Bolsonaro na Papudinha

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a transferência de Jair Bolsonaro (PL) da Superintendência da PF para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, conhecida como Papudinha. O ex-presidente já está na Papudinha.

Bolsonaro está na Sala de Estado Maior da Papudinha, determinou Moraes. Na Superintendência da Polícia Federal, ele também estava na Sala de Estado Maior.

Cela de Bolsonaro terá uma área total de 64,8 metros quadrados. Destes, 54,7 metros quadrados serão cobertos e os outros 10 metros quadrados serão de área externa. A infraestrutura inclui ambientes como banheiro, cozinha, lavanderia, quarto e sala.

Ministro determinou que Bolsonaro terá assistência integral de médicos particulares por 24 horas.

Moraes ainda manteve autorização para que Bolsonaro receba visitas da família.

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Damares cita igrejas em fraude do INSS, e Malafaia reage: 'Linguaruda'

A senadora evangélica Damares Alves (Republicanos-DF) disse que a CPMI do INSS identificou a participação de "grandes igrejas" no esquema de descontos ilegais dos aposentados. A declaração foi criticada pelo pastor Silas Malafaia, que chamou a senadora de "linguaruda".

Possível participação de igrejas "machuca muito", apontou Damares. "Quando se fala de um grande pastor, vem a comunidade: 'não falem, não digam, não investiguem, porque os fiéis vão ficar muito tristes'", afirmou. A declaração ocorreu durante entrevista ao SBT News, no último domingo.

Malafaia cobrou que a senadora apresente provas e os nomes das igrejas. "Ou a senhora dá os nomes ou a senhora é uma leviana linguaruda", disse o líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, em vídeo publicado nas redes sociais. 

A senadora Damares apresentou os nomes dos pastores André Machado Valadão, César Bellucci do Nascimento, Péricles Albino Gonçalves, Fabiano Campos Zettel e André Fernandes, além de requerimentos específicos de quebra de sigilo envolvendo Valadão.

Após a divulgação da lista, Silas Malafaia voltou a se manifestar nas redes sociais e acusou Damares de generalizar acusações ao mencionar, de forma genérica, “grandes igrejas” e “grandes pastores” na entrevista que deu origem à controvérsia. Segundo o pastor, a relação apresentada pela senadora incluiria apenas um líder de maior projeção nacional, já citado anteriormente pela imprensa.

Na avaliação de Malafaia, as igrejas mencionadas não se enquadrariam como grandes denominações, o que, segundo ele, tornaria a declaração da senadora “leviana” e prejudicial à imagem da Igreja Evangélica de forma ampla. “A acusação foi leviana e denigre de maneira geral a Igreja Evangélica”, escreveu.



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Turismo brasileiro tem faturamento recorde de R$ 185 bi em 2025

 

O turismo brasileiro faturou R$ 185 bilhões de janeiro a outubro de 2025 e bateu recorde em valores já registrados no setor. Segundo levantamento mais recente da Federação do Comércio, Bens, Serviços e Turismo de São Paulo (FecomercioSP), com base em informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o ano passado foi histórico para o turismo brasileiro e consolidou uma trajetória de crescimentos consecutivos, especialmente na arrecadação.

Os dados da FecomercioSP mostram que o faturamento de 2025 foi o maior desde que a pesquisa começou a ser realizada, em 2011. Em comparação com o mesmo período de 2024, a alta foi de 6,4%. As informações são da Agência Brasil.

Praticamente todos os segmentos analisados tiveram avanços. O destaque ficou para o transporte aéreo de passageiros, que apontou um faturamento de R$ 48 bilhões, e uma alta de 10,2% na comparação com o período de janeiro a outubro de 2024. O setor de alimentação também aparece com bons números. O faturamento chegou a R$ 28,3 bilhões, nos dez meses de 2025, uma alta de 6,2% no mesmo comparativo.

O maior crescimento percentual ficou com o setor de alojamento, que, de janeiro a outubro, faturou R$ 22,6 bilhões. Um aumento de 11,2% em relação ao mesmo período de 2024.

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Você Sabia?

A OMM (Organização Meteorológica Mundial, agência da ONU para o clima) confirmou que 2025 foi um dos três anos mais quentes já registrados, que os últimos 11 anos foram os 11 mais quentes da série histórica e que o aquecimento dos oceanos segue sem trégua. Mais cedo, o observatório europeu Copernicus já havia divulgado seus dados com as mesmas conclusões.

A média consolidada do período 2023-2025 é 1,48°C acima do nível pré-industrial.



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País polarizado e sem maioria: Meio/Ideia indica terreno instável para Lula em 2026

A percepção dos eleitores sobre a continuidade do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) revela um país dividido às vésperas da disputa presidencial de 2026. 

Dados da pesquisa Meio Ideia, divulgada nesta terça-feira (13), mostram que as opiniões sobre se o presidente merece ou não seguir no cargo estão equilibradas, sem formação de maioria clara. 

O levantamento indica que a avaliação sobre a permanência de Lula no Planalto se distribui de forma polarizada entre aprovação (46,9%) e rejeição (50%), reforçando um ambiente eleitoral de disputa apertada. 

Segundo Maurício Moura, fundador do Ideia, a fotografia captada agora aponta para uma eleição decidida por margem estreita. A pesquisa sugere que deslocamentos pequenos no humor do eleitorado podem ser suficientes para alterar o resultado final, especialmente em um contexto de alta polarização e baixo nível de decisão antecipada. 

A pesquisa Meio Ideia ouviu 2.000 eleitores em todo o país entre 8 e 12 de janeiro de 2026, por entrevistas telefônicas. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06731/2026.

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Hugo Motta condiciona apoio a Lula a acordos e agenda para a Paraíba

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que ainda não tomou posição sobre um eventual apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, qualquer decisão estará vinculada a sinais concretos do governo federal e à construção de uma agenda política que contemple as prioridades da Paraíba. 

A declaração foi feita na noite desta segunda-feira (12/1), em João Pessoa, durante um evento que contou com a presença do ministro do Turismo, Gustavo Feliciano. Na ocasião, foi anunciado o apoio do governo federal às festividades carnavalescas da capital paraibana. 

Motta destacou que alianças políticas são fruto de diálogo e de compromissos mútuos. Para o deputado, o apoio a um projeto nacional precisa estar alinhado às necessidades do estado e às parcerias já estabelecidas no plano local.

“A política se constrói com reciprocidade. Nós temos que nessa construção política entender o que vamos ter de apoios e de gestos para decidir quem vamos apoiar”, disse. 

O presidente da Câmara ressaltou ainda que a definição não depende apenas do Palácio do Planalto, mas também do posicionamento do Partido dos Trabalhadores e das articulações regionais do Republicanos. Ele citou a relação política mantida com o governador João Azevêdo e com o vice-governador Lucas Ribeiro como parte desse processo de construção.

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Minuto Finanças _ Ano novo não anula relação mal resolvida com dinheire

Começa janeiro, e como todos os anos as redes se enchem de promessas: "este ano vai ser diferente", "agora vai!", "mudanças radicais".

Mas ano novo não muda comportamento. Muda calendário. O que realmente muda ou permanece é a nossa consciência, emocional, financeira e de quem acreditamos ser.

Quando pessoas que cresceram na escassez passam a ter acesso ao dinheiro, o consumo muitas vezes surge como compensação. Comprar deixa de ser escolha e vira resposta emocional ao que faltou no passado. Sem educação financeira, essa transição costuma levar ao consumo sem critério, não por descontrole, mas por falta de repertório.

Pesquisas mostram que 55% dos brasileiros afirmam ter pouco ou nenhum conhecimento em educação financeira, apesar de reconhecerem sua importância (Pesquisa Febraban de Educação Financeira, 2023). Outros levantamentos indicam que uma parcela significativa da população não consegue organizar um orçamento doméstico básico nem acompanhar receitas e despesas com clareza (Pesquisa Onze/Estadão, 2023).

Ano novo não resolve, mas consciência transforma.

Talvez este não seja o ano de ganhar mais. Talvez seja o ano de se relacionar melhor com o dinheiro que já existe na sua vida. E essa virada, a mais importante de todas, nenhum calendário faz sozinho. Ela exige o exercício da consciência.

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Com Michelle, PL passa PSD e vira 2ª sigla que mais gasta com ala feminina

 

Quase três anos após a chegada da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ao comando do PL Mulher, em março de 2023, o partido se tornou a 2ª legenda entre as maiores siglas do Congresso que mais gasta com sua ala feminina —atrás apenas do Republicanos. Os dados foram retirados da prestação de contas dos partidos ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Orçamento do PL Mulher saltou de 0,5% dos gastos do partido em 2022 para 8% em 2025. No ano passado, a sigla gastou R$ 14 milhões com sua ala feminina, criada para "aumentar o número de filiadas, identificar candidatas com potencial de eleição e apoiá-las para que tenham sucesso", segundo site oficial.

Ultrapassado pelo PL Mulher, PSD Mulher representou 6% das despesas da sigla em 2025, com R$ 4,3 milhões em gastos. O percentual é igual ao do movimento Mulheres Progressistas, do PP. Em 2024, alas femininas representavam 1% dos gastos de PL e PSD. Diferentemente do PL, o PSD Mulher é menos conservador.



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Governo aposta em pautas sociais para driblar o Centrão

 


Em seu último ano, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta um ambiente político desafiador, marcado por um Congresso hostil, disputas por narrativas e a necessidade de negociações complexas com o Centrão para aprovar pautas estratégicas. Depois de vitórias econômicas nos três primeiros anos de gestão, como a aprovação da reforma tributária e a isenção do Imposto de Renda (IR), o foco do Planalto se volta, agora, para o campo trabalhista, tentando reforçar a base eleitoral e consolidar a imagem de governabilidade.

Nas últimas semanas de dezembro, Lula indicou em seus discursos qual será a direção do governo na reta final antes das eleições. Entre os projetos prioritários estão a regulamentação dos trabalhadores por aplicativo, principalmente entregadores, e o fim da escala 6x1.

Para o cientista político Lucas Fernandes, a deterioração da relação de Lula com o Congresso ocorreu de maneira diferenciada nas duas casas. Na Câmara, houve uma ruptura do Hugo Motta com o líder do PT, Lindbergh, contaminando a relação do Planalto com a Casa. No Senado, a indicação de Messias desagradou Davi Alcolumbre, não apenas pelo nome, mas pelo modo como a indicação ocorreu — segundo Fernandes, Alcolumbre teria sido avisado pelas redes sociais, sem receber um telefonema de Lula, sendo que o candidato preferido dele era Rodrigo Pacheco. "É um momento bastante tenso, e o governo precisa colocar o time de elite em campo para tentar reconstruir pontes", destaca Fernandes.



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"Missão de honra": O plano da oposição para voltar com a dosimetria

 

A oposição ao governo Lula transformou o veto integral ao projeto de lei da Dosimetria em seu principal instrumento de pressão política para a retomada dos trabalhos do Congresso. Nos corredores da Câmara e do Senado, o clima é de mobilização permanente. Líderes de partidos como PL, Republicanos e setores do Centrão já tratam a derrubada do veto como uma "missão de honra" para marcar o início do ano legislativo e impor uma derrota simbólica ao Planalto.

Segundo parlamentares que participam das conversas reservadas, a reação não foi improvisada. Desde dezembro, quando o Palácio do Planalto deixou claro que barraria o texto, dirigentes da oposição passaram a mapear votos e a alinhar discursos. "A gente já sabia que Lula ia vetar. Isso foi conversado dentro das bancadas ainda antes do recesso. A ordem agora é pressionar para votar o quanto antes e derrubar tudo", afirmou um deputado do PL envolvido diretamente nas articulações.

Nos bastidores, a avaliação é de que o governo escolheu deliberadamente elevar a tensão com o Congresso ao vetar um projeto que teve amplo apoio parlamentar. Para lideranças oposicionistas, o Planalto desconsiderou acordos políticos e ignorou a correlação de forças no Legislativo. "O recado foi claro: o governo não quer dividir poder, quer impor sua narrativa. Isso vai custar caro", afirmou.



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Desmatamento cai na Amazônia e no Cerrado

 

O Brasil encerrou 2025 com redução nos alertas de desmatamento na Amazônia e no Cerrado, segundo dados divulgadosontem pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os números são do sistema Deter, utilizado como instrumento de monitoramento contínuo para orientar ações de fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e de outros órgãos. Na Amazônia, a área sob alerta somou 3.817 km² no ano passado, uma queda de 8,7% em relação a 2024 e o menor índice registrado em oito anos. No Cerrado, foram 5.369 km², o que representa uma retração de 9% na comparação anual e o patamar mais baixo desde 2021.

Apesar do recuo, o impacto permanece expressivo. Juntos, os dois biomas perderam 9.186km² de cobertura vegetal em 2025, área equivalente a cerca de seis vezes o território da cidade de São Paulo. Este foi o segundo ano consecutivo de queda simultânea, após um ciclo de alta que atingiu níveis superiores a 10 mil km² em 2022. Em 2023, os alertas na Amazônia haviam sido reduzidos pela metade, enquanto em 2024 a retração foi de 19%, o que sinaliza desaceleração no ritmo de diminuição.

Em nota, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMAMC) associa parte dessa desaceleração observada ao longo de 2024 à seca extrema e ao avanço de incêndios florestais, que elevaram os indicadores de degradação. Ainda assim, a pasta sustenta que a trajetória segue descendente.

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Inflação fecha 2025 em 4,26%, melhor resultado desde 2018

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no país, registrou alta de 0,33% em dezembro. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta sexta-feira (9/1), o avanço levou a inflação acumulada de 2025 a 4,26%.

Com esse resultado, o índice fechou o ano dentro do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), fixada em 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, intervalo que permite variação entre 1,5% e 4,5%. 

O desempenho de 2025 foi fortemente influenciado pelo grupo Habitação, que passou de uma variação de 3,06% em 2024 para 6,79% neste ano, exercendo o maior impacto no índice acumulado, de 1,02 ponto percentual. Na sequência, destacaram-se Educação, com alta de 6,22% e impacto de 0,37 p.p.; Despesas pessoais, que subiram 5,87% e contribuíram com 0,60 p.p.; e Saúde e cuidados pessoais, com variação de 5,59% e impacto de 0,75 p.p. Juntos, esses quatro grupos responderam por cerca de 64% da inflação do ano. 

Segundo o gerente da pesquisa do IBGE, Fernando Gonçalves, o resultado anual de 2025 ocupa posição de destaque na série histórica. “Esse é o quinto menor resultado da série desde o plano Real, ou seja, nos últimos 31 anos. Antes dele, temos 1998 (1,65%), 2017 (2,95%), 2006 (3,14%) e 2018 (3,75%)”, afirmou.

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Lula e Alcolumbre se reúnem e caminho de Messias ao STF 'está pacificado'

Lula e Davi Alcolumbre se reuniram pouco antes do Natal no Palácio da Alvorada. 

Segundo o anfitrião do encontro, acertaram os ponteiros, que andavam desregulados basicamente por causa da indicação para a vaga ao STF: Lula escolheu Jorge Messias; Alcolumbre batia o pé pela nomeação de Rodrigo Pacheco. 

Depois da conversa, Lula disse a um interlocutor, parecendo aliviado: — O caminho do Messias está pacificado. 

Não se sabe ainda que cargos foram incluídos na negociação. A indicação do mais do que polêmico Otto Lobo para a presidência da CVM, passando por cima de Fernando Haddad e causando espanto na Faria Lima por causa do currículo, foi atribuída pelo entorno de Lula a Alcolumbre — o que ele negou ontem a vários parlamentares. De fato, a indicação de Lobo tem vários padrinhos, uma lista que vai de Joesley Batista a Rui Costa, passando por Guido Mantega.

Jaques Wagner, em entrevista ontem, disse que Lula e Alcolumbre ainda não teriam fechado uma negociação em torno de Messias, mas que acreditava que o chefe da AGU terá os votos suficientes para ser aprovado no plenário do Senado.

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Você Sabia?

Levantamento dos Cartórios de Registro Civil do Brasil mostra que as mulheres adotaram o sobrenome do marido em 39,7% dos casamentos em 2024, o menor patamar da série histórica; em 2003, o índice ficou acima de 49%.




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Educação _ Vergonhoso o reajuste de R$ 18,10

Sem consenso entre estados, municípios e representantes dos professores, o MEC deve oficializar um reajuste de 0,37%, bem abaixo da inflação, no piso salarial dos educadores para 2026. Hoje, o piso dos professores da educação básica com jornada de 40 horas semanais é de R$ 4.867,77.

O aumento de 0,37% corresponde a R$ 18,10, vergonhoso. Como a inflação oficial (IPCA) acumulada em 2025 deve fechar em 4,4%, de acordo com previsão do Banco Central, o reajuste de 0,37% não reporia nem mesmo as perdas com a alta dos preços. O MEC (Ministério da Educação) tem até 31 de janeiro para bater o martelo.

Lula pode enfrentar problemas com gestores públicos ou prejuízo eleitoral. A avaliação de secretários da oposição e da base é que oficializar um reajuste de apenas 0,37% poderia impactar negativamente a imagem do presidente, que deve tentar a reeleição. Grande parte da população, afirmam, não sabe que o valor não parte de uma decisão presidencial, mas de uma conta definida em lei.

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Pesquisa revela: mulheres votam mais na esquerda, homens, na direita

Felipe Nunes, cientista político e sócio-fundador da agência de pesquisa Quaest, fez uma análise um tanto reveladora sobre a relação entre voto, comportamento e gênero no Brasil mas que, segundo ele, acontece no mundo todo, neste momento: a análise de dados mostram que as mulheres estão votando mais na esquerda e os homens, na direita. Ou seja, quanto mais elas mostram tendências progressistas, mais eles apertam no conservadorismo. 

Já na geração ponto.com, os nascidos depois de 2.000, o cenário é bem diferente: entre meninos e meninas as diferenças não aparecem tanto e há menos espaço para visões discriminatórias. 

Pode estar exatamente nesta geração a chave de uma virada de comportamento que traria mudanças significativas para a sociedade: mais equidade, em tudo.  

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Dia do Leitor: 8 livros essenciais para estudantes do Ensino Médio

O Dia do Leitor, celebrado em 7 de janeiro, reforça a importância da leitura no desenvolvimento pessoal e no aprendizado contínuo. Estudos mostram que o hábito de ler não apenas amplia o vocabulário e fortalece a escrita, mas também contribui para o pensamento crítico e a criatividade.

Segundo dados da pesquisa Reading at Risk, do National Endowment for the Arts (NEA), nos Estados Unidos, o percentual de adultos jovens entre 18 e 24 anos que leem por prazer caiu de 51% em 1982 para 29% em 2008, evidenciando a necessidade de ações que incentivem a prática da leitura.

Com o intuito de auxiliar os estudantes do Ensino Médio que querem aproveitar as férias para ler e começar a se preparar para os vestibulares de 2026, Thiago Braga e Ana Flávia dos Reis sugerem oito obras literárias. Confira! 


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Um ano melhor, é o que esperam 85% dos brasileiros

Otimistas, 85% dos brasileiros acreditam que 2026 será um ano financeiramente melhor que 2025, e 78% acreditam que conseguirão realizar os sonhos que ficaram pendentes no ano anterior. Os dados são da pesquisa “Perspectivas para 2026”, realizada pela Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box

Os percentuais são ainda maiores que de pesquisa realizada no final de 2025 pelo Datafolha, que mostrou que 69% dos entrevistados esperam que a situação pessoal vai melhorar este ano; na passagem de 2024 para 2025, esta era a expectativa de 60%.

Quando questionados pela Serasa sobre como definiriam o último ano, as principais palavras mencionadas foram planejamento (21%), preocupação (18%) e organização (18%).

Para 2026, os consumidores já começam a planejar as finanças: 92% declaram que estão se organizando para alcançar maior tranquilidade financeira. Entre as principais ações, 34% dizem estar pagando dívidas existentes, 33% reduzindo os gastos do dia a dia, e 31% definindo metas para economizar. Além disso, quase 8 em cada 10 brasileiros afirmam que buscarão educação financeira para melhorar sua qualidade de vida em 2026, segundo a pesquisa Serasa/Opinion Box.

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Os ministros Ricardo Lewandowski e Fernando Haddad querem entregar os ministérios

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) volta a Brasília e terá de pensar imediatamente em trocas de ministros. 

Dois querem sair já. O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, conversou com Lula no fim do ano passado e sinalizou que desejaria deixar o ministério ainda em janeiro, de preferência até o fim desta semana. Fernando Haddad quer sair até fevereiro. 

Integrantes do Ministério da Justiça afirmam que, na virada do ano, Lewandowski sinalizou que quer antecipar a saída. E deixar a pasta até o fim desta semana, na sexta-feira (9). 

Entre técnicos da pasta, há os que defendam a permanência do ministro até a aprovação da "PEC da Segurança Pública". A proposta ainda precisa passar pelo plenário da Câmara e pelo Senado. 

Já Fernando Haddad também conversou com Lula sobre seu desejo de deixar o Ministério da Fazenda neste início de ano, mas sinalizou que poderia ficar até o final de fevereiro. 

Na Fazenda, a tendência é de o secretário-executivo, Dario Durigan, ficar no comando da pasta.

O interesse do ministro seria atuar na coordenação da campanha de reeleição de Lula à presidência. Os planos do PT -- e de Lula -- para ele são outros: uma candidatura ao governo de São Paulo ou ao Senado.

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Presidente interina da Venezuela convida governo dos EUA a fortalecer 'coexistência comunitária duradoura'

A presidente interina da VenezuelaDelcy Rodríguez, declarou na noite deste domingo que tem como prioridade estabelecer uma relação "equilibrada e respeitosa" com os Estados Unidos, um dia após o ataque americano a Caracas e a captura do presidente Nicolás Maduro. Nas redes sociais, Rodriguez publicou uma mensagem direta ao presidente americano, Donald Trump, e reforçou seu apelo pela paz no país sul-americano.

"Consideramos prioritário avançar rumo a uma relação internacional equilibrada e respeitosa entre os EUA e a Venezuela, e entre a Venezuela e os países da região, baseada na igualdade soberana e na não interferência. Esses princípios norteiam nossa diplomacia com o resto do mundo", escreveu Rodríguez em uma publicação nas redes sociais. "Estendemos um convite ao governo dos EUA para trabalharmos juntos em uma agenda de cooperação, orientada para o desenvolvimento compartilhado, dentro da estrutura do direito internacional, e para fortalecer a coexistência comunitária duradoura". 

Em declaração a repórteres quase simultaneamente à postagem da líder venezuelana, Trump insistiu que os Estados Unidos estão "no comando" da Venezuela após a prisão de Maduro e enquanto dialoga com a nova liderança do governo venezuelano. 

— Estamos lidando com as pessoas que acabaram de assumir o cargo. Não me perguntem quem está no comando, porque eu darei uma resposta muito controversa — disse Trump a repórteres a bordo do Air Force One, quando questionado se havia conversado com a presidente interina Delcy Rodríguez.



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Após ataque à Venezuela, Trump diz que uma nova operação militar, contra a Colômbia, 'soa bem'

Após a ofensiva dos Estados Unidos contra a Venezuela, que resultou na captura de Nicolás Maduro, o presidente Donald Trump afirmou que uma nova operação militar, dessa vez contra a Colômbia, "soa bem" para ele. 

O republicano declarou que o país é governado por "um homem doente", em uma crítica direta a Gustavo Petro, o primeiro presidente de esquerda do país. Em outubro de 2025, o governo Trump aplicou sanções contra o líder colombiano.

“A Colômbia também está muito doente, governada por um homem doente, que gosta de produzir cocaína e vendê-la aos Estados Unidos — e não vai continuar fazendo isso por muito tempo", disse, a bordo do Air Force One, a aeronave oficial, na noite deste domingo (4).

Questionado por jornalistas sobre a possibilidade de os EUA levarem adiante uma operação militar contra o país, Trump respondeu: “Soa bem para mim”.

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Trumpo põe o mundo de joelhos

 

O segundo mandato de Donald Trump rapidamente se revela como uma das presidências de maiores consequências das últimas décadas para os Estados Unidos e o mundo. A operação militar espetacular na Venezuela - em que o ditador que comandava o país há mais de uma década foi retirado de seu quartel-general em poucas horas e levado a Nova Iorque, onde será julgado — é o marco de uma nova era.

"Voltamos ao imperialismo das grandes potências, do fim do século 19. Cada gigante em sua área de influência", resume Guilherme Casarões, cientista político e professor da Florida International.

Certamente não estamos falando de um mundo mais seguro. A ação americana na Venezuela é o sinal verde para Putin avançar sobre a Ucrânia, e talvez a Europa, testando o escudo da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), que funcionou tão bem para proteger o continente no pós-guerra. E a justificativa perfeita para a China anexar Taiwan. Os exercícios militares no final do ano ao redor da ilha que o gigante asiático considera uma província rebelde já denunciam as pretensões imperialistas. Segundo essa visão, teremos o mundo dividido em pelo menos três áreas de influência: Estados Unidos, Rússia e China.

Donald Trump, por outro lado, não vê nenhum problema em rasgar a fantasia do autocrata em formação, muito mais parecido com os líderes que tanto respeita, como Vladimir Putin e Xi Jinping, do que com os aliados europeus. Em nenhum momento, o americano falou em restaurar a democracia venezuelana. Pelo contrário, concentrou-se em defender a devolução do petróleo que havia sido "roubado" dos Estados Unidos, quando nos anos 2000 o governo chavista estatizou áreas exploradas por petrolíferas americanas.


Amanda Klein, colunista da UOL 




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Morte e dor nas estradas marcam o feriado de ano-novo

Colisão frontal entre ônibus e caminhão na BR-116, em Pelotas, deixou 11 pessoas mortas. PRF reforça apelo por mais responsabilidade dos motoristas - (crédito: Divulgação/Ecovias Sul)

As festas de fim de ano foram marcadas por uma sequência de acidentes graves em rodovias federais e estaduais por todo o país. Entre os dias 30 de dezembro e 2 de janeiro, colisões envolvendo ônibus, caminhões e veículos de passeio deixaram dezenas de vítimas, interromperam rodovias estratégicas e mobilizaram forças de segurança, equipes de resgate e autoridades locais. Os números reforçam o problema: a combinação de tráfego intenso, imprudência e falhas humanas segue cobrando um preço alto no asfalto brasileiro. 

No Rio Grande do Sul, um dos episódios mais graves aconteceu na manhã de ontem, no quilômetro 491 da BR-116, em Pelotas. Um ônibus intermunicipal colidiu de frente com um caminhão carregado de areia. Onze pessoas morreram, incluindo o motorista do coletivo. A carga do caminhão foi lançada para dentro do ônibus, o que dificultou o trabalho das equipes de resgate. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), havia congestionamento no trecho no momento da colisão, e a principal hipótese é que o caminhão tenha invadido a contramão ao tentar evitar uma fila de veículos parados. A rodovia ficou totalmente bloqueada por horas. 

No Paraná, outra tragédia foi registrada ontem. Na BR-376, em Guairaçá, um carro que havia acessado a rodovia por um trevo foi atingido por uma carreta carregada de adubo. Uma jovem de 21 anos morreu no local, e duas pessoas, de 13 e 20 anos, foram socorridas em estado grave. Chovia no momento do acidente, fator que pode ter contribuído para a colisão. No estado, balanço parcial da Operação Rodovida 2026 apontou 53 acidentes entre 30 de dezembro e 1º de Janeiro. A PRF destacou que a maioria dos casos está relacionada a falhas humanas, desatenção e excesso de velocidade. Os radares flagraram mais de 400 motoristas acima do limite permitido, incluindo um carro de luxo a mais de 200km/h. 

No Centro-Oeste, a Virada do Ano foi especialmente dolorosa para famílias de diferentes estados. Em Goiás, quatro pessoas de uma mesma família morreram após o carro em que estavam colidir contra uma barreira de concreto e cair em uma ribanceira na BR-050, em Campo Alegre de Goiás. O veículo seguia no sentido Brasília quando o motorista perdeu o controle da direção. Os corpos foram levados ao Piauí, onde se deu o sepultamento, marcado por forte comoção na comunidade de origem das vítimas. 

Outro acidente com múltiplas mortes foi registrado em Minas Gerais, na BR-040, em João Pinheiro. Um carro ocupado por um casal e duas crianças colidiu frontalmente com um caminhão-cegonha que teria invadido a faixa contrária. Com o impacto, o veículo menor saiu da pista e pegou fogo. Todos os ocupantes morreram no local. A PRF isolou a área para perícia, e as causas exatas da tragédia ainda estão sob investigação.

Em Mato Grosso, a PRF apura as circunstâncias de um acidente que matou quatro pessoas da mesma família após uma colisão frontal entre um carro e uma carreta. Excesso de velocidade, sonolência, distração ao volante e possível falha mecânica estão entre as hipóteses analisadas. Uma criança de 12 anos sobreviveu e permanece internada, fora de risco.



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