O Palácio do Planalto vai aproveitar a volta do Congresso para tentar emplacar bandeiras da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas esbarra no prazo curto e em outros temas que devem dominar a agenda, como os vetos ao projeto de lei da dosimetria, que reduz o tempo de prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, e a pressão para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o caso do Banco Master.
Parlamentares e integrantes do governo veem como “tempo útil” de trabalho o primeiro semestre, já que a segunda metade do ano será dedicada às campanhas. Logo na primeira semana, a Câmara já anunciou a votação da Medida Provisória do Gás do Povo, que perde a validade em 11 de fevereiro, em um aceno do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), ao Executivo.
Além da limitação de tempo, auxiliares do presidente reconhecem que a fragmentação do Congresso e a dificuldade de coordenação da base impõem obstáculos extras à tentativa de avançar com pautas de apelo eleitoral. A leitura no Planalto é que, sem uma agenda mínima pactuada com as lideranças partidárias, o governo corre o risco de ver suas prioridades diluídas em meio a disputas de curto prazo, com votações guiadas mais por cálculos eleitorais e pressões corporativas do que por compromissos com o Palácio do Planalto.
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