O déficit fiscal do setor público consolidado voltou a superar 8% do Produto Interno Bruto (PIB) e deve permanecer nesse patamar nos próximos anos, segundo relatório do Goldman Sachs divulgado após a publicação das estatísticas fiscais pelo Banco Central na última sexta-feira (30).
O déficit fiscal total alcançou 8,34% do PIB, enquanto o resultado primário consolidado ficou negativo em 0,43% do PIB em 12 meses. Em dezembro, o setor público registrou superávit de R$ 6,3 bilhões, acima do consenso de mercado, mas inferior ao resultado observado no mesmo mês do ano anterior.
Os analistas do Goldman, chefiados pelo economista Alberto Ramos, afirmam que “uma postura fiscal pró-cíclica e a aversão a controlar gastos comprometeram severamente a credibilidade das metas fiscais”, acrescentando que esse quadro contribuiu para uma economia superaquecida.
Para a instituição, um arcabouço fiscal considerado fraco e pouco confiável elevou os prêmios de risco e dificultou o ancoramento das expectativas de inflação no curto e médio prazos.
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