Custo de vida alto enfraquece discurso de inflação sob controle

“Está tudo muito caro; os preços estão pela hora da morte; só o governo vê queda da inflação.” Frases como essas se repetem em filas de supermercados, feiras, padarias e farmácias. Elas traduzem a frustração de quem, ao pagar as compras, percebe que a renda já não compra a mesma quantidade de bens e serviços de antes - a distância, no cotidiano, entre o que mostram os indicadores de inflação e o custo efetivo de manter o padrão de consumo.

Do ponto de vista técnico, inflação é o aumento generalizado e contínuo dos preços. No Brasil, é medida oficialmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Custo de vida, por sua vez, é quanto uma família precisa gastar para sustentar seu padrão de consumo em determinado local. O problema é que, mesmo com a redução do desemprego e a alta da renda e da massa de rendimentos nos últimos anos, o ganho tem sido insuficiente para recompor o poder de compra.

Como economia e política se misturam, emerge o paradoxo do governo atual: embora entregue números macroeconômicos positivos - PIB em crescimento (ainda que com juros elevados), queda do desemprego, valorização do salário mínimo e renda em expansão -, enfrenta baixa aprovação, porque a percepção das famílias é de aperto no orçamento.

Em abril, de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada em parceria entre o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o valor da cesta variou de R$ 619,32 em Aracaju (SE) - o menor - a R$ 906 14 em São Paulo - o maior. De março para abril, a cesta subiu 3 49% em Aracaju e 2,51% em São Paulo.

Vida que segue...


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