Fim de festa, candidato

De um lado para o outro, nos quatro cantos do país, lá estão eles com adesivos nas camisetas, santinhos nas mãos e sorriso estridente. Não serei tão radical. Sabemos, há muito tempo, como se comportam os candidatos a alguma coisa. É necessário comer pastel na feira. O povo precisa conhecer. É o momento de apresentar propostas e torcer pela mudança. É assim que falam, não é? Quase  nunca é assim, convenhamos. 

Não sei se é uma impressão única, mas aquele alvoroço pré-eleitoral está escanteado. Os carros de som, as bandeiras e até as musiquinhas que não saíam da cabeça parecem ter perdido espaço. Há uma explicação para isso. É a descrença. De tropeço em tropeço, candidatos, a incredulidade ocupa o trono. Uma pesquisa conduzida pelo cientista político Jairo Pimentel, da Fundação Escola de Sociologia e Política, revelou que 41% dos leitores estão desiludidos com a política; 73% não têm simpatia por nenhum partido; e 22% se abstêm de votar. Os motivos não estão centralizados na esquerda, na direita ou no centro, mas na incapacidade de resolver problemas básicos. 

Sinto informar, futuros governantes, mas os eleitores sabem distinguir o real e a novela. Estamos a menos de um mês das eleições. Se eu pudesse definir esta reta final, a palavra seria desespero. Preocupa-me. A afobação leva ao esvaziamento de pautas sérias e importantes. 

Vida que segue...

Siga o blog pelo insta professor_aldery

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Popular Posts