As três frentes de Lula na campanha: bolsonarismo, Trump e Milei

 

Poucas vezes a política externa esteve tão presente numa campanha eleitoral brasileira. Tanto é assim, que fontes oficiais consultadas pela coluna afirmaram que, nesta disputa pela Presidência da República, Lula tem três frentes abertas. Uma delas é interna: o bolsonarismo. As outras duas são externas e estão conectadas: os Estados Unidos de Donald Trump e a Argentina de Javier Milei.

A tentativa de interferência externa na campanha eleitoral brasileira deixou de ser uma hipótese e passou a ser uma realidade. E isso não é de hoje. Essa realidade, na avaliação de fontes do governo, se impôs em meados de 2025, quando o governo Trump anunciou o primeiro tarifaço contra o Brasil, de 50%.

Milei viajou até São Paulo para participar da Convenção Nacional do PL. Em seu discurso, o chefe de Estado, no mesmo dia condecorado pelo governador Tarcísio de Freitas —que trocou o apelo vermelho pelo azul, num gesto cheio de simbolismos—, atacou o presidente Lula. Abriu-se uma crise bilateral sem precedentes entre Brasil e Argentina.

A campanha de 2026 é diferente de outras passadas. Não se trata apenas das posições dos candidatos sobre temas externos. Se trata do envolvimento inédito de frentes externas na campanha brasileira. O Planalto, confirmaram as fontes, vem se preparando para isso há meses. E sabe que a ofensiva externa, em aliança com a interna, está apenas começando.

Vida que segue...


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