As pesquisas da última semana indicam que o senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ), o primogênito de Jair, é um sério candidato a ser nosso próximo presidente da República.
Escrevendo assim, sem adjetivos nem exclamativos, pode parecer uma coisa natural, diante do cenário do momento que lhe é favorável para a eleição que acontece daqui a pouco mais de seis meses.
Mas essa possibilidade nada tem de natural, convenhamos. Quem poderia imaginar uma notícia dessas até o final do ano passado, quando o ex-presidente anunciou por meio do próprio filho que Flávio seria o candidato oficial do bolsonarismo, sem intermediários.
Foi uma decisão monocrática, sem consulta a ninguém, nem ao partido nem à família, um assunto decidido numa conversa somente entre os dois, sem testemunhas, na cela onde Bolsonaro cumpre uma pena de 23 anos de prisão por atentar contra a democracia.
Até então, o nome dado como certo para ser o candidato da direita e da extrema direita era o do governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos), já tratado como futuro presidente pela Faria Lima, o grande oráculo do poder nacional, apoiado por amplos setores da imprensa e do empresariado, pelo agro e pelos pastores, sem concorrente à vista no seu campo.
As sucessivas pesquisas divulgadas este ano deram ao candidato da oposição o mais importante nesta altura do campeonato: a expectativa de poder. De quebra, ainda enterraram qualquer chance para o surgimento de uma terceira via.
Por isso que as pessoas já começam a se perguntar: dá para imaginar Flávio Bolsonaro como presidente da República?
É algo tão surreal que provavelmente não tinha passado antes nem pela cabeça dele. Só quem acreditava em Bolsonaro 2º era o pai, que agora pode concorrer ao prêmio de homem de visão do ano.
Os próximos meses prometem fortes emoções. Apertem os cintos.
Vida que segue…
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