Em nota, o MDB diz que vai construir um projeto próprio para eleição ao governo e abrir diálogo com outras legendas. O partido comanda 71 prefeituras e 59 vices nos 295 municípios de SC — ou seja, está à frente de quase metade das cidades no estado.
Nos bastidores, é dado como certo que o MDB vai se alinhar a João Rodrigues (PSD), prefeito de Chapecó e considerado a principal ameaça a Jorginho Mello. Com isso, a perspectiva é que o MDB feche com o PSD e que uma das vagas ao Senado fique com o Progressistas, excluído do palanque do atual governador.
Integrantes do centrão apontam o que consideram traição do PL: Jorginho Mello preteriu uma aliança com caciques locais em detrimento de acomodar Carlos Bolsonaro na chapa ao Senado.
O governador tinha um acordo com o MDB para a vice e com o Progressistas para uma das cadeiras ao Senado. Na semana passada, Jorginho Mello anunciou que Adriano Silva (Novo) ficaria com a vice.
O rearranjo foi provocado pela entrada de Carlos Bolsonaro na disputa ao Senado. Outros dois nomes fortes no estado, da deputada Carol de Toni (PL) e do senador Espiridião Amin (Progressistas), postulam as vagas.
A mudança de domicílio eleitoral de Carlos do Rio de Janeiro para Santa Catarina e sua entrada na disputa irritou os caciques locais, já que passaram a ser três nomes para concorrer a duas cadeiras.
Vida que segue...
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