Saúde privada gera 1 em cada 5 empregos do país, mas desigualdade salarial persiste

A saúde privada já se tornou um dos principais motores da criação de empregos formais no Brasil. Em abril deste ano, o setor respondeu por 1 em cada 5 empregos no País em torno de 21,4% de todas as vagas com carteira assinada. Os dados fazem parte da primeira edição do Monitor de Emprego na Saúde Privada (MESP), divulgado pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). Dos 85,8 mil postos formais gerados pela economia brasileira no mês, 18,3 mil vieram da cadeia privada de saúde.

Hoje, a saúde suplementar já emprega no total cerca de 4,3 milhões de trabalhadores formais no país, volume 3,7% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Os números reforçam uma característica que vem se consolidando nos últimos anos. Enquanto setores mais sensíveis ao ciclo econômico desaceleram diante dos juros elevados e do crédito mais restrito, a saúde continua ampliando contratações impulsionada por fatores estruturais, como o envelhecimento populacional, o aumento das doenças crônicas e a crescente demanda por serviços médicos e assistenciais. 

O levantamento, porém, revela uma contradição histórica do setor. Embora as mulheres tenham respondido por 75,1% das contratações realizadas em abril e por 82,5% do saldo líquido de vagas criadas no período, a remuneração média feminina continua inferior à masculina. 

Das 157,8 mil admissões registradas no mês, 118,5 mil foram ocupadas por mulheres. Ainda assim, o salário médio feminino ficou em R$ 2.599,20, contra R$ 3.010 pagos aos homens. A diferença salarial, embora tenha recuado em relação ao ano passado, permanece elevada, passando de 21,3% para 15,8%.

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