Demissão de Tite reflete a urgência de resultados no Brasileiro

Era preciso dar uma resposta à torcida no Brasileiro, e com o gol no início da partida até parecia que Tite ganharia uma sobrevida no cargo. O título no Mineiro garantiu um respiro, mas era preciso mais. A primeira vitória no Brasileiro era necessária.

O Cruzeiro tinha feito o mais difícil. Empolgou a torcida e deu sinais de que poderia controlar o jogo. Quando o Cruzeiro marcou, Tite reagiu como quem tira um peso das costas. Caminhou em direção aos jogadores do banco e cumprimentou praticamente todos, um por um. Mais do que comemoração, parecia alívio. Um gesto quase instintivo de quem sabia que o gol, naquele momento, valia mais do que apenas o placar. Mas futebol também é sobre suportar o peso do próprio resultado, e o time celeste não conseguiu. A vantagem escapou, o jogo ficou tenso e o estádio foi mudando de humor.

Antes mesmo do apito final, a arquibancada já dava o veredito. Entre um lance e outro, surgiam gritos pedindo a saída do técnico. Era um pedido que vinha se acumulando jogo após jogo, resultado após resultado. Nas redes sociais, os posts pediam um posicionamento da diretoria para que ela nem deixasse o treinador ir para a coletiva. E foi exatamente o que aconteceu. Em pronunciamento após o jogo com o Vasco, Pedro Junio, vice-presidente de futebol do Cruzeiro, explicou a decisão, pediu desculpas pelo resultado ruim no Brasileiro e informou que a partir desta segunda-feira (16), Wesley Carvalho, interino da casa, assume o time.

Tite deixa o Cruzeiro com 17 jogos no comando da equipe: foram oito vitórias, três empates e seis derrotas. O time celeste marcou 25 gols e sofreu 22.

Vida que segue...


Yara Fantoni - Colunista da UOL


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