Dilema de prefeito faz Calheiros e Lira esperarem quem será traído em AL

O silêncio do prefeito de Maceió João Henrique Caldas, o JHC (PL), sobre se deixa ou se sai do cargo em abril se tornou ponto-chave para a disputa eleitoral de 2026 em Alagoas.

JHC aparece líder nas pesquisas de intenção de voto para governo ou Senado, mas o enigma se vai renunciar ou não impacta diretamente nas campanhas de Arthur Lira (PP) e da família Calheiros (pai senador e filho ministro dos Transportes vão disputar a eleição de outubro).

A demora revela uma questão delicada: JHC tem acordos diferentes envolvendo os dois grupos rivais, e sua decisão deve trazer uma "traição" a um deles —ou mesmo aos dois. Uma solução acordada entre as partes é considerada inviável. 
Desde 2022, JHC é aliado de Arthur Lira. O ex-presidente da Câmara se mantém fiel ao projeto de ser candidato ao Senado e de declarar apoio ao prefeito na disputa ao governo de Alagoas.

Nos bastidores, porém, Arthur está incomodado com a demora e com o que considera falta de reciprocidade. JHC não fez até hoje qualquer menção de apoio público a Arthur Lira na disputa ao Senado.
Acontece que no ano passado, JHC fez um outro acordo, desta vez com o presidente Lula, em que prometeu não sair candidato a nada e facilitar a eleição de Renan Filho (MDB) ao governo. Em troca, teve a indicação da tia Marluce Caldas para a cadeira de ministra do STJ.

Caso JHC decida concorrer ao governo, vai rasgar a palavra que deu a Lula em julho de 2025.

Se decidir disputar o Senado por outra sigla, JHC vai comprar briga com os dois grupos, já que as pesquisas mostram que ele é favorito a uma das vagas, e necessariamente tiraria ao menos Renan ou Arthur do Senado.

Além disso, a disputa ao Senado em Alagoas deve ter outros dois nomes fortes e com chances reais de vitória: o deputado federal Alfredo Gaspar (União) e o ex-deputado estadual Davi Davino.

Vida que segue...



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