Um paper do Banco de Compensações Internacionais (BIS) publicado nesta semana argumenta que, com o acúmulo de grandes estoques de dívida soberana, as decisões sobre taxas de juros tornaram-se cada vez mais importantes para o espaço fiscal dos governos, já que os custos mais altos de empréstimos se traduzem diretamente em pressão orçamentária.
Ou seja, quando a dívida pública está elevada, o custo fiscal de combater a inflação aumenta fortemente, pois altas na taxa de juros elevam as despesas do governo com pagamento de juros. E a dívida alta pode reduzir a intensidade da resposta monetária à inflação, gerando um viés inflacionário mesmo quando a dívida do governo permanece totalmente amparada do ponto de vista fiscal.
Ou seja, quando a dívida pública está elevada, o custo fiscal de combater a inflação aumenta fortemente, pois altas na taxa de juros elevam as despesas do governo com pagamento de juros. E a dívida alta pode reduzir a intensidade da resposta monetária à inflação, gerando um viés inflacionário mesmo quando a dívida do governo permanece totalmente amparada do ponto de vista fiscal.
Os autores do estudo argumentam que a interação entre dívida elevada e choques inflacionários de custo tornam mais provável que o limite fiscal passe a restringir a política, amplificando a inflação. Em recessões movidas pela demanda, dizem, a restrição fiscal pode se tornar mais limitante do que o piso zero da taxa de juros, forçando o banco central a imprimir moeda para comprar o excesso de dívida ou a aceitar a dominância fiscal.
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