Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), os pagamentos por aproximação responderam por 73,6% de todas as compras com cartão no Brasil em 2025, ante 5,4% em dezembro de 2020.
Ainda de acordo com a Abecs, a modalidade por aproximação movimentou R$ 1,9 trilhão em 2025, crescimento de 31% sobre o ano anterior, enquanto o mercado de cartões como um todo encerrou o período em R$ 4,5 trilhões. No mesmo ritmo, o Pix superou 313 milhões de transações em um único dia em dezembro de 2025, segundo o Banco Central, consolidando o pagamento digital como padrão no país.
Já levantamento da consultoria Teleco, com base em dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), aponta que o Brasil tem cerca de 107 milhões de linhas no modelo pré pago, segmento que historicamente dependia de recargas em dinheiro feitas em pontos físicos. Com esses pontos presenciais cada vez mais escassos, as operadoras passaram a estimular a recarga por aplicativo, Pix e cartão, que cai em poucos minutos e dispensa qualquer deslocamento.
Em junho de 2025, o Banco Central lançou o Pix Automático, que permite o agendamento de despesas periódicas e recorrentes, como contas de telefone, a partir de uma única autorização do pagador. No pré-pago, soluções de recarga programada seguem a mesma lógica e garantem que a linha permaneça ativa sem ação manual a cada mês.
A modalidade chega em um cenário de ampla consolidação geral do Pix em território nacional. Segundo o Banco Central, mais de 170 milhões de brasileiros já utilizam o sistema, que se tornou um dos principais meios de pagamento do país.
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