Governo anuncia mais ações contra alta de combustíveis

O governo federal anunciou, ontem, a Medida Provisória (MP) que amplia as ações para conter os impactos nos preços dos combustíveis devido à disparada do barril do petróleo decorrente do conflito no Oriente Médio. As medidas anunciadas por quatro novos ministros da equipe econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva incluem subsídios para o diesel importado e o produzido no mercado doméstico, para o biodiesel, para o gás de cozinha, ou Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), e novos estímulos ao setor aéreo, como zerar o Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre o Querosene de Aviação (QAV).

De acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, embora o Brasil tenha sido um dos "países menos afetados" com o conflito no Oriente Médio, a recomendação do Palácio Planalto é evitar que os custos da guerra cheguem ao bolso dos brasileiros.

A MP também cria um mecanismo para reduzir oscilações de preços e evitar aumentos bruscos ao consumidor, distribuindo ao longo do tempo os efeitos de variações externas. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) poderá aplicar penalidades mais severas em casos de aumento abusivo de preços ou recusa de fornecimento em situações de conflito ou calamidade.

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Onze governadores renunciam para disputar eleições de outubro

O prazo para agentes públicos que vão participar das eleições deixarem seus cargos terminou neste sábado. A regra é chamada de desincompatibilização e vale para governadores, prefeitos e ministros de Estado que pretendem se candidatar no pleito de outubro.

Com o fim do prazo, 11 governadores deixaram suas funções para disputar outros cargos.

Ronaldo Caiado (PSD-GO) anunciou, na semana passada, que é pré-candidato à Presidência da República. Romeu Zema (Novo-MG) também deixou o cargo após dois mandatos consecutivos e sinalizou que deve ser candidato à Presidência, mas ainda não formalizou sua pré-candidatura. 

Nove governadores saíram o cargo e pretendem disputar uma vaga no Senado. São eles: Gladson Cameli (PP-AC); Wilson Lima (União-AM), Ibaneis Rocha (MDB-DF), Renato Casagrande (PSB-ES); Mauro Mendes (União-MT); Helder Barbalho (MDB-PA), João Azevêdo (PSB-PB) e Antonio Denarium (PP-RR). O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) também renunciou ao mandato para disputar uma cadeira no Senado. No entanto, Castro foi condenado, no mês passado, à inelegibilidade até 2030 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Dessa forma, ele deverá disputar o cargo sub judice.

Nove governadores vão disputar a reeleição e podem continuar nos cargos: Clécio Luís (União-AP); Jerônimo Rodrigues (PT-BA); Elmano de Freitas (PT-CE); Eduardo Riedel (PP-MS); Raquel Lyra (PSD-PE); Rafael Fonteles (PT-PI); Jorginho Mello (PL-SC); Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Fábio Mitidieri (PSD-SE).

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Bolsonarismo dispensa inimigos

Os bolsonaristas amam uns aos outros com todo ódio. Gastam mais tempo e energia falando mal de si mesmos do que de Lula e do seu governo. Em vídeo postado nas redes no final de semana, Flávio Bolsonaro pediu "racionalidade". Apelou à razão depois que o irmão Eduardo voltou a bater em Nikolas Ferreira abaixo da linha do intelecto.

Eduardo acusou Nikolas de impulsionar nas redes sociais perfis que criticam ou desejam mal a Bolsonaro. O deputado reagiu com um "kkk..." E Eduardo: "Risinho de deboche para mim? Ao que parece, não há limites para seu desrespeito comigo e minha família". Michelle Bolsonaro tomou o partido de Nikolas, repostando um vídeo dele.

Flávio se disse angustiado. Acha que "todo mundo sai perdendo" nesse tipo de arranca-rabo doméstico. Realçou que o "inimigo" está do outro lado. Embora a biografia bem rachadinha indique que o primogênito de Bolsonaro não passará pelo buraco da agulha, ele se sentiu autorizado a receitar um versículo bíblico aos aliados.

Recomendou a Epístola aos Colossenses 3:13: "Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor lhes perdoou". Num instante em que Flávio Bolsonaro cresce nas pesquisas fazendo pose de moderado, os céus parecem avisar aos eleitores que o pior tipo de excesso que se pode cometer diante do bolsonarismo é o excesso de moderação.



Josias de Souza 




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JHC renuncia da prefeitura de Maceió e pressiona Lira e Calheiros

O prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, o JHC (PSDB), renunciou hoje ao cargo para disputar as eleições de 2026. Em seu lugar, assume o vice Rodrigo Cunha (Podemos).

A renúncia foi oficializada no lançamento Renasce Salgadinho, uma obra símbolo de sua gestão que recupera o riacho poluído que corta a cidade. "Podemos levar essa mudança de Maceió para toda Alagoas", afirmou JHC, dando a entender que será candidato ao governo.

A indefinição sobre o cargo que JHC vai disputar deixa os dois principais grupos políticos do estado em compasso de espera. 
Se concorrer ao governo, JHC será uma pedra no caminho do ex-ministro Renan Filho (MDB), que deixou a pasta dos Transportes na quarta-feira para tentar seu terceiro mandato. Em algumas pesquisas, o tucano aparece à frente do medebista. 
Caso decida concorrer ao Senado, afetará diretamente a vida do deputado federal Arthur Lira (PP) e do senador Renan Calheiros (MDB), que são pré-candidatos às duas vagas do estado.

No PSDB, JHC também ouviu a garantia do presidente Aécio Neves de que poderá decidir o seu destino, garantindo porta aberta para lançar candidatura ao governo, ao Senado ou mesmo aos dois —nesse caso, colocaria a primeira-dama para concorrer ao Senado em uma eventual dobradinha.

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Dentro ou fora da seleção, Neymar ainda é marca mais relevante no futebol brasileiro

 
Dentro ou fora da seleção brasileira, Neymar segue como o ativo mais poderoso do futebol nacional quando o assunto é marketing, audiência e engajamento. Nos bastidores do jornalismo esportivo e do entretenimento, a máxima é clara: qualquer conteúdo que envolva o nome do atacante tende a gerar picos de cliques, visualizações e repercussão em diferentes públicos. 

Os números ajudam a explicar esse fenômeno. Neymar é hoje o brasileiro mais seguido no Instagram, com 234 milhões de seguidores. No cenário global do futebol, aparece no Top 3, atrás apenas de Cristiano Ronaldo, com 671 milhões, e Lionel Messi, com 511 milhões. 

O impacto digital se reflete diretamente em clubes e propriedades esportivas. Seu retorno ao Santos FC, em janeiro de 2025, impulsionou o time a liderar o ranking de crescimento nas redes sociais no ano, ultrapassando o Palmeiras entre os mais seguidos do país.

A força do nome também ficou evidente nas últimas semanas, durante a convocação de Carlo Ancelotti para os amistosos contra França e Croácia. Antes da lista, Neymar esteve entre os assuntos mais comentados na rede social X no Brasil, com debates sobre sua possível presença. Após a ausência confirmada, o debate se manteve, agora centrado na decisão do treinador e nas chances de o atacante disputar a próxima Copa do Mundo.

A estratégia de comunicação direta com o público ganhou um novo capítulo recentemente. Dias após a convocação, Neymar lançou um canal próprio no YouTube, intitulado “48 horas sem filtro”. Em menos de uma semana, o canal ultrapassou 6 milhões de inscritos, enquanto o primeiro vídeo, “Como a minha vida realmente é”, passou de 10 milhões de visualizações. O mesmo conteúdo, replicado nos reels do Instagram, já soma mais de 17 milhões de views, reforçando sua capacidade de amplificar mensagens em múltiplas plataformas.

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Eleições 2026: termina hoje prazo para pré-candidatos deixarem cargos no Executivo

O 1º turno das Eleições Gerais de 2026 será realizado daqui a seis meses. No dia 4 de outubro, mais de 155 milhões de eleitoras e eleitores deverão ir às urnas para escolher presidente e vice-presidente da República, governadores e vice-governadores dos estados e do Distrito Federal, além de deputados federais e estaduais ou distritais e dois senadores por unidade da Federação. 

Neste sábado (4), encerram-se prazos importantes do calendário eleitoral (Resolução TSE 23.760/2026) que devem ser observados por eleitores, candidatos e partidos em todo o país. 

Hoje é o prazo final para o registro, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dos estatutos de partidos políticos e federações que desejam participar do pleito. A legislação eleitoral estabelece que partidos e federações precisam estar regularmente constituídos com pelo menos seis meses de antecedência do 1º turno das eleições.

Também é a data-limite para que candidatas e candidatos tenham domicílio eleitoral na circunscrição onde pretendem concorrer e para que estejam com a filiação partidária devidamente aprovada pelo partido. A exigência segue a legislação eleitoral, embora as agremiações possam estabelecer prazos mais longos nos respectivos estatutos.

Outro prazo que termina neste sábado deve ser observado por ocupantes de cargos do Poder Executivo. Presidente da República, governadores e prefeitos que pretendem disputar outros cargos nas eleições têm até hoje para se desincompatibilizar dos mandatos atuais.


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Esquerda segura movimento para evitar perdas

No lado da esquerda, os partidos seguem uma estabilidade. O PT mantém sua bancada praticamente intacta, enquanto o PSOL reafirmou sua independência ao rejeitar uma federação com os petistas, optando por manter a aliança com a Rede. No entanto, o campo progressista vê o PSB crescer como alternativa para parlamentares de centro-esquerda. 

O cientista político Adriano Cerqueira aponta que a menor movimentação de partidos de esquerda não indica estabilidade, mas cautela diante de um cenário menos favorável. 

“O eleitorado está mais à direita, como já ficou claro nas eleições recentes. Isso faz com que os partidos de esquerda atuem com mais cuidado para não perder bancada”, afirma.

Na avaliação do especialista, o contraste entre os campos políticos é evidente. “A movimentação da esquerda é bem diferente da direita. Enquanto um lado expande com mais liberdade, o outro atua de forma mais defensiva”, conclui.

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Avanço do PL

Partidos como o PL ampliam poder de influência em comissões, relatorias e votações estratégicas.

Esse fortalecimento do PL tem relação direta com a conjuntura. É hoje a maior legenda da direita e centro-direita e se beneficia de uma candidatura competitiva no horizonte. 

O partido vem consolidando um projeto político mais claro desde a última eleição presidencial. O PL se firmou como referência no campo conservador e busca se consolidar como o partido ligado à família Bolsonaro.

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Combustível no Brasil vai baratear ou gasolina a R$ 7 veio para ficar?

Quando a pandemia travou a produção global, faltaram peças, os carros ficaram mais caros e nunca mais voltaram ao preço de antes de 2020. Para se ter uma ideia, de acordo com dados da Bright Consulting, em 2019, o preço público médio dos carros vendidos nos país estava na faixa de R$ 117.171, enquanto em 2021 pulou para R$ 149.186. Atualmente, está em R$ 168.273.

Agora, um novo temor começa a circular entre consumidores: será que o combustível está entrando no mesmo caminho? Com o petróleo pressionado pela guerra no Oriente Médio, o diesel disparando mais de 13% em março e a gasolina se aproximando dos R$ 7 em várias regiões, a dúvida paira sobre o brasileiro: esse é um pico momen.

Para o economista-chefe da XP, Caio Megale, o comportamento do petróleo em momentos de guerra tende a ser mais volátil do que permanente. "A questão é que não tem data. Está todo mundo esperando os desdobramentos, inclusive políticos. O mercado reage muito rápido: dá um sinal e o preço sobe, depois volta", afirma.

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Hana Ghassan assume governo do Pará

Hana Ghassan (MDB) assumiu como governadora do Pará, nesta quinta-feira (2), após Helder Barbalho (MDB) deixar o cargo para disputar as eleições de 2026.

A cerimônia de transmissão de cargo do governo do Pará foi realizada no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém. 

Hana Ghassan Tuma é natural de Belém, nascida em 16 de janeiro, e graduada em Ciências Contábeis pela UFPA (Universidade Federal do Estado do Pará).

Já exerceu diversos cargos na Secretaria de Estado da Fazenda e também atuou como secretária de Estado de Planejamento e Administração (Seplad) antes de ser vice-governadora do Pará.

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Uso de cheque por brasileiros caiu 18% em 2025 e 97% desde 1995

O uso dos cheques no Brasil ainda sobrevive, apesar do grande avanço dos meios de pagamento digitais, como internet e mobile banking, e a criação do Pix em 2020. Levantamento feito pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) mostra que os brasileiros usaram 112,5 milhões de cheques no ano passado. Entretanto, as estatísticas revelam que o número de documentos compensados no país cai ano a ano- houve redução de 18,2% de 2024 para o ano anterior.

Na comparação com 1995, início da série histórica, quando foram compensados 3,3 bilhões de cheques, a queda foi significativa, de 96,62%.

O levantamento tem como base o Serviço de Compensação de Cheques (Compe). Em 2025, o total do volume financeiro dos cheques somou R$ 472,7 bilhões, queda de 9,64% ante o ano anterior.

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Você Sabia?

Gov.br emite 15 assinaturas digitais por segundo e bate recorde. 

Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, que administra a plataforma, o gov.br atingiu 69,2 milhões de assinaturas digitais entre janeiro e março de 2026, um avanço de 57% sobre o mesmo período de 2025.


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Lula diz que Faria Lima deve estar irritada por ele investir em educação para pobres

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (1º) que o investimento do governo federal em educação e em programas sociais, como o Pé-de-Meia, contraria interesses do mercado financeiro e voltou a criticar a elite econômica do País durante evento em Fortaleza (CE). 

“A Faria Lima, lá em São Paulo, a ‘Avenida dos Banqueiros’, deve estar ‘puta’ comigo. “O que esse Lula fica colocando R$ 18 bilhões para cuidar de filho de pobre na escola, se esse dinheiro poderia estar aqui no banco rendendo pra gente ficar mais rico?”, disse o petista.

No evento, Lula afirmou que o governo já destinou cerca de R$ 18,6 bilhões ao programa, voltado à permanência de estudantes no Ensino Médio, e defendeu que o gasto deve ser visto como investimento estratégico. “Quando se tratar de educação, não se fala em gasto, se fala em investimento, porque a educação é o melhor investimento que o país pode fazer para melhorar a possibilidade do seu povo”, afirmou.

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‘Ciro é muito destemperado’, diz Lula sobre eleições no Ceará

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou, nesta quarta-feira (1º/4), que o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PSDB) é “muito destemperado”, e que “troca muito de partido”, ao comentar o cenário eleitoral do estado. Apesar das críticas, Lula disse ter respeito por Ciro e que ele foi um bom ministro quando participou do governo.

Ciro é pré-candidato ao governo do Ceará e lidera nas pesquisas, à frente do atual governador, Elmano de Freitas (PT), apoiado por Lula.

“O Ciro é muito destemperado. Sabe aquela pessoa que acha que pode falar tudo, ofender todo mundo, que pode ser o melhor do mundo. Isso, na política, não dá resultado”, declarou Lula em entrevista à TV Cidade, do Ceará.

“Ele troca muito de partido. Ele já trocou de partido umas dez vezes desde que eu conheci ele. E eu estou no mesmo partido porque eu acredito em uma coisa, e eu acredito no partido. O partido, para mim, é a minha referência. O Ciro acha que a referência é ele. Sabe aquela pessoa que acha que o partido não vale nada?”, acrescentou.

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Por que a Geração Z não quer saber de Lula e da esquerda?

Segundo a pesquisa, divulgada na semana passada, a desaprovação de Lula entre os jovens de 16 a 24 anos —que representam 13% dos eleitores ou 20,5 milhões de pessoas— alcança nada menos que 72%. É o maior índice negativo nesta faixa desde o início do terceiro mandato e supera de longe a média geral, considerando todas as idades, de 53,5%.

As motivações da guinada política dos jovens ainda carece de estudos mais profundos. Mas já dá para levantar alguns pontos que podem explicar por que a Geração Z se identifica mais com a direita e não quer saber de Lula e da esquerda

O envelhecimento de Lula tem o seu peso, não tanto pelos seus 80 anos, mas pelo seu discurso embolorado, que se mantém praticamente o mesmo há 50 anos. Em plena era da inteligência artificial, ele continua preso ao passado. Continua pensando de forma analógica, com a cabeça na Guerra Fria, defendendo Cuba, o ditador Nicolás Maduro, o Irã dos aiatolás e o tal do Sul Global —seu maior fetiche geopolítico. Ficou "véi", como diz a galera por aí.

Além de sua resistência em navegar no ambiente digital, Lula e o PT demonstram uma tremenda incapacidade de entender a mentalidade dos mais jovens, os chamados "nativos digitais", que já nasceram e cresceram sob a influência da internet. A rigor, eles não só têm dificuldade para entender suas ideias como rejeitam muitas delas.

Enquanto muitos dos integrantes da Geração Z valorizam a autonomia na vida pessoal e no trabalho e enxergam no empreendedorismo a principal via de ascensão social, Lula e o PT continuam a acreditar que "dignidade" é ter carteira assinada, sindicato forte e estabilidade no emprego. Seguem apegados à velha CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), criada por Getúlio Vargas em 1943, durante o Estado Novo, sob inspiração da Carta del Lavoro, do ditador fascista italiano Benito Mussolini.

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Lula confirma Geraldo Alckmin como candidato a vice-presidente

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou nesta terça-feira (31/3) que manterá o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) Geraldo Alckmin em sua chapa. A fala ocorreu durante reunião ministerial, no Palácio do Planalto, para anunciar a saída de ministros que vão concorrer nas eleições de outubro.

“O companheiro Alckmin, que vai ter que deixar o Mdic. Ele vai ter que deixar, porque ele é candidato a vice-presidente da República outra vez. Ele vai deixar o Mdic”, discursou o líder petista no início do encontro, que inclui todos os ministros do governo e os substitutos.

É a primeira vez que Lula confirma Alckmin em sua chapa. Nos bastidores, o presidente chegou a cogitar oferecer a vaga de vice para um partido de centro, como o MDB, como tentativa de ampliar as alianças eleitorais.

Lula chegou a dizer, publicamente, em fevereiro, que Alckmin teria “um papel a cumprir” em São Paulo. A fala foi interpretada como um recado para que o vice-presidente concorresse a um cargo em seu estado. Alckmin, porém, descartou a possibilidade e disse a aliados que só participaria das eleições para ser vice novamente.

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