Renans, Ciros, ACM, Roseana: os caciques do Nordeste que perderam a eleição

As eleições de ontem nos estados do Nordeste impuseram uma série de derrotas marcantes a nomes e sobrenomes conhecidos na política nacional. São caciques políticos que ficaram sem cargos ou vão deixar os que estão a partir de 2027, quando os eleitos agora tomarão posse.

Em Alagoas, a família Calheiros foi golpeada duplamente, perdendo a disputa ao governo, com Renan Filho (MDB), e ao Senado, com Renan Calheiros (MDB) — João Henrique Caldas, o JHC (PSDB), foi eleito governador, e Marina JHC (PSDB) e Arthur Lira (PP), para o Senado.
Na Bahia, quem voltou a perder uma eleição foi o ex-deputado federal e ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil). Assim como em 2022, ele foi derrotado por Jerônimo Rodrigues (PT) e continua no ostracismo político, como nos últimos quatro anos.

No Ceará, o grande derrotado foi o ex-governador Ciro Gomes (PSDB), que perdeu sua terceira eleição consecutiva: 2018 e 2022 para presidente, e agora para o governo do estado. Ele foi derrotado pelo governador Elmano de Freitas (PT).
No Maranhão, quem pode dar adeus à vida pública é a deputada federal Roseana Sarney (MDB), que chegou a falar em desistir da política após tratamento de câncer de mama. Na votação de ontem, ela ficou na terceira posição na corrida ao Senado, atrás de Fufuca (PP) e Lahesio Bonfim (Novo).

No Piauí, o grande derrotado foi o senador e presidente do PP, Ciro Nogueira (PP). Sem apoio do PT desta vez e agora ligado ao bolsonarismo, ele ficou apenas na terceira posição e viu os dois nomes que tiveram apoio de Lula — Marcelo Castro (MDB) e Júlio César, o Julim do Lula (PSD) — serem eleitos.

Vida que segue...

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