Flávio encara escassez ou fracasso de aliados em disputas nos estados do NE

Faltando pouco menos de quatro meses para a eleição, o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) encontra dificuldades para ter apoio e palanques de candidatos competitivos nas disputas aos governos dos estados no Nordeste.

Na última quinta-feira, o pré-candidato ao governo do Maranhão Lahesio Bonfim (Novo) anunciou a desistência da disputa para concorrer ao Senado, deixando o bolsonarismo órfão de candidato no estado.

Segundo pesquisa Atlas/Intel divulgada em 15 de maio, Lahesio não se mostrava um candidato competitivo e aparecia apenas em quarto lugar,

Há candidatos que contam com apoio do bolsonarismo e poderiam até oferecer palanque a Flávio, mas preferem manter a neutralidade.

Um exemplo é o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), que, apesar de contar com o apoio do PL estadual, deixou claro que não apoiará Flávio e só deve ceder o palanque nacional caso Aécio Neves (PSDB) realmente dispute a Presidência. "Sou independente", disse esta semana… - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/colunas/carlos-madeiro/2026/06/13/flavio-encara-escassez-ou-fracasso-de-aliados-em-disputas-em-estados-do-ne.htm?cmpid=copiaecola.

Para a cientista política Luciana Santana, da Ufal (Universidade Federal de Alagoas), o cenário de dificuldade de Flávio na região já era esperado e dificilmente irá mudar até a eleição.

"Havia uma perspectiva de que eles pudessem ter um outro tipo de estratégia mais assertiva, mas não é isso que tá acontecendo, e a gente tem aí uma grande dificuldade de construção de nomes competitivos", diz.

"Isso tem a ver pelo próprio comportamento do eleitor nos estados do Nordeste, que tem um nível de cristalização da sua preferência [por Lula] que não pode ser descartado. Isso cria obstáculos até mesmo a uma declaração explícita de apoio dos candidatos. Muitos desses apoios vão vir mais pelas candidaturas proporcionais".

Vida que segue...


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