Com a expectativa de convencer o Supremo Tribunal Federal (STF) a conceder prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro, a primeira-dama Michelle Bolsonaro e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, orientaram aliados a baixar o tom das críticas aos ministros da Corte. Segundo parlamentares e dirigentes do partido, o pedido circulou em conversas reservadas, mas também de forma explícita em grupos internos.
Michelle, que assumiu papel político mais ativo desde a prisão do ex-presidente, teria reforçado, de acordo com relatos, que o momento exigia serenidade e que ataques diretos ao STF poderiam ser interpretados como tentativa de constranger o tribunal. No PL, interlocutores de Costa Neto passaram a transmitir avaliação semelhante, defendendo que qualquer novo confronto público poderia contaminar o ambiente político em torno do caso. Procurados, eles não quiseram comentar.
Embora o confronto aberto com o Supremo tenha funcionado por anos como motor de mobilização do bolsonarismo, a avaliação entre aliados do ex-presidente é que hoje se tornou um passivo na tentativa de convencer ministros a apoiar sua ida à prisão domiciliar.
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