
Em uma campanha que já começou com troca de farpas, Davi Alcolumbre (União-AP), Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS) intensificaram as articulações para conquistar votos fora de suas bases para a presidência do Senado. Enquanto o atual presidente da Casa negocia relatorias, comissões e espaços de influência para atrair a oposição, Marinho tenta avançar em negociações para além do PL. Tereza, por sua vez, aposta no trânsito entre parlamentares do Centrão para conquistar dissidentes de partidos alinhados à reeleição de Alcolumbre.
Apesar de disputarem parte dos mesmos votos, Marinho e Tereza evitam um confronto direto que favoreça Alcolumbre. Os dois mantêm suas candidaturas, mas pretendem comparar suas contagens em janeiro para decidir quem permanecerá na corrida como representante da oposição.
Após as eleições, Alcolumbre passou a explorar a força do cargo para ampliar sua capacidade de negociação. A aprovação da PEC da Segurança Pública e o avanço das discussões sobre o fim da escala 6x1, prioridades do governo Lula, foram incorporados à estratégia de demonstrar influência sobre a agenda legislativa. Ao mesmo tempo, o senador procura preservar canais com a direita e reduzir resistências à sua recondução.
A federação União-PP, o MDB, o PSD e o PSB somam 26 senadores na composição projetada para fevereiro. Com os 11 integrantes da federação do PT, o grupo chega a 37 cadeiras. Aliados de Alcolumbre estimam ter 48 votos, número considerado inflado pelos adversários. Como a eleição é secreta, o apoio das direções partidárias não garante a adesão integral das bancadas.
Vida que segue...
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