Neymar e Diniz: as máscaras finalmente caíram?

Neymar não conseguiu ajudar o Santos a vencer o Novorizontino. Pelo contrário, errou o passe que originou o primeiro gol do adversário, reclamou, atrapalhou a equipe e viu o caríssimo elenco voltar do interior eliminado do Paulistão, nas quartas-de-final.

Se alguém ainda acredita na ressurreição do atacante, eu gostaria de saber de onde emana tanto otimismo. Mesmo com toda a agenda positiva, que o considera "raçudo" por tentar — sem sucesso — salvar uma bola na lateral, dando um verniz de sucesso a cada respiro do antigo craque, a realidade de Neymar é bem clara.

Desde que ele chegou, tratado como príncipe salvador, o Santos foi eliminado do Paulistão 2025 na semifinal, brigou para não cair no Brasileiro e caiu do Paulistão 2026 nas quartas. Lesionado ou não, ele não tem feito a diferença. Pelo menos, não para o bem.

A outra máscara que não precisou cair porque os números não mentem há tempos foi a de Fernando Diniz. Depois da derrota para o Fluminense pelo Carioca, com 54 jogos nesta segunda passagem, ele foi finalmente demitido do Vasco. Neste período, alcançou 18 vitórias, 14 empates e 22 derrotas, com 1 gol de saldo positivo (73 marcados e 72 sofridos).

Curiosamente, um dos únicos grandes momentos de Diniz no Brasileirão 2025 foi justamente o 6 a 0 do Vasco sobre o Santos, que arrancou lágrimas de Neymar no Morumbis.

O futebol é feito de muito mais do que números. É feito, entre tantas outras coisas, de gente — e já vimos como o treinador-psicólogo trata seus comandados.

Alice Klein 



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