Nesse cenário, surge uma questão que afeta milhões de trabalhadores: como construir uma carreira capaz de durar várias décadas sem comprometer renda, empregabilidade e qualidade de vida?
Os números mostram a dimensão dessa transformação. A população com 50 anos ou mais já soma 61,4 milhões de pessoas no Brasil, o que representa 28,8% da população brasileira. Já a participação no mercado de trabalho desse grupo cresce cerca de 0,5 ponto percentual ao ano. Em março de 2026, por exemplo, a participação de pessoas 50+ no mercado de trabalho alcançou 43,6%, segundo dados da PNAD Contínua Trimestral.
Ao mesmo tempo, a taxa de desemprego entre os trabalhadores maduros ficou em 3,1%, abaixo da média nacional (6,1%), enquanto o rendimento médio é cerca de 10,5% superior ao registrado no conjunto da população ocupada.
Para Antônio Leitão, gerente-geral do Instituto de Longevidade MAG, a ampliação da vida profissional é resultado de uma combinação de fatores demográficos, econômicos e institucionais. “A vida mais longeva aumenta a duração das carreiras”, afirma.
Leitão ressalta que, além do aumento da expectativa de vida, mudanças no mercado de trabalho e nas regras previdenciárias contribuem para que as pessoas permaneçam mais tempo em atividade.
Vda que segue...
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