Geração 60+ chefia 32% dos lares, mas enfrenta sobrecarga e informalidade

A Geração 60+ tem papel cada vez maior na gestão dos lares brasileiros. Com renda média mensal de R$ 3.865, a mais alta do país, essa parcela da população responde pela chefia de 21,6 milhões de domicílios – quase um terço do total. Esse protagonismo, no entanto, vem frequentemente acompanhado de sobrecarga familiar e informalidade entre quem continua no mercado de trabalho. Os dados são do levantamento “Geração 60+: Moradia e Arranjos Familiares”, feito pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, com base em números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A maior renda, porém, não significa que o grupo tenha ganhado mais nos últimos anos. Entre 2016 e 2025, o rendimento médio da população 60+ caiu 4% em termos reais, enquanto, no mesmo período, a renda média da população geral cresceu 13%. Ainda assim, com R$ 3.865 por mês, a Geração 60+ continua com a maior renda média entre as faixas etárias analisadas.

Na maioria dos lares onde vivem pessoas com 60 anos ou mais, a palavra final sobre as contas passa por elas: em 87% dessas casas, a Geração 60+ responde diretamente pela chefia ou pela gestão compartilhada do orçamento doméstico.

O levantamento da Nexus mostra o peso dessa faixa etária na organização financeira das famílias. “A Geração 60+ contribui diretamente para a manutenção da casa. A dimensão econômica desse grupo dentro dos lares vai além da condição de beneficiário de aposentadorias ou outros rendimentos”, observa o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski.

Vida que segue...


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