O Campeonato Brasileiro chega à pausa para a Copa do Mundo com uma tabela que, à primeira vista, parece equilibrada.
E realmente está!
Mas só do terceiro lugar para baixo.
Basta olhar a classificação abaixo para perceber que, neste momento, a sensação é de que praticamente qualquer equipe entre Fluminense, Athletico-PR, Bragantino, Bahia, Coritiba, São Paulo, Atlético-MG, Corinthians, Cruzeiro, Botafogo, Vitória, Internacional, Santos, Grêmio e até Vasco pode terminar o ano tanto na Libertadores quanto na Série B.
É tudo muito apertado.
Uma sequência de três vitórias pode colocar um time no G-4.
Três derrotas podem jogá-lo na zona de rebaixamento.
E talvez o caso mais curioso seja justamente o Fluminense.
Apesar de ocupar a terceira colocação, parece muito mais fácil imaginar o Tricolor sendo engolido pelo pelotão de trás do que ameaçando Flamengo e Palmeiras na luta pelo topo.
Porque, sejamos sinceros, hoje o Brasileirão parece dividido em dois campeonatos.
Um é disputado por Flamengo e Palmeiras.
O outro é disputado pelos demais.
E essa impressão ficou ainda mais evidente nas transmissões da rodada.
Enquanto os repórteres que cobrem a maioria dos clubes falavam sobre a necessidade de vender dois ou três jogadores para equilibrar as contas, em Flamengo e Palmeiras o assunto era outro.
Contratações, reforços e jogadores já acertados chegando.
Planejamento para ficar ainda mais forte.
Ou seja, não é apenas uma diferença técnica.
É uma diferença estrutural.
Uma distância financeira que cresce temporada após temporada e que começa a transformar o futebol brasileiro em algo perigosamente previsível.
Vida que segue...
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