Relatos de Nattan, Murilo Huff, João Gomes e Zé Neto mostram mudança de postura entre cantores; especialistas alertam para impactos na voz, na performance e na saúde mental..
autocrítica feita por Nattan após um show em Maracanaú, no Ceará, no último final de semana, reacendeu uma discussão antiga dos bastidores da música: o impacto do consumo de álcool na rotina de apresentações.
O cantor admitiu que o entusiasmo e a bebida consumida ainda no camarim comprometeram sua performance, a ponto de repetir ao menos uma das músicas diversas vezes durante o show. Ele não citou se vai abandonar o consumo de álcool, mas prometeu entregar para o público uma "nova apresentação com o padrão de qualidade que seu público conhece" em uma outra data.
Não é de hoje que artistas consomem álcool nos palcos e bastidores. Bruno, dupla de Marrone, Leonardo e Zeca Pagodinho são alguns exemplos emblemáticos.
Mas os depoimentos recentes destes artistas mais jovens citando o impacto no palco podem significar uma mudança de padrão. Ou apenas o reflexo da fase em que os famosos mostram um pouco mais de sua "vida real". Eles contam suas dores, fraquezas e batalhas sobre saúde mental.
"As pessoas hoje são mais esclarecidas, e grande parte já entende a necessidade de se cuidar. A voz é multifatorial, sofre o impacto de tudo o que afeta o nosso corpo, para o bem e para o mal", afirma a fonoaudióloga Leny Kyrillos.
Vida que segue...
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