A oposição ao governo Lula transformou o veto integral ao projeto de lei da Dosimetria em seu principal instrumento de pressão política para a retomada dos trabalhos do Congresso. Nos corredores da Câmara e do Senado, o clima é de mobilização permanente. Líderes de partidos como PL, Republicanos e setores do Centrão já tratam a derrubada do veto como uma "missão de honra" para marcar o início do ano legislativo e impor uma derrota simbólica ao Planalto.
Segundo parlamentares que participam das conversas reservadas, a reação não foi improvisada. Desde dezembro, quando o Palácio do Planalto deixou claro que barraria o texto, dirigentes da oposição passaram a mapear votos e a alinhar discursos. "A gente já sabia que Lula ia vetar. Isso foi conversado dentro das bancadas ainda antes do recesso. A ordem agora é pressionar para votar o quanto antes e derrubar tudo", afirmou um deputado do PL envolvido diretamente nas articulações.
Nos bastidores, a avaliação é de que o governo escolheu deliberadamente elevar a tensão com o Congresso ao vetar um projeto que teve amplo apoio parlamentar. Para lideranças oposicionistas, o Planalto desconsiderou acordos políticos e ignorou a correlação de forças no Legislativo. "O recado foi claro: o governo não quer dividir poder, quer impor sua narrativa. Isso vai custar caro", afirmou.
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