Dívida alta dos países está borrando limite das políticas fiscal e monetária, diz BIS

Por quais motivos Donald Trump e outros líderes mundiais opinam tanto que as taxas juros praticadas pelos bancos centrais estão muito altas e precisam baixar consideravelmente, e de maneira rápida? Uma das respostas é que elevado endividamento público dos dias atuais está remodelando cada vez mais a forma como as autoridades monetária e fiscal interagem, borrando as fronteiras tradicionais entre elas. 

Um paper do Banco de Compensações Internacionais (BIS) publicado nesta semana argumenta que, com o acúmulo de grandes estoques de dívida soberana, as decisões sobre taxas de juros tornaram-se cada vez mais importantes para o espaço fiscal dos governos, já que os custos mais altos de empréstimos se traduzem diretamente em pressão orçamentária.

Ou seja, quando a dívida pública está elevada, o custo fiscal de combater a inflação aumenta fortemente, pois altas na taxa de juros elevam as despesas do governo com pagamento de juros. E a dívida alta pode reduzir a intensidade da resposta monetária à inflação, gerando um viés inflacionário mesmo quando a dívida do governo permanece totalmente amparada do ponto de vista fiscal. 

Ou seja, quando a dívida pública está elevada, o custo fiscal de combater a inflação aumenta fortemente, pois altas na taxa de juros elevam as despesas do governo com pagamento de juros. E a dívida alta pode reduzir a intensidade da resposta monetária à inflação, gerando um viés inflacionário mesmo quando a dívida do governo permanece totalmente amparada do ponto de vista fiscal. 

Os autores do estudo argumentam que a interação entre dívida elevada e choques inflacionários de custo tornam mais provável que o limite fiscal passe a restringir a política, amplificando a inflação. Em recessões movidas pela demanda, dizem, a restrição fiscal pode se tornar mais limitante do que o piso zero da taxa de juros, forçando o banco central a imprimir moeda para comprar o excesso de dívida ou a aceitar a dominância fiscal.

Vida que segue...



Siga o blog pelo insta professor_aldery

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Popular Posts