O Brasil ocupa a quarta posição entre os países mais desiguais em riqueza, ao lado da África do Sul e atrás dos Emirados Árabes Unidos (EAU) e Rússia. Os dados são do Global Wealth Report 2026 (Relatório de Riqueza Global 2026) elaborado anualmente pelo banco suíço UBS. O relatório apresenta o coeficiente de Gini, que mede o nível de igualdade de riqueza em uma população, representado por um número entre 0 e 1 (quanto mais perto de 1, mais desigual). Ao final de 2025, o Brasil e a África do Sul apareciam com 0,81, depois de EAU e Rússia (0,82) e imediatamente à frente da Arábia Saudita (0,78) e Estados Unidos (0,77).
A Eslováquia era o país com melhor distribuição de riqueza entre os 56 pesquisados pelo UBS, com índice de Gini de 0,38. Em 2024, o Brasil aparecia como o país mais desigual, à frente da Rússia (ambos marcaram 0,82).
Segundo o UBS, a riqueza global cresce rapidamente, mas a desigualdade se aprofunda. Em 2025 a riqueza pessoal aumentou mais de 10% — o ritmo mais acelerado em anos. “Esse crescimento foi impulsionado por mercados financeiros fortes e por um aumento notável nos ativos não financeiros, sinalizando uma elevação generalizada nos padrões de vida.”
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