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Justiça proíbe Bradesco de fechar único banco de cidade no sertão da Bahia
A Justiça da Bahia determinou que o Bradesco mantenha o funcionamento da única agência bancária existente na pequena Macururé, de 7,2 mil habitantes e localizada no sertão do estado.
A liminar, concedida na última quarta-feira pelo juiz Dilermando de Lima Costa Ferreira, da 1ª Vara de Chorrochó, impede que a empresa encerre as atividades de seu PAB (Posto de Atendimento Bancário) —o que estava agendado para ocorrer sexta-feira (19).
O Bradesco alegou, para isso, que os canais digitais e sete correspondentes comerciais locais seriam suficientes para suprir a demanda da cidade, mas o argumento não foi aceito pelo magistrado.
"A decisão unilateral do banco de descontinuar o atendimento presencial sem plano de contingência fere o interesse público", afirmou o juiz na decisão.
No primeiro trimestre de 2026, o lucro líquido do Bradesco cresceu 16,1%, em comparação ao mesmo período de 2025, chegando a R$ 6,81 bilhões.
Em vídeo no Instagram, a prefeitura comemorou a decisão. "Essa é uma importante conquista para Macururé, fruto da mobilização da população e da atuação do Poder Judiciário em defesa do interesse público."
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Datafolha: Lula tem 41% das intenções de voto no 1º turno, contra 31% de Flávio Bolsonaro
Esse é o segundo levantamento do instituto após a divulgação do site Intercept Brasil sobre as conversas entre Flávio e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Nos áudios, o parlamentar pede dinheiro ao empresário para supostamente financiar o filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
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Analfabetismo ficou abaixo de 5% em 2025, mas 8,4 milhões ainda não sabem ler e escrever
Mais da metade dos analfabetos (4,8 milhões de pessoas) estava no Nordeste, com uma taxa de 10,6%.
A população com 60 anos ou mais era mais da metade (58%) do total de analfabetos em 2025. Eram 4,9 milhões de pessoas que não sabiam ler e escrever um bilhete simples.
Ainda na população com 60 anos ou mais, a taxa de analfabetismo das mulheres (13,7%) passou a ser menor que a dos homens (14,1%) pela primeira vez. Já a taxa de analfabetismo de pretos ou pardos (20,6%) era quase três vezes superior à de brancos (7,3%) nesse grupo etário.
Sem considerar a população idosa, a taxa de analfabetismo caiu para 2,6% entre pessoas de 15 a 59 anos.
Pela primeira vez, mais da metade de pretos ou pardos com 25 anos ou mais (51,3%) tem o Ensino Médio completo.
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Você Sabia?
Cursos tecnólogos: caminho mais curto para o mercado de trabalho
São João no bolso: 73% já perderam festa por falta de dinheiro
Mais da metade dos respondentes, 58%, afirma não comemorar a Festa Junina. Entre os motivos, a falta de dinheiro extra aparece como principal barreira, citada por 36% dos participantes.
O dado revela que a ausência da celebração não é, na maioria dos casos, uma escolha de estilo de vida. É uma limitação financeira.
Entre os que não comemoram, 53% afirmam preferir descansar em casa durante o período. O número pode indicar tanto uma preferência genuína quanto uma adaptação à impossibilidade de participar.
O cenário reforça que datas comemorativas populares, como a Festa Junina, ainda têm um custo real de participação. Para parte significativa do público, esse custo se apresenta como uma barreira concreta, não como uma decisão de não querer participar.
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A cada 13 minutos surgiu um novo risco digital no Brasil em 2026, mostra Serasa
As fraudes eletrônicas estão se profissionalizando no Brasil. Com o impulso da inteligência artificial e maior organização, o crime digital atinge agora escala industrial. O resultado é que a cada 13 minutos surgiu um novo risco digital só no primeiro trimestre de 2026, o que representa uma alta de 8,3% na comparação com o mesmo período do ano passado, como mostra um estudo divulgado pela Serasa Experian nesta quinta-feira (18).
Os movimentos fraudulentos incluem até mesmo a troca de informações entre os golpistas, que traçam as melhores rotas e as novas oportunidades de ganhar dinheiro online.
A riqueza de detalhes do “Mapa da Fraude” se deve ao acompanhamento das diferentes etapas da jornada digital, desde a criação de golpes e páginas falsas até tentativas de abertura de contas, roubo de identidade e fraudes em transações eletrônicas, trazendo um retrato completo da situação de insegurança da população, segundo a Serasa.
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Inadimplência bateu recorde em maio: 75,06 milhões de consumidores
O Brasil bateu mais um recorde consecutivo de inadimplência em maio, com 75,06 milhões de brasileiros com cotas em atraso. O dado faz parte do Indicador de Inadimplência da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil. Este volume representa 44,80% da população adulta brasileira. A variação anual observada em maio deste ano ficou abaixo da observada no mês anterior. Na passagem de abril para maio, o número de devedores cresceu 0,44%.
O crescimento do indicador anual se concentrou no aumento de inclusões de devedores com tempo de inadimplência de quatro a cinco anos (38,35%).
A maior concentração de devedores está entre 30 e 39 anos, somando 18,23 milhões de pessoas. Isso significa que mais da metade (53,79%) da população nesta faixa etária está negativada. A distribuição é equilibrada, com leve predominância feminina: sendo 51,34% mulheres e 48,66% homens.
Observando os resultados por região, o Sul apresentou a alta mais expressiva no número de inadimplentes na comparação anual, com crescimento de 9,86%, seguido pelo Norte (9,52%), Sudeste (7,94%), Centro‐Oeste (7,08%) e Nordeste (6,04%).
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Lula a Trump: ‘Não se meta nas eleições no Brasil’
O presidente Lula defendeu nesta quarta-feira que o presidente dos EUA, Donald Trump, não interfira nas eleições brasileiras e respeite o país.
“Por mim, ele pode continuar gostando do Bolsonaro – do pai, do filho, do neto. Não tenho nenhum problema. É um problema dele. Afinal de contas, gosto não se discute. Agora, não se meta nas eleições no Brasil.”
“As eleições no Brasil são um problema do Brasil, como as eleições americanas são problema deles e não são um problema meu. A única coisa que eu quero é respeito pelo Brasil, assim como eu tenho pelos EUA”, completou.
Em entrevista coletiva após o fim da Cúpula do G7, em Évian, na França, Lula disse que, se Trump conhece o Brasil pela relação que ele tem com a família Bolsonaro, ele desconhece o país. Vida que segue...
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Maioria tenta ganhar renda extra, mas não consegue sair do aperto
Em estados como Amapá, Rio de Janeiro e Amazonas, mais da metade da população adulta já está inadimplente, segundo dados do Mapa da Inadimplência da Serasa. O cenário reflete um desequilíbrio financeiro que vai além das dívidas acumuladas e expõe a dificuldade crescente dos brasileiros em recuperar previsibilidade econômica mesmo buscando alternativas para aumentar a renda.
Segundo pesquisa realizada pela Creditas, em parceria com a Opinion Box, intitulada “Corre Que Dá”, 95% dos brasileiros afirmam precisar ganhar mais dinheiro para alcançar seus objetivos financeiros. Ainda assim, 60% dizem já ter tentado criar uma fonte de renda extra sem sucesso.
O estudo também mostra que os principais fatores de desorganização financeira hoje não estão necessariamente ligados ao consumo excessivo. Para 32% dos entrevistados, os imprevistos financeiros são o maior desafio para manter as contas equilibradas. Na sequência aparecem falta de disciplina financeira (27%) e limitação de renda (25%).
Na avaliação de especialistas, a combinação entre renda insuficiente, instabilidade econômica e dificuldade de construir reservas financeiras ajuda a explicar os altos índices de inadimplência observados em diferentes regiões do país.
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Aproximação responde por 73,6% de todas as compras com cartão no país
Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), os pagamentos por aproximação responderam por 73,6% de todas as compras com cartão no Brasil em 2025, ante 5,4% em dezembro de 2020.
Ainda de acordo com a Abecs, a modalidade por aproximação movimentou R$ 1,9 trilhão em 2025, crescimento de 31% sobre o ano anterior, enquanto o mercado de cartões como um todo encerrou o período em R$ 4,5 trilhões. No mesmo ritmo, o Pix superou 313 milhões de transações em um único dia em dezembro de 2025, segundo o Banco Central, consolidando o pagamento digital como padrão no país.
Já levantamento da consultoria Teleco, com base em dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), aponta que o Brasil tem cerca de 107 milhões de linhas no modelo pré pago, segmento que historicamente dependia de recargas em dinheiro feitas em pontos físicos. Com esses pontos presenciais cada vez mais escassos, as operadoras passaram a estimular a recarga por aplicativo, Pix e cartão, que cai em poucos minutos e dispensa qualquer deslocamento.
Em junho de 2025, o Banco Central lançou o Pix Automático, que permite o agendamento de despesas periódicas e recorrentes, como contas de telefone, a partir de uma única autorização do pagador. No pré-pago, soluções de recarga programada seguem a mesma lógica e garantem que a linha permaneça ativa sem ação manual a cada mês.
A modalidade chega em um cenário de ampla consolidação geral do Pix em território nacional. Segundo o Banco Central, mais de 170 milhões de brasileiros já utilizam o sistema, que se tornou um dos principais meios de pagamento do país.
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Quase 70% dos eleitores não são polarizados; rejeição e indiferença avançam
Longevidade impulsiona segunda carreira e muda planos de aposentadoria do brasileiro
Nesse cenário, surge uma questão que afeta milhões de trabalhadores: como construir uma carreira capaz de durar várias décadas sem comprometer renda, empregabilidade e qualidade de vida?
Os números mostram a dimensão dessa transformação. A população com 50 anos ou mais já soma 61,4 milhões de pessoas no Brasil, o que representa 28,8% da população brasileira. Já a participação no mercado de trabalho desse grupo cresce cerca de 0,5 ponto percentual ao ano. Em março de 2026, por exemplo, a participação de pessoas 50+ no mercado de trabalho alcançou 43,6%, segundo dados da PNAD Contínua Trimestral.
Ao mesmo tempo, a taxa de desemprego entre os trabalhadores maduros ficou em 3,1%, abaixo da média nacional (6,1%), enquanto o rendimento médio é cerca de 10,5% superior ao registrado no conjunto da população ocupada.
Para Antônio Leitão, gerente-geral do Instituto de Longevidade MAG, a ampliação da vida profissional é resultado de uma combinação de fatores demográficos, econômicos e institucionais. “A vida mais longeva aumenta a duração das carreiras”, afirma.
Leitão ressalta que, além do aumento da expectativa de vida, mudanças no mercado de trabalho e nas regras previdenciárias contribuem para que as pessoas permaneçam mais tempo em atividade.
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Não conseguiu cantar de tão bêbado': como excesso de álcool nos palcos e bastidores afeta rotina dos artistas
Endividamento bate novo recorde no país e atinge 81,6 % da população
Ao alcançar o quinto mês seguido de alta e renovar o maior patamar da série histórica aos 81,6%, o endividamento dos consumidores brasileiros expõe a dependência de uma linha de crédito de altíssimo risco. Em abril, o índice era de 80,9%.
Os dados de maio foram apresentados hoje pela Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor de maio, realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
O cartão de crédito permanece isolado como a modalidade mais utilizada, parte do problema de 84,6% das famílias endividadas.
O ciclo de endividamento penaliza famílias de menor renda, elevando a inadimplência das que recebem até três salários mínimos para 38,6%.
O total de famílias que se consideram “muito endividadas” subiu para 17,0%, renovando o maior nível desde junho de 2024 e gerando uma postura de extrema cautela no mercado.
Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, o efeito prático do diagnóstico da pesquisa serve de alerta.
”Essa sequência de aumentos atinge, principalmente, as famílias de menor poder aquisitivo, pela exposição às taxas decorrentes de atrasos em pagamentos”, afirma. “É preciso garantir que o consumidor possa renegociar essas dívidas e recuperar seu fôlego financeiro”, reforça.
Diante das projeções da CNC que apontam novas altas do endividamento bruto nos próximos meses, a expectativa do mercado se volta para o recém-lançado Desenrola 2.0. O programa federal tem potencial para repetir a desaceleração de indicadores, observada na primeira versão do programa, em 2023.
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