e regiões e destaca como a fraude digital está cada vez mais sofisticada.
O resultado representa uma mudança relevante em relação ao levantamento anterior, quando o prejuízo médio era de R$ 6.311; ou seja, a perda média por fraude digital aumentou em 60%. O prejuízo médio do consumidor no Brasil também está acima da média relatada globalmente de US$ 1.671, o equivalente a R$ 9.307.
A pesquisa também revelou que 41% dos brasileiros disseram ter sido alvo de tentativas de fraude digital na atualização mais recente. Apesar disso, uma parcela significativa dos consumidores diz não ter sido afetada, o que pode indicar possível subestimação de abordagens fraudulentas, especialmente em golpes de engenharia social – quando criminosos manipulam pessoas para obter dados ou acionar transferências financeiras.
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A permanência do senador Jaques Wagner (PT-BA) na liderança do governo no Senado parece ter chegado ao limite. Após dias de resistência e diante da escalada da crise provocada pela Operação Compliance Zero, aliados próximos do parlamentar passaram a defender que a saída do cargo o quanto antes seria a alternativa menos danosa para o governo e para a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A expectativa é de que Wagner comunique a saída aos dirigentes do partido e converse com o presidente, nos próximos dias, para formalizar a decisão.
Nos bastidores do Planalto, a avaliação é de que a manutenção do senador no posto transformou uma investigação individual em um problema político para o governo. Interlocutores do presidente afirmam que Lula acompanhou de perto os desdobramentos da operação e foi informado no fim de semana de que Wagner já havia se convencido da necessidade de deixar a liderança. A interpretação no entorno presidencial é de que o gesto pode ajudar a conter a crise e evitar que o caso continue monopolizando a agenda política.
Nos corredores do Congresso, já começou a disputa pela sucessão. Entre governistas, há quem defenda a escolha de um nome de perfil mais técnico e menos identificado com as correntes internas do PT, enquanto outra ala considera essencial manter um aliado político de confiança do presidente no comando da articulação com os senadores. Independentemente do desfecho, a percepção entre líderes da base é de que a saída de Jaques Wagner, caso confirmada, marcará uma das mais delicadas crises enfrentadas pelo núcleo político do governo Lula desde o início do terceiro mandato.
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A Justiça da Bahia determinou que o Bradesco mantenha o funcionamento da única agência bancária existente na pequena Macururé, de 7,2 mil habitantes e localizada no sertão do estado.
A liminar, concedida na última quarta-feira pelo juiz Dilermando de Lima Costa Ferreira, da 1ª Vara de Chorrochó, impede que a empresa encerre as atividades de seu PAB (Posto de Atendimento Bancário) —o que estava agendado para ocorrer sexta-feira (19).
O Bradesco alegou, para isso, que os canais digitais e sete correspondentes comerciais locais seriam suficientes para suprir a demanda da cidade, mas o argumento não foi aceito pelo magistrado.
"A decisão unilateral do banco de descontinuar o atendimento presencial sem plano de contingência fere o interesse público", afirmou o juiz na decisão.
No primeiro trimestre de 2026, o lucro líquido do Bradesco cresceu 16,1%, em comparação ao mesmo período de 2025, chegando a R$ 6,81 bilhões.
Em vídeo no Instagram, a prefeitura comemorou a decisão. "Essa é uma importante conquista para Macururé, fruto da mobilização da população e da atuação do Poder Judiciário em defesa do interesse público."
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Esse é o segundo levantamento do instituto após a divulgação do site Intercept Brasil sobre as conversas entre Flávio e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Nos áudios, o parlamentar pede dinheiro ao empresário para supostamente financiar o filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
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Mais da metade dos analfabetos (4,8 milhões de pessoas) estava no Nordeste, com uma taxa de 10,6%.
A população com 60 anos ou mais era mais da metade (58%) do total de analfabetos em 2025. Eram 4,9 milhões de pessoas que não sabiam ler e escrever um bilhete simples.
Ainda na população com 60 anos ou mais, a taxa de analfabetismo das mulheres (13,7%) passou a ser menor que a dos homens (14,1%) pela primeira vez. Já a taxa de analfabetismo de pretos ou pardos (20,6%) era quase três vezes superior à de brancos (7,3%) nesse grupo etário.
Sem considerar a população idosa, a taxa de analfabetismo caiu para 2,6% entre pessoas de 15 a 59 anos.
Pela primeira vez, mais da metade de pretos ou pardos com 25 anos ou mais (51,3%) tem o Ensino Médio completo.
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Mais da metade dos respondentes, 58%, afirma não comemorar a Festa Junina. Entre os motivos, a falta de dinheiro extra aparece como principal barreira, citada por 36% dos participantes.
O dado revela que a ausência da celebração não é, na maioria dos casos, uma escolha de estilo de vida. É uma limitação financeira.
Entre os que não comemoram, 53% afirmam preferir descansar em casa durante o período. O número pode indicar tanto uma preferência genuína quanto uma adaptação à impossibilidade de participar.
O cenário reforça que datas comemorativas populares, como a Festa Junina, ainda têm um custo real de participação. Para parte significativa do público, esse custo se apresenta como uma barreira concreta, não como uma decisão de não querer participar.
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As fraudes eletrônicas estão se profissionalizando no Brasil. Com o impulso da inteligência artificial e maior organização, o crime digital atinge agora escala industrial. O resultado é que a cada 13 minutos surgiu um novo risco digital só no primeiro trimestre de 2026, o que representa uma alta de 8,3% na comparação com o mesmo período do ano passado, como mostra um estudo divulgado pela Serasa Experian nesta quinta-feira (18).
Os movimentos fraudulentos incluem até mesmo a troca de informações entre os golpistas, que traçam as melhores rotas e as novas oportunidades de ganhar dinheiro online.
A riqueza de detalhes do “Mapa da Fraude” se deve ao acompanhamento das diferentes etapas da jornada digital, desde a criação de golpes e páginas falsas até tentativas de abertura de contas, roubo de identidade e fraudes em transações eletrônicas, trazendo um retrato completo da situação de insegurança da população, segundo a Serasa.
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O Brasil bateu mais um recorde consecutivo de inadimplência em maio, com 75,06 milhões de brasileiros com cotas em atraso. O dado faz parte do Indicador de Inadimplência da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil. Este volume representa 44,80% da população adulta brasileira. A variação anual observada em maio deste ano ficou abaixo da observada no mês anterior. Na passagem de abril para maio, o número de devedores cresceu 0,44%.
O crescimento do indicador anual se concentrou no aumento de inclusões de devedores com tempo de inadimplência de quatro a cinco anos (38,35%).
A maior concentração de devedores está entre 30 e 39 anos, somando 18,23 milhões de pessoas. Isso significa que mais da metade (53,79%) da população nesta faixa etária está negativada. A distribuição é equilibrada, com leve predominância feminina: sendo 51,34% mulheres e 48,66% homens.
Observando os resultados por região, o Sul apresentou a alta mais expressiva no número de inadimplentes na comparação anual, com crescimento de 9,86%, seguido pelo Norte (9,52%), Sudeste (7,94%), Centro‐Oeste (7,08%) e Nordeste (6,04%).
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O presidente Lula defendeu nesta quarta-feira que o presidente dos EUA, Donald Trump, não interfira nas eleições brasileiras e respeite o país.
“Por mim, ele pode continuar gostando do Bolsonaro – do pai, do filho, do neto. Não tenho nenhum problema. É um problema dele. Afinal de contas, gosto não se discute. Agora, não se meta nas eleições no Brasil.”
“As eleições no Brasil são um problema do Brasil, como as eleições americanas são problema deles e não são um problema meu. A única coisa que eu quero é respeito pelo Brasil, assim como eu tenho pelos EUA”, completou.
Em entrevista coletiva após o fim da Cúpula do G7, em Évian, na França, Lula disse que, se Trump conhece o Brasil pela relação que ele tem com a família Bolsonaro, ele desconhece o país. Vida que segue...
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