Sob pressão, Jaques Wagner prepara saída da liderança do governo no Senado

 

A permanência do senador Jaques Wagner (PT-BA) na liderança do governo no Senado parece ter chegado ao limite. Após dias de resistência e diante da escalada da crise provocada pela Operação Compliance Zero, aliados próximos do parlamentar passaram a defender que a saída do cargo o quanto antes seria a alternativa menos danosa para o governo e para a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A expectativa é de que Wagner comunique a saída aos dirigentes do partido e converse com o presidente, nos próximos dias, para formalizar a decisão.

Nos bastidores do Planalto, a avaliação é de que a manutenção do senador no posto transformou uma investigação individual em um problema político para o governo. Interlocutores do presidente afirmam que Lula acompanhou de perto os desdobramentos da operação e foi informado no fim de semana de que Wagner já havia se convencido da necessidade de deixar a liderança. A interpretação no entorno presidencial é de que o gesto pode ajudar a conter a crise e evitar que o caso continue monopolizando a agenda política.

Nos corredores do Congresso, já começou a disputa pela sucessão. Entre governistas, há quem defenda a escolha de um nome de perfil mais técnico e menos identificado com as correntes internas do PT, enquanto outra ala considera essencial manter um aliado político de confiança do presidente no comando da articulação com os senadores. Independentemente do desfecho, a percepção entre líderes da base é de que a saída de Jaques Wagner, caso confirmada, marcará uma das mais delicadas crises enfrentadas pelo núcleo político do governo Lula desde o início do terceiro mandato.

Vida que segue...


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