Trump diz acompanhar de perto eleição e não declara apoio

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou acompanhar “muito de perto” as eleições brasileiras, que ocorrerão daqui a três dias, em primeiro turno. A declaração foi dada em resposta à pergunta de uma jornalista, na saída da Casa Branca, antes do presidente norte-americano embarcar em uma aeronave para o Texas.

Estou acompanhando muito de perto. O Brasil é um país muito importante. É um grande país. As pessoas no Brasil são fantásticas. É uma eleição muito importante”, disse Trump, sem citar nomes ou declaração de apoio a nenhum concorrente, como já fez recentemente em outras eleições presidenciais, como a da Colômbia.

Sua fala ocorre em meio a tensões recentes entre os governos brasileiro e norte-americano e a preocupações no Brasil sobre possível interferência estrangeira no processo eleitoral.

Em setembro, relatório da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) apontou risco de influência ou interferência dos EUAs nas eleições de 2026. No documento, a inteligência brasileira classifica a possibilidade de interferência externa com um “nível de criticidade” e contextualiza o problema dizendo que “a reafirmação da hegemonia dos EUA na América Latina” é prioridade do segundo governo do presidente norte-americano Donald Trump. Segundo a Abin, o objetivo seria afastar “rivais dos EUA”, como a China, de ativos estratégicos, riquezas naturais e infraestruturas na região.

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Campanha de Lula mirou no passado; a de Flávio, na mudança para o futuro

A campanha de Lula apostou em olhar para trás e comparar trajetórias, enquanto Flávio Bolsonaro falou de mudança e futuro.

O tom adotado por Lula, inclusive em encontros com empresários, reforçou a ideia de que a comparação com o adversário bastaria para garantir a vitória. Para Toledo, essa leitura ignorou como o eleitor decide o voto.

Flávio Bolsonaro apostou em um discurso de mudança e esperança, com foco no futuro - e isso, para ele, fez diferença na reta final. Ele nota ainda que, nas últimas duas semanas, Lula e aliados passaram a defender medidas que soaram como correção de rota.

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Bolsonaro e Lula turbinam campanhas ao Legislativo

A pesquisa Correio/Opinião divulgada hoje mostrou que três partidos aliados a Flávio Bolsonaro (PL-RJ) devem conquistar ao todo seis vagas para a Câmara dos Deputados: PL, Republicanos e MDB, sendo duas vagas cada um. PSol, Rede e a federação PT-PCdoB-PV ficariam com uma vaga cada um, completando o quadro de oito federais do Distrito Federal. Ambas compõem a coligação que apoia a reeleição do presidente Lula. Sinal de que as campanhas para o governo ajudam a puxar aliados.

Enquanto isso, no Senado…/ Coma subida de Bia Kicis (PL-DF) ameaçando a reeleição de Leila do Vôlei (PDT), uma parcela do PT que boicotava a pedetista começa a rever seus conceitos. O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, divulgou um manifesto a favor da reeleição de Leila. Em carta, ele diz ter ficado decepcionado com ela pelo fato de ter assinado um dos pedidos de impeachment do ministro Alexandre de Moraes. Kakay defende que é necessário olhar o pleito com preocupação e lembra que o DF já tem uma senadora “de extrema direita e bolsonarista” — referindo-se a Damares Alves (Republicanos-DF) — e, por isso, é necessário que as duas vagas não sejam renovadas “pelas candidatas do presidiário Bolsonaro”. Até aqui, Bia foi quem mais cresceu na disputa ao Senado, de acordo com a pesquisa do Correio.

Denise Rothenburg






60% dos brasileiros não bate meta de atividade física semanal da OMS, diz estudo

Seis em cada dez brasileiros não fazem os 150 minutos semanais de atividade física recomendados pela OMS. Ao todo, 59% da população nacional, está abaixo desse patamar e 35% fazem menos de 30 minutos de atividade por semana. O Brasil aparece como o terceiro país com a maior taxa de adultos nessa faixa entre os 31 países analisados.

Das 16 horas em média que passam acordados, os brasileiros estimam ficar 88% do tempo praticamente sem se movimentar - algo em torno de 14 horas por dia. Mais da metade, 53%, afirma que conseguiria ficar três dias ou mais sem sair de casa. Entre os jovens de 18 a 24 anos, esse percentual sobe para 60%.

A pesquisa da ASICS apontam que a vida digital facilitou essa dependência menor do movimento. 41% dos brasileiros realizam regularmente tarefas e compras on-line. 61% costumam socializar por telefone ou vídeo no lugar de encontros presenciais.

O professor David Raichlen, da Universidade do Sul da Califórnia, concorda com a ideia de que a conveniência incorporada à vida moderna reduziu a necessidade de deslocamento. “Construímos um mundo que torna o movimento opcional. Conseguimos trabalhar, fazer compras, socializar nos entreter sem realmente nos movimentar – e, embora isso seja conveniente, nosso corpo e nossa mente ainda dependem de movimento regular para se manterem saudáveis”, escreve, no estudo.

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