O ex-presidente Jair Bolsonaro tem acompanhado todos os movimentos do filho e pediu que não deixe de lado as origens do bolsonarismo, nem abandone o grupo. Isso significa, em caso de vitória, um alinhamento maior com os Estados Unidos, em prol da exploração das riquezas minerais, do petróleo e com a agenda do movimento Maga — Make America Great Again, do presidente Donald Trump. Se Flávio vencer — e o ex-presidente está convicto de que Flávio não perde para Lula —, Jair Bolsonaro quer que o filho não se deixe confundir com o Centrão, a fim de não deixar espaço aberto para que líderes políticos como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) ou outros acabem tomando conta da direita mais radical. Nesse sentido, quando o Centro e o bolsonarismo estiverem em divergência, a família pressionará Flávio a se manter fiel às origens.
O bolsonarismo percebeu o potencial do deputado Nikolas Ferreira há tempos e não por acaso o parlamentar foi criticado pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Se Flávio perder, a disputa pela direita vai crescer e com nomes mais novos, diferentemente do que ocorreu nesta eleição presidencial. Se ele vencer, a família ainda terá voz de comando na direita por muito tempo. Afinal, ainda que Flávio garanta que não irá correr à reeleição, essa emenda depende do Congresso Nacional, onde ainda não há acordo sobre esse tema e a proposta mais avançada prevê mandato de cinco anos.
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