Governo aposta em pautas sociais para driblar o Centrão

 


Em seu último ano, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta um ambiente político desafiador, marcado por um Congresso hostil, disputas por narrativas e a necessidade de negociações complexas com o Centrão para aprovar pautas estratégicas. Depois de vitórias econômicas nos três primeiros anos de gestão, como a aprovação da reforma tributária e a isenção do Imposto de Renda (IR), o foco do Planalto se volta, agora, para o campo trabalhista, tentando reforçar a base eleitoral e consolidar a imagem de governabilidade.

Nas últimas semanas de dezembro, Lula indicou em seus discursos qual será a direção do governo na reta final antes das eleições. Entre os projetos prioritários estão a regulamentação dos trabalhadores por aplicativo, principalmente entregadores, e o fim da escala 6x1.

Para o cientista político Lucas Fernandes, a deterioração da relação de Lula com o Congresso ocorreu de maneira diferenciada nas duas casas. Na Câmara, houve uma ruptura do Hugo Motta com o líder do PT, Lindbergh, contaminando a relação do Planalto com a Casa. No Senado, a indicação de Messias desagradou Davi Alcolumbre, não apenas pelo nome, mas pelo modo como a indicação ocorreu — segundo Fernandes, Alcolumbre teria sido avisado pelas redes sociais, sem receber um telefonema de Lula, sendo que o candidato preferido dele era Rodrigo Pacheco. "É um momento bastante tenso, e o governo precisa colocar o time de elite em campo para tentar reconstruir pontes", destaca Fernandes.



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