Municípios da base de Ciro Nogueira (PP-PI), senador e presidente do partido, receberam R$ 216 milhões em indicações da liderança do PP em comissões da Câmara dos Deputados em 2025.
Na última quarta-feira, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino mandou dirigentes partidários responderem se tiveram influência sobre as emendas indicadas por integrantes de seus partidos.
A decisão veio depois de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, dizer que é normal dirigentes influenciarem as indicações de emendas. Ele foi alvo de um bloqueio de R$ 119 milhões por ter influenciado na indicação de emendas da liderança do partido na Câmara.
Ao contrário de Valdemar, Ciro tem mandato, mas como senador. Na Câmara, o líder do PP é Dr. Luizinho, deputado do Rio de Janeiro. Apesar disso, 51% das emendas atribuídas à liderança —R$ 216 milhões— foram para o estado de Ciro, o Piauí.
Entre os municípios atendidos pelas emendas "sem dono" estão outros da base de Ciro, como São Raimundo Nonato, Piracuruca e Marcolândia. São R$ 216 milhões, pulverizados em 354 indicações.
Dessa verba, R$ 106 milhões foram para a saúde. Os repasses para essa área são preferidos pelos deputados e senadores por caírem instantaneamente nos fundos municipais ou estaduais de saúde.
O material de divulgação de Ciro diz que ele indicou R$ 500 milhões em recursos para o Piauí em 2025 "assegurados por meio de emendas individuais, de bancada, de comissão e emendas extras".
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