Começa janeiro, e como todos os anos as redes se enchem de promessas: "este ano vai ser diferente", "agora vai!", "mudanças radicais".
Mas ano novo não muda comportamento. Muda calendário. O que realmente muda ou permanece é a nossa consciência, emocional, financeira e de quem acreditamos ser.
Quando pessoas que cresceram na escassez passam a ter acesso ao dinheiro, o consumo muitas vezes surge como compensação. Comprar deixa de ser escolha e vira resposta emocional ao que faltou no passado. Sem educação financeira, essa transição costuma levar ao consumo sem critério, não por descontrole, mas por falta de repertório.
Pesquisas mostram que 55% dos brasileiros afirmam ter pouco ou nenhum conhecimento em educação financeira, apesar de reconhecerem sua importância (Pesquisa Febraban de Educação Financeira, 2023). Outros levantamentos indicam que uma parcela significativa da população não consegue organizar um orçamento doméstico básico nem acompanhar receitas e despesas com clareza (Pesquisa Onze/Estadão, 2023).
Ano novo não resolve, mas consciência transforma.
Talvez este não seja o ano de ganhar mais. Talvez seja o ano de se relacionar melhor com o dinheiro que já existe na sua vida. E essa virada, a mais importante de todas, nenhum calendário faz sozinho. Ela exige o exercício da consciência.
Vida que segue...
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