Datafolha sugere a Flávio que soberba pode engolir o dono

O Datafolha de quinta-feira sugere que um candidato cheio de si corre o risco de esvaziar a própria vantagem. Em uma semana, Flávio Bolsonaro escorregou de 49% para 47% das intenções de voto. Mesmo estacionado em 45%, Lula viu a distância que o separa do rival cair pela metade — de quatro para dois pontos percentuais.

Pode ser mera oscilação estatística. Uma única variação entre pesquisas, dentro da margem de erro, não permite concluir que a queda continuará. Na foto dos votos válidos, o filho de Bolsonaro continua à frente de Lula: 51% a 49%. Mas Flávio estará em apuros se as próximas pesquisas confirmarem uma tendência de queda. No limite, pode perder para si mesmo.

É nítida a inversão de papéis. Enquanto a campanha de Lula chegou às redes e às ruas, a de Flávio trancou-se nas articulações de bastidor. Lula mudou de assunto. Trocou o legado pelo fim da escala 6x1. Flávio mudou de opinião, votando pela jornada 5x2.

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Promulgada emenda do fim da 6×1

O Congresso Nacional promulgou, nesta sexta-feira, a Emenda Constitucional nº 141 de 2026, que põe fim à escala de seis dias de trabalho e apenas um de descanso (6×1) e prevê a escala 5×2, com duas folgas por semana, para todos os trabalhadores do Brasil dentro de dois meses.

A emenda ainda prevê uma redução gradual da jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais, sem redução salarial, dentro de um período de transição de 14 meses.

A proposta teve a tramitação concluída na última quarta-feira no Senado, com 75 votos favoráveis contra 1, do ex-vice-presidente e senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).

Apoiada pelo governo, a votação contou com apoio também da oposição, que era contra a PEC e tentava impedir a votação nesta semana. Após a sessão ter sido marcada, no entanto, a oposição liberou a bancada, que votou majoritariamente pelo fim da 6×1. A nova regra institui a obrigatoriedade de dois dias de descanso por semana, além de reduzir a jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais. Tudo isso sem redução salarial.

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Fim da escala 6x1 é aprovada

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1, com dois dias de descanso remunerado por semana, foi aprovada pelo Senado nesta quarta-feira (14). 

A proposta recebeu 75 votos favoráveis e um contrário nos dois turnos de votação. O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi o único a votar contra o texto.

A redução também poderá afetar quem já trabalha de segunda a sexta-feira. Atualmente, trabalhadores com jornada de 44 horas podem compensar as quatro horas de sábado ao longo da semana. Com o limite de 40 horas semanais, essa jornada diária poderá ser reduzida, sem diminuição salarial. 

Com a aprovação pelo Senado, a emenda constitucional seguirá para promulgação pelo Congresso Nacional, sem precisar passar pela sanção do presidente da República, como ocorre com projetos de lei. 

A mudança começará a produzir efeitos dois meses após a publicação da emenda constitucional no Diário Oficial.

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PL avalia ‘abrir mão’ da Câmara para disputar comando do Senado

 O PL avalia abrir mão da disputa pela Presidência da Câmara dos Deputados para concentrar esforços na eleição para o comando do Senado. A mudança de estratégia considera a distribuição de espaços de poder no Congresso na próxima legislatura e envolve a candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN), atual coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, à Presidência do Senado.

Na Câmara, o presidente, Hugo Motta (Republicanos-PB), já articula apoios para tentar se reeleger ao cargo. Na semana passada, o presidente do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira (SP), afirmou que apoiaria a recondução de Motta e que buscaria aliança com outros partidos. Ontem, o PSD já sinalizou apoio ao paraibano.

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Pressão popular faz direita recuar e apoiar fim da escala 6×1

A pressão nas ruas fez a direita sucumbir e anunciar apoio ao fim da jornada de trabalho 6×1. Cobrado pelo presidente Lula e pela sociedade, o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro alegou que se posiciona “conforme a vontade da maioria do povo”.

A mudança de posição – o filho de Bolsonaro era feroz crítico da proposta e defende um sistema de trabalho por hora, que especialistas já advertiram que possibilitaria redução salarial – foi ironizada pelo candidato do PT durante discurso em evento de anúncio de medidas para MEIs.

“Eu de vez em quando fico pensando: se todo mal que eu causar a este país for fazer a direita avançar e atender aos interesses do povo brasileiro, eu vou continuar fazendo isso”, destacou o presidente.

A mudança de posição de Flávio Bolsonaro representa uma vitória das manifestações que tomaram as ruas após o primeiro turno das eleições. É também um resultado positivo para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que bancou a votação mesmo após o candidato da direita ter ficado à frente nas urnas.

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Fim da escala 6x1: o que acontece se o Senado aprovar a PEC nesta quarta

A proposta que prevê o fim da escala 6x1 enfrenta nesta quarta-feira (14) seu primeiro grande teste no plenário do Senado. 

Os senadores devem votar, em primeiro turno, a PEC 221/2019, que reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais e garante dois dias de descanso remunerado por semana sem redução salarial.

O texto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, mas ainda precisa superar etapas importantes antes de eventualmente se transformar em uma Emenda à Constituição. 

Para avançar, a proposta precisará receber ao menos 49 votos favoráveis entre os 81 senadores. O resultado definirá os próximos passos da tramitação e indicará o tamanho do apoio político à medida dentro da Casa. 

A expectativa em torno da votação aumentou após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), incluir a matéria na pauta do plenário. 

O tema vem mobilizando parlamentares favoráveis à aceleração da análise da proposta e também grupos que defendem um debate mais prolongado sobre seus impactos.

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Crianças e adolescentes têm R$ 3,5 bi aplicados na bolsa brasileira

Crianças e adolescentes na Bolsa acumulam cerca de R$ 3,5 bilhões em investimentos de renda variável, aponta levantamento da Bolsa do Brasil B3.

O mercado reúne 60,8 mil investidores de até 17 anos em ações, fundos imobiliários, fundos negociados em bolsa (ETFs) e recibos de ações estrangeiras (BDRs). O número é 58% maior que o registrado em dezembro de 2022.

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País tem 10 milhões de idosos a mais que crianças, mas 12 de outubro bate recorde de gasto

O Brasil chega a este Dia das Crianças com 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais e 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. A diferença de 10 milhões a favor dos idosos reflete uma virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar: em 2040, serão 2,5 idosos para cada criança. Mesmo assim, a data está mais forte, segundo estudo do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo & Mercado de Consumo (Ibevar)-FIA Business School.

Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são 12,3%, ou um em cada oito brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da Federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera, com 1,96 idoso por criança. Alagoas é o mais recente a virar, em 2026.

A busca por “presente de Dia das Crianças” no Google dobrou em relação a 2019. No mesmo período, a busca por presente de Natal subiu 22%, a de Dia dos Pais ficou praticamente estável e a de Dia dos Namorados caiu 45%.

O gasto real por criança, descontada a inflação, chega a R$ 369. É o maior valor desde o início da série, em 2005, e supera o pico de 2014 (R$ 354). O valor total da data ainda não alcançou o recorde daquele ano, mas o país tem hoje 3 milhões de crianças a menos, e cada uma recebe mais.

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Por que ficamos 'mais feios' na câmera frontal? Fotógrafa explica

As selfies da câmera frontal podem deixar o rosto com proporções diferentes das vistas no espelho ou em fotos feitas por outra pessoa. Segundo a fotógrafa e criadora de conteúdo Luh Testoni, isso acontece pela combinação entre a proximidade do celular, a lente utilizada, a iluminação e o processamento da imagem. O hábito de se enxergar no reflexo também contribui para a estranheza. Já a diferença de qualidade em relação à câmera traseira está ligada, entre outros fatores, ao tamanho do sensor e aos componentes do aparelho, e não apenas à quantidade de megapixels.

a profissional explica que uma selfie não deve ser interpretada como uma representação definitiva da aparência de alguém. O registro depende das condições em que foi feito, e pequenos ajustes podem mudar bastante o resultado. 

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“Não subestimem o gordinho”

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), está em contato com senadores de praticamente todos os partidos e em plena campanha pela reeleição para mais dois anos no comando da Casa. Corre à boca pequena, inclusive, que teria os votos para se reeleger, uma vez que muitos partidos vislumbram a vitória de Flávio Bolsonaro dia 25 — e, nesse caso, preferem não deixar o presidente da República com o mando geral do Poder Legislativo. Vale para muitos senadores a frase dita num jantar, em 2018, quando o recém-eleito Alcolumbre apresentou-se como candidato a presidente do Senado e as apostas eram de que Renan Calheiros (MDB-AL) levaria o cargo por ser da maior bancada. Um deputado do partido do União Brasil comentou: “Não subestimem o gordinho”, referindo-se a Alcolumbre. O senador afinou a silhueta, mas não perdeu seu poder de articulação. O aviso já foi dado ao PL: todo o cuidado é pouco.

Da mesma forma que o grupo de Alcolumbre começou a se mexer no sentido de permanecer mais dois anos no comando do Senado, crescem as conversas para, conforme revelado em primeira mão por esta coluna, tentar aprovar ainda este ano o fim da reeleição para presidente da República. Como Flávio defende essa proposta, o jogo do Centrão é no sentido de tentar deixar isso aprovado até dezembro. O fato de o senador do PL dizer que caberá ao Congresso definir se o mandato será de quatro anos ou de cinco, fez crescer o receio de que possa querer ampliar o próprio mandato. Porém, entre os aliados de Flávio, a avaliação é de que qualquer mudança do tamanho do mandato valeria para apenas o eleito em 2030. Os partidos de centro sabem que, a partir de 2027, o PL tentará dominar o jogo, uma vez que dominará o Planalto. Por isso, o que der para deixar fechado em 2026 é melhor.

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Flávio diz que Jair Bolsonaro colocará a faixa presidencial nele no dia da posse e promete reduzir maioridade penal

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) prometeu que seu pai, Jair Bolsonaro, vai colocar a faixa presidencial nele no dia 6 de janeiro de 2027, caso seja eleito.

Vocês verão, no dia 6 de janeiro de 2027, na data da posse, Flavio Nantes Bolsonaro fazendo uma oração e entregando o Brasil nas mãos de Deus, e vocês verão Jair Messias Bolsonaro colocando a faixa de presidência em mim", disse Flavio Bolsonaro, em cima de um trio elétrico durante uma carreata em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio.

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Xandão é inegociável

Desde que o ex-presidente Michel Temer anunciou o apoio a Flávio Bolsonaro, cresce a suspeita entre os políticos de que o emedebista fez isso para tentar obter um acordo capaz de preservar o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, seu ex-ministro da Justiça que o então presidente Temer indicou ao STF. Somam-se a essas suspeitas de acordo as ações do próprio ministro, no sentido de distensionar o ambiente com os aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Nas hostes bolsonaristas, entretanto, a avaliação é a de que, se os senadores do PL recuarem em relação ao impeachment de Alexandre de Moraes, deixarão

de cumprir o discurso que levou à construção da bancada que saiu das urnas. Nesse sentido, ou o STF resolve o caso até o final do ano, ou a nova bancada do partido vai tratar de eleger um presidente do Senado que não impeça a abertura de processo contra o ministro. Diante dessa perspectiva, há quem diga que caberá a Alexandre de Moraes pedir para sair.

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Lula ganha fôlego com vídeos de selfie na campanha do 2º turno

Após apostar na mudança da comunicação para o segundo turno, a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemora os resultados iniciais nas redes sociais. O primeiro vídeo em formato de selfie publicado pelo chefe do Executivo no Instagram ultrapassou 26,2 milhões de visualizações. Outros dois, em defesa do fim da escala 6 x 1 e questionando como Flávio Bolsonaro votará a proposta atingiram 18,1 milhões e 11,9 milhões. Mesmo assim, surgiram suspeitas, nessa sexta-feira, de que a Meta está restringido o alcance das postagens de Lula para beneficiar o candidato do PL.

Documento interno produzido pela inteligência da Secretaria Nacional de Comunicação do PT aponta que o algoritmo da Meta pode mesmo estar privilegiando a campanha de Flávio e prejudicando as ações de Lula nas redes.

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Você Sabia?

 

Nas primeiras 72 horas após a votação do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, as redes sociais brasileiras registraram uma onda massiva de hostilidade regional. Segundo o estudo especial "O Nordeste no Banco dos Réus", elaborado pela Ativaweb DataLab, foram 32,8 milhões de menções, links e compartilhamentos que associavam o Nordeste ou os nordestinos ao cenário eleitoral.


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Kátia Abreu volta a cutucar Janja: 'Quer aparecer ou eleger o marido?

Kátia Abreu (PT-TO) voltou a criticar o espaço de Janja na campanha de Lula (PT). Em entrevista ao jornal O Globo, a ex-senadora disse que a prioridade deveria ser a reeleição do presidente, e não a exposição da primeira-dama.

Abreu defendeu que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) tenha mais protagonismo na campanha. "Ele precisa aparecer mais porque ele ajuda muito, ajuda em São Paulo, ajuda no mercado financeiro, ajuda junto aos empresários, ele ajuda toda sorte", afirmou.

Crítica seria baseada em cálculo eleitoral. "Não se trata de gênero, se trata de prioridade eleitoral. Está causando simpatia? Está gerando voto? Nós estamos percebendo que não, e isso está na boca de todo mundo. Isso não tira o valor dela", declarou.

Na entrevista, ela repetiu a pergunta que havia feito em uma reunião interna do PT sobre a participação de Janja. "Nesta hora, qual é a prioridade: aparecer ou eleger o marido? Para mim, é eleger o Lula", afirmou.

A ex-senadora vê excesso na presença da primeira-dama nos palanques e na coordenação da campanha. "Não se trata de implicância com ela, se trata de uma implicância com o excesso dela que não está gerando coisas positivas", completou.

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Aliados de Flávio Bolsonaro alertam para risco de discurso sobre mudança na Constituição e clima de 'já ganhou'

Aliados do candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, alertam para o risco de declarações como a de mudar a Constituição para “redemocratizar o país”, que podem transmitir uma mensagem de autoritarismo. Também pedem que o senador evite adotar um tom de “já ganhou”. 

Na avaliação desses interlocutores, o momento é favorável a Flávio Bolsonaro, que chegou ao segundo turno à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas a diferença entre os dois candidatos ainda pode ser revertida. 

Segundo aliados do senador, Flávio Bolsonaro adotou nesta terça-feira (6), em Goiânia, um tom de quem já se considerava eleito e começava a planejar as primeiras medidas de um eventual governo, entre elas mudanças na Constituição. 

Desde a redemocratização, os candidatos que terminaram o primeiro turno à frente também venceram o segundo turno das eleições presidenciais. 

Interlocutores de Flávio, no entanto, avaliam que esse histórico não é garantia de vitória e consideram perigoso entrar na etapa final da disputa de “salto alto”. 

Ao receber o apoio do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, Flávio Bolsonaro afirmou que um Congresso com maioria de direita permitiria fazer mudanças na Constituição para “redemocratizar o país”.

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