O endividamento das famílias saiu de 17% da renda em 2005 para quase 50% em 2025. Os dados são do estudo do DPEc do banco Daycoval, que identificou que o endividamento elevado das famílias reduz o impacto da massa salarial no consumo.
A expansão do crédito habitacional foi o principal fator: o endividamento habitacional com relação à renda saiu de 2,6% para 18,5% no período, enquanto o ex-habitacional oscilou ao redor de 25% a 31%. O limiar estimado de 39,6% foi cruzado definitivamente em 2020 e a economia opera no regime alto desde então.
O resultado central é que no regime de endividamento baixo, cada 1 p.p. de crescimento da massa salarial adiciona 0,29 p.p. ao consumo. No regime alto, esse coeficiente cai para 0,17- uma perda de aproximadamente 40% na transmissão. Ao mesmo tempo, o crédito muda de papel: no regime baixo, as concessões reais para pessoa física na variação anual não são significantes (o efeito é dominado pela renda); no regime alto, elas entram com efeito líquido de 0,10p.p., sugerindo que as famílias mais endividadas recorrem ao crédito para sustentar o padrão de consumo.
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