Com 15,9 milhões de empregados, serviços geraram R$ 3,5 trilhões em 2024
A blusinha virou cabo eleitoral
Agora a história ganhou outra dimensão. Em maio deste ano, o governo editou a Medida Provisória nº 1.357/2026, zerando o Imposto de Importação para compras internacionais de até US$ 50. A medida depende do Congresso para se tornar permanente. E foi aí que a inocente blusinha descobriu uma nova profissão: virou cabo eleitoral. "Eu fui contra a taxa das blusinhas!" "Eu votei para acabar com a taxa das blusinhas!" "Eu defendo o consumidor e quero a blusinha sem imposto!" São frases simples e compreensíveis. O calendário também ajuda: a propaganda eleitoral começou em 16 de agosto, quando o Congresso se prepara para analisar a medida. Se a MP não for aprovada, a cobrança poderá voltar, talvez perto do primeiro turno. Temos os ingredientes de uma boa novela eleitoral: imposto, consumidor, Congresso, indústria e votos. A blusinha pede registro de candidatura.
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Cartão de crédito domina dívidas do Desenrola
Mais da metade das dívidas renegociadas na plataforma no âmbito do Desenrola têm relação com gastos feitos no cartão de crédito. É o que mostra o levantamento realizado pela plataforma Acordo Certo. De acordo com o balanço das renegociações realizadas na plataforma desde o início do Desenrola, das mais de 89 mil dívidas negociadas, aproximadamente 45 mil são de cartão, o equivalente a 50% do volume total de acordos fechados.
Os números ganham peso na reta final do prazo para renegociar dívidas pelo Desenrola 2.0, prorrogado até 31 de agosto, e acendem um alerta sobre o uso do cartão nas compras do dia a dia. Dados do Banco Central mostram que o cartão de crédito é apontado como o principal fator de endividamento por 83,6% das famílias brasileiras, comprometendo sozinho 54% da renda familiar. O rotativo do cartão segue entre as modalidades mais caras do mercado, com juros médios que superam 430% ao ano, mesmo após as novas regras para o setor.
O volume de dívidas de cartão entre as renegociações evidencia a importância de combinar a recuperação financeira com ações de prevenção.
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Arrecadação federal cresce 8,97% em julho e chega a R$ 289,3 bilhões
A arrecadação total das Receitas Federais chegou a R$ 289,3 bilhões em julho de 2026, segundo a Análise da Arrecadação das Receitas Federais, elaborada pelo Ministério da Fazenda e pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB). O resultado representa crescimento real de 8,97%, considerando a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em relação a julho de 2025.
No acumulado dos sete primeiros meses do ano, a arrecadação alcançou R$ 1,87 trilhão, uma alta real de 6,98% na comparação com o mesmo período de 2025.
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A outra polarização
E, se contar PSol e Rede, deve passar dessa centena.
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Você Sabia?
O burnout é associado ao trabalho e marca um nível extremo de esgotamento físico e mental.
Em alguns casos, os sinais podem ser confundidos com emergências médicas.
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Rodrigo Pacheco critica a falta de diálogo entre os chefes dos Poderes
O senador e ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB) criticou a falta de diálogo entre os chefes dos três Poderes durante sua fala no 25º Fórum Empresarial LIDE, no Rio de Janeiro. Pacheco discursou sobre os desafios para o Brasil de amanhã e destacou a importância do diálogo.
“Se antevê uma necessidade, em razão do ambiente muito polarizado e dividido, e, a depender da conformação do Congresso Nacional, de uma capacidade do governante de diálogo, de estrutura, de debate e de aceitação de divergências. […] É muito ruim quando um presidente da República, um presidente do Senado, um presidente da Câmara, um presidente do Supremo Tribunal Federal não dialogam. Então esse é um grande desafio”, argumentou.
Para o senador, a polarização e a próxima formação do Congresso Nacional exigirão menos intransigência dos presidentes das Casas Legislativas. “A intransigência e a imposição de vontades num Brasil dividido e com uma conformação no Congresso Nacional que não seja necessariamente alinhada ao poder executivo podem colapsar algo que é absolutamente essencial para o desenvolvimento do país, que é o diálogo institucional. Então, esse é o primeiro desafio que nós teremos, de muita sabedoria daqueles que ocuparem essas esferas de Poder de não interromper o diálogo”, afirmou.
A difícil renovação do congresso
Com a decisão dos partidos de reservar recursos para quem é candidato a reeleição, como é o caso do PL, muita gente na política começa a apostar que a renovação do Parlamento será baixíssima nesta temporada eleitoral. Soma-se a essa preferência de financiamento para quem já tem um mandato, a amplitude das emendas parlamentares — hoje no patamar de R$ 60 bilhões.
As emendas praticamente levaram os prefeitos a “fidelizar” e replicar as campanhas dos parlamentares que beneficiaram as administrações locais com emendas.
Esse modelo será difícil de quebrar ou de levar à renovação. Quem está chegando agora começa em desvantagem e será difícil empatar o jogo a fim de tentar vencer quem já está no mandato.
Incerteza no mercado de trabalho e inadimplência reduzem consumo
A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e divulgada nesta quinta-feira, recuou 0,6% em agosto, na comparação dessazonalizada com julho, atingindo 104,9 pontos. A retração do indicador foi liderada pela forte deterioração da percepção sobre o futuro do mercado de trabalho: o componente de perspectiva profissional teve o maior recuo do mês (-1,9%) e registrou uma expressiva baixa de 9,9% frente ao mesmo período do ano passado.
O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, analisa o contexto de aperto monetário causado pela alta taxa Selic e os efeitos transversais dos dois lados do balcão.
O comportamento mais cauteloso das famílias ocorre em meio a um ambiente financeiro pressionado. O avanço da inadimplência entre empresas gera ruídos em toda a atividade econômica e afeta também a confiança dos trabalhadores ao ameaçar a estabilidade de suas ocupações”, diz.
Esse cenário consolida uma ambivalência na percepção sobre o trabalho. Embora a avaliação do Emprego Atual tenha registrado leve ganho de 0,1% no mês, sustentando a maior pontuação da pesquisa (127,7 pontos), a apreensão em relação aos meses seguintes prevalece. A percepção de fragilidade na saúde financeira das empresas faz com que o consumidor adote uma postura de prevenção, segurando decisões de gasto.
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Bets são mais rentáveis que bancos?
A divulgação recente de dados do Ministério da Fazenda sobre faturamento e lucro bruto dos sites de apostas esportivas – as bets – abriu espaço para uma comparação com o desempenho de setores tradicionais da economia, como bancos e instituições financeiras. Os números ajudam a dimensionar o tamanho que o mercado de apostas alcançou no Brasil e levantam a discussão sobre rentabilidade, geração de receita e impacto econômico de um setor ainda recente e em processo de regulamentação.
Os números oficiais mostram que as empresas regularizadas faturaram R$ 36,9 bilhões em 2025 e, no primeiro quadrimestre de 2026, a receita chegou a R$ 12,2 bilhões, o dobro do mesmo período do ano anterior, segundo dados da Receita Federal, com 25 milhões de CPFs tendo apostado em 2025 e gasto médio de R$ 123 por mês por jogador, já descontadas as premiações.
“É por isso que o retorno de um banco excelente orbita os 20% e 25% ao ano, enquanto uma bet bem-sucedida, com capital próprio mínimo, pode gerar retornos muito superiores sobre o que foi efetivamente investido. Agora, se a régua for ‘resultado por real de receita’ (margem), a conta muda, e o jogo fica mais equilibrado. As bets ganham em retorno sobre capital, porém, em margem sobre receita, big techs e bancos brasileiros seguem imbatíveis entre os grandes setores”, diz o analista.
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Eleição: homem, branco e empresário é perfil majoritário de candidatos
Do total de pedidos de registro de candidatura, 13.374, ou 65%, são de pessoas do sexo masculino, e 7.156, ou 35%, são de pessoas do sexo feminino. Além disso, mais de 10 mil informaram ter cor branca e 2.576, ser empresário.
As solicitações englobam os cargos de presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador, senador e suplentes, deputado federal, deputado estadual e deputado distrital.
A maior parte dos pedidos é para o cargo de deputado estadual (11.103 registros). Em seguida, aparecem as solicitações para deputado federal (7.636); para deputado distrital (420); para governar estados e o Distrito Federal (196); para senador (315); e para a Presidência da República (13).
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Vale propõe plano para destravar mineração e ampliar empregos até 2035
Segundo o levantamento, a arrecadação fiscal associada à mineração, que somou R$ 750 bilhões na última década, poderia alcançar R$ 1,3 trilhão entre 2026 e 2035. A produção mineral anual, por sua vez, poderia passar dos cerca de R$ 300 bilhões atuais para até R$ 535 bilhões em 2035.
O estudo aponta que apenas 28% do território brasileiro está mapeado geologicamente em escala considerada adequada para orientar investimentos em pesquisa mineral. A ampliação desse conhecimento é apontada como uma das medidas necessárias para identificar novas fronteiras de exploração, inclusive de minerais críticos e terras raras.
O levantamento estima ainda que o impacto da mineração sobre o emprego, considerando postos diretos, indiretos e induzidos, poderia chegar a 5,3 milhões de vagas até 2035, ante cerca de 3 milhões atualmente — um potencial adicional de 2,3 milhões de empregos.
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Dino afasta presidente do Tribunal de Contas do Maranhão por 180 dias
Consumo das famílias cresceu 2,6% no segundo trimestre
Em 1º ato em SP, Lula promete prender líderes de facções e defende soberania
Também falou sobre segurança pública, um dos temas em destaque na campanha eleitoral deste ano. O petista destacou que pretende combater lideranças de facções criminosas, e prometeu investimentos em educação para evitar que o adolescente creça e "vire bandido".
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IBGE: taxa de informalidade é de 37,4% da população ocupada
Os dados constam na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada hoje pelo IBGE.
Frente ao trimestre imediatamente anterior, a taxa de desocupação diminuiu em 13 unidades da federação: Santa Catarina (-0,6 p.p.), Maranhão (-0,9 p.p.), Espírito Santo (-0,9 p.p.), Mato Grosso (-0,9 p.p.), Goiás (-1,0 p.p.), Rondônia ( -1,0 p.p.), Mato Grosso do Sul (-1,1 p.p.), Minas Gerais (-1,2 p.p.), Alagoas (-1,3 p.p), Tocantins (-1,5 p.p.), Acre (-1,6 p.p.), Paraíba (-1,6 p.p.), Rio Grande do Norte (-1,9 p.p.). As demais ficaram estáveis. As maiores taxas de desocupação foram no Amapá (9,8%), Bahia (9,1%), Pernambuco (8,3%), Piauí (8,3%) e Sergipe (7,9%); as menores foram em Santa Catarina (2,1%), Mato Grosso (2,2%), Espírito Santo (2,3%), Rondônia (2,6%) e Mato Grosso do Sul (2,7%).
A taxa de desocupação por sexo foi de 4,6% para os homens e 6,4% para as mulheres no segundo trimestre de 2026. Já a taxa de desocupação por cor ou raça ficou abaixo da média nacional (5,4%) para os brancos (4,2%) e acima para os pretos (6,9%) e pardos (6,1%).
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