Antes de conquistar 524.219 votos e uma cadeira na Câmara dos Deputados, Ana Elisa Santos Silva já discutia política, racismo, feminismo e direitos sociais nas redes. Aos 21 anos, a estudante de Direito, eleita pelo PT, foi a segunda mais votada de Minas Gerais para o cargo e a mulher com a maior votação da história mineira para a Câmara. Nascida em Divinópolis, estudou na rede pública e estagiou no Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais.
Criada por uma mãe solo que era professora da rede pública, ela conheceu a política acompanhando a mãe no movimento sindical. Outra parte de sua formação vem do Reinado, tradição religiosa e cultural afro-brasileira que reúne devoção católica e ancestralidade africana. Sua família tem raízes em Oliveira, no interior mineiro, e ela participa das celebrações desde os 2 anos.
A eleição trouxe restrições à sua liberdade. Ana Elisa denunciou ameaças racistas e de violência sexual e, nesta conversa, realizada à distância por segurança, relata viver com escolta 24 horas por dia.
Desde 4 de outubro, recebo pelo menos três ameaças de morte por dia, além de ameaças de estupro, ataques racistas e outras formas de violência. Desde que fui eleita, ando com escolta 24 horas por dia.
Vida que segue...
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