Quem sai aos seus não endireita. Reencenando um enredo que tornou o pai inelegível, Flávio mentiu sobre o sistema eleitoral para uma plateia de diplomatas e embaixadores estrangeiros. Disse que as urnas brasileiras têm "origem" numa empresa metida em fraudes eleitorais na Venezuela, a Smartmatic.
A mentira é antiga. Já mereceu desmentido da Justiça Eleitoral. Mas foi recauchutada em relatório da CIA. O documento foi divulgado na semana passada pela Casa Brranca, a pretexto de ressuscitar a alegação de Trump de que perdeu as eleições americanas de 2020 graças a supostas fraudes. Coisa jamais provada.
Desde 1996, quando foram instituídas as urnas eletrônicas, Bolsonaro e seus filhos disputaram 24 eleições. Venceram 22. Bolsonaro foi enxotado do Planalto em 2022. E Flávio naufragou no primeiro turno de uma disputa pela prefeitura do Rio, em 2016. O primogênito do clã se vendia como algo novo. Mas aprende tanto com os erros do pai que os comete de novo. O barulho que se ouve ao fundo inclui o ruído de Darwin se revirando no túmulo.
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