Bolsonarismo dispensa inimigos

Os bolsonaristas amam uns aos outros com todo ódio. Gastam mais tempo e energia falando mal de si mesmos do que de Lula e do seu governo. Em vídeo postado nas redes no final de semana, Flávio Bolsonaro pediu "racionalidade". Apelou à razão depois que o irmão Eduardo voltou a bater em Nikolas Ferreira abaixo da linha do intelecto.

Eduardo acusou Nikolas de impulsionar nas redes sociais perfis que criticam ou desejam mal a Bolsonaro. O deputado reagiu com um "kkk..." E Eduardo: "Risinho de deboche para mim? Ao que parece, não há limites para seu desrespeito comigo e minha família". Michelle Bolsonaro tomou o partido de Nikolas, repostando um vídeo dele.

Flávio se disse angustiado. Acha que "todo mundo sai perdendo" nesse tipo de arranca-rabo doméstico. Realçou que o "inimigo" está do outro lado. Embora a biografia bem rachadinha indique que o primogênito de Bolsonaro não passará pelo buraco da agulha, ele se sentiu autorizado a receitar um versículo bíblico aos aliados.

Recomendou a Epístola aos Colossenses 3:13: "Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor lhes perdoou". Num instante em que Flávio Bolsonaro cresce nas pesquisas fazendo pose de moderado, os céus parecem avisar aos eleitores que o pior tipo de excesso que se pode cometer diante do bolsonarismo é o excesso de moderação.



Josias de Souza 




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