Ante a resistência de aliados históricos ao pedido de comporem uma coalizão militar para reabrir o Estreito de Ormuz — vital para o escoamento de um quinto do petróleo mundial —, Donald Trump reagiu com frustração. "Não precisamos de ninguém. Somos a nação mais forte do mundo, temos de longe as forças armadas mais poderosas do mundo. Não precisamos deles", declarou o presidente dos Estados Unidos. "Mas, é interessante... Estou quase fazendo isso em alguns casos, não porque necessitamos deles, mas porque quero descobrir como reagiriam. Tenho afirmado há anos que, se alguma vez precisarmos deles, não estarão lá", acrescentou, durante entrevista coletiva na Casa Branca. Trump garantiu que, "em breve", anunciará "alguns nomes" de nações que teriam decidido aderir à coalizão.
Em outro momento, a bordo do avião presidencial Air Force One, tornou a criticar alguns países, sem citá-los diretamente. "Alguns deles ajudamos há muitos, muitos anos. Nós os protegemos de fontes externas terríveis, e eles não se mostraram muito entusiasmados. E o nível de entusiasmo é importante para mim", disse. "Levamos 40 anos protegendo eles e não querem se envolver." Na véspera, o republicano tinha ameaçado a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). "É apropriado que aqueles que se beneficiam do estreito ajudem a garantir que nada de ruim ocorra ali. (...) Se não houver resposta, ou se a resposta for negativa, penso que será muito ruim para o futuro da Otan", alertou, em entrevista ao jornal Financial Times.
Envolvida no apoio à Ucrânia contra a Rússia, a aliança militar ocidental se opõe a uma intervenção direta no conflito com o Irã. "Não participaremos na garantia da liberdade de navegação no Estreito de Ormuz por meios militares. A guerra no Oriente Médio não é assunto da Otan. Portanto, a Alemanha não se envolverá militarmente", assegurou o chanceler alemão, Friedrich Merz. O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, descartou o envio de navios de guerra à região. "Embora tomemos as medidas necessárias para nos defendermos e defendermos nossos aliados, não seremos arrastados para uma guerra mais ampla", avisou.
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