O Brasil ocupa o segundo lugar no ranking mundial de casos diagnosticados de burnout, atrás apenas do Japão, segundo levantamento da International Stress Management Association (ISMA-BR). De acordo com a Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt), cerca de 30% dos trabalhadores brasileiros sofrem com a síndrome, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde como doença ocupacional desde 2022. Dados do Ministério da Previdência Social mostram ainda que os afastamentos por burnout cresceram 493% entre 2021 e 2024 no país.
Os números são alarmantes, mas, na avaliação de Patricia Suzuki, diretora de RH da Redarbor Brasil, detentora do Infojobs, nem todo desconforto no trabalho que leva alguém a procurar uma nova vaga é, de fato, burnout.
“Existe uma confusão comum entre exaustão real e tédio crônico. Os dois fazem o profissional querer sair do emprego atual, mas as causas são opostas, e por isso a solução também precisa ser diferente”, explica.
Segundo a executiva, o burnout costuma vir acompanhado de exaustão física e emocional persistente, mesmo fora do horário de trabalho, além de um distanciamento crescente das tarefas e da sensação de que nada do que é entregue é suficiente.
“Quem está em burnout geralmente sente que está dando o máximo e ainda assim não é o bastante. É uma exaustão que não passa com um fim de semana de descanso”, descreve.
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